Até brinco com minhas amigas que sou a rainha dos bolos. Não os de chocolate nem os confeitados. Sou a rainha dos encontros desmarcados na última hora (quem nunca?). Ainda não entendi porque isso acontece, se a culpa é minha ou dos outros, mas aprendi a lidar com os furos de uma maneira mais tranquila. O mundo não acaba se o cara fura. Aceitemos, a vida continua.
Antigamente, quando eu tinha um encontro marcado, passava dias me preparando para tal. Comprava roupa, lingerie, marcava manicure, depiladora, cabeleireiro… Hoje já não me preocupo mais (tanto). Seja o encontro que for, com quem for.
Uma vez, contei aqui, que gastei R$ 800,00 para sair com um cara que me deixou esperando no sofá da sala pela eternidade. Falei para a minha chefe que eu precisava sair mais cedo do trabalho porque seria madrinha de um casamento, só para poder correr para o shopping e comprar uma roupa linda para sair à noite. Passei o resto da tarde no salão de beleza, me preparando para o tão esperado momento. Algum tempo antes da hora combinada, tomei um banho, me perfumei, fiz uma maquiagem incrível, vesti a lingerie nova, a roupa nova e sentei-me no sofá, onde fiquei imóvel, para não amassar nada. Havíamos combinado que ele passaria para me buscar às 20h. Às 20h30 ele ligou, afirmando estar no trabalho ainda e pedindo que eu o aguardasse telefonar novamente.
Esperei. O relógio marcava 22h e eu estava mordendo os lábios de ansiedade. Nada de ele me posicionar. Às 22h30 ele telefonou:
– Lu, ainda estou no trabalho, mas não vou demorar, prometo. Te ligo assim que sair daqui.
Ok, esperei. 23h, meia-noite, 1h… Às 2h da manhã eu já estava com câimbras de tanto ficar na mesma posição. Às 2h30 enviei-lhe uma mensagem: “Onde você está? Ainda demora?”. Não tive resposta. Às 3h da manhã, comecei a chorar e, como a maquiagem já estava ficando toda borrada, resolvi me “desmontar”. Este foi o meu primeiro grande bolo. Ele? Nunca mais ligou. Mas não morreu, não.
Outra vez eu passei duas semanas combinando um encontro com um cara que estava fora do Brasil. Ele dizia que não via a hora de voltar para me encontrar e eu, ansiosíssima, novamente fui ao shopping, comprei roupa, sapato… No dia marcado, algo me dizia que o encontro, que seria um almoço, não ia acontecer. De manhã, mandei mensagem por whatsapp perguntando se ele já estava no Brasil. Nenhuma resposta. À tarde, mandei outra. Nada.
Já era noite quando ele ficou online no Facebook. O bolo já havia sido dado e nada de ele se desculpar. Como eu já não aguentava ficar quieta olhando para o nome dele com a bolinha verde ao lado, falei: “aconteceu alguma coisa? Você sumiu, fiquei preocupada”.
– Nossa, Lu! Eu esqueci meu celular no táxi, a caminho do aeroporto, e só percebi quando cheguei no Brasil. Agora estou esperando meu amigo chegar para irmos até o shopping comprar outro telefone.
– Caramba, que chato! Então nós não vamos sair?
– Não, Lu. Preciso resolver esse negócio.
– Mas não podemos nos encontrar depois que você comprar o telefone?
– Pode ser, mas eu não sei quanto tempo vou demorar. Eu te ligo.
Como, obviamente, ele não ligou, fui a um bar com minha melhor amiga (ah! As melhores amigas salvadoras da pátria!) para chorar as pitangas e fazer valer o novo corte de cabelo, que eu havia adquirido horas antes no salão de beleza.
Esse tipo de coisa causa um sentimento tão ruim de, sei lá, desilusão… que dá vontade de bater na porta do fulano e gritar “escuta aqui, queridinho!”. É muito decepcionante ver que suas horas, investidas em se cuidar, se planejar ou mesmo em pensar no cara, foram jogadas no lixo. É um grande balde de água fria! Não importa a desculpa, o dano à nossa autoestima é o mesmo.
Hoje, se eu percebo que o fofo não está tão empolgado quanto eu, deixo para criar expectativas só depois que ele confirmar o encontro, no mesmo dia. Prefiro fazer tudo correndo a ficar me desgastando com antecedência.
Pode ser que eu me engane, claro. Há pouco tempo, por exemplo, eu tinha certeza que o cara ia furar. Acabei que nem fiz as unhas. Ele me ligou 2 horas antes, perguntando se o encontro estava de pé e não me restou outra coisa a fazer senão voar para o banheiro a fim de tentar tirar o atraso da beleza. Por incrível que pareça, consegui fazer mão, pé, esfoliação, hidratação, escova no cabelo e uma mega maquiagem a tempo de sair. Tá certo que eu deveria estar meio preparada (sempre), mas faço as unhas uma vez por semana e ele apareceu justamente na noite anterior ao dia em que tenho manicure. No fim, não criei grandes expectativas nem joguei meu tempo fora. E isso me deixou aliviada. Até porque agi da mesma maneira depois e, dessa vez, ele furou (como eu previa). Não sofri tanto porque não me preparei. Fiquei com raiva, é claro, mas pelo menos não gastei meu dinheiro nem meu precioso tempo em vão.
Fica aqui o meu conselho para você, mulher: não se desgaste. E, se eu puder dar um conselho aos homens, que seja “pelo amor de Deus, aconteça o que acontecer, não desmarquem a porra do encontro!”.
Beijos,





Portanto, quem ganhou o par de VIPs para a festa foi a
Parabéns, Débora!








