Posts Tagged ‘compromisso’

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Totalmente diferente

17/03/2012

Há quem diga que todo homem é igual, que só muda o endereço, que homem é homem em qualquer lugar do mundo etc, mas posso afirmar que não é bem assim.

Em uma viagem ao Oriente Médio, conheci um cara, no mesmo dia em que eu aterrissei.

Eu sempre soube muito bem como é o comportamento dos árabes, por ser de família libanesa e por já ter namorado um cara daquelas bandas por um bom tempo, e comprovei minha teoria de que “eles gostam mesmo é de mulher”, assim que cheguei lá. Nunca fui tão olhada, tão cantada nem tão bem tratada na vida, por homens, como fui enquanto estive lá.

O gato trabalhava no primeiro lugar onde entrei. Foi paixão à primeira vista e acredito que de ambos os lados. Trocamos olhares e sorrisos por horas, conversamos e ele até cantou uma música linda pra mim, que dizia algo como “procurei em todas as pessoas do mundo alguém como você…”. Poderia parecer xaveco furado e eu até pensei que fosse, mas com o passar dos dias eu vi que era verdade.

Trocamos telefone e eu o convidei para sair alguns dias depois. Ele disse que não podia porque tinha um jogo com os amigos. Eu também não tinha todo o tempo do mundo, afinal, havia combinado de ir para uma balada com minhas amigas. Então ele foi até o hotel em que eu estava hospedada. Assim que ele chegou, eu notei que ele era mais novo que eu. No trabalho, ele usa roupa social e aparenta ser mais velho do que é. Eu estranhei e perguntei a idade dele. A resposta me deixou meio sem chão: 21 anos. Eu tenho 28 e nunca saí com um cara tão mais novo assim. Mas, como eu achava que aquilo tudo era fogo de palha e, como eu estava viajando e queria mais era aproveitar, tasquei-lhe um beijo, ali na calçada do hotel, quando ele disse: “vamos subir?“. Eu hesitei porque nem sabia se podia entrar com alguém no quarto, mas fui.

Só tínhamos meia hora até que minhas amigas chegassem para me buscar, então eu avancei o sinal. Fui com tudo pra cima do menino até que ele me barrou: “você está indo rápido demais!”. “Mas nós só temos meia hora! Temos que ser rápidos!”, eu disse. Ele insistiu que não queria daquele jeito e eu não me importei. Então, veio a surpresa:

– Você já fez isso antes?

– Claro! – respondi.

– É a minha primeira vez.

Entrei em choque por alguns minutos e fiquei sem saber o que fazer. Então, agi como um homem e disse: “tudo bem… só vamos fazer o que você quiser”. Sem mais detalhes da minha insistência em “desvirginar” o garoto, quando estávamos quase lá, ele falou que achava que não queria mais. Perguntei se ele tinha certeza e ele afirmou: “estou esperando a mulher da minha vida, a pessoa com quem eu vou me casar”. Eu respeitei. Vesti minha roupa e pedi desculpas por ter insistido. No fundo, eu sempre tive a fantasia de iniciar um rapaz na vida sexual mas, com ele, tinha que ser especial. Ele merecia. Assim como não foi pra mim, mas como eu sonhei que fosse.

Continuamos nos vendo até o dia da minha partida. Na última noite, depois de beijos e abraços apertados, a declaração: “Lu, eu gosto muito de você e nunca vou te esquecer. Promete que nunca vai se esquecer de mim?”. Eu prometi. Assim como prometi que voltaria para encontrá-lo. E que ele seria meu namorado e que eu seria a primeira mulher da vida dele.

Quando voltei para o Brasil, ficamos dias trocando mensagens pelo celular e pelo Facebook. Promessas, juras e frases como “tudo o que eu preciso é de você” chegavam de madrugada pra mim. Até indiretas daquelas que amamos, como “sinto sua falta” e “meu coração pertence a você” postadas aleatoriamente, em inglês (para que eu pudesse entender), no Facebook. Meu coração disparava a cada sinal de mensagem no telefone. E já era rotina olhar o mural do perfil dele para saber se tinha mais alguma declaração pra mim.

Com o passar do tempo, fui postando as fotos da viagem em meu perfil do Facebook. Postei tudo: as fotos das baladas, as fotos dos outros caras que conheci… e a foto dele comigo.

Minha amiga comentou: “mal sabe ele que você ficou com outros, né? Haha”. Pensei “ele nunca vai se ligar. Não tem nenhuma foto comprometedora. São todos meus ‘amigos’, ué!”. Mas, aí, a partir do dia em que postei as fotos, ele parou de responder minhas mensagens no celular. Como ele havia comentado que estava trocando de aparelho, achei que talvez ele não estivesse recebendo o que eu mandava. E não me importei.

Foi aniversário dele e eu deixei uma mensagem de parabéns em seu mural. Ele não respondeu, mas também não respondeu a ninguém mais. Alguns dias depois, uma garota comentou no meu post  na página dele: “aaaah, vocês combinam!”, em árabe. Fui responder e respondi errado. Ao invés de escrever “eu também acho”, escrevi “eu também” — que fique claro que eu não falo árabe. Ela, então, perguntou “você também o quê?” e, quando fui responder, eu havia sido excluída dos amigos dele.

Fiquei desesperada, sem entender o que estava acontecendo. Mandei um milhão de mensagens para ele e nada de resposta. No dia seguinte, ele postou, em árabe, no mural dele (que é aberto e eu ainda consigo ver): “Nessa vida, pessoas vêm e vão. Eu não machuco ninguém, nunca machuquei e hoje eu estou muito magoado. É melhor estar sozinho. Já me acostumei”. Uma amiga traduziu pra mim. E aquela garota estava lá nos comentários, dizendo “foi só mais uma, querido. Você vai ficar bem”. Meu coração se quebrou em pedacinhos.

#prontocaguei

Eu, que queria ser a pessoa mais especial da vida dele, acabei com toda a magia. Um garoto tão puro, tão amoroso, tão sincero, tão especial… Tentei me justificar, falei que aquilo foi antes de ficar com ele e que aqueles caras eram só amigos, que meu coração era dele etc etc etc, mas ele me ignora. Escrevo este texto com um grande nó em meu peito… Quando eu já pensava que não haviam meninos como ele no mundo, que todos os homens eram iguais e que eu deveria só me divertir… Acabei com tudo. E pra quê, né?

Beijo,

Lu

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Relacionamentos Esquizofrênicos

18/01/2012

Uma das características mais assustadoras da esquizofrenia é quando o paciente começa a ter alucinações. Pessoas que só ele vê, sons que só ele ouve. É uma das muitas peças que nossa mente complexa pode nos pregar e percebemos o quanto somos frágeis, como seres humanos.

Embora eu tenha quase certeza de estar no controle das minhas faculdades mentais, acabei por me envolver em muitos relacionamentos que, em determinado ponto, começaram a me fazer questionar minha sanidade. Deixando claro desde já, que não se trata de relacionamentos casuais, sem envolvimento emocional.

Foram relacionamentos em que somente as pessoas envolvidas — no caso eu e o dito-cujo — sabíamos da existência, por um motivo ou outro. E depois de vários meses, eu chegava a conclusão de que nenhum de meus amigos havia nos visto juntos, eu não podia falar sobre ele em lugar algum, não podia contar à minha família e ele, por sua vez, também não me assumia de forma alguma. Será que ele EXISTIA?

Certamente que o indivíduo sim, mas o relacionamento, só na minha ingênua cabecinha.

Por todas as vezes que isso aconteceu, cheguei a levar o enrosco por meses, obviamente apaixonada, mas no fim tudo ruiu antes mesmo de assumirmos. A minha conclusão sempre foi: “se não vale a pena assumir, porque valeria a pena continuar insistindo?”

A questão é que podemos embarcar em uma furada dessas por um zilhão de motivos diferentes. Seja porque não queremos que algum ex fique sabendo, porque no início queremos ir devagar para preservar a vida pessoal, ou até mesmo porque não é um relacionamento, por assim dizer, legítimo.

O problema começa no exato instante em que você não quer mais deixar a coisa sob panos quentes (ou lençóis, como preferir) e aí já não sabe mais como fazer isso.

E aí? Como resolver?

Bom. Aí é a hora de ver o que vale a pena para você. O quanto você gosta do cara? Qual é a probabilidade do entrave se resolver e vocês poderem assumir que estão juntos?

Normalmente, o que acontece nesta situação, é que o rapaz (ou moça)  em discussão está acomodado.

Ele até pode gostar de você. Mas te mantendo em banho-maria, tem um carinho fixo a hora em que quiser e ainda pode sair para se divertir como solteiro. (No caso dos solteiros, claro. Se você for a outra, ele conta vantagem na hora de poder comer duas diferentes). Dificilmente um homem vai sair de sua zona de conforto, depois que entrou nela.

Um relacionamento deste pode ser terrível para sua autoestima, porque uma hora você vai se perguntar “por que será que eu não pareço valer a pena de um esforço, para ele?”

Então, somente para fins de pesquisa científica, classificaremos:

casus esquizofrenicus: é aquele que você tem, mas de vez em quando bate uma dúvida se não é só coisa da sua cabeça, já que não tem provas documentais e tudo o que seus amigos conhecem dele é o que você diz.

E você? Já se envolveu com alguém e teve que manter segredo? Já achou que estava alucinando uma relação inteira? Já sentiu que o ficante estava acomodado? Diz aí!

Deka

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A crise dos três meses

11/01/2012
Atualmente estou vivendo o meu primeiro namoro de verdade. Já tive outras pessoas que chamei de “namorado”, mas chamava assim somente por fidelidade (pelo menos da minha parte) e por não saber exatamente como classificar tal envolvimento. No fim das contas, acabei descobrindo que a única que achava que estava namorando era eu.

Esta introdução serve para ambientar vocês, queridos leitores, a entenderem que eu sempre ouvi falar da crise dos três meses, consolei e aconselhei muitas amigas a passarem por esse período complicado do namoro, mas nunca soube o que motivava as crises, muito menos vivi tal experiência.

Até agora.

Parece que no momento em que você e seu namorado se dão conta de que falta pouco para fazerem três meses, o reloginho do destino se destrava e tudo começa a dar errado.

A boa notícia é que eu entendi o motivo: amadurecimento da relação.

Nos primeiros meses de um namoro tudo é lua-de-mel. Vocês ainda estão encantados com essa pessoa incrivelmente corajosa que te desencalhou, os defeitos até são conhecidos, mas a empolgação com o namoro novinho e todo aquele mundo de novidades a serem desbravadas acabam por ofuscar todo o resto.

Aí o tempo passa. A empolgação começa a acalmar, o amor permanece, as qualidades ficam ainda mais valiosas, e vejam só, os defeitos continuam lá!

Sem o brilho da novidade para te distrair, você começa a conhecer melhor a pessoa com quem resolveu compartilhar seu coração. As partes em que as engrenagens não se encaixam perfeitamente começam a se destacar e aí, meu amigo, minha amiga, chega a hora de acertar os ponteiros.

Aquela sua maniazinha de interromper as pessoas vai começar a incomodá-lo. Aquele jeito fofo dele de dizer as coisas erradas na hora errada, não vai mais ser tão engraçadinho assim. E você vai perceber que, de repente, não era tão paciente quanto acreditava ser.

E então, quando diagnosticamos o problema e o assumimos, fica mais simples encontrar a solução: mais paciência e muita conversa.

Se tem uma coisa que eu aprendi com meu primeiro namoro, é que brigar é a pior coisa que existe. Vocês discordam, você acha que está certa e ele também. Mas você o olha ali, falando aquelas coisas tão duras pra você e você ainda o ama. Até quer fazê-lo entender o que está dizendo, às vezes também diz coisas duras a ele. Mas no fim, percebe que no fundo, só está morrendo de medo de perdê-lo e não vê a hora daquilo tudo acabar.

Aí é a hora de respirar fundo e procurar a melhor solução para ambos. Infelizmente discussões acontecem mesmo e é importante para o amadurecimento dos dois, e também para o entendimento de como este relacionamento vai funcionar.

No fim, tudo se resume ao que vocês sentem um pelo outro e o que estão dispostos a fazer para seguir em frente. E que venham as crises de três meses, quatro, sete, dez anos. Vocês se descobrem com vontade de enfrentar todas elas.

Se há amor, o amor nunca falha.

Deka

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Individualismo x Respeito

03/11/2011

Não sei quando foi que as pessoas deixaram de se importar em ferir as outras. Talvez eu ainda não fosse nascida quando esse péssimo hábito começou aos poucos e agora, no auge, eu continuo horrorizada, mesmo percebendo que a maioria já vê tal atitude como corriqueira.

Não vou entrar no mérito da traição, porque eu acredito que o conceito de fidelidade seja muito particular. Acho que, a partir do ponto em que há diálogo entre o casal e ambos curtem serem livres para estarem com outras pessoas, não há desrespeito, portanto não há traição. Além do mais, trair se trata de um extremo e não pretendo chegar tão longe com esse post.

Vou falar apenas de comportamento e do MEU (ficou claro que é MEU?) conceito de relacionamento. A partir daí vocês podem concordar comigo ou não.

Pra mim, relacionamento é compartilhar. Compartilhar sua vida, seus momentos bons e ruins, conquistas, fracassos, coisas, lugares, filmes, risadas e bobeirinhas que todo casal está cansado de saber e adora.

Porém há algo mais que é compartilhado em um relacionamento e pouca gente parece se dar conta disso: a imagem. Desde que você e seu namorado mudaram o status do facebook para “em um relacionamento sério”, a imagem de vocês dois está vinculada e é inevitável que o seu comportamento afete a imagem dele.

Explico. Se você é namorada carinhosa, meiga e fofa quando está com ele, mas quando sai com seus amigos fica dando mole pra um e outro, falando putaria como quando ainda era solteira e enche a cara até subir no balcão e começar a dançar kuduro, você está fazendo todo mundo achar que o seu namorado é um otário, que pensa que você se comporta do mesmo jeito que está com ele, quando sai sozinha. O mesmo tanto para os meninos. Fazer coisas que você não faria na frente dos seus parceiros, qualquer que seja o motivo, abre a oportunidade para que os outros pensem merda de vocês dois.

Daí vêm os individualistas de plantão e dizem: “Tô pouco me lixando pro que os outros pensam. Eu sei que não fiz nada de errado, minha consciência tá limpa. Isso é problema meu.”

Não, pequeno gafanhoto. Não é problema seu. Por que os outros acharem que você é babaca é problema seu mesmo e você tem todo o direito de ignorar a opinião alheia e viver sua vida como você bem entender. Mas agora o que você faz também prejudica a SUA namorada. A SUA namorada é que vai sair como a idiota, que não conhece o namorado que tem. O SEU namorado é que vai sair como o corno, que namora uma guria fácil, que dá em cima de todo mundo. A SUA namorada que vai ser a pobre coitada que namora um alcoólatra que só dá vexame e estraga a festa de todo mundo.

Em um relacionamento, o que você faz não afeta só você. Afeta a pessoa que te ama e que, espero eu, você também ame. Esse é o meu conceito de respeito e acho que não está tão longe assim do que é necessário para fazer duas pessoas viverem felizes juntas.
Ou você é daqueles que acham que respeitar seus caprichos é mais importante do que não ferir quem você ama?

Deka

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I’m too cool for you, anyway

26/10/2011

Alguém aqui já assistiu Scott Pilgrim Vs The World? A maioria dos que assistiram diria que é uma adaptação (muito boa, por sinal) de um quadrinho, para o cinema. Outros resenhariam a história de um rapazinho apaixonado que luta para conquistar a mulher dos seus sonhos. Eu diria outra coisa, totalmente diferente.

Eu diria que é a história de uma mulher bonita, legal e dedicada em busca do amor verdadeiro. E que, no fim, ela descobre ser melhor aguardar por alguém que mereça todo esse amor.

Feita esta introdução, vamos falar de mulheres.

Todos nós estamos cientes das diferenças entre os sexos e das dificuldades que homens e mulheres encontram para se adaptar às atitudes do parceiro que consideram irritantes. Porém algumas atitudes femininas são unanimidade geral de ambos os sexos, como coisa de mulher chata.

Ser mau-humorada, desanimada pra sair, chiliquenta, possessiva, melosa, invasora de privacidade, barbie frescurenta, cu doce, somos-somente-bons-amigos, chantagista e competitiva, só pra começar, são os campeões de reclamações.

O primeiro ponto a levar em consideração, é que é realmente difícil encontrar mulher que não carregue pelo menos uma dessas características, entre outras piores. Mas o segundo, que é o “xis” da questão neste texto, é que na maioria das vezes são justamente ESTAS mulheres que nunca estão solteiras. Quer dizer, aquelas garotas legais, que não ligam que o namorado saia de vez em quando para beber com os amigos, topam aquelas suas aventuras malucas, é fiel e dedicada, te apoia, resolve discussões como adulta e nunca compete com você, são as mesmas que os homens chamam pra tomar um chopp de vez em quando, mas se rolar algum envolvimento é uma vez apenas e depois já vêm com o famoso “não é você, sou eu” – isso quando alguém CHEGA nela, né?

E aí, a pobre coitada fica com aquela cara de onde foi que eu errei, sem entender porquê os homens não querem ter tudo aquilo que eles sempre descreveram como perfil da namorada perfeita.

Outro dia, conversando com algumas amigas sobre isso no twitter (todas elas lindas, inteligentes e LEGAIS), uma seguidora nos disse algo que entregou o segredo da vida, do universo e tudo mais: um amigo dela respondeu que prefere ter que lidar com um barraco de uma barbie que ter uma discussão séria com uma mulher inteligente. Ou seja: esta mulher ASSUSTA os homens.

Embora depois de uma quantidade considerável de relacionamentos falidos, este tipo de mulher tende a acreditar que o problema é com ela, na verdade não é. Hoje em dia, a maioria das pessoas não está pronta para um relacionamento duradouro. Ninguém quer se comprometer e se aprofundar em uma única pessoa.

O resultado é um festival de autosabotagem. Quantas vezes você mesma não preferiu se envolver com um cara problemático, porque no fundo, você sabia que se não desse certo, a justificativa seriam os problemas dele e não sua falta de dedicação à pessoa? Ter que aceitar defeitos, se adaptar às diferenças e buscar conhecer profundamente uma única pessoa, dá muito mais trabalho do que ter vários relacionamentos rasos, que se não der certo, você termina e parte pra outra.

Então qual é a solução? Virar uma problemática? De forma alguma. No fim, cabe a estas mulheres (e a estes homens) esperar até encontrarem um ao outro. Porque parece impossível, mas não é. E quando esta oportunidade surgir, esteja pronta para receber um homem de verdade, ou você pode acabar perdendo a chance de viver um grande amor, por puro medo.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 3

01/06/2011

Já achou o seu amor nos posts anteriores? Não? Então talvez ele esteja neste aqui.

11. O amor determinado (One Day or Another – Blondie)

Eu te quero e vou ter, de um jeito ou de outro. Simples assim.

Veja a letra aqui.

12. O amor no time errado (Malchik Gay – t.A.T.u)

O cara é lindo, fofo, gentil, inteligente e até rico. Peraí… Tem alguma coisa errada… Ele é PERFEITO? Hum, bem…

Veja a letra aqui.

13. O amor perdido (Baby One More Time – Britney Spears)

Você já estava se sentindo dentro de uma comédia romântica, de tão bem que tudo estava indo. Só que tudo estava bem só pra você. De repente ele(a) se vai e te deixa ali, com cara de “ué”. Então é hora de mobilizar o colégio e ensaiar uma coreografia. Bom, pelo menos foi isso que a Britney fez:

Veja a letra aqui.

14. O amor casado (From This Moment On – Shania Twain)

Nem preciso explicar muito. Já se encontraram, se acertaram e agora pretendem dedicar a existência à felicidade mútua. Será que isso ainda existe?

Veja a letra aqui.

15. O amor casual (4ever – The Veronicas)

Você quer, ele quer, pra que ficar de cerimônia, né? Carpe Diem e que o amor seja eterno, até que o dia amanheça.

Veja a letra aqui.

Beijos!

Deka

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 2

26/05/2011

Essa é a segunda parte da série que está musicando sua relação (ou não-relação, vai saber). Confira os outros tipo de amor que nós listamos:

6. O amor capitão Nascimento (Love the Way you Lie – Rihanna ft. Eminem)

Vulgo “maldição”. Os dois possuem uma capacidade incrível de se machucar o tempo todo e ainda assim permanecem presos um ao outro, por uma paixão auto-destrutiva.

Veja a letra aqui.

7. O amor safadinho (Mania de Você – Rita Lee)

Sabe quando você só consegue pensar na pessoa pelada? A maior parte das lembranças que você tem, vocês estão fazendo sexo? Então.

Veja a letra aqui.

8. O amor possessivo (Every breath you take – The Police)

O medo, a insegurança, a obsessão. O ciúme pode se tornar bem parecido com alguma doença psicológica e nos casos mais extremos, virar crime. A pior parte é que nesses casos o pior sempre acaba acontecendo e o que o ciumento mais temia se transforma em realidade: a perda da pessoa amada.

Veja a letra aqui.

9. O amor divertido (When I’m With You – Best Coast)

O mundo pode estar se acabando em fogo, a vida uma bosta, a chefe na TPM e os clientes com preguiça de responder seus e-mails. Mas esse casal, quando está junto, esquece de tudo isso e só se importam em aproveitar ao máximo o tempo que têm juntos.

Veja a letra aqui.

10. O amor urgente (Pratododia – O Teatro Mágico)

Aqui o destino, engraçadinho, aprontou das suas e colocou no caminho duas pessoas que se deram muito bem, mas por razões que não vêm ao caso, não podem engatar um relacionamento. Então tudo o que eles podem fazer é aproveitar o momento e seguir em frente.

Veja a letra aqui.

Estamos juntando tipos de amor dos leitores do blog, para o post que vai fechar a série. Mandem aqui, pelos comentários, ou para o nosso twitter @intencoes.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor

18/05/2011

Está chegando aquela que, se não é a mais controversa data comemorativa da história do Universo, com certeza está bem classificada no ranking: o Dia dos Namorados. É controversa porque, enquanto casais apaixonados suspiram celebrando o seu amor ou se descabelam em busca do presente perfeito, os solteiros sentem mais forte aquela pontadinha de solidão que sempre bate, quando se encosta a cabeça no travesseiro e não tem ninguém pra fazer conchinha.

MÃS… como nem só de relacionamentos perfeitos viverá o homem, o dia dos namorados é mais do que a celebração dos casais felizes. Na humilde opinião desta escrevinhadora que vos fala, este também é o dia dos apaixonados.

E como toda história de amor que se preze tem sua trilha sonora, vamos listar aqui músicas que falam de todos os tipos de amor. Quem nunca teve a impressão de que aquela música foi feita para si?

1. O amor perfeito (Último Romance – Los Hermanos)

É aquele que só acontece com os outros. Que você sempre ouve falar que aconteceu quando ele(a) não estava mais esperando, chegou e ficou. Tudo é lindo, os dois combinam mais que pão e manteiga e já estão dando entrada no apartamento.

Veja a letra aqui.

2. O amor platônico (Apenas Mais Uma de Amor – Lulu Santos)

Quem nunca teve um amor que parecia tão impossível, que achou melhor deixar tudo como estava?

Veja a letra aqui.

3. O amor desapegado (A sua – Marisa Monte)

Você ama tanto aquela pessoa, que a deixa livre pra tomar as próprias decisões. Se ela se for, tudo bem, será feliz. É o que importa. Mas se ela ficar, o gosto do amor correspondido é inigualável.

Veja a letra aqui.

4. O amor desesperado (Bonnie Tyler – Total Eclipse of the Heart)

A paixão é tão sufocantemente forte, que você não está bem a não ser que esteja nos braços do alvo de seus desejos. A voz da Bonnie é perfeita pra transmitir isso e a dramaticidade do clipe é icônica.

Veja a letra aqui.

5. O amor à distância (Here without you – 3 doors down)

Em tempos de internet banda larga, mas sem a invenção do teletransportador, essa música já foi pano de fundo pra muitas crises de choro.

Veja a letra aqui.

Qual desses é o seu amor? Se não encontrou o seu aqui, comente com sua história que a gente o sonoriza pra você, no próximo post da série.

Beijos!

Deka

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Gatos Escaldados

31/03/2011
Li sobre uma pequisa realizada por uma universidade, que entrevistou casais e lhes perguntou a respeito da qualidade de seus relacionamentos. Curiosamente, os dados quantitativos revelaram que casamentos onde ambos os cônjuges eram o primeiro casamento dos dois, tinham menores chances de terminar em divórcio. Outro dado interessante, é que os casais que fizeram o famoso test-drive e moraram juntos antes de casar, se separaram em 15% dos casos e dos que casaram direto, 7% se divorciaram.

Outra pesquisa, que vi no Delas, mostrou que casais que “se guardavam” para o casamento, eram mais felizes e realizados do que os que transam antes de casar: davam notas 22% mais altas à estabilidade do matrimônio.

Eu sei que vai ter gente dando pulinho da minha altura, dizendo que pesquisas têm margens de erro, não dá pra generalizar e o escambau.

Mas parando pra pensar um pouquinho, isso tudo não faz sentido?

Quem nunca se casou, não conhece a maioria das dificuldades que vai passar. Tudo é novidade e aprendizado.

E quantas vezes nós já ouvimos pessoas que passaram por doenças terríveis, mudaram de casa e enfrentaram grandes problemas ou perderam entes queridos dizerem “não sei se eu conseguiria passar por tudo isso, se soubesse o que ia acontecer”?

Acredito que seja a mesma coisa. Quem casa pela segunda vez, sabe tudo o que sofreu no primeiro casamento e que provavelmente terá que sofrer novamente no segundo (ou terceiro, ou…). Tudo o que o ser em questão quer, agora, é paz.

Quanto ao “test-drive” e abstinência antes do casamento, a explicação também pode ser mais lógica do que imaginamos. Quem “se guarda” para o matrimônio, está disposto a compartilhar a vida com aquela pessoa com quem se casou e a vida sexual de ambos vai ser construída de acordo com as preferências do casal. Já quem experimenta antes pra saber se gosta, está acostumado a, em vez de ceder, ou tentar fazer o parceiro se sentir mais a vontade para realizar um desejo seu, simplesmente desistir e ir procurar alguém que faça o que ele/ela gosta. Afinal, o que não falta no mundo é mulher a fim de dar e homem a fim de comer, não é?

O que podemos concluir disso tudo? Que a liberdade sexual e a falta de romantismo podem não ser tão positivas quanto imaginamos. Tudo o que um relacionamento precisa pra dar certo, pode ser apenas duas pessoas acreditando nele e dispostas a enfrentar a vida, uma pela outra. E com toda essa efemeridade e degustação, tudo o que conseguimos é um punhado de pessoas achando que sabem o que querem e, no final, se frustrando, sendo que, num círculo infinito e vicioso, acambam se transformando em indivíduos egoístas que preferem não assumir responsabilidades.

E vocês? O que acham disso tudo? Preferem ser românticos ou fazer o test-drive?

BTW, essa pesquisa aqui tem umas informações bem peculiares, pra quem se interessa por comportamento.

Deka

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Dois em um

10/02/2011

“No começo eram duas camas de solteiro. Só isso.

Então as medidas foram tiradas, estudou-se o que deveria ser mantido e o que estava sobrando, quais mudanças deveriam ser feitas para que tudo se encaixasse.

No fim, as duas se uniram em uma de casal”.

Essa foi a delicada metáfora de Jonathas de Andrade na obra “2 em 1” que está em exposição no Centro Cultural de São Paulo.

Descobri quando achei que uma volta por lá seria um bom programa para uma mulher sozinha num domingo boring, em Sampa.

A obra inclui uma sequência de fotografias dos marceneiros trabalhando nas camas, assim como os projetos impressos a laser no papel vegetal, então fica claro que a intenção deles é transformar as duas camas em uma. Dá pra ver uma parte dela no perfil do artista, na Galeria Vermelho.

Eu sempre costumo dizer que um relacionamento é compreender que o “eu” e o “você”, agora se tornou “nós”.

Se somos um casal, não pode haver predominância de nenhuma pessoa do singular. Agora somos dois (ou mais. Viva a diversidade!) e tudo deve ser pensado dessa forma. O que é melhor para “nós”?

Se o “eu” começa a predominar, afundamos a relação com as próprias mãos, por egoísmo. Se, pelo contrário, o “você” está em evidência, o mesmo acontece, porém por se auto-anular. A sutileza do pensamento, está em que dentro de “nós”, há “eu” E “você”. Sem perder a essência, de quem somos. Pois é, ninguém disse que seria fácil.

Porém a bandeira da individualidade foi erguida. Eu sou mais eu e se você não gostou, a porta é serventia da casa. Passe a vez, porque a fila anda.

Mas e o sentimento? É simplesmente ignorado? Porque em vez de bater o pé pra manter o mesmo “eu sou assim” de sempre, não tentar compreender o lado do parceiro e ceder um pouco? Vai chegar o momento em que ele também precisará fazer o mesmo, por você.

Não adianta achar que é só amarrar uma cama na outra, que já se tem uma de casal. É preciso cortar o estrado, reformar as laterais e cabeceiras, para que não fique um vão separando os dois lados.

Se são duas pessoas diferentes, que se gostam e querem ficar juntas, algumas adaptações terão que ser feitas. Porém elas serão uma cama de casal? Nunca. Nunca serão uma cama que foi originalmente desenvolvida para ser de casal. Elas sempre trarão suas essências de cama de solteiro.

É preciso conhecer a tênue linha do limite e não se perder no meio do caminho, ou não reconheceremos mais aquela pessoa por quem nos apaixonamos.

Pois é. Ninguém disse que seria fácil.

Deka

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