Arquivos para a Categoria ‘Luciana Sabbag’

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Desculpas e bolos

02/05/2013

Luciana SabbagAté brinco com minhas amigas que sou a rainha dos bolos. Não os de chocolate nem os confeitados. Sou a rainha dos encontros desmarcados na última hora (quem nunca?). Ainda não entendi porque isso acontece, se a culpa é minha ou dos outros, mas aprendi a lidar com os furos de uma maneira mais tranquila. O mundo não acaba se o cara fura. Aceitemos, a vida continua.

Antigamente, quando eu tinha um encontro marcado, passava dias me preparando para tal. Comprava roupa, lingerie, marcava manicure, depiladora, cabeleireiro… Hoje já não me preocupo mais (tanto). Seja o encontro que for, com quem for.

Uma vez, contei aqui, que gastei R$ 800,00 para sair com um cara que me deixou esperando no sofá da sala pela eternidade. Falei para a minha chefe que eu precisava sair mais cedo do trabalho porque seria madrinha de um casamento, só para poder correr para o shopping e comprar uma roupa linda para sair à noite. Passei o resto da tarde no salão de beleza, me preparando para o tão esperado momento. Algum tempo antes da hora combinada, tomei um banho, me perfumei, fiz uma maquiagem incrível, vesti a lingerie nova, a roupa nova e sentei-me no sofá, onde fiquei imóvel, para não amassar nada. Havíamos combinado que ele passaria para me buscar às 20h. Às 20h30 ele ligou, afirmando estar no trabalho ainda e pedindo que eu o aguardasse telefonar novamente.

Esperei. O relógio marcava 22h e eu estava mordendo os lábios de ansiedade. Nada de ele me posicionar. Às 22h30 ele telefonou:

– Lu, ainda estou no trabalho, mas não vou demorar, prometo. Te ligo assim que sair daqui.

Ok, esperei. 23h, meia-noite, 1h… Às 2h da manhã eu já estava com câimbras de tanto ficar na mesma posição. Às 2h30 enviei-lhe uma mensagem: “Onde você está? Ainda demora?”. Não tive resposta. Às 3h da manhã, comecei a chorar e, como a maquiagem já estava ficando toda borrada, resolvi me “desmontar”. Este foi o meu primeiro grande bolo. Ele? Nunca mais ligou. Mas não morreu, não.

Outra vez eu passei duas semanas combinando um encontro com um cara que estava fora do Brasil. Ele dizia que não via a hora de voltar para me encontrar e eu, ansiosíssima, novamente fui ao shopping, comprei roupa, sapato… No dia marcado, algo me dizia que o encontro, que seria um almoço, não ia acontecer. De manhã, mandei mensagem por whatsapp perguntando se ele já estava no Brasil. Nenhuma resposta. À tarde, mandei outra. Nada.

Já era noite quando ele ficou online no Facebook. O bolo já havia sido dado e nada de ele se desculpar. Como eu já não aguentava ficar quieta olhando para o nome dele com a bolinha verde ao lado, falei: “aconteceu alguma coisa? Você sumiu, fiquei preocupada”.

– Nossa, Lu! Eu esqueci meu celular no táxi, a caminho do aeroporto, e só percebi quando cheguei no Brasil. Agora estou esperando meu amigo chegar para irmos até o shopping comprar outro telefone.

– Caramba, que chato! Então nós não vamos sair?

– Não, Lu. Preciso resolver esse negócio.

– Mas não podemos nos encontrar depois que você comprar o telefone?

– Pode ser, mas eu não sei quanto tempo vou demorar. Eu te ligo.

Como, obviamente, ele não ligou, fui a um bar com minha melhor amiga (ah! As melhores amigas salvadoras da pátria!) para chorar as pitangas e fazer valer o novo corte de cabelo, que eu havia adquirido horas antes no salão de beleza.

Esse tipo de coisa causa um sentimento tão ruim de, sei lá, desilusão… que dá vontade de bater na porta do fulano e gritar “escuta aqui, queridinho!”. É muito decepcionante ver que suas horas, investidas em se cuidar, se planejar ou mesmo em pensar no cara, foram jogadas no lixo. É um grande balde de água fria! Não importa a desculpa, o dano à nossa autoestima é o mesmo.

Hoje, se eu percebo que o fofo não está tão empolgado quanto eu, deixo para criar expectativas só depois que ele confirmar o encontro, no mesmo dia. Prefiro fazer tudo correndo a ficar me desgastando com antecedência.

Pode ser que eu me engane, claro. Há pouco tempo, por exemplo, eu tinha certeza que o cara ia furar. Acabei que nem fiz as unhas. Ele me ligou 2 horas antes, perguntando se o encontro estava de pé e não me restou outra coisa a fazer senão voar para o banheiro a fim de tentar tirar o atraso da beleza. Por incrível que pareça, consegui fazer mão, pé, esfoliação, hidratação, escova no cabelo e uma mega maquiagem a tempo de sair. Tá certo que eu deveria estar meio preparada (sempre), mas faço as unhas uma vez por semana e ele apareceu justamente na noite anterior ao dia em que tenho manicure. No fim, não criei grandes expectativas nem joguei meu tempo fora. E isso me deixou aliviada. Até porque agi da mesma maneira depois e, dessa vez, ele furou (como eu previa). Não sofri tanto porque não me preparei. Fiquei com raiva, é claro, mas pelo menos não gastei meu dinheiro nem meu precioso tempo em vão.

Fica aqui o meu conselho para você, mulher: não se desgaste. E, se eu puder dar um conselho aos homens, que seja “pelo amor de Deus, aconteça o que acontecer, não desmarquem a porra do encontro!”.

Beijos,

Lu

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Pode ser pra já?

30/04/2013

Luciana SabbagCalma, paciência, espera. Isso nunca combinou comigo. Nasci prematura e até hoje não consegui aprender que tudo na vida deve ter a hora certa para acontecer. Eu quero tudo para ontem, quero que as coisas se realizem agora, quero respostas no máximo até amanhã, na hora do almoço. É por isso que não tenho ânimo para dieta, academia, jardinagem ou tratamentos a longo prazo. Ali estão os artesanatos inacabados porque eu não tive paciência de esperar a tinta secar. Resultados que demoram a aparecer me deixam extremamente impaciente e, se eu não os quiser de verdade, do fundo do coração, desisto deles. E não sou a única a agir dessa maneira. Conheço muita gente assim.

O problema é que esse imediatismo afeta os nossos relacionamentos também. Quando nos apaixonamos, já imaginamos mil situações ao lado da pessoa e queremos porque queremos que elas aconteçam logo. Parece que o tempo corre ainda mais devagar quando estamos apaixonados. Esperar pelo final de semana para sair com a pessoa é um sacrifício absurdo. Esperar que ela volte de uma viagem parece impossível. Aceitar que ela tenha compromissos nos quais você não estará incluído é mais difícil ainda.

Apitou o alarme da paixão, já sei que a ansiedade vai tomar conta dos meus dias. Já sei que vou olhar o celular quinhentas vezes por dia esperando por uma mensagem. Se é segunda-feira, já quero saber o que faremos na sexta. Uma vez, ouvi que isso aí é desespero de solteirona querendo casar. Não é! O que nós, imediatistas, queremos é viver o que é melhor — e logo. O começo de qualquer relacionamento é inseguro, desgastante. Não que queiramos pular etapas, não é isso. A conquista é uma fase gostosa, sim, mas melhor que o joguinho do início é estar junto de verdade, sem preocupações. É fazer planos, é dividir momentos, é ter intimidade, é trocar declarações e carinho, é amar, com toda a intensidade que este sentimento merece.

A parte mais complicada desse imediatismo em nossos relacionamentos é quando a outra pessoa ainda não está “pronta para se envolver”.  A maioria das pessoas que eu conheço (homens ou mulheres), tem receio de se relacionar, por medo de sofrer. Então, esse tipo de gente enrola, adia, “deixa acontecer”… Até que se sinta pronta para engatar um namoro. Os imediatistas enlouquecem com isso! E sofrem. Eu me surpreendi em minha última paixão: fiquei exatamente um ano esperando pelo cara. Me surpreendi pelo tempo que consegui esperar, mas não com minhas reações. Sonhei, me declarei, chorei, imaginei, chamei e sofri. Como sofri!

Por fim, nada aconteceu.

Acho que nunca namorei ninguém por quem tive de esperar. Todos os meus namoros começaram pra valer logo que nos conhecemos. Assim, simples: saímos, ficamos, nos gostamos, começamos a namorar. Até aconteceu de um cara comprometido terminar o namoro no dia seguinte ao que me conheceu. E eu já fiz a mesma coisa, há muitos anos. É assim que eu penso: se apaixonou? Então vai, se joga! Sempre que demorou demais para acontecer, não rolou. Acredito que eu só combine com pessoas que pensam como eu — ou que estejam na mesma vibe de se envolver de verdade — e é por isso que, se o negócio está andando a passos de lesma, eu já acho que não vai dar certo. Posso estar errada, eu sei — e estou! Todo mundo diz, dos meus amigos ao meu pai (meu grande conselheiro) — mas se eu não consegui sequer esperar para nascer, vou conseguir aguardar até que o cara esteja pronto? Ta aí algo que precisa ser trabalhado com afinco dentro de mim.

Pessoas como eu, que se jogam de cabeça nos relacionamentos costumam sofrer mais. Em compensação, eu garanto, nossos casos, por mais curtos que sejam, são mais intensos que os de qualquer pessoa com parcimônia. E me proporcionam muito mais experiências e emoções, aposto. É claro que o equilíbrio é bom, mas de que vale a vida se não há intensidade? “Hoje o tempo voa, amor, escorre pelas mãos (…) vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir”.

Lu

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Ei, cara legal! Ela é a nora que sua mãe pediu a Deus?

10/01/2013

Luciana SabbagCada vez mais eu tenho a certeza de que o tipo de cara legal para mim não serve para mim. Ou melhor, eu não sirvo para ele. Digo, não sou o tipo dele. Confuso? Calma.

O cara legal que eu gosto é estudado, divertido, alegre, cheio de amigos, adora ler, escreve bem, fala melhor ainda, é bonito, simpático, educado, abre a porta do carro, paga o jantar, só me deixa andar do lado de dentro da calçada, tem um sorriso encantador, fala vários idiomas, fez mestrado… Ok, chega!

Esse cara legal e todos os outros caras legais que eu conheço até se relacionam com vários tipos de mulheres, mas só se casam com um único tipo: o que eu defino (defini aos 20 anos de idade, ainda na faculdade) como “chuf”. Chuf é aquela garota sem sal, que saiu de uma linha de produção de meninas de cabelos claros, lisinhos e bem cuidados, que falam baixo, sem expressar muita opinião, é claro.

Mulheres que se comportam muitíssimo bem à mesa, sentam-se sempre de pernas bem fechadas, nunca encostam as costas no sofá e conquistam as sogras logo de cara. Estão sempre com as unhas pintadas de Risqué Renda e não gostam de maquiagem carregada. Elas passam apenas um rímel Givenchy porque maquiagem demais é vulgar. Elas riem baixo e passam uma ótima impressão na rua. Só que elas adoram mandar (principalmente nas empregadas! Ah, como mandam nas empregadas!) e se acham superiores a todas as outras mulheres, principalmente às que não são “chufs” como elas. Quando se juntam, só sabem falar de dieta e sempre, mas sempre mesmo, afirmam que estão gordas (mesmo estando 10kg abaixo do peso ideal). Elas compram sapatos na mesma loja e fazem questão de estar sempre na moda. Quando viajam, vão sempre para os mesmos lugares. Depois dizem que se acabaram em Vegas ou Ibiza, quando, na verdade, só vestiram uma saia curta, dançaram e tomaram um drink.

Essas meninas são aquelas que viajam para os Estados Unidos e voltam cheias de cremes Victoria Secrets, com cheiro (terrível) de baunilha. Usam brincos pequenos e pulseirinhas da Vivara. Estão sempre nas mesmas baladas e nos mesmos restaurantes da moda, mas não sabem fritar um ovo e, na única vez que tentaram cozinhar, queimaram o arroz. Preferem mandar na empregada, claro.

Elas estudaram na FAAP, no Mackenzie ou até fizeram pós-graduação no exterior, mas… o sabor desses picolés aí continua sendo o de chuchu. O que os caras legais vêm nas “chufs”? Ainda não descobri. Talvez eu nunca descubra. Ou talvez eu até saiba, mas prefira acreditar que um dia um cara legal cairá na real.

PS: Desculpe se você for uma “chuf”, não quero lhe ofender.

Lu

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Totalmente diferente

17/03/2012

Há quem diga que todo homem é igual, que só muda o endereço, que homem é homem em qualquer lugar do mundo etc, mas posso afirmar que não é bem assim.

Em uma viagem ao Oriente Médio, conheci um cara, no mesmo dia em que eu aterrissei.

Eu sempre soube muito bem como é o comportamento dos árabes, por ser de família libanesa e por já ter namorado um cara daquelas bandas por um bom tempo, e comprovei minha teoria de que “eles gostam mesmo é de mulher”, assim que cheguei lá. Nunca fui tão olhada, tão cantada nem tão bem tratada na vida, por homens, como fui enquanto estive lá.

O gato trabalhava no primeiro lugar onde entrei. Foi paixão à primeira vista e acredito que de ambos os lados. Trocamos olhares e sorrisos por horas, conversamos e ele até cantou uma música linda pra mim, que dizia algo como “procurei em todas as pessoas do mundo alguém como você…”. Poderia parecer xaveco furado e eu até pensei que fosse, mas com o passar dos dias eu vi que era verdade.

Trocamos telefone e eu o convidei para sair alguns dias depois. Ele disse que não podia porque tinha um jogo com os amigos. Eu também não tinha todo o tempo do mundo, afinal, havia combinado de ir para uma balada com minhas amigas. Então ele foi até o hotel em que eu estava hospedada. Assim que ele chegou, eu notei que ele era mais novo que eu. No trabalho, ele usa roupa social e aparenta ser mais velho do que é. Eu estranhei e perguntei a idade dele. A resposta me deixou meio sem chão: 21 anos. Eu tenho 28 e nunca saí com um cara tão mais novo assim. Mas, como eu achava que aquilo tudo era fogo de palha e, como eu estava viajando e queria mais era aproveitar, tasquei-lhe um beijo, ali na calçada do hotel, quando ele disse: “vamos subir?“. Eu hesitei porque nem sabia se podia entrar com alguém no quarto, mas fui.

Só tínhamos meia hora até que minhas amigas chegassem para me buscar, então eu avancei o sinal. Fui com tudo pra cima do menino até que ele me barrou: “você está indo rápido demais!”. “Mas nós só temos meia hora! Temos que ser rápidos!”, eu disse. Ele insistiu que não queria daquele jeito e eu não me importei. Então, veio a surpresa:

– Você já fez isso antes?

– Claro! – respondi.

– É a minha primeira vez.

Entrei em choque por alguns minutos e fiquei sem saber o que fazer. Então, agi como um homem e disse: “tudo bem… só vamos fazer o que você quiser”. Sem mais detalhes da minha insistência em “desvirginar” o garoto, quando estávamos quase lá, ele falou que achava que não queria mais. Perguntei se ele tinha certeza e ele afirmou: “estou esperando a mulher da minha vida, a pessoa com quem eu vou me casar”. Eu respeitei. Vesti minha roupa e pedi desculpas por ter insistido. No fundo, eu sempre tive a fantasia de iniciar um rapaz na vida sexual mas, com ele, tinha que ser especial. Ele merecia. Assim como não foi pra mim, mas como eu sonhei que fosse.

Continuamos nos vendo até o dia da minha partida. Na última noite, depois de beijos e abraços apertados, a declaração: “Lu, eu gosto muito de você e nunca vou te esquecer. Promete que nunca vai se esquecer de mim?”. Eu prometi. Assim como prometi que voltaria para encontrá-lo. E que ele seria meu namorado e que eu seria a primeira mulher da vida dele.

Quando voltei para o Brasil, ficamos dias trocando mensagens pelo celular e pelo Facebook. Promessas, juras e frases como “tudo o que eu preciso é de você” chegavam de madrugada pra mim. Até indiretas daquelas que amamos, como “sinto sua falta” e “meu coração pertence a você” postadas aleatoriamente, em inglês (para que eu pudesse entender), no Facebook. Meu coração disparava a cada sinal de mensagem no telefone. E já era rotina olhar o mural do perfil dele para saber se tinha mais alguma declaração pra mim.

Com o passar do tempo, fui postando as fotos da viagem em meu perfil do Facebook. Postei tudo: as fotos das baladas, as fotos dos outros caras que conheci… e a foto dele comigo.

Minha amiga comentou: “mal sabe ele que você ficou com outros, né? Haha”. Pensei “ele nunca vai se ligar. Não tem nenhuma foto comprometedora. São todos meus ‘amigos’, ué!”. Mas, aí, a partir do dia em que postei as fotos, ele parou de responder minhas mensagens no celular. Como ele havia comentado que estava trocando de aparelho, achei que talvez ele não estivesse recebendo o que eu mandava. E não me importei.

Foi aniversário dele e eu deixei uma mensagem de parabéns em seu mural. Ele não respondeu, mas também não respondeu a ninguém mais. Alguns dias depois, uma garota comentou no meu post  na página dele: “aaaah, vocês combinam!”, em árabe. Fui responder e respondi errado. Ao invés de escrever “eu também acho”, escrevi “eu também” — que fique claro que eu não falo árabe. Ela, então, perguntou “você também o quê?” e, quando fui responder, eu havia sido excluída dos amigos dele.

Fiquei desesperada, sem entender o que estava acontecendo. Mandei um milhão de mensagens para ele e nada de resposta. No dia seguinte, ele postou, em árabe, no mural dele (que é aberto e eu ainda consigo ver): “Nessa vida, pessoas vêm e vão. Eu não machuco ninguém, nunca machuquei e hoje eu estou muito magoado. É melhor estar sozinho. Já me acostumei”. Uma amiga traduziu pra mim. E aquela garota estava lá nos comentários, dizendo “foi só mais uma, querido. Você vai ficar bem”. Meu coração se quebrou em pedacinhos.

#prontocaguei

Eu, que queria ser a pessoa mais especial da vida dele, acabei com toda a magia. Um garoto tão puro, tão amoroso, tão sincero, tão especial… Tentei me justificar, falei que aquilo foi antes de ficar com ele e que aqueles caras eram só amigos, que meu coração era dele etc etc etc, mas ele me ignora. Escrevo este texto com um grande nó em meu peito… Quando eu já pensava que não haviam meninos como ele no mundo, que todos os homens eram iguais e que eu deveria só me divertir… Acabei com tudo. E pra quê, né?

Beijo,

Lu

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Você não serve para namorar!

04/11/2011

Já ouviu isso de alguém? Eu já.

Aí eu me pergunto: “como diabos alguém pode dizer isso sem ao menos ter experimentado o prazer de ser meu namorado?”. Sim, prazer! Afinal, já fui a melhor namorada do mundo para alguém. E, modéstia a parte, também achei.

Não é porque, quando estou solteira, eu saio com minhas amigas, vou para a balada (bem pouco, mas vou), viajo, conheço pessoas, me apaixono e desapaixono diversas vezes, que significa que não tenho valor. Muito pelo contrário. Eu poderia ser julgada se fizesse tudo isso, com um namorado em casa, me esperando. Aí sim.

Mas, quando namoro, torno-me exclusiva. É claro que não abro mão da minha vida pessoal — e quando digo pessoal, falo de trabalho, família e amigos, não de comportamento — e não tenho porque viver uma “vida loca” se estou ao lado de quem amo e que, para mim, importa tanto.

Ouvi isso de um dos homens de que mais gostei na vida e que nunca me deu a oportunidade de mostrar o quanto posso ser boa para ele e do quanto poderíamos ser felizes juntos. Mas, se é questão de sentimento ou atração física, eu entendo. Só não entendo quando ele, de longe, observa meu comportamento de solteira e acha que eu sou só e exatamente aquilo. Como ele não teve a oportunidade de conviver comigo, não tem o direito de me julgar.

Ele tem, sim, todo o direito do mundo de achar que não faço o tipo dele, mas não de dizer que EU não sirvo para namorar. Também tem todo o direito de dizer que ele só está a fim de sexo, mas não de dizer que EU não sirvo para namorar.

Se ele me viu namorando alguém e, ainda assim, com um comportamento que não fosse do agrado dele, é bom que ele tome consciência de que eu só agi dentro dos limites que eu tinha naquele relacionamento. Se meu namorado permitia determinadas atitudes (como, por exemplo, expôr nossa relação na internet), isso era problema meu e do meu namorado. Eu me comporto de acordo com o relacionamento em que me encontro, sempre com respeito antes de mais nada, exatamente como a Deka contou no último post. E, se estou sozinha, não me preocupo com o que vão pensar. Nem sempre, a maneira como eu ajo determina quem eu sou.

Beijos,

Lu

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Tenho medo de fantasmas

11/07/2011

Alguém já deve ter lhe aconselhado: “não fale sobre seu ex com o seu atual”.

Certo? E você ouviu? Aposto que não.

Uma vez, meu pai me disse: “filha, quando você conhece alguém, seu passado amoroso morre. É assim que tem que agir. Homem não quer saber se você já teve um ou dez namorados. Homem gosta de exclusividade, então, finja que ele é o primeiro e nunca conte sobre seus ex-namorados a ele”. E meu pai estava certíssimo!

Obviamente, eu falei de ex para diversos casos (que não deram em nada), mas eu reconheço onde errei e porquê: na amizade.

Quase todos os meus namoros foram resultado de amizades, a princípio sem intenções, mas que evoluíram para “algo mais”… É por essas e outras que não acredito 100% na amizade entre homem e mulher. Se não houve interesse por uma das partes na aproximação ou no início da amizade, os dois estão sujeitos a se gostarem além do normal, a qualquer momento dessa relação.

Quer um exemplo? Você achou o cara gatinho, começou a bater papo com ele e, por algum motivo, acreditou que o caso não daria em nada. Então você se entregou àquela amizade, conversou com ele sobre todas as coisas e, inevitavelmente, sobre seus relacionamentos (é muito bom ouvir a opinião masculina sobre nossos casos, eu sei!). Certo dia, ele começou a te olhar de outra maneira e você viu nele a possibilidade de um relacionamento mais, digamos, profundo. Muito bem. Neste ponto, você já tinha o histórico sexual completo do cara e vice-versa. Você apostava que um cara bacana como ele nunca iria lhe magoar, mas você sabia também que ele não era lá muito santo com as mulheres. Mesmo assim você arriscou e topou uma noite de amor com o gato. No dia seguinte, chegou a nóia. A começar pelo climão por um saber demais da vida do outro. Depois, você se lembrou das dez lindas que estavam no pé do bofe, sobre as quais ele lhe falou na semana passada. E aí chegaram o ciúme e todas as outras chatices que envolvem um relacionamento, quando sabemos mais do que devemos…

Viu como o conselho é válido? É claro que esta relação não vinga. São as ex-namoradas do cara, os seus ex-namorados, as paqueras e investidas  dos dois… Não dá pra ter um relacionamento tranquilo quando existem dezenas de fantasmas rondando o casal. Principalmente se um dos dois fingir que nada aconteceu e continuar contando sobre os casos e acasos da vida. Alguém sairá machucado. E outra: se o namoro engrenar, sempre haverá aquela encanação, a dúvida, a insegurança. Você sempre vai se lembrar do quanto o cara era FDP com as mulheres, você sempre tentará se comparar à ex que ele dizia ser a melhor mulher do mundo na cama…

Por isso, se você, assim como eu, tem medo de fantasmas, mas precisa de conselhos masculinos, converse com seu pai, com seu amigo casado, com seu irmão, com seu tio, com seu primo, com seu psicólogo, com seu ginecologista… Só mantenha a boca fechada quando quiser falar sobre relacionamentos com seus amigos do sexo oposto. Você não sabe o que pode acontecer amanhã.

Beijos,

Lu

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#DiaDosNamoradosAMDI: Surpreenda!

08/06/2011

Você já comprou o presente e decidiu o programa da noite? Ótimo!

Agora eu tenho três sugestões luxuosas que podem surpreender muito mais a pessoa amada e tornar este Dia dos Namorados inesquecível.

1 - Imagine fechar (ou começar) a noite curtindo a edição limitada do coffret Tag Your Moët Rosé? Junto a uma garrafa de Moët Rosé, vestida de rosa para a ocasião, e duas taças flutes exclusivas, está incluída uma caneta dourada para personalizar a garrafa com um toque especial de glamour em grafite dourado.

A Tag Your Moët Rosé permite desenhar, escrever, rabiscar ou criar uma moderna obra-prima urbana — qualquer que seja o estilo, a personalidade e a mensagem que você queira transmitir. O preço sugerido é de R$500,00.

2 - Já ouviu falar em “dar uma experiência de presente”? Vocês podem comemorar a noite do Dia dos Namorados como já combinaram e aproveitar uma experiência no final de semana seguinte. O presente In Love foi desenvolvido para proporcionar momentos a dois e aproximar ainda mais o casal.

Os dois podem escolher desde grandes aventuras como canoagem, rafting, passeio de lancha, a experiências relaxantes como banho de ofurô, massagem com bambu, caminhadas na mata, hidromassagem ou uma diária em hotéis ou pousadas de todo o Brasil. Você compra o kit, no site A Vida é Bela (ou na Fnac), por R$179,90 e escolhe o que quer fazer. Original, né?

3 - Terapias relaxantes, massagens terapêuticas e tratamentos corporais… Já pensou que delícia passar um Day Spa juntinho com seu amor? Vocês podem marcá-lo para antes da noite romântica, para chegarem bem relaxados… Não seria nada mau, né?

O Cattel Spa (Rua Estados Unidos, 445 – Jardins, São Paulo) apresenta tratamentos que vão mimar o casal e deixá-los bem para curtir uma noite inesquecível. Logo na chegada, uma linda cerimônia de boas vindas, em seguida uma massagem corporal relaxante, massagem na cabeça, escalda pés e reflexologia, sauna e banho aromático e terapêutico, totalizando 3 horas de prazer absoluto. O valor desse pacote é R$ 1.052,00 para os dois, mas pode-se montar o Day Spa de acordo com o gosto e preferência do casal.

Beijos,

Lu

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Eduardo e Mônica – O filme

08/06/2011

Para inspirar, assista ao vídeo que está bombando hoje na internet e já virou até Trending Topic no Twitter.

“Eduardo e Mônica – O filme”, é uma homenagem da Vivo à famosa música de Renato Russo.

Lindo, né?

Beijos,

Lu

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#DiaDosNamoradosAMDI: Resultado da promoção Tiger Robocop

03/06/2011

Como prometido, fizemos o sorteio dos VIPs para a 3ª Edição da Tiger Robocop, que acontece neste sábado, 4 de junho, no Dynamite Pub (R. 13 de Maio, nº 363 – Bixiga), em São Paulo.

O post teve 7 comentários (ninguém quer arrumar um namorado, é? :P ), e o número sorteado foi o 5.

Portanto, quem ganhou o par de VIPs para a festa foi a Débora Escobar!

Parabéns, Débora!

Nos vemos amanhã na Tiger Robocop!

Obrigada a todos pela participação!

Beijos,

Lu

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#DiaDosNamoradosAMDI: Promoção para os solteiros!

31/05/2011

Alô, gente solteira do meu Brasil!

O #AMDI ganhou um par de VIPs para a 3ª Edição da Tiger Robocop. a festa mais badalada de São Paulo (pelo menos entre a galera da internet!) — que toca o melhor (e o pior) dos anos 90 — e vai dá-los a você, querido leitor!

Falta pouco para o Dia dos Namorados, mas ainda dá tempo de arrumar um cobertor de orelha, um chinelo velho pro pé cansado, a metade da laranja, a alma-gêmea, bate coração

Veja quanta gente já confirmou presença na página do evento no Facebook. Eu fui à primeira edição e bombou! Encontrei toda a gente linda, interessante, de vida inteligente na madrugada — #gentediferenciada mesmo! — em clima de paquera e descontração, que eu já conhecia do Twitter.

A Tiger Robocop acontecerá no sábado, 4 de junho, no Dynamite Pub (R. 13 de Maio, nº 363 – Bixiga), em São Paulo, portanto, a promoção só é válida pra quem mora (ou estiver) na capital paulista.

Para participar:

Deixe um comentário neste post, com seu nome e email certinho (o email não será publicado!), dizendo “Quero arrumar um(a) namorado(a) na Tiger Robocop!”.

Se você já tiver um(a) namorado(a) e quiser participar da festa, pode comentar “Quero ser VIP na Tiger Robocop!”, tá? ;)

Sortearemos os VIPs na sexta-feira, às 11h. Enviaremos um email na mesma hora para o vencedor, que terá até às 17h da sexta para confirmar que recebeu. Caso o vencedor não responda, sortearemos de novo.

Obs: Haverá somente um ganhador. Não será necessário retirar os convites, pois os nomes estarão na lista, na entrada da festa.

E aí? Tá esperando o quê?

Boa sorte!

Beijos,

Lu

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