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Desculpas e bolos

02/05/2013

Luciana SabbagAté brinco com minhas amigas que sou a rainha dos bolos. Não os de chocolate nem os confeitados. Sou a rainha dos encontros desmarcados na última hora (quem nunca?). Ainda não entendi porque isso acontece, se a culpa é minha ou dos outros, mas aprendi a lidar com os furos de uma maneira mais tranquila. O mundo não acaba se o cara fura. Aceitemos, a vida continua.

Antigamente, quando eu tinha um encontro marcado, passava dias me preparando para tal. Comprava roupa, lingerie, marcava manicure, depiladora, cabeleireiro… Hoje já não me preocupo mais (tanto). Seja o encontro que for, com quem for.

Uma vez, contei aqui, que gastei R$ 800,00 para sair com um cara que me deixou esperando no sofá da sala pela eternidade. Falei para a minha chefe que eu precisava sair mais cedo do trabalho porque seria madrinha de um casamento, só para poder correr para o shopping e comprar uma roupa linda para sair à noite. Passei o resto da tarde no salão de beleza, me preparando para o tão esperado momento. Algum tempo antes da hora combinada, tomei um banho, me perfumei, fiz uma maquiagem incrível, vesti a lingerie nova, a roupa nova e sentei-me no sofá, onde fiquei imóvel, para não amassar nada. Havíamos combinado que ele passaria para me buscar às 20h. Às 20h30 ele ligou, afirmando estar no trabalho ainda e pedindo que eu o aguardasse telefonar novamente.

Esperei. O relógio marcava 22h e eu estava mordendo os lábios de ansiedade. Nada de ele me posicionar. Às 22h30 ele telefonou:

– Lu, ainda estou no trabalho, mas não vou demorar, prometo. Te ligo assim que sair daqui.

Ok, esperei. 23h, meia-noite, 1h… Às 2h da manhã eu já estava com câimbras de tanto ficar na mesma posição. Às 2h30 enviei-lhe uma mensagem: “Onde você está? Ainda demora?”. Não tive resposta. Às 3h da manhã, comecei a chorar e, como a maquiagem já estava ficando toda borrada, resolvi me “desmontar”. Este foi o meu primeiro grande bolo. Ele? Nunca mais ligou. Mas não morreu, não.

Outra vez eu passei duas semanas combinando um encontro com um cara que estava fora do Brasil. Ele dizia que não via a hora de voltar para me encontrar e eu, ansiosíssima, novamente fui ao shopping, comprei roupa, sapato… No dia marcado, algo me dizia que o encontro, que seria um almoço, não ia acontecer. De manhã, mandei mensagem por whatsapp perguntando se ele já estava no Brasil. Nenhuma resposta. À tarde, mandei outra. Nada.

Já era noite quando ele ficou online no Facebook. O bolo já havia sido dado e nada de ele se desculpar. Como eu já não aguentava ficar quieta olhando para o nome dele com a bolinha verde ao lado, falei: “aconteceu alguma coisa? Você sumiu, fiquei preocupada”.

– Nossa, Lu! Eu esqueci meu celular no táxi, a caminho do aeroporto, e só percebi quando cheguei no Brasil. Agora estou esperando meu amigo chegar para irmos até o shopping comprar outro telefone.

– Caramba, que chato! Então nós não vamos sair?

– Não, Lu. Preciso resolver esse negócio.

– Mas não podemos nos encontrar depois que você comprar o telefone?

– Pode ser, mas eu não sei quanto tempo vou demorar. Eu te ligo.

Como, obviamente, ele não ligou, fui a um bar com minha melhor amiga (ah! As melhores amigas salvadoras da pátria!) para chorar as pitangas e fazer valer o novo corte de cabelo, que eu havia adquirido horas antes no salão de beleza.

Esse tipo de coisa causa um sentimento tão ruim de, sei lá, desilusão… que dá vontade de bater na porta do fulano e gritar “escuta aqui, queridinho!”. É muito decepcionante ver que suas horas, investidas em se cuidar, se planejar ou mesmo em pensar no cara, foram jogadas no lixo. É um grande balde de água fria! Não importa a desculpa, o dano à nossa autoestima é o mesmo.

Hoje, se eu percebo que o fofo não está tão empolgado quanto eu, deixo para criar expectativas só depois que ele confirmar o encontro, no mesmo dia. Prefiro fazer tudo correndo a ficar me desgastando com antecedência.

Pode ser que eu me engane, claro. Há pouco tempo, por exemplo, eu tinha certeza que o cara ia furar. Acabei que nem fiz as unhas. Ele me ligou 2 horas antes, perguntando se o encontro estava de pé e não me restou outra coisa a fazer senão voar para o banheiro a fim de tentar tirar o atraso da beleza. Por incrível que pareça, consegui fazer mão, pé, esfoliação, hidratação, escova no cabelo e uma mega maquiagem a tempo de sair. Tá certo que eu deveria estar meio preparada (sempre), mas faço as unhas uma vez por semana e ele apareceu justamente na noite anterior ao dia em que tenho manicure. No fim, não criei grandes expectativas nem joguei meu tempo fora. E isso me deixou aliviada. Até porque agi da mesma maneira depois e, dessa vez, ele furou (como eu previa). Não sofri tanto porque não me preparei. Fiquei com raiva, é claro, mas pelo menos não gastei meu dinheiro nem meu precioso tempo em vão.

Fica aqui o meu conselho para você, mulher: não se desgaste. E, se eu puder dar um conselho aos homens, que seja “pelo amor de Deus, aconteça o que acontecer, não desmarquem a porra do encontro!”.

Beijos,

Lu

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Pode ser pra já?

30/04/2013

Luciana SabbagCalma, paciência, espera. Isso nunca combinou comigo. Nasci prematura e até hoje não consegui aprender que tudo na vida deve ter a hora certa para acontecer. Eu quero tudo para ontem, quero que as coisas se realizem agora, quero respostas no máximo até amanhã, na hora do almoço. É por isso que não tenho ânimo para dieta, academia, jardinagem ou tratamentos a longo prazo. Ali estão os artesanatos inacabados porque eu não tive paciência de esperar a tinta secar. Resultados que demoram a aparecer me deixam extremamente impaciente e, se eu não os quiser de verdade, do fundo do coração, desisto deles. E não sou a única a agir dessa maneira. Conheço muita gente assim.

O problema é que esse imediatismo afeta os nossos relacionamentos também. Quando nos apaixonamos, já imaginamos mil situações ao lado da pessoa e queremos porque queremos que elas aconteçam logo. Parece que o tempo corre ainda mais devagar quando estamos apaixonados. Esperar pelo final de semana para sair com a pessoa é um sacrifício absurdo. Esperar que ela volte de uma viagem parece impossível. Aceitar que ela tenha compromissos nos quais você não estará incluído é mais difícil ainda.

Apitou o alarme da paixão, já sei que a ansiedade vai tomar conta dos meus dias. Já sei que vou olhar o celular quinhentas vezes por dia esperando por uma mensagem. Se é segunda-feira, já quero saber o que faremos na sexta. Uma vez, ouvi que isso aí é desespero de solteirona querendo casar. Não é! O que nós, imediatistas, queremos é viver o que é melhor — e logo. O começo de qualquer relacionamento é inseguro, desgastante. Não que queiramos pular etapas, não é isso. A conquista é uma fase gostosa, sim, mas melhor que o joguinho do início é estar junto de verdade, sem preocupações. É fazer planos, é dividir momentos, é ter intimidade, é trocar declarações e carinho, é amar, com toda a intensidade que este sentimento merece.

A parte mais complicada desse imediatismo em nossos relacionamentos é quando a outra pessoa ainda não está “pronta para se envolver”.  A maioria das pessoas que eu conheço (homens ou mulheres), tem receio de se relacionar, por medo de sofrer. Então, esse tipo de gente enrola, adia, “deixa acontecer”… Até que se sinta pronta para engatar um namoro. Os imediatistas enlouquecem com isso! E sofrem. Eu me surpreendi em minha última paixão: fiquei exatamente um ano esperando pelo cara. Me surpreendi pelo tempo que consegui esperar, mas não com minhas reações. Sonhei, me declarei, chorei, imaginei, chamei e sofri. Como sofri!

Por fim, nada aconteceu.

Acho que nunca namorei ninguém por quem tive de esperar. Todos os meus namoros começaram pra valer logo que nos conhecemos. Assim, simples: saímos, ficamos, nos gostamos, começamos a namorar. Até aconteceu de um cara comprometido terminar o namoro no dia seguinte ao que me conheceu. E eu já fiz a mesma coisa, há muitos anos. É assim que eu penso: se apaixonou? Então vai, se joga! Sempre que demorou demais para acontecer, não rolou. Acredito que eu só combine com pessoas que pensam como eu — ou que estejam na mesma vibe de se envolver de verdade — e é por isso que, se o negócio está andando a passos de lesma, eu já acho que não vai dar certo. Posso estar errada, eu sei — e estou! Todo mundo diz, dos meus amigos ao meu pai (meu grande conselheiro) — mas se eu não consegui sequer esperar para nascer, vou conseguir aguardar até que o cara esteja pronto? Ta aí algo que precisa ser trabalhado com afinco dentro de mim.

Pessoas como eu, que se jogam de cabeça nos relacionamentos costumam sofrer mais. Em compensação, eu garanto, nossos casos, por mais curtos que sejam, são mais intensos que os de qualquer pessoa com parcimônia. E me proporcionam muito mais experiências e emoções, aposto. É claro que o equilíbrio é bom, mas de que vale a vida se não há intensidade? “Hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos (…) vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir”.

Lu

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Ei, cara legal! Ela é a nora que sua mãe pediu a Deus?

10/01/2013

Luciana SabbagCada vez mais eu tenho a certeza de que o tipo de cara legal para mim não serve para mim. Ou melhor, eu não sirvo para ele. Digo, não sou o tipo dele. Confuso? Calma.

O cara legal que eu gosto é estudado, divertido, alegre, cheio de amigos, adora ler, escreve bem, fala melhor ainda, é bonito, simpático, educado, abre a porta do carro, paga o jantar, só me deixa andar do lado de dentro da calçada, tem um sorriso encantador, fala vários idiomas, fez mestrado… Ok, chega!

Esse cara legal e todos os outros caras legais que eu conheço até se relacionam com vários tipos de mulheres, mas só se casam com um único tipo: o que eu defino (defini aos 20 anos de idade, ainda na faculdade) como “chuf”. Chuf é aquela garota sem sal, que saiu de uma linha de produção de meninas de cabelos claros, lisinhos e bem cuidados, que falam baixo, sem expressar muita opinião, é claro.

Mulheres que se comportam muitíssimo bem à mesa, sentam-se sempre de pernas bem fechadas, nunca encostam as costas no sofá e conquistam as sogras logo de cara. Estão sempre com as unhas pintadas de Risqué Renda e não gostam de maquiagem carregada. Elas passam apenas um rímel Givenchy porque maquiagem demais é vulgar. Elas riem baixo e passam uma ótima impressão na rua. Só que elas adoram mandar (principalmente nas empregadas! Ah, como mandam nas empregadas!) e se acham superiores a todas as outras mulheres, principalmente às que não são “chufs” como elas. Quando se juntam, só sabem falar de dieta e sempre, mas sempre mesmo, afirmam que estão gordas (mesmo estando 10kg abaixo do peso ideal). Elas compram sapatos na mesma loja e fazem questão de estar sempre na moda. Quando viajam, vão sempre para os mesmos lugares. Depois dizem que se acabaram em Vegas ou Ibiza, quando, na verdade, só vestiram uma saia curta, dançaram e tomaram um drink.

Essas meninas são aquelas que viajam para os Estados Unidos e voltam cheias de cremes Victoria Secrets, com cheiro (terrível) de baunilha. Usam brincos pequenos e pulseirinhas da Vivara. Estão sempre nas mesmas baladas e nos mesmos restaurantes da moda, mas não sabem fritar um ovo e, na única vez que tentaram cozinhar, queimaram o arroz. Preferem mandar na empregada, claro.

Elas estudaram na FAAP, no Mackenzie ou até fizeram pós-graduação no exterior, mas… o sabor desses picolés aí continua sendo o de chuchu. O que os caras legais vêm nas “chufs”? Ainda não descobri. Talvez eu nunca descubra. Ou talvez eu até saiba, mas prefira acreditar que um dia um cara legal cairá na real.

PS: Desculpe se você for uma “chuf”, não quero lhe ofender.

Lu

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A obrigação do amor verdadeiro

07/12/2012

Deborah PimentaTodo término segue mais ou menos um protocolo: conversa séria, “acho que será o melhor para nós dois”, mudança de status no facebook, explicar para os amigos o que aconteceu, chorar, se descabelar, se reerguer e replanejar a vida. O de sempre, às vezes com mais drama, outros com mais violência e alguns até com mais sexo.

Mas a ordem é basicamente essa e inclui um detalhe bastante curioso que se trata dos amigos dando o seguinte conselho: “Puxa, não fique assim. Logo você encontra o cara certo.” Ou o equivalente: “Certeza que o amor da sua vida está te esperando em algum lugar.”

É realmente curioso pois não considero “encontrar o amor eterno” ou “encontrar o cara certo” necessariamente objetivos de vida.

Não digo que é dispensável, ou que não seria bem legal encontrar alguém com quem compartilhar o resto da vida. Mas é que eu vejo esse acontecimento como um presente do acaso e não uma obrigação.

memyselfandIDe certa forma, parece que há uma lei para que você encontre a pessoa certa um dia, como se esta fosse a coisa mais óbvia a acontecer. Mas reparem que o ciclo da vida é nascer, crescer, se reproduzir e morrer. A parte da reprodução não está necessariamente relacionada com um amor eterno, a não ser que você seja uma donzela em perigo na torre guardada por um dragão, esperando um príncipe de cavalo branco dos contos de fadas.

Então quando você diz aos seus amigos que, sim, seria legal, mas você não está pensando nisso agora e está mais interessada em colocar em prática todos aqueles planos dos quais abriu mão por conta do relacionamento e até aproveitar as boas oportunidades que a solteirice trazem, se é que me entendem, seus amigos dão aquele sorriso cheio de compadecimento e dizem que você não pode desistir do amor só porque um relacionamento deu errado.

Só que, gente, não tem ninguém desistindo do amor! Eu sei que todo mundo espera encontrar um amor, alguém para dividir as alegrias e as tristezas, mas também acho que a prioridade é estar ok consigo mesma, ao invés de achar que encontrar o amor verdadeiro te fará automaticamente feliz.

Para quem acha isso, eu tenho uma péssima notícia: o amor te trará uma série de novos desafios e, se você não estiver madura o suficiente para enfrentá-los, tudo o que você terá será mais frustração e uma nova busca à alma gêmea perdida pela frente.

Acho super necessário fazer aquela autorevisão e buscar as lições que você pôde tirar do relacionamento fracassado para ser alguém melhor e seguir em frente. Sim: seguir em frente e SOZINHA. Você precisa desse tempo só consigo mesma para amadurecer.

Em vez disso disso, vejo muita gente parecendo entrar em uma espécie de stand by enquanto a pessoa certa não aparece.

Eu penso que para um relacionamento dar certo não basta só amor. Os seus objetivos, sonhos e pontos de vista precisam estar alinhados. É preciso encontrar uma pessoa que esteja tão disposta quanto você a fazer dar certo. E se alguém me disser que isso é muito difícil, eu vou dizer que chegamos onde eu queria.

É tão raro encontrar alguém que esteja na mesma sintonia que você que, caso aconteça,  só pode ser um presente. Muito diferente de uma obrigação ou destino pré-determinado.

Acho muito mais fácil evoluir como pessoa dessa forma. E aí, se por um acaso o universo colocar na sua vida alguém que esteja alinhado com você e tão evoluído quanto, o conceito de “pessoa certa” vai fazer muito mais sentido.

Deka

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A exigência é o que leva à preocupação

31/01/2012

Dia desses, ouvi uma conversa que me fez pensar por horas. Duas amigas no metrô de SP falando sobre relacionamentos que não deram certo, erros e sucessos com os homens, dicas, etc. Por sorte, as 10 estações que faltavam para chegar ao nosso destino — já que como bom jornalista tive a atenção de descobrir que morávamos no mesmo bairro –, garantiram mais do que risos ao longo da viagem, durante a forte papagaiada. Renderam discussão. Essa que vos compartilho agora em detalhes que recordo, inclusive com tons de vozes e cores. Vamos ao caso.

Beth* namorava há 4 meses. Um bancário. Moreno, estatura mediana, gostava de judô e futebol. O tal namorado era, segundo nossa protagonista, atencioso, mas muito ciumento. Tinha grana, carro, o próprio apartamento. E queria casar. Mas Beth se dizia muito exigente (?) e não estava pronta para o matrimônio. Mesmo com sua ânsia pela maternidade, pelos domingos a dois, as compras no supermercado e a fugidinha para o motel, o véu, a grinalda, a segurança de um peito masculino numa terça-feira de TPM. E o companheiro era tudo isso. Pé no chão, seguro de vida, de carro, de casa, poupança, pagamentos à vista. Friamente, terminaram. Beth alegou que o tal fulano era tudo o que uma mulher sonhava, mas não era para ela.

Duas semanas depois, conheceu um homem que era totalmente diferente do acima citado. Era músico, porra louca, morava com os pais, fumava maconha. Não usava terno, tampouco queria casar. Não tinha carro, fazia esse tipo ecochato, natureba, vegetariano, que vive em cima de uma bicicleta. O estilo de cara que mulher teme apresentar aos pais. Aquele que diria “Eai?”, para o sogro. Que reclamaria da comida da sogra. Sincero, por vezes grosseiro.

“Vamos lá, amiga. Não precisa fumar, só fique conosco e participe do papo, ela disse”, explicou Beth sobre o convite de uma amiga para juntar-se à uma roda de adeptos da brisa, durante a festa de aniversário em uma chácara no interior do estado. E, entre interrupções da colega de viagem de trem com perguntas sobre sexo e o apito para fechar as portas, Beth tentava explicar como conheceu e se envolveu com Flávio* depois daquela noite na roda do baseado. E como ele era o homem da vida dela. “Mas como você vai convencê-lo a se casar?”, perguntava a amiga pentelha. “Não sei. Vou esperar ele querer”, retrucava Beth. E a conversa seguiu por esse rumo até descermos na mesma estação. Beijos e abraços femininos, desejos de boa noite e direções opostas. Lá se foi uma das maiores incógnitas que pude presenciar na vida.

A grande questão aqui é a suposta exigência. Homens e mulheres (muito mais as mulheres do que os homens) se dizem exigentes quando o assunto é o amor. Querem companheiros inteligentes, engraçados, bonitos (ou não), sarados (ou não), com [muito] dinheiro, fiéis, que não sejam ciumentos… e a lista continua. “É um filtro natural”, defendem alguns. “Eu quero o melhor para mim”, explicam outros. Vamos pensar de outra forma. Imaginemos que as pessoas gostem apenas da ideia de ter um companheiro ou companheira assim. Alguém que saiba conversar sobre a Primavera Árabe, que coloque uma música romântica enquanto cozinham juntos e tenta impressionar falando abobrinhas sobre vinhos tintos, que lave os pratos, que seja recíproco. Não seria legal namorar alguém que cumpra com todas as suas expectativas?

Não. Nenhum ser humano é uma laranja sem metade, um pé descalço, um avião sem asa. Desculpe, Adriana Calcanhoto, mas pessoas são completas. Possuem uma vida totalmente planejada, mesmo que o planejamento seja não ter plano algum. E podem sim ter expectativas. Mas a mais importante delas, seja em um homem ou mulher, é encontrar alguém que te faça feliz do jeito que é. Não importa se faz o tipo modelo de revista ou inimigo da academia. Mais exigente do que você é o seu próprio coração. E ele só bate por quem sabe fazê-lo bater. Te dando casa, comida e roupa lavada ou sendo apenas seu amante. A paixão vem de surpresa e não se importa com status, idade, cor ou credo. Saber aceitar um amor puro vai muito além de querer ser amado, mas de quebrar tabus. “Não curto mina tatuada”, já ouvi de amigos. “Eu fujo de homens atletas. São muito cachorros”, expulsou-me, outra. Daí, lembro de mulheres que passam anos “ao lado” de homens que cumprem detenção. Pessoas traídas que não abandonam seus algozes. Idas e vindas de romances turbulentos, pacíficos. E o filtro dessas pessoas? Existe?

Não carregue a culpa de não corresponder às expectativas de alguém. Poucas pessoas marcam nossas vidas a ponto de nos entregarmos cegamente. E isso vai mais do que ser exigente, é sentir realmente a sintonia, a harmonia entre duas pessoas. Quando entender que é necessário sentir tudo isso com o coração, será feliz com quem quer que seja. Será amado e aprenderá a amar. Afinal, quem muito escolhe, acaba sendo escolhido, não tem jeito.

“O essencial é invisível aos olhos”.

Palavra de macho

(por Bruno Acioli)

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Os relacionamentos e as máscaras

16/01/2012

O diretor e preparador de atores carioca Pedro Freire tem uma teoria muito boa sobre preparação de atores. Os egípcios, segundo ele, faziam aqueles desenhos em princípio sem perspectiva – com o nariz de lado e os olhos de frente – porque, para eles, aquela era a representação ideal de um olho e a de um nariz. Então, não importa a posição que o desenho estivesse, os olhos e narizes seriam sempre iguais, assim como pés, mãos etc. Para eles, a forma ideal era mais importante do que a realidade. Então, segundo Pedro, muitas vezes atores interpretam essa forma ideal, e não a realidade. De acordo com o diretor, se você fala para um ator “fique triste”, ele automaticamente vai vestir a “máscara” de triste, que é a forma ideal, e fazer uma caricatura da tristeza. Mas se, ao invés disso, você disser a ele que o personagem dele acabou de perder o filho em um acidente, e que aquele era o filho querido e único de um casal que não podia mais ter filhos, aí sim ele vai interpretar bem a tristeza.

Mas por que este texto sobre interpretação está aqui no AMDI? Porque na vida real – e principalmente nos relacionamentos – as pessoas interpretam e esperam sempre máscaras, formas ideais, e não pessoas reais. Um homem espera sempre a forma ideal da puritana, uma mulher espera a forma ideal do homem fiel e carinhoso. Mas essas formas ideais são falsas. São apenas máscaras. Assim como um ator a quem é ordenado “fique triste” vai tão somente vestir a máscara – a forma ideal – da tristeza, uma mulher que dela se espera que seja “puritana”, vai somente vestir a máscara da puritana, que, assim como a máscara da tristeza, é somente uma máscara, externa, e não condiz com a realidade.

E nós não aprendemos. Pedimos que as pessoas sejam fiéis, carinhosas, safadas, quietas, comportadas, inteligentes, e recebemos nada mais que máscaras. Mas se ao invés de esperarmos ou pedirmos que uma pessoa seja carinhosa, por exemplo, nós explicarmos a ela nosso conceito de carinho, o que faz de uma pessoa uma pessoa carinhosa, aí sim ela será carinhosa, e não só uma máscara de alguém carinhoso. E as pessoas agem assim porque a sociedade nos cobra máscaras. “Seja inteligente”, e lá vamos nós vestir a máscara de inteligente, lendo livros “intelectuais” e rejeitado cultura popular. Mas isso não é ser inteligente. Isso é a máscara, é PARECER inteligente. Mas como a máscara funciona bem, não nos damos o trabalho de nos aprofundarmos. E é aí que nascem os problemas nos relacionamentos.

Em determinado ponto, descobrimos que aquela pessoa carinhosa, atenciosa e fiel, não era nada disso, somente estava vestindo a máscara do carinho, da atenção e da fidelidade. E máscaras não duram para sempre. É a menina com a máscara de comportada que, quando está longe do namorado, age como se fosse solteira. É o sujeito que veste a máscara de carinhoso, mas está de saco cheio fazendo cafuné. E como diz o ditado, uma hora as máscaras caem. E qual a solução para isso, se é que existe uma solução? Simples: tentarmos ser e esperar das pessoas mais que máscaras, mas a compreensão do que aquele conceito significa. Ao invés de pedirmos “fique triste”, vamos explicar o porquê daquela tristeza. Ao invés de pedirmos para a pessoa ser carinhosa ou comportada, vamos explicar o que significa REALMENTE ser carinhoso ou comportado para nós.

Eu admito que eu mesmo visto diversas máscaras, e vesti durante meus seis namoros anteriores. Mas meu namoro atual me fez ver através das máscaras. Me fez ver que “triste “ é muito mais do que baixar os cantos da boca. Me fez ver que fiel é muito mais do que fingir que não vê outras mulheres nas ruas. Me fez ver que respeitar é muito mais do que sair falando por aí que ama. E isso tudo porque a minha namorada não usa máscaras. Inconscientemente, ela pergunta “o que é triste?”, ou “o que é respeito?”, eu explico e fica tudo bem. E atualmente eu e ela não usamos máscaras. Nós procuramos entender o conceito do que o outro quer, e agimos assim. Parece complicado? Acreditem, é muito mais simples do que viver decorando as milhares de máscaras que existem e saber o momento de usar cada uma. Podem apostar.

Palavra do leitor

(por Léo Luz)

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A crise dos três meses

11/01/2012
Atualmente estou vivendo o meu primeiro namoro de verdade. Já tive outras pessoas que chamei de “namorado”, mas chamava assim somente por fidelidade (pelo menos da minha parte) e por não saber exatamente como classificar tal envolvimento. No fim das contas, acabei descobrindo que a única que achava que estava namorando era eu.

Esta introdução serve para ambientar vocês, queridos leitores, a entenderem que eu sempre ouvi falar da crise dos três meses, consolei e aconselhei muitas amigas a passarem por esse período complicado do namoro, mas nunca soube o que motivava as crises, muito menos vivi tal experiência.

Até agora.

Parece que no momento em que você e seu namorado se dão conta de que falta pouco para fazerem três meses, o reloginho do destino se destrava e tudo começa a dar errado.

A boa notícia é que eu entendi o motivo: amadurecimento da relação.

Nos primeiros meses de um namoro tudo é lua-de-mel. Vocês ainda estão encantados com essa pessoa incrivelmente corajosa que te desencalhou, os defeitos até são conhecidos, mas a empolgação com o namoro novinho e todo aquele mundo de novidades a serem desbravadas acabam por ofuscar todo o resto.

Aí o tempo passa. A empolgação começa a acalmar, o amor permanece, as qualidades ficam ainda mais valiosas, e vejam só, os defeitos continuam lá!

Sem o brilho da novidade para te distrair, você começa a conhecer melhor a pessoa com quem resolveu compartilhar seu coração. As partes em que as engrenagens não se encaixam perfeitamente começam a se destacar e aí, meu amigo, minha amiga, chega a hora de acertar os ponteiros.

Aquela sua maniazinha de interromper as pessoas vai começar a incomodá-lo. Aquele jeito fofo dele de dizer as coisas erradas na hora errada, não vai mais ser tão engraçadinho assim. E você vai perceber que, de repente, não era tão paciente quanto acreditava ser.

E então, quando diagnosticamos o problema e o assumimos, fica mais simples encontrar a solução: mais paciência e muita conversa.

Se tem uma coisa que eu aprendi com meu primeiro namoro, é que brigar é a pior coisa que existe. Vocês discordam, você acha que está certa e ele também. Mas você o olha ali, falando aquelas coisas tão duras pra você e você ainda o ama. Até quer fazê-lo entender o que está dizendo, às vezes também diz coisas duras a ele. Mas no fim, percebe que no fundo, só está morrendo de medo de perdê-lo e não vê a hora daquilo tudo acabar.

Aí é a hora de respirar fundo e procurar a melhor solução para ambos. Infelizmente discussões acontecem mesmo e é importante para o amadurecimento dos dois, e também para o entendimento de como este relacionamento vai funcionar.

No fim, tudo se resume ao que vocês sentem um pelo outro e o que estão dispostos a fazer para seguir em frente. E que venham as crises de três meses, quatro, sete, dez anos. Vocês se descobrem com vontade de enfrentar todas elas.

Se há amor, o amor nunca falha.

Deka

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Você não serve para namorar!

04/11/2011

Já ouviu isso de alguém? Eu já.

Aí eu me pergunto: “como diabos alguém pode dizer isso sem ao menos ter experimentado o prazer de ser meu namorado?”. Sim, prazer! Afinal, já fui a melhor namorada do mundo para alguém. E, modéstia a parte, também achei.

Não é porque, quando estou solteira, eu saio com minhas amigas, vou para a balada (bem pouco, mas vou), viajo, conheço pessoas, me apaixono e desapaixono diversas vezes, que significa que não tenho valor. Muito pelo contrário. Eu poderia ser julgada se fizesse tudo isso, com um namorado em casa, me esperando. Aí sim.

Mas, quando namoro, torno-me exclusiva. É claro que não abro mão da minha vida pessoal — e quando digo pessoal, falo de trabalho, família e amigos, não de comportamento — e não tenho porque viver uma “vida loca” se estou ao lado de quem amo e que, para mim, importa tanto.

Ouvi isso de um dos homens de que mais gostei na vida e que nunca me deu a oportunidade de mostrar o quanto posso ser boa para ele e do quanto poderíamos ser felizes juntos. Mas, se é questão de sentimento ou atração física, eu entendo. Só não entendo quando ele, de longe, observa meu comportamento de solteira e acha que eu sou só e exatamente aquilo. Como ele não teve a oportunidade de conviver comigo, não tem o direito de me julgar.

Ele tem, sim, todo o direito do mundo de achar que não faço o tipo dele, mas não de dizer que EU não sirvo para namorar. Também tem todo o direito de dizer que ele só está a fim de sexo, mas não de dizer que EU não sirvo para namorar.

Se ele me viu namorando alguém e, ainda assim, com um comportamento que não fosse do agrado dele, é bom que ele tome consciência de que eu só agi dentro dos limites que eu tinha naquele relacionamento. Se meu namorado permitia determinadas atitudes (como, por exemplo, expôr nossa relação na internet), isso era problema meu e do meu namorado. Eu me comporto de acordo com o relacionamento em que me encontro, sempre com respeito antes de mais nada, exatamente como a Deka contou no último post. E, se estou sozinha, não me preocupo com o que vão pensar. Nem sempre, a maneira como eu ajo determina quem eu sou.

Beijos,

Lu

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Individualismo x Respeito

03/11/2011

Não sei quando foi que as pessoas deixaram de se importar em ferir as outras. Talvez eu ainda não fosse nascida quando esse péssimo hábito começou aos poucos e agora, no auge, eu continuo horrorizada, mesmo percebendo que a maioria já vê tal atitude como corriqueira.

Não vou entrar no mérito da traição, porque eu acredito que o conceito de fidelidade seja muito particular. Acho que, a partir do ponto em que há diálogo entre o casal e ambos curtem serem livres para estarem com outras pessoas, não há desrespeito, portanto não há traição. Além do mais, trair se trata de um extremo e não pretendo chegar tão longe com esse post.

Vou falar apenas de comportamento e do MEU (ficou claro que é MEU?) conceito de relacionamento. A partir daí vocês podem concordar comigo ou não.

Pra mim, relacionamento é compartilhar. Compartilhar sua vida, seus momentos bons e ruins, conquistas, fracassos, coisas, lugares, filmes, risadas e bobeirinhas que todo casal está cansado de saber e adora.

Porém há algo mais que é compartilhado em um relacionamento e pouca gente parece se dar conta disso: a imagem. Desde que você e seu namorado mudaram o status do facebook para “em um relacionamento sério”, a imagem de vocês dois está vinculada e é inevitável que o seu comportamento afete a imagem dele.

Explico. Se você é namorada carinhosa, meiga e fofa quando está com ele, mas quando sai com seus amigos fica dando mole pra um e outro, falando putaria como quando ainda era solteira e enche a cara até subir no balcão e começar a dançar kuduro, você está fazendo todo mundo achar que o seu namorado é um otário, que pensa que você se comporta do mesmo jeito que está com ele, quando sai sozinha. O mesmo tanto para os meninos. Fazer coisas que você não faria na frente dos seus parceiros, qualquer que seja o motivo, abre a oportunidade para que os outros pensem merda de vocês dois.

Daí vêm os individualistas de plantão e dizem: “Tô pouco me lixando pro que os outros pensam. Eu sei que não fiz nada de errado, minha consciência tá limpa. Isso é problema meu.”

Não, pequeno gafanhoto. Não é problema seu. Por que os outros acharem que você é babaca é problema seu mesmo e você tem todo o direito de ignorar a opinião alheia e viver sua vida como você bem entender. Mas agora o que você faz também prejudica a SUA namorada. A SUA namorada é que vai sair como a idiota, que não conhece o namorado que tem. O SEU namorado é que vai sair como o corno, que namora uma guria fácil, que dá em cima de todo mundo. A SUA namorada que vai ser a pobre coitada que namora um alcoólatra que só dá vexame e estraga a festa de todo mundo.

Em um relacionamento, o que você faz não afeta só você. Afeta a pessoa que te ama e que, espero eu, você também ame. Esse é o meu conceito de respeito e acho que não está tão longe assim do que é necessário para fazer duas pessoas viverem felizes juntas.
Ou você é daqueles que acham que respeitar seus caprichos é mais importante do que não ferir quem você ama?

Deka

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I’m too cool for you, anyway

26/10/2011

Alguém aqui já assistiu Scott Pilgrim Vs The World? A maioria dos que assistiram diria que é uma adaptação (muito boa, por sinal) de um quadrinho, para o cinema. Outros resenhariam a história de um rapazinho apaixonado que luta para conquistar a mulher dos seus sonhos. Eu diria outra coisa, totalmente diferente.

Eu diria que é a história de uma mulher bonita, legal e dedicada em busca do amor verdadeiro. E que, no fim, ela descobre ser melhor aguardar por alguém que mereça todo esse amor.

Feita esta introdução, vamos falar de mulheres.

Todos nós estamos cientes das diferenças entre os sexos e das dificuldades que homens e mulheres encontram para se adaptar às atitudes do parceiro que consideram irritantes. Porém algumas atitudes femininas são unanimidade geral de ambos os sexos, como coisa de mulher chata.

Ser mau-humorada, desanimada pra sair, chiliquenta, possessiva, melosa, invasora de privacidade, barbie frescurenta, cu doce, somos-somente-bons-amigos, chantagista e competitiva, só pra começar, são os campeões de reclamações.

O primeiro ponto a levar em consideração, é que é realmente difícil encontrar mulher que não carregue pelo menos uma dessas características, entre outras piores. Mas o segundo, que é o “xis” da questão neste texto, é que na maioria das vezes são justamente ESTAS mulheres que nunca estão solteiras. Quer dizer, aquelas garotas legais, que não ligam que o namorado saia de vez em quando para beber com os amigos, topam aquelas suas aventuras malucas, é fiel e dedicada, te apoia, resolve discussões como adulta e nunca compete com você, são as mesmas que os homens chamam pra tomar um chopp de vez em quando, mas se rolar algum envolvimento é uma vez apenas e depois já vêm com o famoso “não é você, sou eu” – isso quando alguém CHEGA nela, né?

E aí, a pobre coitada fica com aquela cara de onde foi que eu errei, sem entender porquê os homens não querem ter tudo aquilo que eles sempre descreveram como perfil da namorada perfeita.

Outro dia, conversando com algumas amigas sobre isso no twitter (todas elas lindas, inteligentes e LEGAIS), uma seguidora nos disse algo que entregou o segredo da vida, do universo e tudo mais: um amigo dela respondeu que prefere ter que lidar com um barraco de uma barbie que ter uma discussão séria com uma mulher inteligente. Ou seja: esta mulher ASSUSTA os homens.

Embora depois de uma quantidade considerável de relacionamentos falidos, este tipo de mulher tende a acreditar que o problema é com ela, na verdade não é. Hoje em dia, a maioria das pessoas não está pronta para um relacionamento duradouro. Ninguém quer se comprometer e se aprofundar em uma única pessoa.

O resultado é um festival de autosabotagem. Quantas vezes você mesma não preferiu se envolver com um cara problemático, porque no fundo, você sabia que se não desse certo, a justificativa seriam os problemas dele e não sua falta de dedicação à pessoa? Ter que aceitar defeitos, se adaptar às diferenças e buscar conhecer profundamente uma única pessoa, dá muito mais trabalho do que ter vários relacionamentos rasos, que se não der certo, você termina e parte pra outra.

Então qual é a solução? Virar uma problemática? De forma alguma. No fim, cabe a estas mulheres (e a estes homens) esperar até encontrarem um ao outro. Porque parece impossível, mas não é. E quando esta oportunidade surgir, esteja pronta para receber um homem de verdade, ou você pode acabar perdendo a chance de viver um grande amor, por puro medo.

Deka

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