Posts Tagged ‘comportamento’

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Totalmente diferente

17/03/2012

Há quem diga que todo homem é igual, que só muda o endereço, que homem é homem em qualquer lugar do mundo etc, mas posso afirmar que não é bem assim.

Em uma viagem ao Oriente Médio, conheci um cara, no mesmo dia em que eu aterrissei.

Eu sempre soube muito bem como é o comportamento dos árabes, por ser de família libanesa e por já ter namorado um cara daquelas bandas por um bom tempo, e comprovei minha teoria de que “eles gostam mesmo é de mulher”, assim que cheguei lá. Nunca fui tão olhada, tão cantada nem tão bem tratada na vida, por homens, como fui enquanto estive lá.

O gato trabalhava no primeiro lugar onde entrei. Foi paixão à primeira vista e acredito que de ambos os lados. Trocamos olhares e sorrisos por horas, conversamos e ele até cantou uma música linda pra mim, que dizia algo como “procurei em todas as pessoas do mundo alguém como você…”. Poderia parecer xaveco furado e eu até pensei que fosse, mas com o passar dos dias eu vi que era verdade.

Trocamos telefone e eu o convidei para sair alguns dias depois. Ele disse que não podia porque tinha um jogo com os amigos. Eu também não tinha todo o tempo do mundo, afinal, havia combinado de ir para uma balada com minhas amigas. Então ele foi até o hotel em que eu estava hospedada. Assim que ele chegou, eu notei que ele era mais novo que eu. No trabalho, ele usa roupa social e aparenta ser mais velho do que é. Eu estranhei e perguntei a idade dele. A resposta me deixou meio sem chão: 21 anos. Eu tenho 28 e nunca saí com um cara tão mais novo assim. Mas, como eu achava que aquilo tudo era fogo de palha e, como eu estava viajando e queria mais era aproveitar, tasquei-lhe um beijo, ali na calçada do hotel, quando ele disse: “vamos subir?“. Eu hesitei porque nem sabia se podia entrar com alguém no quarto, mas fui.

Só tínhamos meia hora até que minhas amigas chegassem para me buscar, então eu avancei o sinal. Fui com tudo pra cima do menino até que ele me barrou: “você está indo rápido demais!”. “Mas nós só temos meia hora! Temos que ser rápidos!”, eu disse. Ele insistiu que não queria daquele jeito e eu não me importei. Então, veio a surpresa:

– Você já fez isso antes?

– Claro! – respondi.

– É a minha primeira vez.

Entrei em choque por alguns minutos e fiquei sem saber o que fazer. Então, agi como um homem e disse: “tudo bem… só vamos fazer o que você quiser”. Sem mais detalhes da minha insistência em “desvirginar” o garoto, quando estávamos quase lá, ele falou que achava que não queria mais. Perguntei se ele tinha certeza e ele afirmou: “estou esperando a mulher da minha vida, a pessoa com quem eu vou me casar”. Eu respeitei. Vesti minha roupa e pedi desculpas por ter insistido. No fundo, eu sempre tive a fantasia de iniciar um rapaz na vida sexual mas, com ele, tinha que ser especial. Ele merecia. Assim como não foi pra mim, mas como eu sonhei que fosse.

Continuamos nos vendo até o dia da minha partida. Na última noite, depois de beijos e abraços apertados, a declaração: “Lu, eu gosto muito de você e nunca vou te esquecer. Promete que nunca vai se esquecer de mim?”. Eu prometi. Assim como prometi que voltaria para encontrá-lo. E que ele seria meu namorado e que eu seria a primeira mulher da vida dele.

Quando voltei para o Brasil, ficamos dias trocando mensagens pelo celular e pelo Facebook. Promessas, juras e frases como “tudo o que eu preciso é de você” chegavam de madrugada pra mim. Até indiretas daquelas que amamos, como “sinto sua falta” e “meu coração pertence a você” postadas aleatoriamente, em inglês (para que eu pudesse entender), no Facebook. Meu coração disparava a cada sinal de mensagem no telefone. E já era rotina olhar o mural do perfil dele para saber se tinha mais alguma declaração pra mim.

Com o passar do tempo, fui postando as fotos da viagem em meu perfil do Facebook. Postei tudo: as fotos das baladas, as fotos dos outros caras que conheci… e a foto dele comigo.

Minha amiga comentou: “mal sabe ele que você ficou com outros, né? Haha”. Pensei “ele nunca vai se ligar. Não tem nenhuma foto comprometedora. São todos meus ‘amigos’, ué!”. Mas, aí, a partir do dia em que postei as fotos, ele parou de responder minhas mensagens no celular. Como ele havia comentado que estava trocando de aparelho, achei que talvez ele não estivesse recebendo o que eu mandava. E não me importei.

Foi aniversário dele e eu deixei uma mensagem de parabéns em seu mural. Ele não respondeu, mas também não respondeu a ninguém mais. Alguns dias depois, uma garota comentou no meu post  na página dele: “aaaah, vocês combinam!”, em árabe. Fui responder e respondi errado. Ao invés de escrever “eu também acho”, escrevi “eu também” — que fique claro que eu não falo árabe. Ela, então, perguntou “você também o quê?” e, quando fui responder, eu havia sido excluída dos amigos dele.

Fiquei desesperada, sem entender o que estava acontecendo. Mandei um milhão de mensagens para ele e nada de resposta. No dia seguinte, ele postou, em árabe, no mural dele (que é aberto e eu ainda consigo ver): “Nessa vida, pessoas vêm e vão. Eu não machuco ninguém, nunca machuquei e hoje eu estou muito magoado. É melhor estar sozinho. Já me acostumei”. Uma amiga traduziu pra mim. E aquela garota estava lá nos comentários, dizendo “foi só mais uma, querido. Você vai ficar bem”. Meu coração se quebrou em pedacinhos.

#prontocaguei

Eu, que queria ser a pessoa mais especial da vida dele, acabei com toda a magia. Um garoto tão puro, tão amoroso, tão sincero, tão especial… Tentei me justificar, falei que aquilo foi antes de ficar com ele e que aqueles caras eram só amigos, que meu coração era dele etc etc etc, mas ele me ignora. Escrevo este texto com um grande nó em meu peito… Quando eu já pensava que não haviam meninos como ele no mundo, que todos os homens eram iguais e que eu deveria só me divertir… Acabei com tudo. E pra quê, né?

Beijo,

Lu

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Relacionamentos Esquizofrênicos

18/01/2012

Uma das características mais assustadoras da esquizofrenia é quando o paciente começa a ter alucinações. Pessoas que só ele vê, sons que só ele ouve. É uma das muitas peças que nossa mente complexa pode nos pregar e percebemos o quanto somos frágeis, como seres humanos.

Embora eu tenha quase certeza de estar no controle das minhas faculdades mentais, acabei por me envolver em muitos relacionamentos que, em determinado ponto, começaram a me fazer questionar minha sanidade. Deixando claro desde já, que não se trata de relacionamentos casuais, sem envolvimento emocional.

Foram relacionamentos em que somente as pessoas envolvidas — no caso eu e o dito-cujo — sabíamos da existência, por um motivo ou outro. E depois de vários meses, eu chegava a conclusão de que nenhum de meus amigos havia nos visto juntos, eu não podia falar sobre ele em lugar algum, não podia contar à minha família e ele, por sua vez, também não me assumia de forma alguma. Será que ele EXISTIA?

Certamente que o indivíduo sim, mas o relacionamento, só na minha ingênua cabecinha.

Por todas as vezes que isso aconteceu, cheguei a levar o enrosco por meses, obviamente apaixonada, mas no fim tudo ruiu antes mesmo de assumirmos. A minha conclusão sempre foi: “se não vale a pena assumir, porque valeria a pena continuar insistindo?”

A questão é que podemos embarcar em uma furada dessas por um zilhão de motivos diferentes. Seja porque não queremos que algum ex fique sabendo, porque no início queremos ir devagar para preservar a vida pessoal, ou até mesmo porque não é um relacionamento, por assim dizer, legítimo.

O problema começa no exato instante em que você não quer mais deixar a coisa sob panos quentes (ou lençóis, como preferir) e aí já não sabe mais como fazer isso.

E aí? Como resolver?

Bom. Aí é a hora de ver o que vale a pena para você. O quanto você gosta do cara? Qual é a probabilidade do entrave se resolver e vocês poderem assumir que estão juntos?

Normalmente, o que acontece nesta situação, é que o rapaz (ou moça)  em discussão está acomodado.

Ele até pode gostar de você. Mas te mantendo em banho-maria, tem um carinho fixo a hora em que quiser e ainda pode sair para se divertir como solteiro. (No caso dos solteiros, claro. Se você for a outra, ele conta vantagem na hora de poder comer duas diferentes). Dificilmente um homem vai sair de sua zona de conforto, depois que entrou nela.

Um relacionamento deste pode ser terrível para sua autoestima, porque uma hora você vai se perguntar “por que será que eu não pareço valer a pena de um esforço, para ele?”

Então, somente para fins de pesquisa científica, classificaremos:

casus esquizofrenicus: é aquele que você tem, mas de vez em quando bate uma dúvida se não é só coisa da sua cabeça, já que não tem provas documentais e tudo o que seus amigos conhecem dele é o que você diz.

E você? Já se envolveu com alguém e teve que manter segredo? Já achou que estava alucinando uma relação inteira? Já sentiu que o ficante estava acomodado? Diz aí!

Deka

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A crise dos três meses

11/01/2012
Atualmente estou vivendo o meu primeiro namoro de verdade. Já tive outras pessoas que chamei de “namorado”, mas chamava assim somente por fidelidade (pelo menos da minha parte) e por não saber exatamente como classificar tal envolvimento. No fim das contas, acabei descobrindo que a única que achava que estava namorando era eu.

Esta introdução serve para ambientar vocês, queridos leitores, a entenderem que eu sempre ouvi falar da crise dos três meses, consolei e aconselhei muitas amigas a passarem por esse período complicado do namoro, mas nunca soube o que motivava as crises, muito menos vivi tal experiência.

Até agora.

Parece que no momento em que você e seu namorado se dão conta de que falta pouco para fazerem três meses, o reloginho do destino se destrava e tudo começa a dar errado.

A boa notícia é que eu entendi o motivo: amadurecimento da relação.

Nos primeiros meses de um namoro tudo é lua-de-mel. Vocês ainda estão encantados com essa pessoa incrivelmente corajosa que te desencalhou, os defeitos até são conhecidos, mas a empolgação com o namoro novinho e todo aquele mundo de novidades a serem desbravadas acabam por ofuscar todo o resto.

Aí o tempo passa. A empolgação começa a acalmar, o amor permanece, as qualidades ficam ainda mais valiosas, e vejam só, os defeitos continuam lá!

Sem o brilho da novidade para te distrair, você começa a conhecer melhor a pessoa com quem resolveu compartilhar seu coração. As partes em que as engrenagens não se encaixam perfeitamente começam a se destacar e aí, meu amigo, minha amiga, chega a hora de acertar os ponteiros.

Aquela sua maniazinha de interromper as pessoas vai começar a incomodá-lo. Aquele jeito fofo dele de dizer as coisas erradas na hora errada, não vai mais ser tão engraçadinho assim. E você vai perceber que, de repente, não era tão paciente quanto acreditava ser.

E então, quando diagnosticamos o problema e o assumimos, fica mais simples encontrar a solução: mais paciência e muita conversa.

Se tem uma coisa que eu aprendi com meu primeiro namoro, é que brigar é a pior coisa que existe. Vocês discordam, você acha que está certa e ele também. Mas você o olha ali, falando aquelas coisas tão duras pra você e você ainda o ama. Até quer fazê-lo entender o que está dizendo, às vezes também diz coisas duras a ele. Mas no fim, percebe que no fundo, só está morrendo de medo de perdê-lo e não vê a hora daquilo tudo acabar.

Aí é a hora de respirar fundo e procurar a melhor solução para ambos. Infelizmente discussões acontecem mesmo e é importante para o amadurecimento dos dois, e também para o entendimento de como este relacionamento vai funcionar.

No fim, tudo se resume ao que vocês sentem um pelo outro e o que estão dispostos a fazer para seguir em frente. E que venham as crises de três meses, quatro, sete, dez anos. Vocês se descobrem com vontade de enfrentar todas elas.

Se há amor, o amor nunca falha.

Deka

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Você não serve para namorar!

04/11/2011

Já ouviu isso de alguém? Eu já.

Aí eu me pergunto: “como diabos alguém pode dizer isso sem ao menos ter experimentado o prazer de ser meu namorado?”. Sim, prazer! Afinal, já fui a melhor namorada do mundo para alguém. E, modéstia a parte, também achei.

Não é porque, quando estou solteira, eu saio com minhas amigas, vou para a balada (bem pouco, mas vou), viajo, conheço pessoas, me apaixono e desapaixono diversas vezes, que significa que não tenho valor. Muito pelo contrário. Eu poderia ser julgada se fizesse tudo isso, com um namorado em casa, me esperando. Aí sim.

Mas, quando namoro, torno-me exclusiva. É claro que não abro mão da minha vida pessoal — e quando digo pessoal, falo de trabalho, família e amigos, não de comportamento — e não tenho porque viver uma “vida loca” se estou ao lado de quem amo e que, para mim, importa tanto.

Ouvi isso de um dos homens de que mais gostei na vida e que nunca me deu a oportunidade de mostrar o quanto posso ser boa para ele e do quanto poderíamos ser felizes juntos. Mas, se é questão de sentimento ou atração física, eu entendo. Só não entendo quando ele, de longe, observa meu comportamento de solteira e acha que eu sou só e exatamente aquilo. Como ele não teve a oportunidade de conviver comigo, não tem o direito de me julgar.

Ele tem, sim, todo o direito do mundo de achar que não faço o tipo dele, mas não de dizer que EU não sirvo para namorar. Também tem todo o direito de dizer que ele só está a fim de sexo, mas não de dizer que EU não sirvo para namorar.

Se ele me viu namorando alguém e, ainda assim, com um comportamento que não fosse do agrado dele, é bom que ele tome consciência de que eu só agi dentro dos limites que eu tinha naquele relacionamento. Se meu namorado permitia determinadas atitudes (como, por exemplo, expôr nossa relação na internet), isso era problema meu e do meu namorado. Eu me comporto de acordo com o relacionamento em que me encontro, sempre com respeito antes de mais nada, exatamente como a Deka contou no último post. E, se estou sozinha, não me preocupo com o que vão pensar. Nem sempre, a maneira como eu ajo determina quem eu sou.

Beijos,

Lu

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Individualismo x Respeito

03/11/2011

Não sei quando foi que as pessoas deixaram de se importar em ferir as outras. Talvez eu ainda não fosse nascida quando esse péssimo hábito começou aos poucos e agora, no auge, eu continuo horrorizada, mesmo percebendo que a maioria já vê tal atitude como corriqueira.

Não vou entrar no mérito da traição, porque eu acredito que o conceito de fidelidade seja muito particular. Acho que, a partir do ponto em que há diálogo entre o casal e ambos curtem serem livres para estarem com outras pessoas, não há desrespeito, portanto não há traição. Além do mais, trair se trata de um extremo e não pretendo chegar tão longe com esse post.

Vou falar apenas de comportamento e do MEU (ficou claro que é MEU?) conceito de relacionamento. A partir daí vocês podem concordar comigo ou não.

Pra mim, relacionamento é compartilhar. Compartilhar sua vida, seus momentos bons e ruins, conquistas, fracassos, coisas, lugares, filmes, risadas e bobeirinhas que todo casal está cansado de saber e adora.

Porém há algo mais que é compartilhado em um relacionamento e pouca gente parece se dar conta disso: a imagem. Desde que você e seu namorado mudaram o status do facebook para “em um relacionamento sério”, a imagem de vocês dois está vinculada e é inevitável que o seu comportamento afete a imagem dele.

Explico. Se você é namorada carinhosa, meiga e fofa quando está com ele, mas quando sai com seus amigos fica dando mole pra um e outro, falando putaria como quando ainda era solteira e enche a cara até subir no balcão e começar a dançar kuduro, você está fazendo todo mundo achar que o seu namorado é um otário, que pensa que você se comporta do mesmo jeito que está com ele, quando sai sozinha. O mesmo tanto para os meninos. Fazer coisas que você não faria na frente dos seus parceiros, qualquer que seja o motivo, abre a oportunidade para que os outros pensem merda de vocês dois.

Daí vêm os individualistas de plantão e dizem: “Tô pouco me lixando pro que os outros pensam. Eu sei que não fiz nada de errado, minha consciência tá limpa. Isso é problema meu.”

Não, pequeno gafanhoto. Não é problema seu. Por que os outros acharem que você é babaca é problema seu mesmo e você tem todo o direito de ignorar a opinião alheia e viver sua vida como você bem entender. Mas agora o que você faz também prejudica a SUA namorada. A SUA namorada é que vai sair como a idiota, que não conhece o namorado que tem. O SEU namorado é que vai sair como o corno, que namora uma guria fácil, que dá em cima de todo mundo. A SUA namorada que vai ser a pobre coitada que namora um alcoólatra que só dá vexame e estraga a festa de todo mundo.

Em um relacionamento, o que você faz não afeta só você. Afeta a pessoa que te ama e que, espero eu, você também ame. Esse é o meu conceito de respeito e acho que não está tão longe assim do que é necessário para fazer duas pessoas viverem felizes juntas.
Ou você é daqueles que acham que respeitar seus caprichos é mais importante do que não ferir quem você ama?

Deka

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I’m too cool for you, anyway

26/10/2011

Alguém aqui já assistiu Scott Pilgrim Vs The World? A maioria dos que assistiram diria que é uma adaptação (muito boa, por sinal) de um quadrinho, para o cinema. Outros resenhariam a história de um rapazinho apaixonado que luta para conquistar a mulher dos seus sonhos. Eu diria outra coisa, totalmente diferente.

Eu diria que é a história de uma mulher bonita, legal e dedicada em busca do amor verdadeiro. E que, no fim, ela descobre ser melhor aguardar por alguém que mereça todo esse amor.

Feita esta introdução, vamos falar de mulheres.

Todos nós estamos cientes das diferenças entre os sexos e das dificuldades que homens e mulheres encontram para se adaptar às atitudes do parceiro que consideram irritantes. Porém algumas atitudes femininas são unanimidade geral de ambos os sexos, como coisa de mulher chata.

Ser mau-humorada, desanimada pra sair, chiliquenta, possessiva, melosa, invasora de privacidade, barbie frescurenta, cu doce, somos-somente-bons-amigos, chantagista e competitiva, só pra começar, são os campeões de reclamações.

O primeiro ponto a levar em consideração, é que é realmente difícil encontrar mulher que não carregue pelo menos uma dessas características, entre outras piores. Mas o segundo, que é o “xis” da questão neste texto, é que na maioria das vezes são justamente ESTAS mulheres que nunca estão solteiras. Quer dizer, aquelas garotas legais, que não ligam que o namorado saia de vez em quando para beber com os amigos, topam aquelas suas aventuras malucas, é fiel e dedicada, te apoia, resolve discussões como adulta e nunca compete com você, são as mesmas que os homens chamam pra tomar um chopp de vez em quando, mas se rolar algum envolvimento é uma vez apenas e depois já vêm com o famoso “não é você, sou eu” – isso quando alguém CHEGA nela, né?

E aí, a pobre coitada fica com aquela cara de onde foi que eu errei, sem entender porquê os homens não querem ter tudo aquilo que eles sempre descreveram como perfil da namorada perfeita.

Outro dia, conversando com algumas amigas sobre isso no twitter (todas elas lindas, inteligentes e LEGAIS), uma seguidora nos disse algo que entregou o segredo da vida, do universo e tudo mais: um amigo dela respondeu que prefere ter que lidar com um barraco de uma barbie que ter uma discussão séria com uma mulher inteligente. Ou seja: esta mulher ASSUSTA os homens.

Embora depois de uma quantidade considerável de relacionamentos falidos, este tipo de mulher tende a acreditar que o problema é com ela, na verdade não é. Hoje em dia, a maioria das pessoas não está pronta para um relacionamento duradouro. Ninguém quer se comprometer e se aprofundar em uma única pessoa.

O resultado é um festival de autosabotagem. Quantas vezes você mesma não preferiu se envolver com um cara problemático, porque no fundo, você sabia que se não desse certo, a justificativa seriam os problemas dele e não sua falta de dedicação à pessoa? Ter que aceitar defeitos, se adaptar às diferenças e buscar conhecer profundamente uma única pessoa, dá muito mais trabalho do que ter vários relacionamentos rasos, que se não der certo, você termina e parte pra outra.

Então qual é a solução? Virar uma problemática? De forma alguma. No fim, cabe a estas mulheres (e a estes homens) esperar até encontrarem um ao outro. Porque parece impossível, mas não é. E quando esta oportunidade surgir, esteja pronta para receber um homem de verdade, ou você pode acabar perdendo a chance de viver um grande amor, por puro medo.

Deka

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Ele não te quer tanto assim

18/08/2011

Na sua opinião, o que é machismo?

Reparem que estou perguntando a respeito de sua opinião e não a definição que a sociedade adota para a palavra. Não me considero uma feminista.

Só concordo com elas até o ponto em que determinam que a mulher é dona do próprio corpo e pode fazer dele o que bem entender, inclusive se abster de sexo. Porém discordo da posição exageradamente rígida quanto à mulher como objeto de desejo sexual. Por que em termos de sexo, acredito que grande parte do nosso prazer está em saber o quanto somos desejadas.

Então, quando vejo coisas como Lingerie Day, ou ensaios sensuais bombando na internet, não acho errado, muito menos acho que as gurias em questão são vadias, porque sei como todos aqueles comentários e homens babando fazem bem pro ego.
Isto posto, viro este conceito de machismo do avesso e pergunto: é possível os homens serem vítimas de machismo?
Acertou quem respondeu que sim.

O exemplo mais recente (e não foi o primeiro do tipo, que presenciei), foi o dia em que mencionaram no twitter o caso de um rapaz que usou a desculpa de “preciso ir à academia”, para dar um fora em uma menina que estava lhe fazendo um convite coberto de segundas intenções. Uma amiga minha divulgou o babado no twitter e em menos de cinco minutos, homens e mulheres estavam em polvorosa, botando em dúvida a orientação sexual do rapaz que dispensou uma gostosa.

Não estou criticando o convite dela e sim a reação ao toco que recebeu. Poxa, o cara não tem o direito de simplesmente não estar a fim? Acho que a desculpa da academia foi a forma mais sutil e delicada que ele encontrou de dar um fora nela. Um homem não é obrigado a querer sexo full time.

Só acho irônico que, as mesmas garotas que queimam sutiãs para poderem assumir a propriedade do próprio corpo, as mesmas garotas que querem falar de sexo abertamente sem seres chamadas de putas e, por fim, as mesmas garotas que querem fazer sexo casual sem a preocupação de serem divididas entre os grupo de “para casar” e “para comer”, sejam as primeiras a chamarem de “viado”, o homem que não está disposto a comê-las. Isso é incoerente!

Se nós queremos que o mundo compreenda que gostamos de sexo, sim, e podemos dar para quem e quando bem entendermos, também precisamos estar prontas para entender que o bofe também tem o direito de não nos querer. Simples.

Pra mim, isso é machismo. E pior ainda: machismo contra os machos.

Então da próxima vez que você levar um fora, tente compreender que ele não quer te comer naquele momento. Ou simplesmente não te quer mesmo. Seja mulher pra lidar com isso.

Deka

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O mapa da mina

26/07/2011

Achei uma entrevisa interessantíssima, no Delas, com um “treinador de pegadores”.

Sim, queridos e queridas, um cara que treina homens para pegar mulheres.

O nome da peça é Richard La Ruina e ele se diz um especialista em sedução, capaz de conquistar qualquer mulher.

Mas não foi sempre assim. Segundo a entrevista, ele nunca havia BEIJADO uma mulher até os 21 anos. É.

Não vou reproduzir aqui a entrevista toda (deixarei o link, claro), mas vou só comentar os trechos que achei mais curiosos e dar a minha indispensável opinião sobre.

O nosso querido Ricardo afirma que para conquistar qualquer mulher, o homem precisa ser bem humorado, ter controle da situação e ser um pouco arrogante, o que dá pra resumir em apenas um termo: ter a autoestima elevada.

Até aí, sem grandes novidades. Mas por que isso funciona? (Já que não adianta você negar, amiga, porque FUNCIONA!)

Funciona porque a gente volta para os primórdios do relacionamento emocional e reprodutivo da espécie humana, onde o homem é o provedor que protege a família e a mulher cuida da toca e da prole.

Antes que comece a chover feministas no meu teto de vidro, vou me explicar: nós mulheres somos naturalmente inseguras e
competitivas. Temos o hábito de analisar as situações pelas emoções que as envolvem e não pelos fatos, bem como de ver até mesmo as amigas como rivais quando se trata de um bofe, o que eleva a insegurança à segunda potência.

Aí aparece um homem com a autoestima tão elevada, que é suficientemente seguro para nos fazer rir com o seu bom humor e apresenta um controle da situação que nós não temos. Ele parece alguém perfeitamente capaz de nos proteger física e emocionalmente, oferecendo a segurança que nós procuramos.

Por mais que a gente tenha conquistado direito de voto, independência e sucesso no mercado de trabalho, em casa ainda queremos ser a princesinha que pode ter uma crise de choro sabendo que o gato vai te abraçar com aquela expressão de “você está exagerando” e diz que tudo vai ficar bem.

O homem de verdade não precisa entender as mulheres, desde que nos faça acreditar piamente que entende sim.

O segredo está, como em tudo, no equilíbrio. O cara precisa nos passar segurança o suficiente para sabermos que irá nos resolver da maneira que não conseguimos, ao mesmo tempo que (sendo ligeiramente indisponível e arrogante) nos faz ter medo de perdê-lo para as outras.

Viu? É simples!

Aí vem alguém e diz: “Deka, ele não disse nenhuma novidade e você só choveu no molhado.”

Então me responde porque mesmo sabendo de tudo isso você não pega ninguém, pequeno gafanhoto? Eu te respondo: porque você se intimida diante da beleza da gostosa. Olha praquele decote generoso, engasga, gagueja e pergunta em qual igreja ela gostaria de se casar. Pronto. Você é um desesperado que mostrou que o controle da situação é DELA e não seu.

“Mas, tia Deka, como eu faço isso?”

Quer mesmo saber como? O Bruno Acioli jura que sabe. Vou deixar que ele explique.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 3

01/06/2011

Já achou o seu amor nos posts anteriores? Não? Então talvez ele esteja neste aqui.

11. O amor determinado (One Day or Another – Blondie)

Eu te quero e vou ter, de um jeito ou de outro. Simples assim.

Veja a letra aqui.

12. O amor no time errado (Malchik Gay – t.A.T.u)

O cara é lindo, fofo, gentil, inteligente e até rico. Peraí… Tem alguma coisa errada… Ele é PERFEITO? Hum, bem…

Veja a letra aqui.

13. O amor perdido (Baby One More Time – Britney Spears)

Você já estava se sentindo dentro de uma comédia romântica, de tão bem que tudo estava indo. Só que tudo estava bem só pra você. De repente ele(a) se vai e te deixa ali, com cara de “ué”. Então é hora de mobilizar o colégio e ensaiar uma coreografia. Bom, pelo menos foi isso que a Britney fez:

Veja a letra aqui.

14. O amor casado (From This Moment On – Shania Twain)

Nem preciso explicar muito. Já se encontraram, se acertaram e agora pretendem dedicar a existência à felicidade mútua. Será que isso ainda existe?

Veja a letra aqui.

15. O amor casual (4ever – The Veronicas)

Você quer, ele quer, pra que ficar de cerimônia, né? Carpe Diem e que o amor seja eterno, até que o dia amanheça.

Veja a letra aqui.

Beijos!

Deka

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 2

26/05/2011

Essa é a segunda parte da série que está musicando sua relação (ou não-relação, vai saber). Confira os outros tipo de amor que nós listamos:

6. O amor capitão Nascimento (Love the Way you Lie – Rihanna ft. Eminem)

Vulgo “maldição”. Os dois possuem uma capacidade incrível de se machucar o tempo todo e ainda assim permanecem presos um ao outro, por uma paixão auto-destrutiva.

Veja a letra aqui.

7. O amor safadinho (Mania de Você – Rita Lee)

Sabe quando você só consegue pensar na pessoa pelada? A maior parte das lembranças que você tem, vocês estão fazendo sexo? Então.

Veja a letra aqui.

8. O amor possessivo (Every breath you take – The Police)

O medo, a insegurança, a obsessão. O ciúme pode se tornar bem parecido com alguma doença psicológica e nos casos mais extremos, virar crime. A pior parte é que nesses casos o pior sempre acaba acontecendo e o que o ciumento mais temia se transforma em realidade: a perda da pessoa amada.

Veja a letra aqui.

9. O amor divertido (When I’m With You – Best Coast)

O mundo pode estar se acabando em fogo, a vida uma bosta, a chefe na TPM e os clientes com preguiça de responder seus e-mails. Mas esse casal, quando está junto, esquece de tudo isso e só se importam em aproveitar ao máximo o tempo que têm juntos.

Veja a letra aqui.

10. O amor urgente (Pratododia – O Teatro Mágico)

Aqui o destino, engraçadinho, aprontou das suas e colocou no caminho duas pessoas que se deram muito bem, mas por razões que não vêm ao caso, não podem engatar um relacionamento. Então tudo o que eles podem fazer é aproveitar o momento e seguir em frente.

Veja a letra aqui.

Estamos juntando tipos de amor dos leitores do blog, para o post que vai fechar a série. Mandem aqui, pelos comentários, ou para o nosso twitter @intencoes.

Deka

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