Posts Tagged ‘gay’

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Ele não te quer tanto assim

18/08/2011

Na sua opinião, o que é machismo?

Reparem que estou perguntando a respeito de sua opinião e não a definição que a sociedade adota para a palavra. Não me considero uma feminista.

Só concordo com elas até o ponto em que determinam que a mulher é dona do próprio corpo e pode fazer dele o que bem entender, inclusive se abster de sexo. Porém discordo da posição exageradamente rígida quanto à mulher como objeto de desejo sexual. Por que em termos de sexo, acredito que grande parte do nosso prazer está em saber o quanto somos desejadas.

Então, quando vejo coisas como Lingerie Day, ou ensaios sensuais bombando na internet, não acho errado, muito menos acho que as gurias em questão são vadias, porque sei como todos aqueles comentários e homens babando fazem bem pro ego.
Isto posto, viro este conceito de machismo do avesso e pergunto: é possível os homens serem vítimas de machismo?
Acertou quem respondeu que sim.

O exemplo mais recente (e não foi o primeiro do tipo, que presenciei), foi o dia em que mencionaram no twitter o caso de um rapaz que usou a desculpa de “preciso ir à academia”, para dar um fora em uma menina que estava lhe fazendo um convite coberto de segundas intenções. Uma amiga minha divulgou o babado no twitter e em menos de cinco minutos, homens e mulheres estavam em polvorosa, botando em dúvida a orientação sexual do rapaz que dispensou uma gostosa.

Não estou criticando o convite dela e sim a reação ao toco que recebeu. Poxa, o cara não tem o direito de simplesmente não estar a fim? Acho que a desculpa da academia foi a forma mais sutil e delicada que ele encontrou de dar um fora nela. Um homem não é obrigado a querer sexo full time.

Só acho irônico que, as mesmas garotas que queimam sutiãs para poderem assumir a propriedade do próprio corpo, as mesmas garotas que querem falar de sexo abertamente sem seres chamadas de putas e, por fim, as mesmas garotas que querem fazer sexo casual sem a preocupação de serem divididas entre os grupo de “para casar” e “para comer”, sejam as primeiras a chamarem de “viado”, o homem que não está disposto a comê-las. Isso é incoerente!

Se nós queremos que o mundo compreenda que gostamos de sexo, sim, e podemos dar para quem e quando bem entendermos, também precisamos estar prontas para entender que o bofe também tem o direito de não nos querer. Simples.

Pra mim, isso é machismo. E pior ainda: machismo contra os machos.

Então da próxima vez que você levar um fora, tente compreender que ele não quer te comer naquele momento. Ou simplesmente não te quer mesmo. Seja mulher pra lidar com isso.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 3

01/06/2011

Já achou o seu amor nos posts anteriores? Não? Então talvez ele esteja neste aqui.

11. O amor determinado (One Day or Another – Blondie)

Eu te quero e vou ter, de um jeito ou de outro. Simples assim.

Veja a letra aqui.

12. O amor no time errado (Malchik Gay – t.A.T.u)

O cara é lindo, fofo, gentil, inteligente e até rico. Peraí… Tem alguma coisa errada… Ele é PERFEITO? Hum, bem…

Veja a letra aqui.

13. O amor perdido (Baby One More Time – Britney Spears)

Você já estava se sentindo dentro de uma comédia romântica, de tão bem que tudo estava indo. Só que tudo estava bem só pra você. De repente ele(a) se vai e te deixa ali, com cara de “ué”. Então é hora de mobilizar o colégio e ensaiar uma coreografia. Bom, pelo menos foi isso que a Britney fez:

Veja a letra aqui.

14. O amor casado (From This Moment On – Shania Twain)

Nem preciso explicar muito. Já se encontraram, se acertaram e agora pretendem dedicar a existência à felicidade mútua. Será que isso ainda existe?

Veja a letra aqui.

15. O amor casual (4ever – The Veronicas)

Você quer, ele quer, pra que ficar de cerimônia, né? Carpe Diem e que o amor seja eterno, até que o dia amanheça.

Veja a letra aqui.

Beijos!

Deka

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 2

26/05/2011

Essa é a segunda parte da série que está musicando sua relação (ou não-relação, vai saber). Confira os outros tipo de amor que nós listamos:

6. O amor capitão Nascimento (Love the Way you Lie – Rihanna ft. Eminem)

Vulgo “maldição”. Os dois possuem uma capacidade incrível de se machucar o tempo todo e ainda assim permanecem presos um ao outro, por uma paixão auto-destrutiva.

Veja a letra aqui.

7. O amor safadinho (Mania de Você – Rita Lee)

Sabe quando você só consegue pensar na pessoa pelada? A maior parte das lembranças que você tem, vocês estão fazendo sexo? Então.

Veja a letra aqui.

8. O amor possessivo (Every breath you take – The Police)

O medo, a insegurança, a obsessão. O ciúme pode se tornar bem parecido com alguma doença psicológica e nos casos mais extremos, virar crime. A pior parte é que nesses casos o pior sempre acaba acontecendo e o que o ciumento mais temia se transforma em realidade: a perda da pessoa amada.

Veja a letra aqui.

9. O amor divertido (When I’m With You – Best Coast)

O mundo pode estar se acabando em fogo, a vida uma bosta, a chefe na TPM e os clientes com preguiça de responder seus e-mails. Mas esse casal, quando está junto, esquece de tudo isso e só se importam em aproveitar ao máximo o tempo que têm juntos.

Veja a letra aqui.

10. O amor urgente (Pratododia – O Teatro Mágico)

Aqui o destino, engraçadinho, aprontou das suas e colocou no caminho duas pessoas que se deram muito bem, mas por razões que não vêm ao caso, não podem engatar um relacionamento. Então tudo o que eles podem fazer é aproveitar o momento e seguir em frente.

Veja a letra aqui.

Estamos juntando tipos de amor dos leitores do blog, para o post que vai fechar a série. Mandem aqui, pelos comentários, ou para o nosso twitter @intencoes.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor

18/05/2011

Está chegando aquela que, se não é a mais controversa data comemorativa da história do Universo, com certeza está bem classificada no ranking: o Dia dos Namorados. É controversa porque, enquanto casais apaixonados suspiram celebrando o seu amor ou se descabelam em busca do presente perfeito, os solteiros sentem mais forte aquela pontadinha de solidão que sempre bate, quando se encosta a cabeça no travesseiro e não tem ninguém pra fazer conchinha.

MÃS… como nem só de relacionamentos perfeitos viverá o homem, o dia dos namorados é mais do que a celebração dos casais felizes. Na humilde opinião desta escrevinhadora que vos fala, este também é o dia dos apaixonados.

E como toda história de amor que se preze tem sua trilha sonora, vamos listar aqui músicas que falam de todos os tipos de amor. Quem nunca teve a impressão de que aquela música foi feita para si?

1. O amor perfeito (Último Romance – Los Hermanos)

É aquele que só acontece com os outros. Que você sempre ouve falar que aconteceu quando ele(a) não estava mais esperando, chegou e ficou. Tudo é lindo, os dois combinam mais que pão e manteiga e já estão dando entrada no apartamento.

Veja a letra aqui.

2. O amor platônico (Apenas Mais Uma de Amor – Lulu Santos)

Quem nunca teve um amor que parecia tão impossível, que achou melhor deixar tudo como estava?

Veja a letra aqui.

3. O amor desapegado (A sua – Marisa Monte)

Você ama tanto aquela pessoa, que a deixa livre pra tomar as próprias decisões. Se ela se for, tudo bem, será feliz. É o que importa. Mas se ela ficar, o gosto do amor correspondido é inigualável.

Veja a letra aqui.

4. O amor desesperado (Bonnie Tyler – Total Eclipse of the Heart)

A paixão é tão sufocantemente forte, que você não está bem a não ser que esteja nos braços do alvo de seus desejos. A voz da Bonnie é perfeita pra transmitir isso e a dramaticidade do clipe é icônica.

Veja a letra aqui.

5. O amor à distância (Here without you – 3 doors down)

Em tempos de internet banda larga, mas sem a invenção do teletransportador, essa música já foi pano de fundo pra muitas crises de choro.

Veja a letra aqui.

Qual desses é o seu amor? Se não encontrou o seu aqui, comente com sua história que a gente o sonoriza pra você, no próximo post da série.

Beijos!

Deka

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O dia de Natal

22/12/2009

Namorava o Lucas, mesma idade, mesmos sonhos… Eu já estava farto da noite de Natal na casa da minha avó. É, por mais que seja lindo e tudo mais, todo mundo está careca de saber que reuniões de família são um pé no saco e tem gente (milhares de pessoas e eu incluso, óbvio) que não curte esse tipo de coisa.

A véspera eu precisava passar na casa da minha avó, mas o almoço de Natal estava livre para passear e curtir o namorado. Cinema era uma pedida, né? Quem, eu pergunto, não gostaria de ter um cinema inteiro só para você e seu amor aproveitarem e fazerem o que quiserem(hahahaha! Mentes poluídas!)? Pois é. Eu quis porque, justo naquele feriado, nenhuma sala estaria aberta. O jeito era romper uma barreira e ir para casa dele — na verdade, da tia dele — e curtir mais um almoço de Natal em família. Um dos únicos “não em família” que passei até hoje.

Eu já conhecia o pai do Lucas e, portanto, ele já sabia da “nossa amizade”, que andávamos muito juntos e tudo mais. Era a primeira vez que conheceria o resto da família e meio apreensivo fiquei, afinal, mesmo não tendo problemas com o pai dele (a mãe havia morrido alguns anos antes) era estranho você levar um ‘amigo’ para o almoço de natal e não uma namorada, certo?

Chegamos e a estranheza nem foi tanta, visto que a família dele é bem reduzida: pai, tia, marido da tia, dois primos da mesma idade que a gente – um rapaz e uma moça, essa com namorado – e o um cachorro Beagle. A conversa transcorria básica e no tom “certo”, acho eu. “Qual seu nome? O que faz da vida? Por que não está com a sua família hoje?” etc etc. Até que os “adultos” passaram para a varanda para apreciar o “café” e os “jovens” ficaram na sala vendo TV, no computador ou simplesmente esperando o tempo passar. Eis que o golpe de misericórdia é dado pelo namorado da prima:

– Então, desde quando vocês tão juntos?

– OI?

E foi com naturalidade que Lucas falou:

– Há 1 ano e meio.

Foi com mais naturalidade ainda que o primo disse:

– É teu namorado mais longo, né?

Eu fiquei sem entender. Ao contrário de mim, que sempre fui “o que todo mundo sabia, mas jurava que ninguém desconfiava”, Lucas tinha uma relação bem mais madura com o “seu eu, gay”. Os tios e o pai não gostavam muito de mencionar, mas aceitavam numa boa. Depois descobri que eu era a segunda pessoa que ele levava em casa e que eles haviam sido avisados de que um “amigo” iria para o almoço com algumas semanas de antecedência.

Aprendi com essa que a naturalidade das coisas, ou o “ficar preocupado em esconder determinados assuntos” é irrelevante. Sua família já manja de você, mesmo você escondendo o seu verdadeiro “eu” e que, você pode se surpreender com a reação de todos se resolver contar.

Um feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos os leitores do A melhor das Intenções!

Palavra de gay

(Metheoro -  http://www.twitter.com/metheoro)

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Um dia tudo se resolve

30/09/2009

MetheoroQuando você descobre (ou finalmente consegue aceitar) que gosta de alguém do mesmo sexo, um misto de emoções se encontram: felicidade, medo, angústia etc. Se essa descoberta/aceitação acontece quando você ainda mora com seus pais, então, é um Deus nos acuda! Porque, convenhamos, todos os pais e mães desse Brasil, sonham com uma vida de ouro para seus filhinhos: casamento perfeito, casinha branca com cerquinha, filhos e um trabalho bacana.

Todo pai quer ter o filho jogador de futebol (mesmo que de várzea), pegador das menininhas e o mais popular da escola. Toda mãe quer ter a filha com vestidinho rosa (sendo independente também), estudiosa, aplicada e que namore com rapazes direitos e honestos.

E quando a gente não atende a essas expectativas? E quando começa a pressão para saber porque você não tem namorada? Por que você só anda com aquele bando de amigas, ou com aquela amiga especial, pra cima e pra baixo? É normal, é comum, é do ser humano ficar encanado com isso, alguns ficam encanados para sempre — a ponto de nunca sairem do armário. Agora uma dica meu amor: Nárnia, o mundo encantado dentro do armário, é só um faz-de-conta embolorado. Tem hora que o mofo do armário cansa e, se você não tem aquela estrutura psicológica, cai.

Não, queridos leitores, não estou dizendo que o bom mesmo é sair por aí se assumindo, sair vestido de arco-íris e fazer showzinho (agarração e pegação) no meio da rua, porque até para os héteros isso é feio e meio disgusting. Estou falando que o bom da vida — ou da sua vida — é você não encanar muito com o “medo” da sociedade. Porque olha, no final das contas, quem sabe da sua vida é você e, PRINCIPALMENTE, quem paga suas contas é você (ou seu marido/namorado).

Lembro muito bem de um papinho que tive com meu primeiro boyfriend, aquele que durou 3 anos:

Ele: A gente tem que se importar com as pessoas, sim, porque a gente vive em sociedade.

Eu: Sim, mas tudo tem limite. Todo mundo tem privacidade, todo mundo tem seus próprios problemas, a gente não pode viver o tempo todo na ‘redoma’, mas ela tem que existir.

Ele: É, acho que sim.

Eu: É, sabe por quê? Porque a gente, muitas vezes, se estressa com uma besteira do tipo “fulana não pode saber de jeito nenhum sobre mim. Vai ser o fim!” e, no final, fulana já sabia há muito tempo. Tudo já estava resolvido.

Ele: É, um dia, tudo se resolve.

E se você está em dúvida sobre aquele relacionamento/caso/ rolo… ou se simplesmente deve ou não contar pra seus pais ou amigos sobre você, saiba: tudo se resolve mesmo! Até quando a gente não espera.

Palavra de gay

(Metheoro – http://twitter.com/metheoro)

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Quando me apaixonei por um gay II

03/09/2009

Luciana SabbagEu e o Luiz estudávamos na mesma sala, mas não nos falávamos. Eu olhava — e babava — de longe, desejando absurdos me aproximar. Ele era um gato! Alto, sarado, olhos verdes, cabelo lisinho… Todas as meninas comentavam (babavam também!).

Com o passar do tempo, fomos nos tornando “colegas de turma” e, mais tarde, “amiguinhos”.

A dúvida era geral: “e aí? O Luiz é ou não é?”. Todo mundo perguntava, comentava, discutia, mas ninguém chegava à conclusão alguma (bando de fifis!).

Em uma sexta-feira qualquer, combinei de ir com o Luiz e uns amigos a uma baladinha na Vila Olímpia (uó!). Eu já estava apaixonadinha por ele e, assim que ele chegou, grudei no gato e não soltei mais.

Eu tinha de tirar a prova e comecei a jogar verde:

– Você não tem nenhuma fantasia sexual, assim… de pegar duas meninas?

– Ah, até tenho…

– E você ficaria com outro cara?

– Não, Lu…

– Eu ficaria com outra menina. Sério que você não ficaria com outro homem?

– Não, Lu! Eu não ficaria!

Cinco minutos depois ele me beijou. “Aêêêêê!!! Ele não é gay!!!”. Na real, acho que ele tinha se tocado de que eu estava desconfiada e quis me provar que não era nada do que eu estava pensando.

Ficamos a noite toda — eu, feliz da vida! — e vez ou outra na faculdade. Eu só pensava no Luiz, só queria o Luiz, só falava no Luiz…

No feriado de 20 de novembro, fui à praia com quatro amigos gays. As baladas GLS de lá são maravilhosas e, óbvio, não deixamos de cair na noite. A The Club é assumidamente inspirada na Babylon, a balada do seriado Queer as Folk: lá tem Go Go Boys dançando de sunga (ui!), música eletrônica, show de Drag Queens, piscina e… só homem! Eu era uma das únicas mulheres da balada, mas estava me divertindo como nunca. Eu poderia ficar de calcinha — até levantei minha saia pra ver se alguém me olhava — e ninguém dava a mínima. E, quem tem amigos gays, sabe: a risada é para a noite inteira!

Estava dançando com um dos meus amigos, batendo cabelo, imitando a Britney Spears, quando olhei para o camarote e vi o Luiz.

Antes tivesse visto o Luiz dançando ou só curtindo a balada, né? Ele estava abraçadinho com um cara… ui, doeu!

– Luiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiz!!!! – eu gritei lá de baixo.

Quando ele me viu, minha gente, a cara que fez de “putz, fodeu!” foi inesquecível!

Ele desceu à pista, correndo, em minha direção. Nem disse “oi” e me beijou. Me beijou como nunca havia beijado! Ficou uns cinco minutos me amassando num beijo sem fim.

Quando, finalmente, consegui recuperar o fôlego, lancei:

– Eu sabia! Por que você escondeu isso de mim?

– Lu… Eu namoro… Não conta pra ninguém, pelo amor de Deus!

É… o Luiz era gay enrustido. Aí ficamos amigos pra valer, até o fim da faculdade (depois perdemos o contato). Eu dei uma desencanada, apesar de sempre querer dar umas beijocas nele… Eu sabia que não tinha chances…

Lu

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Quando me apaixonei por um gay I

31/08/2009

Luciana SabbagMeus amigos gays dizem que há uma “categoria” de mulheres que adora homens homossexuais. Elas são apelidadas de “Lulus”.

E eu já ganhei esse apelido não só pelo fato de me chamar Luciana.

Todo mundo sabia que o Bruno* era gay. Não havia dúvidas, apesar de nunca tê-lo visto com outro homem.

Ele fazia parte da produção de um espetáculo no qual eu atuava. Durante todos os ensaios, eu me derretia lá de cima do palco, olhando para ele. Sim, ele era um gato!

Fizemos uma festa para arrecadar dinheiro para a produção da peça e eu fui encarregada de ficar na recepção do evento. As pessoas chegavam, me davam seus ingressos e, em troca, eu lhes dava um vale-drink e uma pulseirinha de identificação, e levantava a corrente da porta para deixá-las entrar.

Quando o Bruno chegou, segui os três primeiros passos, mas não levantei a corrente.

“Onde você pensa que vai?” — eu disse, com as mãos no batente da porta, impedindo a passagem dele.

Ele chegou pertinho, me deu uma bela de uma encoxada e me beijou.

OMG! Que gay que nada! Se fosse gay não me pegaria daquele jeito!

E aí… eu me apaixonei (ah, lógico!).

Ficamos a noite toda e durante todos os ensaios do espetáculo que se seguiram.

Ele nunca demonstrou qualquer sentimento por mim. Quando nos víamos, ficávamos. Só. Não rolava telefonemas, emails nem nada. Mas, na minha cabeça, já estávamos até namorandinho (sem um pedido oficial). E foi assim por mais ou menos dois meses. Amassos fortíssimos, pegadas avassaladoras… Até que ele começou a me evitar pra valer.

Ele combinava algum programa com os amigos, eu ia e ele não aparecia. Eu “perseguia” o menino porque sabia que era só encontrá-lo para que rolasse alguma coisa. Mas, de repente, não estávamos nos encontrando mais. Eu não entendia o que estava acontecendo, mesmo ouvindo o mundo me dizer que ele era gay. Eu tinha a certeza de que ele gostava de mim e tinha o maior tesão quando estava comigo. “Não, ele não é gay!”

Aí eu vi exatamente aquilo que minha ilusão não me deixava acreditar.

Um amigo nosso ligou para ele, perguntou onde ele estava e me levou para a porta do lugar, sem avisá-lo. Ficamos ali, de tocaia, esperando para tirar a prova. Dito e feito: o Bruno saiu daquela casa, acompanhado de um homem, olhou em volta — para checar se não havia nenhuma “má língua” por lá — e beijou o cara ali, na calçada. Desatei-me a chorar. Mas passou: eu entendi que o que ele queria, eu não poderia oferecer-lhe.

Dizem que o Bruno está “casado” com um homem. Torço para que esteja feliz.

Essa foi só a primeira vez que me apaixonei por um gay. É, não é à toa que me chamam de “Lulu”.

Lu

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