Posts Tagged ‘casamento’

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I’m too cool for you, anyway

26/10/2011

Alguém aqui já assistiu Scott Pilgrim Vs The World? A maioria dos que assistiram diria que é uma adaptação (muito boa, por sinal) de um quadrinho, para o cinema. Outros resenhariam a história de um rapazinho apaixonado que luta para conquistar a mulher dos seus sonhos. Eu diria outra coisa, totalmente diferente.

Eu diria que é a história de uma mulher bonita, legal e dedicada em busca do amor verdadeiro. E que, no fim, ela descobre ser melhor aguardar por alguém que mereça todo esse amor.

Feita esta introdução, vamos falar de mulheres.

Todos nós estamos cientes das diferenças entre os sexos e das dificuldades que homens e mulheres encontram para se adaptar às atitudes do parceiro que consideram irritantes. Porém algumas atitudes femininas são unanimidade geral de ambos os sexos, como coisa de mulher chata.

Ser mau-humorada, desanimada pra sair, chiliquenta, possessiva, melosa, invasora de privacidade, barbie frescurenta, cu doce, somos-somente-bons-amigos, chantagista e competitiva, só pra começar, são os campeões de reclamações.

O primeiro ponto a levar em consideração, é que é realmente difícil encontrar mulher que não carregue pelo menos uma dessas características, entre outras piores. Mas o segundo, que é o “xis” da questão neste texto, é que na maioria das vezes são justamente ESTAS mulheres que nunca estão solteiras. Quer dizer, aquelas garotas legais, que não ligam que o namorado saia de vez em quando para beber com os amigos, topam aquelas suas aventuras malucas, é fiel e dedicada, te apoia, resolve discussões como adulta e nunca compete com você, são as mesmas que os homens chamam pra tomar um chopp de vez em quando, mas se rolar algum envolvimento é uma vez apenas e depois já vêm com o famoso “não é você, sou eu” – isso quando alguém CHEGA nela, né?

E aí, a pobre coitada fica com aquela cara de onde foi que eu errei, sem entender porquê os homens não querem ter tudo aquilo que eles sempre descreveram como perfil da namorada perfeita.

Outro dia, conversando com algumas amigas sobre isso no twitter (todas elas lindas, inteligentes e LEGAIS), uma seguidora nos disse algo que entregou o segredo da vida, do universo e tudo mais: um amigo dela respondeu que prefere ter que lidar com um barraco de uma barbie que ter uma discussão séria com uma mulher inteligente. Ou seja: esta mulher ASSUSTA os homens.

Embora depois de uma quantidade considerável de relacionamentos falidos, este tipo de mulher tende a acreditar que o problema é com ela, na verdade não é. Hoje em dia, a maioria das pessoas não está pronta para um relacionamento duradouro. Ninguém quer se comprometer e se aprofundar em uma única pessoa.

O resultado é um festival de autosabotagem. Quantas vezes você mesma não preferiu se envolver com um cara problemático, porque no fundo, você sabia que se não desse certo, a justificativa seriam os problemas dele e não sua falta de dedicação à pessoa? Ter que aceitar defeitos, se adaptar às diferenças e buscar conhecer profundamente uma única pessoa, dá muito mais trabalho do que ter vários relacionamentos rasos, que se não der certo, você termina e parte pra outra.

Então qual é a solução? Virar uma problemática? De forma alguma. No fim, cabe a estas mulheres (e a estes homens) esperar até encontrarem um ao outro. Porque parece impossível, mas não é. E quando esta oportunidade surgir, esteja pronta para receber um homem de verdade, ou você pode acabar perdendo a chance de viver um grande amor, por puro medo.

Deka

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Seja o cara certo

14/06/2011

Começo esse texto com uma polêmica: a comunidade heterossexual masculina precisa de ajuda. E ajuda das grandes. Por um lado, penso ser ridículo ter de escrever sobre isso, mas a única escolha que tenho — além de tentar doutrinar os amigos a tornarem-se homens, tipo uma missão cristã para salvar os infiéis –, é disseminar e explorar a problemática. Aliás, muito conhecida pelas mulheres.

Segunda passada foi o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Vi, ouvi e soube de mulheres que prepararam o tal do bolo para casar, colocaram o coitado do beato de cabeça para baixo na água e outras muitas simpatias para desencalhar. Tá certo que tem muita mulher feia por aí que merece mais é ficar sozinha mesmo, mas, em suma, a mulherada gostosa, bonita e inteligente também está sofrendo com a falta do que elas afirmam ser o “tipo ideal de homem”. Isso porque, do nosso lado aqui, a rapaziada justifica a solteirice aguda com a perda de caráter do sexo oposto.

Em partes, não discordo. Tem nega que participa de alguns movimentos, tipo a “marcha das vagabundas” e quer falar de relacionamentos sérios. O problema é que os caras generalizam demais essa situação. Toda mulher é puta? Não, isso é óbvio, mas homem não evoluiu mentalmente, estagna nos 15 anos e assim passa o resto da vida. Logo, a gata que tem o ímpeto, que vence anos de repressão sexual e resolve chegar no amigo, seja no bar ou em uma house party, é vagabunda. Se ela der no primeiro encontro então, ele nunca mais liga para ela. O cara se acha o garanhão, comedor, mas é viado. Homem que trata mal a mulher que dá na primeira noite é viado. Não se iluda.

Mais além, homem que não respeita uma mulher, não dá flores, não elogia, também é viado. Não falo de homossexual, mas um nicho diferenciado, aquele que odeia mulheres. Que quer pisar, humilhar e apontar as femininas como uma raça inferior. Não sabe o que perde. Não sabe o que ganha o homem que valoriza sim a mulher que dá no banheiro da festa da sua prima. Não sabe o que perde quando não liga pra loira gostosa que pediu um beijo e deu seu telefone enquanto esperava o carro na porta do estacionamento.

Mulheres são atemporais e, mesmo tendo falado diversas vezes sobre um padrão de comportamento, acredito na imprevisibilidade feminina. E essa imprevisibilidade torna cada situação única. A mulher vai para cama contigo porque, de alguma forma, ela se interessou por você. E não pela necessidade masculina de ter um orgasmo a cada cinco minutos. A questão moral e ética, por mais que elas também gostem tanto ou até mais de sexo do que nós, não as permite trepar com qualquer mané que conhecem. Lógico, existem aí as exceções, mas cabe a você ter a decência de entender, aceitar ou não e, acima de tudo, respeitar qualquer que seja o par de peitos que se aproximar de ti. A regra é não ser um imbecil. Isso já é, como ouvi de algumas mulheres, 80% do que elas consideram ser o “cara certo”. O resto é perfeitamente adaptável. Espero não ter de tocar nesse assunto outra vez.

Palavra de Macho

(Por Bruno Acioli)

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 3

01/06/2011

Já achou o seu amor nos posts anteriores? Não? Então talvez ele esteja neste aqui.

11. O amor determinado (One Day or Another – Blondie)

Eu te quero e vou ter, de um jeito ou de outro. Simples assim.

Veja a letra aqui.

12. O amor no time errado (Malchik Gay – t.A.T.u)

O cara é lindo, fofo, gentil, inteligente e até rico. Peraí… Tem alguma coisa errada… Ele é PERFEITO? Hum, bem…

Veja a letra aqui.

13. O amor perdido (Baby One More Time – Britney Spears)

Você já estava se sentindo dentro de uma comédia romântica, de tão bem que tudo estava indo. Só que tudo estava bem só pra você. De repente ele(a) se vai e te deixa ali, com cara de “ué”. Então é hora de mobilizar o colégio e ensaiar uma coreografia. Bom, pelo menos foi isso que a Britney fez:

Veja a letra aqui.

14. O amor casado (From This Moment On – Shania Twain)

Nem preciso explicar muito. Já se encontraram, se acertaram e agora pretendem dedicar a existência à felicidade mútua. Será que isso ainda existe?

Veja a letra aqui.

15. O amor casual (4ever – The Veronicas)

Você quer, ele quer, pra que ficar de cerimônia, né? Carpe Diem e que o amor seja eterno, até que o dia amanheça.

Veja a letra aqui.

Beijos!

Deka

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor – Parte 2

26/05/2011

Essa é a segunda parte da série que está musicando sua relação (ou não-relação, vai saber). Confira os outros tipo de amor que nós listamos:

6. O amor capitão Nascimento (Love the Way you Lie – Rihanna ft. Eminem)

Vulgo “maldição”. Os dois possuem uma capacidade incrível de se machucar o tempo todo e ainda assim permanecem presos um ao outro, por uma paixão auto-destrutiva.

Veja a letra aqui.

7. O amor safadinho (Mania de Você – Rita Lee)

Sabe quando você só consegue pensar na pessoa pelada? A maior parte das lembranças que você tem, vocês estão fazendo sexo? Então.

Veja a letra aqui.

8. O amor possessivo (Every breath you take – The Police)

O medo, a insegurança, a obsessão. O ciúme pode se tornar bem parecido com alguma doença psicológica e nos casos mais extremos, virar crime. A pior parte é que nesses casos o pior sempre acaba acontecendo e o que o ciumento mais temia se transforma em realidade: a perda da pessoa amada.

Veja a letra aqui.

9. O amor divertido (When I’m With You – Best Coast)

O mundo pode estar se acabando em fogo, a vida uma bosta, a chefe na TPM e os clientes com preguiça de responder seus e-mails. Mas esse casal, quando está junto, esquece de tudo isso e só se importam em aproveitar ao máximo o tempo que têm juntos.

Veja a letra aqui.

10. O amor urgente (Pratododia – O Teatro Mágico)

Aqui o destino, engraçadinho, aprontou das suas e colocou no caminho duas pessoas que se deram muito bem, mas por razões que não vêm ao caso, não podem engatar um relacionamento. Então tudo o que eles podem fazer é aproveitar o momento e seguir em frente.

Veja a letra aqui.

Estamos juntando tipos de amor dos leitores do blog, para o post que vai fechar a série. Mandem aqui, pelos comentários, ou para o nosso twitter @intencoes.

Deka

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#DiaDosNamoradosAMDI: Cante sua história de amor

18/05/2011

Está chegando aquela que, se não é a mais controversa data comemorativa da história do Universo, com certeza está bem classificada no ranking: o Dia dos Namorados. É controversa porque, enquanto casais apaixonados suspiram celebrando o seu amor ou se descabelam em busca do presente perfeito, os solteiros sentem mais forte aquela pontadinha de solidão que sempre bate, quando se encosta a cabeça no travesseiro e não tem ninguém pra fazer conchinha.

MÃS… como nem só de relacionamentos perfeitos viverá o homem, o dia dos namorados é mais do que a celebração dos casais felizes. Na humilde opinião desta escrevinhadora que vos fala, este também é o dia dos apaixonados.

E como toda história de amor que se preze tem sua trilha sonora, vamos listar aqui músicas que falam de todos os tipos de amor. Quem nunca teve a impressão de que aquela música foi feita para si?

1. O amor perfeito (Último Romance – Los Hermanos)

É aquele que só acontece com os outros. Que você sempre ouve falar que aconteceu quando ele(a) não estava mais esperando, chegou e ficou. Tudo é lindo, os dois combinam mais que pão e manteiga e já estão dando entrada no apartamento.

Veja a letra aqui.

2. O amor platônico (Apenas Mais Uma de Amor – Lulu Santos)

Quem nunca teve um amor que parecia tão impossível, que achou melhor deixar tudo como estava?

Veja a letra aqui.

3. O amor desapegado (A sua – Marisa Monte)

Você ama tanto aquela pessoa, que a deixa livre pra tomar as próprias decisões. Se ela se for, tudo bem, será feliz. É o que importa. Mas se ela ficar, o gosto do amor correspondido é inigualável.

Veja a letra aqui.

4. O amor desesperado (Bonnie Tyler – Total Eclipse of the Heart)

A paixão é tão sufocantemente forte, que você não está bem a não ser que esteja nos braços do alvo de seus desejos. A voz da Bonnie é perfeita pra transmitir isso e a dramaticidade do clipe é icônica.

Veja a letra aqui.

5. O amor à distância (Here without you – 3 doors down)

Em tempos de internet banda larga, mas sem a invenção do teletransportador, essa música já foi pano de fundo pra muitas crises de choro.

Veja a letra aqui.

Qual desses é o seu amor? Se não encontrou o seu aqui, comente com sua história que a gente o sonoriza pra você, no próximo post da série.

Beijos!

Deka

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Gatos Escaldados

31/03/2011
Li sobre uma pequisa realizada por uma universidade, que entrevistou casais e lhes perguntou a respeito da qualidade de seus relacionamentos. Curiosamente, os dados quantitativos revelaram que casamentos onde ambos os cônjuges eram o primeiro casamento dos dois, tinham menores chances de terminar em divórcio. Outro dado interessante, é que os casais que fizeram o famoso test-drive e moraram juntos antes de casar, se separaram em 15% dos casos e dos que casaram direto, 7% se divorciaram.

Outra pesquisa, que vi no Delas, mostrou que casais que “se guardavam” para o casamento, eram mais felizes e realizados do que os que transam antes de casar: davam notas 22% mais altas à estabilidade do matrimônio.

Eu sei que vai ter gente dando pulinho da minha altura, dizendo que pesquisas têm margens de erro, não dá pra generalizar e o escambau.

Mas parando pra pensar um pouquinho, isso tudo não faz sentido?

Quem nunca se casou, não conhece a maioria das dificuldades que vai passar. Tudo é novidade e aprendizado.

E quantas vezes nós já ouvimos pessoas que passaram por doenças terríveis, mudaram de casa e enfrentaram grandes problemas ou perderam entes queridos dizerem “não sei se eu conseguiria passar por tudo isso, se soubesse o que ia acontecer”?

Acredito que seja a mesma coisa. Quem casa pela segunda vez, sabe tudo o que sofreu no primeiro casamento e que provavelmente terá que sofrer novamente no segundo (ou terceiro, ou…). Tudo o que o ser em questão quer, agora, é paz.

Quanto ao “test-drive” e abstinência antes do casamento, a explicação também pode ser mais lógica do que imaginamos. Quem “se guarda” para o matrimônio, está disposto a compartilhar a vida com aquela pessoa com quem se casou e a vida sexual de ambos vai ser construída de acordo com as preferências do casal. Já quem experimenta antes pra saber se gosta, está acostumado a, em vez de ceder, ou tentar fazer o parceiro se sentir mais a vontade para realizar um desejo seu, simplesmente desistir e ir procurar alguém que faça o que ele/ela gosta. Afinal, o que não falta no mundo é mulher a fim de dar e homem a fim de comer, não é?

O que podemos concluir disso tudo? Que a liberdade sexual e a falta de romantismo podem não ser tão positivas quanto imaginamos. Tudo o que um relacionamento precisa pra dar certo, pode ser apenas duas pessoas acreditando nele e dispostas a enfrentar a vida, uma pela outra. E com toda essa efemeridade e degustação, tudo o que conseguimos é um punhado de pessoas achando que sabem o que querem e, no final, se frustrando, sendo que, num círculo infinito e vicioso, acambam se transformando em indivíduos egoístas que preferem não assumir responsabilidades.

E vocês? O que acham disso tudo? Preferem ser românticos ou fazer o test-drive?

BTW, essa pesquisa aqui tem umas informações bem peculiares, pra quem se interessa por comportamento.

Deka

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Dois em um

10/02/2011

“No começo eram duas camas de solteiro. Só isso.

Então as medidas foram tiradas, estudou-se o que deveria ser mantido e o que estava sobrando, quais mudanças deveriam ser feitas para que tudo se encaixasse.

No fim, as duas se uniram em uma de casal”.

Essa foi a delicada metáfora de Jonathas de Andrade na obra “2 em 1” que está em exposição no Centro Cultural de São Paulo.

Descobri quando achei que uma volta por lá seria um bom programa para uma mulher sozinha num domingo boring, em Sampa.

A obra inclui uma sequência de fotografias dos marceneiros trabalhando nas camas, assim como os projetos impressos a laser no papel vegetal, então fica claro que a intenção deles é transformar as duas camas em uma. Dá pra ver uma parte dela no perfil do artista, na Galeria Vermelho.

Eu sempre costumo dizer que um relacionamento é compreender que o “eu” e o “você”, agora se tornou “nós”.

Se somos um casal, não pode haver predominância de nenhuma pessoa do singular. Agora somos dois (ou mais. Viva a diversidade!) e tudo deve ser pensado dessa forma. O que é melhor para “nós”?

Se o “eu” começa a predominar, afundamos a relação com as próprias mãos, por egoísmo. Se, pelo contrário, o “você” está em evidência, o mesmo acontece, porém por se auto-anular. A sutileza do pensamento, está em que dentro de “nós”, há “eu” E “você”. Sem perder a essência, de quem somos. Pois é, ninguém disse que seria fácil.

Porém a bandeira da individualidade foi erguida. Eu sou mais eu e se você não gostou, a porta é serventia da casa. Passe a vez, porque a fila anda.

Mas e o sentimento? É simplesmente ignorado? Porque em vez de bater o pé pra manter o mesmo “eu sou assim” de sempre, não tentar compreender o lado do parceiro e ceder um pouco? Vai chegar o momento em que ele também precisará fazer o mesmo, por você.

Não adianta achar que é só amarrar uma cama na outra, que já se tem uma de casal. É preciso cortar o estrado, reformar as laterais e cabeceiras, para que não fique um vão separando os dois lados.

Se são duas pessoas diferentes, que se gostam e querem ficar juntas, algumas adaptações terão que ser feitas. Porém elas serão uma cama de casal? Nunca. Nunca serão uma cama que foi originalmente desenvolvida para ser de casal. Elas sempre trarão suas essências de cama de solteiro.

É preciso conhecer a tênue linha do limite e não se perder no meio do caminho, ou não reconheceremos mais aquela pessoa por quem nos apaixonamos.

Pois é. Ninguém disse que seria fácil.

Deka

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Casamento tem segredo?

14/03/2010

Não acredito que exista um segredo para um casamento feliz, mas existem, sim, formas de melhorar o relacionamento com a sua cara metade. Fuçando no site da revista CLAUDIA, achei uma matéria que dava algumas dicas (farei minhas considerações, claro!). São elas:

1. Sonhar juntos

Viajar, arrumar a casa, ter um bebê… O sonho de construir uma vida juntos funda um casal. Ao longo do casamento, os dois mudam e os sonhos também. O grande desafio, em qualquer fase da relação, é lidar com o desejo do outro, o que implica suportar frustrações e adiamentos ou simplesmente ter que administrar diferenças inesperadas (você quer férias na praia, ele acha melhor trocar de carro…). (…)

– A regra número um para que um relacionamento dê certo é respeitar o outro. Tente agir como gostaria que ele (ela) fizesse com você. Muitas vezes você se machuca, mas faz parte do processo. O respeito exige que você converse. Conversar (sem alterar a voz) é a melhor maneira de resolver qualquer impasse.

2. Assumir a família

No casamento, os parceiros levam para casa um legado de valores, crenças e mitos de pelo menos três gerações, mas nem sempre se dão conta dessa bagagem. Por isso, assumir um novo núcleo significa não apenas priorizar um programa com o marido, mas também preparar-se para lidar com o encontro de duas culturas diferentes, o que traz riqueza e também atritos. (…)

– Partindo do princípio que as pessoas possuem educações diferentes, natural que conflitos apareçam. De novo, é importante conversar com o (a) parceiro (a) para chegar a um meio termo. Todo mundo tem que ceder para a harmonia da relação e, acima de tudo, respeitar as diferenças.

3. Tornem-se amigos

Mas não muito! Esse passo exige cautela. Quem não quer ser amiga do grande amor? É ótimo viver com um bom companheiro, torcer por ele, dar e receber apoio e colo; ser solidário; rir juntos. Tudo isso é uma delícia porque sentir-se parte do mesmo time é uma das faces da paixão. Mas não vale ser amigo demais, senão acaba virando irmão. (…)

– Para manter a chama do amor, é importante que o casal invista na libido (tentar posições diferentes, usar e abusar de acessórios e fantasias, ir ao motel de vez em quando…) para que a mesmice não os torne grandes amigos de infância. A monotonia mata qualquer tipo de amor, acreditem. O marido tem que ser um amigo que a gente ainda tem vontade de beijar na boca (e otras cositas más…).

4. Cultivar o erotismo

Nunca abandone os pequenos rituais – tomar um vinho ou um banho juntos, sair para jantar, dar uma escapada a dois. Sem esses cuidados, o risco de serem engolidos por assuntos domésticos é enorme – vocês deixam de ser amantes e tornam-se grandes “tarefeiros”. A troca afetiva empobrece e a libido não resiste porque a sexualidade não se restringe ao que acontece na cama de casal. (…)

– É mais ou menos o que eu disse antes: o marido (ou a esposa) precisa ser um (a) amigo (a) que você quer beijar, transar, dar uns amassos… Senão, é só amizade mesmo. E amigos, amigos, amores à parte… Então, junte as toalhas e tomem um banho junto, com muita espuma e sacanagem.

5. Aprender a brigar

A boa briga é aquela em que todas as opiniões são legitimadas. Talvez o casal não chegue a um consenso, mas é importante que as diferenças se manifestem, que ambos possam se colocar sem simular que está tudo bem quando não estiver. A briga produtiva é muito diferente de gritar e xingar, de ficar muda e emburrada ou ainda de insistir nas eternas reclamações, que só desgastam e amortecem o conflito, quando o fundamental é enfrentá-lo. (…)

– Já dizia minha vó que respeito é bom e conserva os dentes. Em qualquer situação, até mesmo nas brigas, é preciso saber ouvir e respeitar o outro. Cada um tem sua verdade, sua versão dos fatos. Expor ao outro o que você sente e pensa é importante para fortalecer o relacionamento. E lembre-se: cuidado com o que diz, porque há sempre risco de magoar seu (sua) amado (a).

6. Enfrentar a dor

O sofrimento é um teste radical, e a possibilidade de saírem fortalecidos dele está condicionada ao repertório que vocês conseguiram construir. Enfrentar uma experiência de luto, uma doença, falência ou um longo período de desemprego não é fácil. Um turbilhão de emoções, como tristeza, frustração e raiva, colocará em xeque a confiança e a qualidade da relação. (…)

– Situações inesperadas e doloridas fazem parte, sim, de um casamento feliz. E, geralmente, é aí que o casal cresce junto. É bom prestar atenção no outro, porque muitas vezes a dor é tanta que ele (ela) se fecha em copas e te esquece por um tempo. Tenha um pouco de paciência porque cada um tem um tempo para cicatrizar suas dores e espantar seus fantasmas, ok?

7. Fazer acordos

Tempo e dinheiro são as duas moedas mais valiosas da nossa época. Na dinâmica de casal, elas acionam questões emocionais. Todo relacionamento tem um livro-caixa invisível, onde ficam as perguntas: quem está devendo? Quem está dando mais ou menos para a relação? Quando essa cotação se desequilibra, as carências – de atenção, sexo, apoio, afeto – e apelos subjetivos de toda ordem podem apresentar-se em forma de cobranças de tempo, dinheiro e prestação de serviços. (…)

– Já sabe o que está te incomodando? O primeiro passo é descobrir. O segundo, arranjar um jeito de falar para o marido (ou esposa) o que te faz sofrer. Vai que, de repente, vocês dois se sentem da mesma forma? O importante é não se acomodar e investir na melhora do relacionamento.

Para conferir a matéria completa, acesse http://migre.me/nsfv.

Palavra de casada

(Silvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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A volta dos que não foram

20/01/2010

Isso mesmo! A nossa vida sempre tem aquelas pessoas que passaram por ela mas que, por algum motivo, se distanciaram. Seja porque você quis que fosse assim ou porque a outrra pessoa te mandou passear. Ou ainda porque “foi bom para ambas as partes”, como diria Celso Russomano.

Algumas pessoas fazem questão de permanecer vivas em nossa memória. Seja por um cheiro, uma palavra, uma voz. Talvez seja necessário rever aqueles que “se foram” de nossas vidas, para termos a certeza de que a vida que estamos vivendo é, de fato, aquilo que buscamos e — quem sabe? — rolando um remember, tenhamos a certeza de que o passado está, enfim, morto. E enterrado.

Na minha vida têm acontecido momentos que me lembram um filme, daqueles de terror, meio misturados com comédia pastelão. E tem sido assim desde os meus 20 anos, quando conheci um homem de 38.  Tivemos um namoro conturbado e entre idas e vindas, acabamos seguindo rumos diferentes. Ele se casou antes de mim, com uma mulher mais velha que ele e que estava grávida enquanto eu segui meu noivado com meu atual marido.

Até aí, tudo normal. Nesses quase 7 anos, já troquei de número de celular uma centena de vezes, de trabalho, já mudei de endereço. Mas o incrível, é que o morto vivo sempre me acha. Volta e meia toca meu celular e ele diz que está com saudades, que quer me ver nem que seja para almoçar, tomar um café. Eu pergunto como ele descobriu meu telefone e ele diz que “tem seus meios”. Eu nem me espanto mais com isso, afinal, pouco me importa o que ele vai dizer.

Confesso que já me senti tentada a vê-lo novamente, principalmente nos momentos em que me sinto triste, carente. Afinal, que mulher não gosta de sentir-se desejada e querida?

Nesses 7 anos, o vi algumas vezes, mas há um bom tempo evito qualquer contato que não seja telefônico. Nossa “relação” é estranha. Há anos, a primeira ligação de Natal e Ano Novo que recebo é dele. O primeiro “parabéns pelo aniversário” também, por volta de meia noite e um do dia 16 de abril (meu aniversário), todos os anos.

Ele não se deixou esquecer, posso dizer assim. Ele é um morto vivo que sempre está ali, por perto. Já o vi passar na rua, já sabe meu endereço novo, o número dos meus dois celulares. Eu estou bem com a minha vida de casada. Finalmente pareço estar me acertando novamente com meu marido. Mas confesso que, mesmo sendo por um morto vivo, é muito bom saber que alguém se interessa por mim e que sequer me esquece.

Você também vive “A volta dos que não foram” de vez em quando?

Um beijo,

Pri

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Planos

19/12/2009

Tenho uma mania idiota que me persegue desde que comecei a me relacionar com os homens. Assim que começo a sair com alguém — e me apaixono — já inicio os planos para o futuro.

Como ficar com alguém “só por ficar” é algo que quase nunca faço, é comum que eu pense “agora sim! Este é o cara!”. Então, já imagino como e onde serão nossos próximos encontros, que novidade eu levarei para a cama, quas lingeries eu devo comprar, o que farei de jantar quando ele visitar minha casa, o que darei de presente quando completarmos um mês de namoro e por aí vai. Se  percebo que a relação está fluindo, começo a fazer planos de viagens a dois, festas que curtiremos juntos y otras cositas más.

Chamo esta mania de idiota porque viver pensando no futuro significa não curtir o presente. E este “defeito” é bem comum, principalmente nas pessoas sonhadoras como eu (canceriana típica). Já ouvi muitas amigas dizendo “ai, imagina quando eu e ele blá blá blá!”. O ruim é que nem sempre esses planos se concretizam.

Para o meu aniversário de 2008, planejei uma baita festa à fantasia. Era fevereiro e eu estava namorando “sério” um garoto. Mandei fazer nossas fantasias, já que íamos de “parzinho”. A festa só aconteceria em junho e terminamos no mês de abril. Acabei indo à festa sem par e o dinheiro que gastei com a fantasia dele foi “jogado no lixo”.

Já aconteceu a mesma coisa com presentes de aniversário de namoro, Dia dos Namorados etc e tal. Cheguei a comprar um celular para dar ao namorado, que terminou comigo antes da data em que eu o presentearia. A diferença é que presente, pelo menos, a gente pode “reciclar” e dar a outra pessoa –  ou não (mas se for chocolate, pode deixar que eu como!).

Fazer planos é legal, desde que você não viaje e os faça a longo prazo — a não ser que já esteja noivo ou casado e tenha certeza de que a relação será mantida.

Criar expectativas sobre um relacionamento que mal começou é um grande erro. Já sofri muito por isso e sei o quanto dói se desiludir com os planos que não se concretizam. Pode até ser clichê dizer isso, mas o melhor a fazer é curtir o momento, viver o hoje e deixar que a vida traga o amanhã. É difícil colocar em prática? É. E quem disse que a vida é fácil?

Trilha sonora perfeita: “Planos” (Daniela Mercury)

Lu

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