Posts Tagged ‘respeito’

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Relacionamentos Esquizofrênicos

18/01/2012

Uma das características mais assustadoras da esquizofrenia é quando o paciente começa a ter alucinações. Pessoas que só ele vê, sons que só ele ouve. É uma das muitas peças que nossa mente complexa pode nos pregar e percebemos o quanto somos frágeis, como seres humanos.

Embora eu tenha quase certeza de estar no controle das minhas faculdades mentais, acabei por me envolver em muitos relacionamentos que, em determinado ponto, começaram a me fazer questionar minha sanidade. Deixando claro desde já, que não se trata de relacionamentos casuais, sem envolvimento emocional.

Foram relacionamentos em que somente as pessoas envolvidas — no caso eu e o dito-cujo — sabíamos da existência, por um motivo ou outro. E depois de vários meses, eu chegava a conclusão de que nenhum de meus amigos havia nos visto juntos, eu não podia falar sobre ele em lugar algum, não podia contar à minha família e ele, por sua vez, também não me assumia de forma alguma. Será que ele EXISTIA?

Certamente que o indivíduo sim, mas o relacionamento, só na minha ingênua cabecinha.

Por todas as vezes que isso aconteceu, cheguei a levar o enrosco por meses, obviamente apaixonada, mas no fim tudo ruiu antes mesmo de assumirmos. A minha conclusão sempre foi: “se não vale a pena assumir, porque valeria a pena continuar insistindo?”

A questão é que podemos embarcar em uma furada dessas por um zilhão de motivos diferentes. Seja porque não queremos que algum ex fique sabendo, porque no início queremos ir devagar para preservar a vida pessoal, ou até mesmo porque não é um relacionamento, por assim dizer, legítimo.

O problema começa no exato instante em que você não quer mais deixar a coisa sob panos quentes (ou lençóis, como preferir) e aí já não sabe mais como fazer isso.

E aí? Como resolver?

Bom. Aí é a hora de ver o que vale a pena para você. O quanto você gosta do cara? Qual é a probabilidade do entrave se resolver e vocês poderem assumir que estão juntos?

Normalmente, o que acontece nesta situação, é que o rapaz (ou moça)  em discussão está acomodado.

Ele até pode gostar de você. Mas te mantendo em banho-maria, tem um carinho fixo a hora em que quiser e ainda pode sair para se divertir como solteiro. (No caso dos solteiros, claro. Se você for a outra, ele conta vantagem na hora de poder comer duas diferentes). Dificilmente um homem vai sair de sua zona de conforto, depois que entrou nela.

Um relacionamento deste pode ser terrível para sua autoestima, porque uma hora você vai se perguntar “por que será que eu não pareço valer a pena de um esforço, para ele?”

Então, somente para fins de pesquisa científica, classificaremos:

casus esquizofrenicus: é aquele que você tem, mas de vez em quando bate uma dúvida se não é só coisa da sua cabeça, já que não tem provas documentais e tudo o que seus amigos conhecem dele é o que você diz.

E você? Já se envolveu com alguém e teve que manter segredo? Já achou que estava alucinando uma relação inteira? Já sentiu que o ficante estava acomodado? Diz aí!

Deka

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A crise dos três meses

11/01/2012
Atualmente estou vivendo o meu primeiro namoro de verdade. Já tive outras pessoas que chamei de “namorado”, mas chamava assim somente por fidelidade (pelo menos da minha parte) e por não saber exatamente como classificar tal envolvimento. No fim das contas, acabei descobrindo que a única que achava que estava namorando era eu.

Esta introdução serve para ambientar vocês, queridos leitores, a entenderem que eu sempre ouvi falar da crise dos três meses, consolei e aconselhei muitas amigas a passarem por esse período complicado do namoro, mas nunca soube o que motivava as crises, muito menos vivi tal experiência.

Até agora.

Parece que no momento em que você e seu namorado se dão conta de que falta pouco para fazerem três meses, o reloginho do destino se destrava e tudo começa a dar errado.

A boa notícia é que eu entendi o motivo: amadurecimento da relação.

Nos primeiros meses de um namoro tudo é lua-de-mel. Vocês ainda estão encantados com essa pessoa incrivelmente corajosa que te desencalhou, os defeitos até são conhecidos, mas a empolgação com o namoro novinho e todo aquele mundo de novidades a serem desbravadas acabam por ofuscar todo o resto.

Aí o tempo passa. A empolgação começa a acalmar, o amor permanece, as qualidades ficam ainda mais valiosas, e vejam só, os defeitos continuam lá!

Sem o brilho da novidade para te distrair, você começa a conhecer melhor a pessoa com quem resolveu compartilhar seu coração. As partes em que as engrenagens não se encaixam perfeitamente começam a se destacar e aí, meu amigo, minha amiga, chega a hora de acertar os ponteiros.

Aquela sua maniazinha de interromper as pessoas vai começar a incomodá-lo. Aquele jeito fofo dele de dizer as coisas erradas na hora errada, não vai mais ser tão engraçadinho assim. E você vai perceber que, de repente, não era tão paciente quanto acreditava ser.

E então, quando diagnosticamos o problema e o assumimos, fica mais simples encontrar a solução: mais paciência e muita conversa.

Se tem uma coisa que eu aprendi com meu primeiro namoro, é que brigar é a pior coisa que existe. Vocês discordam, você acha que está certa e ele também. Mas você o olha ali, falando aquelas coisas tão duras pra você e você ainda o ama. Até quer fazê-lo entender o que está dizendo, às vezes também diz coisas duras a ele. Mas no fim, percebe que no fundo, só está morrendo de medo de perdê-lo e não vê a hora daquilo tudo acabar.

Aí é a hora de respirar fundo e procurar a melhor solução para ambos. Infelizmente discussões acontecem mesmo e é importante para o amadurecimento dos dois, e também para o entendimento de como este relacionamento vai funcionar.

No fim, tudo se resume ao que vocês sentem um pelo outro e o que estão dispostos a fazer para seguir em frente. E que venham as crises de três meses, quatro, sete, dez anos. Vocês se descobrem com vontade de enfrentar todas elas.

Se há amor, o amor nunca falha.

Deka

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Individualismo x Respeito

03/11/2011

Não sei quando foi que as pessoas deixaram de se importar em ferir as outras. Talvez eu ainda não fosse nascida quando esse péssimo hábito começou aos poucos e agora, no auge, eu continuo horrorizada, mesmo percebendo que a maioria já vê tal atitude como corriqueira.

Não vou entrar no mérito da traição, porque eu acredito que o conceito de fidelidade seja muito particular. Acho que, a partir do ponto em que há diálogo entre o casal e ambos curtem serem livres para estarem com outras pessoas, não há desrespeito, portanto não há traição. Além do mais, trair se trata de um extremo e não pretendo chegar tão longe com esse post.

Vou falar apenas de comportamento e do MEU (ficou claro que é MEU?) conceito de relacionamento. A partir daí vocês podem concordar comigo ou não.

Pra mim, relacionamento é compartilhar. Compartilhar sua vida, seus momentos bons e ruins, conquistas, fracassos, coisas, lugares, filmes, risadas e bobeirinhas que todo casal está cansado de saber e adora.

Porém há algo mais que é compartilhado em um relacionamento e pouca gente parece se dar conta disso: a imagem. Desde que você e seu namorado mudaram o status do facebook para “em um relacionamento sério”, a imagem de vocês dois está vinculada e é inevitável que o seu comportamento afete a imagem dele.

Explico. Se você é namorada carinhosa, meiga e fofa quando está com ele, mas quando sai com seus amigos fica dando mole pra um e outro, falando putaria como quando ainda era solteira e enche a cara até subir no balcão e começar a dançar kuduro, você está fazendo todo mundo achar que o seu namorado é um otário, que pensa que você se comporta do mesmo jeito que está com ele, quando sai sozinha. O mesmo tanto para os meninos. Fazer coisas que você não faria na frente dos seus parceiros, qualquer que seja o motivo, abre a oportunidade para que os outros pensem merda de vocês dois.

Daí vêm os individualistas de plantão e dizem: “Tô pouco me lixando pro que os outros pensam. Eu sei que não fiz nada de errado, minha consciência tá limpa. Isso é problema meu.”

Não, pequeno gafanhoto. Não é problema seu. Por que os outros acharem que você é babaca é problema seu mesmo e você tem todo o direito de ignorar a opinião alheia e viver sua vida como você bem entender. Mas agora o que você faz também prejudica a SUA namorada. A SUA namorada é que vai sair como a idiota, que não conhece o namorado que tem. O SEU namorado é que vai sair como o corno, que namora uma guria fácil, que dá em cima de todo mundo. A SUA namorada que vai ser a pobre coitada que namora um alcoólatra que só dá vexame e estraga a festa de todo mundo.

Em um relacionamento, o que você faz não afeta só você. Afeta a pessoa que te ama e que, espero eu, você também ame. Esse é o meu conceito de respeito e acho que não está tão longe assim do que é necessário para fazer duas pessoas viverem felizes juntas.
Ou você é daqueles que acham que respeitar seus caprichos é mais importante do que não ferir quem você ama?

Deka

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I’m too cool for you, anyway

26/10/2011

Alguém aqui já assistiu Scott Pilgrim Vs The World? A maioria dos que assistiram diria que é uma adaptação (muito boa, por sinal) de um quadrinho, para o cinema. Outros resenhariam a história de um rapazinho apaixonado que luta para conquistar a mulher dos seus sonhos. Eu diria outra coisa, totalmente diferente.

Eu diria que é a história de uma mulher bonita, legal e dedicada em busca do amor verdadeiro. E que, no fim, ela descobre ser melhor aguardar por alguém que mereça todo esse amor.

Feita esta introdução, vamos falar de mulheres.

Todos nós estamos cientes das diferenças entre os sexos e das dificuldades que homens e mulheres encontram para se adaptar às atitudes do parceiro que consideram irritantes. Porém algumas atitudes femininas são unanimidade geral de ambos os sexos, como coisa de mulher chata.

Ser mau-humorada, desanimada pra sair, chiliquenta, possessiva, melosa, invasora de privacidade, barbie frescurenta, cu doce, somos-somente-bons-amigos, chantagista e competitiva, só pra começar, são os campeões de reclamações.

O primeiro ponto a levar em consideração, é que é realmente difícil encontrar mulher que não carregue pelo menos uma dessas características, entre outras piores. Mas o segundo, que é o “xis” da questão neste texto, é que na maioria das vezes são justamente ESTAS mulheres que nunca estão solteiras. Quer dizer, aquelas garotas legais, que não ligam que o namorado saia de vez em quando para beber com os amigos, topam aquelas suas aventuras malucas, é fiel e dedicada, te apoia, resolve discussões como adulta e nunca compete com você, são as mesmas que os homens chamam pra tomar um chopp de vez em quando, mas se rolar algum envolvimento é uma vez apenas e depois já vêm com o famoso “não é você, sou eu” – isso quando alguém CHEGA nela, né?

E aí, a pobre coitada fica com aquela cara de onde foi que eu errei, sem entender porquê os homens não querem ter tudo aquilo que eles sempre descreveram como perfil da namorada perfeita.

Outro dia, conversando com algumas amigas sobre isso no twitter (todas elas lindas, inteligentes e LEGAIS), uma seguidora nos disse algo que entregou o segredo da vida, do universo e tudo mais: um amigo dela respondeu que prefere ter que lidar com um barraco de uma barbie que ter uma discussão séria com uma mulher inteligente. Ou seja: esta mulher ASSUSTA os homens.

Embora depois de uma quantidade considerável de relacionamentos falidos, este tipo de mulher tende a acreditar que o problema é com ela, na verdade não é. Hoje em dia, a maioria das pessoas não está pronta para um relacionamento duradouro. Ninguém quer se comprometer e se aprofundar em uma única pessoa.

O resultado é um festival de autosabotagem. Quantas vezes você mesma não preferiu se envolver com um cara problemático, porque no fundo, você sabia que se não desse certo, a justificativa seriam os problemas dele e não sua falta de dedicação à pessoa? Ter que aceitar defeitos, se adaptar às diferenças e buscar conhecer profundamente uma única pessoa, dá muito mais trabalho do que ter vários relacionamentos rasos, que se não der certo, você termina e parte pra outra.

Então qual é a solução? Virar uma problemática? De forma alguma. No fim, cabe a estas mulheres (e a estes homens) esperar até encontrarem um ao outro. Porque parece impossível, mas não é. E quando esta oportunidade surgir, esteja pronta para receber um homem de verdade, ou você pode acabar perdendo a chance de viver um grande amor, por puro medo.

Deka

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Ele não te quer tanto assim

18/08/2011

Na sua opinião, o que é machismo?

Reparem que estou perguntando a respeito de sua opinião e não a definição que a sociedade adota para a palavra. Não me considero uma feminista.

Só concordo com elas até o ponto em que determinam que a mulher é dona do próprio corpo e pode fazer dele o que bem entender, inclusive se abster de sexo. Porém discordo da posição exageradamente rígida quanto à mulher como objeto de desejo sexual. Por que em termos de sexo, acredito que grande parte do nosso prazer está em saber o quanto somos desejadas.

Então, quando vejo coisas como Lingerie Day, ou ensaios sensuais bombando na internet, não acho errado, muito menos acho que as gurias em questão são vadias, porque sei como todos aqueles comentários e homens babando fazem bem pro ego.
Isto posto, viro este conceito de machismo do avesso e pergunto: é possível os homens serem vítimas de machismo?
Acertou quem respondeu que sim.

O exemplo mais recente (e não foi o primeiro do tipo, que presenciei), foi o dia em que mencionaram no twitter o caso de um rapaz que usou a desculpa de “preciso ir à academia”, para dar um fora em uma menina que estava lhe fazendo um convite coberto de segundas intenções. Uma amiga minha divulgou o babado no twitter e em menos de cinco minutos, homens e mulheres estavam em polvorosa, botando em dúvida a orientação sexual do rapaz que dispensou uma gostosa.

Não estou criticando o convite dela e sim a reação ao toco que recebeu. Poxa, o cara não tem o direito de simplesmente não estar a fim? Acho que a desculpa da academia foi a forma mais sutil e delicada que ele encontrou de dar um fora nela. Um homem não é obrigado a querer sexo full time.

Só acho irônico que, as mesmas garotas que queimam sutiãs para poderem assumir a propriedade do próprio corpo, as mesmas garotas que querem falar de sexo abertamente sem seres chamadas de putas e, por fim, as mesmas garotas que querem fazer sexo casual sem a preocupação de serem divididas entre os grupo de “para casar” e “para comer”, sejam as primeiras a chamarem de “viado”, o homem que não está disposto a comê-las. Isso é incoerente!

Se nós queremos que o mundo compreenda que gostamos de sexo, sim, e podemos dar para quem e quando bem entendermos, também precisamos estar prontas para entender que o bofe também tem o direito de não nos querer. Simples.

Pra mim, isso é machismo. E pior ainda: machismo contra os machos.

Então da próxima vez que você levar um fora, tente compreender que ele não quer te comer naquele momento. Ou simplesmente não te quer mesmo. Seja mulher pra lidar com isso.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 3

01/06/2011

Já achou o seu amor nos posts anteriores? Não? Então talvez ele esteja neste aqui.

11. O amor determinado (One Day or Another – Blondie)

Eu te quero e vou ter, de um jeito ou de outro. Simples assim.

Veja a letra aqui.

12. O amor no time errado (Malchik Gay – t.A.T.u)

O cara é lindo, fofo, gentil, inteligente e até rico. Peraí… Tem alguma coisa errada… Ele é PERFEITO? Hum, bem…

Veja a letra aqui.

13. O amor perdido (Baby One More Time – Britney Spears)

Você já estava se sentindo dentro de uma comédia romântica, de tão bem que tudo estava indo. Só que tudo estava bem só pra você. De repente ele(a) se vai e te deixa ali, com cara de “ué”. Então é hora de mobilizar o colégio e ensaiar uma coreografia. Bom, pelo menos foi isso que a Britney fez:

Veja a letra aqui.

14. O amor casado (From This Moment On – Shania Twain)

Nem preciso explicar muito. Já se encontraram, se acertaram e agora pretendem dedicar a existência à felicidade mútua. Será que isso ainda existe?

Veja a letra aqui.

15. O amor casual (4ever – The Veronicas)

Você quer, ele quer, pra que ficar de cerimônia, né? Carpe Diem e que o amor seja eterno, até que o dia amanheça.

Veja a letra aqui.

Beijos!

Deka

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 2

26/05/2011

Essa é a segunda parte da série que está musicando sua relação (ou não-relação, vai saber). Confira os outros tipo de amor que nós listamos:

6. O amor capitão Nascimento (Love the Way you Lie – Rihanna ft. Eminem)

Vulgo “maldição”. Os dois possuem uma capacidade incrível de se machucar o tempo todo e ainda assim permanecem presos um ao outro, por uma paixão auto-destrutiva.

Veja a letra aqui.

7. O amor safadinho (Mania de Você – Rita Lee)

Sabe quando você só consegue pensar na pessoa pelada? A maior parte das lembranças que você tem, vocês estão fazendo sexo? Então.

Veja a letra aqui.

8. O amor possessivo (Every breath you take – The Police)

O medo, a insegurança, a obsessão. O ciúme pode se tornar bem parecido com alguma doença psicológica e nos casos mais extremos, virar crime. A pior parte é que nesses casos o pior sempre acaba acontecendo e o que o ciumento mais temia se transforma em realidade: a perda da pessoa amada.

Veja a letra aqui.

9. O amor divertido (When I’m With You – Best Coast)

O mundo pode estar se acabando em fogo, a vida uma bosta, a chefe na TPM e os clientes com preguiça de responder seus e-mails. Mas esse casal, quando está junto, esquece de tudo isso e só se importam em aproveitar ao máximo o tempo que têm juntos.

Veja a letra aqui.

10. O amor urgente (Pratododia – O Teatro Mágico)

Aqui o destino, engraçadinho, aprontou das suas e colocou no caminho duas pessoas que se deram muito bem, mas por razões que não vêm ao caso, não podem engatar um relacionamento. Então tudo o que eles podem fazer é aproveitar o momento e seguir em frente.

Veja a letra aqui.

Estamos juntando tipos de amor dos leitores do blog, para o post que vai fechar a série. Mandem aqui, pelos comentários, ou para o nosso twitter @intencoes.

Deka

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Gatos Escaldados

31/03/2011
Li sobre uma pequisa realizada por uma universidade, que entrevistou casais e lhes perguntou a respeito da qualidade de seus relacionamentos. Curiosamente, os dados quantitativos revelaram que casamentos onde ambos os cônjuges eram o primeiro casamento dos dois, tinham menores chances de terminar em divórcio. Outro dado interessante, é que os casais que fizeram o famoso test-drive e moraram juntos antes de casar, se separaram em 15% dos casos e dos que casaram direto, 7% se divorciaram.

Outra pesquisa, que vi no Delas, mostrou que casais que “se guardavam” para o casamento, eram mais felizes e realizados do que os que transam antes de casar: davam notas 22% mais altas à estabilidade do matrimônio.

Eu sei que vai ter gente dando pulinho da minha altura, dizendo que pesquisas têm margens de erro, não dá pra generalizar e o escambau.

Mas parando pra pensar um pouquinho, isso tudo não faz sentido?

Quem nunca se casou, não conhece a maioria das dificuldades que vai passar. Tudo é novidade e aprendizado.

E quantas vezes nós já ouvimos pessoas que passaram por doenças terríveis, mudaram de casa e enfrentaram grandes problemas ou perderam entes queridos dizerem “não sei se eu conseguiria passar por tudo isso, se soubesse o que ia acontecer”?

Acredito que seja a mesma coisa. Quem casa pela segunda vez, sabe tudo o que sofreu no primeiro casamento e que provavelmente terá que sofrer novamente no segundo (ou terceiro, ou…). Tudo o que o ser em questão quer, agora, é paz.

Quanto ao “test-drive” e abstinência antes do casamento, a explicação também pode ser mais lógica do que imaginamos. Quem “se guarda” para o matrimônio, está disposto a compartilhar a vida com aquela pessoa com quem se casou e a vida sexual de ambos vai ser construída de acordo com as preferências do casal. Já quem experimenta antes pra saber se gosta, está acostumado a, em vez de ceder, ou tentar fazer o parceiro se sentir mais a vontade para realizar um desejo seu, simplesmente desistir e ir procurar alguém que faça o que ele/ela gosta. Afinal, o que não falta no mundo é mulher a fim de dar e homem a fim de comer, não é?

O que podemos concluir disso tudo? Que a liberdade sexual e a falta de romantismo podem não ser tão positivas quanto imaginamos. Tudo o que um relacionamento precisa pra dar certo, pode ser apenas duas pessoas acreditando nele e dispostas a enfrentar a vida, uma pela outra. E com toda essa efemeridade e degustação, tudo o que conseguimos é um punhado de pessoas achando que sabem o que querem e, no final, se frustrando, sendo que, num círculo infinito e vicioso, acambam se transformando em indivíduos egoístas que preferem não assumir responsabilidades.

E vocês? O que acham disso tudo? Preferem ser românticos ou fazer o test-drive?

BTW, essa pesquisa aqui tem umas informações bem peculiares, pra quem se interessa por comportamento.

Deka

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Fim mal resolvido

06/03/2011

Ele me convidou para assistir à exposição de sua arte, no mesmo dia em que eu tinha uma reunião a três horas de distância de lá.

Passei o dia todo fora, enfrentei trem e metrô lotados e não poderia passar em casa para tomar um banho e me arrumar antes de ir. Então quase desisti da exposição e fui direto pra casa. Mas em nossas conversas ele havia sido tão gentil e o assunto era tão fluente, que resolvi ir vestida de espantalho mesmo.

Quando cheguei lá, vi de longe um rapaz parecido com ele, mas duvidei. Na minha cabeça eu o imaginava mais alto e… bem… o imaginava maior. Dessas ilusões que a gente cria, porque a personalidade dele era incrível e ele tinha muita certeza dos seus valores. A gente acaba projetando isso na visualização do físico.

Enfim. O rapaz parecido com ele era ele mesmo. Não muito alto, franzino e magrinho. Mas sorriso e simpatia encantadores. Em vez de me decepcionar, eu vi alguém muito mais ao meu alcance do que eu imaginava.

Depois da exposição saímos juntos, com mais alguns amigos dele e passei momentos divertidíssimos com todos eles, até que ele me deixou em casa.

O interesse foi mútuo e fulminante. Nos apaixonamos em questão de horas, mas ele não me beijou naquele dia. Além de tudo era um cara romântico à moda antiga. Pá! Morri de amores.

Nos beijamos no encontro seguinte e duas semanas depois ao primeiro encontro, ele me pediu em namoro.

Eu estava no paraíso. Vivia um dos melhores momentos da minha vida, tudo dava certo. Recém-formada, com um emprego fascinante e a vida se encaminhando aos poucos. Como se não fosse o suficiente, havia encontrado o cara que era a personificação do homem perfeito.

Tínhamos tudo em comum: crenças, valores, gostos, estilos, ambições, planos. E ele era tudo de mais perfeito: responsável, trabalhador, divertido, carinhoso, morava pertinho da minha casa, tinha um emprego bom, pós-graduado, bonito e atencioso.

Não tinha como dar errado. 

Os problemas começaram tão rápido quanto a paixão fulminante: com duas semanas de namoro e menos de um mês que nos conhecíamos, ele disse que me amava. Eu não o disse de volta. Estava perdidamente apaixonada por ele, mas ainda não sabia se também o amava. Achei um pouco precipitado, da parte dele, então silenciei. (Aliás, é o meu karma. Todas às vezes que alguém diz que me ama, eu tenho problemas sérios com essa pessoa e a relação fica balançada.)

No dia ele não pareceu se importar com isso. Mas na vez seguinte que nos encontramos, ele parecia meio distante. Durante uma semana tudo ficou esquisito e ele não me procurava mais como antes. Rolou aquele pressentimento feminino que todas nós temos e só sabemos definir como “ele tá estranho”. Minha intuição me avisou que aquele era o início do fim. O procurei para conversar, mas ele evitou todas as vezes.

No final da semana ele deu o primeiro lance e disse que estava confuso com tudo aquilo. Mencionou de leve o fato de eu não ter dito que também o amava, mas não deu a entender que esse fosse o principal motivo da “confusão”. No domingo de carnaval ele deu o tiro de misericórdia e terminou  comigo. Por celular. Por mensagem de texto.

Foi a primeira vez que eu gritei com alguém no telefone. Liguei pra ele e o chamei de covarde e egoísta. Eu dificilmente perco o auto-controle dessa forma. Não entendia os motivos que ele teria pra terminar comigo assim, do nada.

Ele estava com um livro meu, então combinamos de nos encontrar na terça-feira pra que o me devolvesse e pudéssemos conversar.

Ele chegou ao local combinado, sentou-se ao meu lado e ficou mudo durante 20 minutos seguidos. Quando abriu a boca, disse: “Não tem muito o que dizer.” Explodi novamente. Disse coisas horríveis a ele, mas não me arrependo de uma única palavra. Ele não sabia dizer nem o porquê de estar terminando comigo. Só repetia que não aguentava mais aquilo, que precisava pensar mais em si e que não seria justo com ele, nem comigo continuar aquele relacionamento. Também disse: “É melhor terminarmos agora, do que nos envolvermos demais.”

Fiquei besta. Sempre pensei que “se envolver” fosse justamente a ideia de um relacionamento.

Perguntei onde eu tinha errado, se ele tinha se apaixonado por outra, se alguém tinha falado alguma coisa de mim. Qualquer coisa que justificasse um fim tão repentino.

No fim, saí do nosso último encontro da mesma forma que cheguei: sem saber o motivo do pé na bunda. E até hoje eu não compreendo.

Levei muito tempo pra superar esse fora pois, quanto mais eu tentava entender, mais eu via apenas motivos para aquilo tudo ter dado CERTO.

Me sentia muito babaca por ter acreditado em tudo o que ele disse sobre o quanto ele gostava de mim e do quanto eu era maravilhosa. Remoí inúmeras vezes, tentando entender onde foi que eu errei. Questionei ao infinito do tempo se não teria funcionado, caso eu não tivesse deixado tudo acontecer tão rápido.

O meu melhor momento, virou um dos piores da minha vida e se expandiria para o resto do ano em que tudo deu errado pra mim.
Ainda hoje não consigo pensar nesse episódio sem me entristecer. Foi extremamente frustrante e abala profundamente a auto-estima de qualquer pessoa, quando se leva um toco sem explicação.

Por favor, leitores: sempre tenham um motivo plausível pra dispensar seus parceiros. Nem que precisem inventar.

Deka

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Dois em um

10/02/2011

“No começo eram duas camas de solteiro. Só isso.

Então as medidas foram tiradas, estudou-se o que deveria ser mantido e o que estava sobrando, quais mudanças deveriam ser feitas para que tudo se encaixasse.

No fim, as duas se uniram em uma de casal”.

Essa foi a delicada metáfora de Jonathas de Andrade na obra “2 em 1” que está em exposição no Centro Cultural de São Paulo.

Descobri quando achei que uma volta por lá seria um bom programa para uma mulher sozinha num domingo boring, em Sampa.

A obra inclui uma sequência de fotografias dos marceneiros trabalhando nas camas, assim como os projetos impressos a laser no papel vegetal, então fica claro que a intenção deles é transformar as duas camas em uma. Dá pra ver uma parte dela no perfil do artista, na Galeria Vermelho.

Eu sempre costumo dizer que um relacionamento é compreender que o “eu” e o “você”, agora se tornou “nós”.

Se somos um casal, não pode haver predominância de nenhuma pessoa do singular. Agora somos dois (ou mais. Viva a diversidade!) e tudo deve ser pensado dessa forma. O que é melhor para “nós”?

Se o “eu” começa a predominar, afundamos a relação com as próprias mãos, por egoísmo. Se, pelo contrário, o “você” está em evidência, o mesmo acontece, porém por se auto-anular. A sutileza do pensamento, está em que dentro de “nós”, há “eu” E “você”. Sem perder a essência, de quem somos. Pois é, ninguém disse que seria fácil.

Porém a bandeira da individualidade foi erguida. Eu sou mais eu e se você não gostou, a porta é serventia da casa. Passe a vez, porque a fila anda.

Mas e o sentimento? É simplesmente ignorado? Porque em vez de bater o pé pra manter o mesmo “eu sou assim” de sempre, não tentar compreender o lado do parceiro e ceder um pouco? Vai chegar o momento em que ele também precisará fazer o mesmo, por você.

Não adianta achar que é só amarrar uma cama na outra, que já se tem uma de casal. É preciso cortar o estrado, reformar as laterais e cabeceiras, para que não fique um vão separando os dois lados.

Se são duas pessoas diferentes, que se gostam e querem ficar juntas, algumas adaptações terão que ser feitas. Porém elas serão uma cama de casal? Nunca. Nunca serão uma cama que foi originalmente desenvolvida para ser de casal. Elas sempre trarão suas essências de cama de solteiro.

É preciso conhecer a tênue linha do limite e não se perder no meio do caminho, ou não reconheceremos mais aquela pessoa por quem nos apaixonamos.

Pois é. Ninguém disse que seria fácil.

Deka

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