Arquivos para a Categoria ‘Foi amor à primeira vista’

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Fim mal resolvido

06/03/2011

Ele me convidou para assistir à exposição de sua arte, no mesmo dia em que eu tinha uma reunião a três horas de distância de lá.

Passei o dia todo fora, enfrentei trem e metrô lotados e não poderia passar em casa para tomar um banho e me arrumar antes de ir. Então quase desisti da exposição e fui direto pra casa. Mas em nossas conversas ele havia sido tão gentil e o assunto era tão fluente, que resolvi ir vestida de espantalho mesmo.

Quando cheguei lá, vi de longe um rapaz parecido com ele, mas duvidei. Na minha cabeça eu o imaginava mais alto e… bem… o imaginava maior. Dessas ilusões que a gente cria, porque a personalidade dele era incrível e ele tinha muita certeza dos seus valores. A gente acaba projetando isso na visualização do físico.

Enfim. O rapaz parecido com ele era ele mesmo. Não muito alto, franzino e magrinho. Mas sorriso e simpatia encantadores. Em vez de me decepcionar, eu vi alguém muito mais ao meu alcance do que eu imaginava.

Depois da exposição saímos juntos, com mais alguns amigos dele e passei momentos divertidíssimos com todos eles, até que ele me deixou em casa.

O interesse foi mútuo e fulminante. Nos apaixonamos em questão de horas, mas ele não me beijou naquele dia. Além de tudo era um cara romântico à moda antiga. Pá! Morri de amores.

Nos beijamos no encontro seguinte e duas semanas depois ao primeiro encontro, ele me pediu em namoro.

Eu estava no paraíso. Vivia um dos melhores momentos da minha vida, tudo dava certo. Recém-formada, com um emprego fascinante e a vida se encaminhando aos poucos. Como se não fosse o suficiente, havia encontrado o cara que era a personificação do homem perfeito.

Tínhamos tudo em comum: crenças, valores, gostos, estilos, ambições, planos. E ele era tudo de mais perfeito: responsável, trabalhador, divertido, carinhoso, morava pertinho da minha casa, tinha um emprego bom, pós-graduado, bonito e atencioso.

Não tinha como dar errado. 

Os problemas começaram tão rápido quanto a paixão fulminante: com duas semanas de namoro e menos de um mês que nos conhecíamos, ele disse que me amava. Eu não o disse de volta. Estava perdidamente apaixonada por ele, mas ainda não sabia se também o amava. Achei um pouco precipitado, da parte dele, então silenciei. (Aliás, é o meu karma. Todas às vezes que alguém diz que me ama, eu tenho problemas sérios com essa pessoa e a relação fica balançada.)

No dia ele não pareceu se importar com isso. Mas na vez seguinte que nos encontramos, ele parecia meio distante. Durante uma semana tudo ficou esquisito e ele não me procurava mais como antes. Rolou aquele pressentimento feminino que todas nós temos e só sabemos definir como “ele tá estranho”. Minha intuição me avisou que aquele era o início do fim. O procurei para conversar, mas ele evitou todas as vezes.

No final da semana ele deu o primeiro lance e disse que estava confuso com tudo aquilo. Mencionou de leve o fato de eu não ter dito que também o amava, mas não deu a entender que esse fosse o principal motivo da “confusão”. No domingo de carnaval ele deu o tiro de misericórdia e terminou  comigo. Por celular. Por mensagem de texto.

Foi a primeira vez que eu gritei com alguém no telefone. Liguei pra ele e o chamei de covarde e egoísta. Eu dificilmente perco o auto-controle dessa forma. Não entendia os motivos que ele teria pra terminar comigo assim, do nada.

Ele estava com um livro meu, então combinamos de nos encontrar na terça-feira pra que o me devolvesse e pudéssemos conversar.

Ele chegou ao local combinado, sentou-se ao meu lado e ficou mudo durante 20 minutos seguidos. Quando abriu a boca, disse: “Não tem muito o que dizer.” Explodi novamente. Disse coisas horríveis a ele, mas não me arrependo de uma única palavra. Ele não sabia dizer nem o porquê de estar terminando comigo. Só repetia que não aguentava mais aquilo, que precisava pensar mais em si e que não seria justo com ele, nem comigo continuar aquele relacionamento. Também disse: “É melhor terminarmos agora, do que nos envolvermos demais.”

Fiquei besta. Sempre pensei que “se envolver” fosse justamente a ideia de um relacionamento.

Perguntei onde eu tinha errado, se ele tinha se apaixonado por outra, se alguém tinha falado alguma coisa de mim. Qualquer coisa que justificasse um fim tão repentino.

No fim, saí do nosso último encontro da mesma forma que cheguei: sem saber o motivo do pé na bunda. E até hoje eu não compreendo.

Levei muito tempo pra superar esse fora pois, quanto mais eu tentava entender, mais eu via apenas motivos para aquilo tudo ter dado CERTO.

Me sentia muito babaca por ter acreditado em tudo o que ele disse sobre o quanto ele gostava de mim e do quanto eu era maravilhosa. Remoí inúmeras vezes, tentando entender onde foi que eu errei. Questionei ao infinito do tempo se não teria funcionado, caso eu não tivesse deixado tudo acontecer tão rápido.

O meu melhor momento, virou um dos piores da minha vida e se expandiria para o resto do ano em que tudo deu errado pra mim.
Ainda hoje não consigo pensar nesse episódio sem me entristecer. Foi extremamente frustrante e abala profundamente a auto-estima de qualquer pessoa, quando se leva um toco sem explicação.

Por favor, leitores: sempre tenham um motivo plausível pra dispensar seus parceiros. Nem que precisem inventar.

Deka

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O cantor e a tiete 3

05/11/2009

Luciana SabbagJá contei aqui e aqui dois casos que tive com cantores de quem fui fã. Como prometi no Twitter, chegou a hora de contar o terceiro caso que, de longe, foi o mais bombástico — mesmo não podendo ser considerado um “caso” de verdade — o que mais marcou minha vida.

Também pudera! O bofe é pop, internacional, super ultra famoso, assediado por milhares e milhares de mulheres histéricas ao redor do mundo… Até hoje acho que é mentira. A sorte é que eu estava com duas amigas como testemunhas!

Quem lê o blog sabe que eu jamais falo o nome verdadeiro de algum bofe, principalmente se ele for famoso. Mas, nesse caso, acho que o cara nunca vai ler, entrar em contato e querer me processar, certo?

Vamos ao ocorrido: estávamos nós três no shopping Eldorado para uma sessão de autógrafos que o grupo Westlife faria na Saraiva Mega Store. O evento estava marcado para às 16h e, às 8h da manhã, a fila já dava a volta no quarteirão do shopping, pelo lado de fora.

Meu pai conhecia o chefe da segurança de lá e, claro, não pude deixar de usar deste artifício para levar uma vantagem. Liguei para o Carlão e pedi (PELO AMOR DE DEUS!!!) que desse um jeitinho para eu e minhas amigas vermos o Westlife de perto. Ele, então, pediu que nós o encontrássemos no estacionamento para que ele liberasse a nossa entrada pelos fundos.

Com os corações disparados, lá fomos nós. Esperamos, sentadas na garagem, até a hora em que a Van dos meninos chegou. Levantamos num pulo. Mas, como sempre mativemos o pacto das fãs sem escândalos, permanecemos em silêncio, apenas com os olhares arregalados como os de quem vê fantasmas.

Os quatro inglesinhos (um deles, o Kian, não pode vir ao Brasil) desceram da Van e vieram caminhando em nossa direção. Parecia um sonho — ainda mais para meninas de 16/17 anos. Todos nos cumprimentaram com beijinhos no rosto e eu, apaixonada pelo Shane (o mais feinho, claro!), não consegui tirar os olhos de Nicky. Simpaticíssimos, foram abraçados conosco, caminhando pelo corredor que dava acesso ao elevador privativo do shopping. Como não cabia todo mundo lá dentro, subiram o Mark, o Shane, três homens da produção (?) e um segurança primeiro. Esperamos o elevador voltar vazio e entramos eu, Bryan, minhas duas amigas, Nicky, o Carlão e mais um segurança. Sete pessoas em um elevador fica apertadinho, né? Me encostei num canto e o Nicky ficou de frente para mim, meio que me esmagando.

Olhos nos olhos… Ele me beijou. Meu coração quase saltou pela boca e, mesmo quase perdendo os sentidos, ouvi o Bryan fazer alguma piadinha para o segurança. Não vou dizer que o beijo foi incrííííível porque eu tava tão nervosa que beijei mal pacas — e ele é gringo, né? (Sem preconceitos). Não sei quantos segundos aquilo tudo durou, mas quando o elevador parou, ele finalizou o beijo com um selinho, olhou para o Bryan e deu um sorrisinho. Não entendi nada, mas eu também não estava nem aí.

Fomos pelo corredor que nos levava até a Saraiva ainda abraçados. Então eles entraram e nós tivemos de esperar. Sozinha com as meninas ali fora, eu gritei e perguntei se aquilo tinha acontecido mesmo ou era um sonho. Sim, o Nicky tinha me beijado mesmo.

Entramos na loja e o Carlão nos deixou furar a fila para que os meninos autografassem nossos CDs. Começou pelo Bryan, então veio o Mark e, quando chegou a vez do Nicky, ele deu uma piscadinha pra mim e eu soltei:

– Can I kiss you again?

Hahahaha. Atenção para o fora épico:

– No.

Fiquei totalmente sem chão, mas segui em frente para pegar o autógrafo do Shane.

CD Westlife

Capa do CD autografada. Na foto: Bryan, Mark, Nicky, Shane e Kian

Ok, foi só um beijo — e é óbvio que o cara não ia me beijar de novo na frente das fãs! — mas foi o beijo mais inesquecível da minha vida. E que eu sonhei com ele por anos, ah, sonhei!

Beijos,

Lu

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I love you!

22/10/2009

Luciana SabbagEstava na balada com uma amiga e, após shots e shots de tequila, resolvi ir ao banheiro. Levantei-me da mesa, meio cambaleando, e fui. De repente, alguém segura meu braço e diz:

– Ôe… pour favour… Voucê é daqui?

– Oi? Daqui? Dessa balada?

– É… Náo sei… – com cara de quem não entendeu nada.

– De São Paulo? Sou. Você é gringo. De onde?

– California.

Não demorou meio segundo para eu abrir um sorriso e começar a papear com o bofe. Ele só sabia falar o básico do básico em português — por favor, obrigado, quanto custa?, como você chama? e, claro, bunda! — então prosseguimos em inglês. Eu até me esqueci que queria ir ao banheiro.

Em meia hora já estávamos nos pegando. Ele era uma graça! Típico gringo, loiro de olhos claros, cara de bobo

Fomos quase os últimos a sair da balada. Ele pegou um taxi para o hotel onde estava hospedado e eu voltei pra casa com minha amiga, gritando músicas de Ana Carolina, feliz da vida. “E eu suuuubo bem aaaalto pra gritaaar que é amoooooor”

No dia seguinte, de manhã, ele ligou, perguntando onde havia um bom lugar para almoçar naquela região. Aproveitou e me pediu para fazer-lhe companhia. Fomos comer uma feijoada, porque eu tinha que lhe apresentar a típica comida brasileira. Passamos o dia juntos. E o tempo voou. Passeamos de mãos dadas, trocamos carinho… Então ele me pediu que o acompanhasse até o hotel.

Puuuuta hotel! Fomos na academia, no restaurante, pá pá pá… Aí, lógico, não é porque tem cara de bobo que é bobo, né, minha gente? Me levou pro quarto. Eu fui, porque também não sou boba. Vista linda, ele lindo, tudo lindo…

Nos dias que se seguiram, ficamos gru-da-dos. Fomos ao shopping, fizemos compras, tomamos açaí na tigela, comemos pão de queijo, passeamos no parque, andamos na Av. Paulista…

Tudo em uma semana. E eu já estava apaixonada.

O tão temido sábado, chegou e ele tinha que partir.

Fui levá-lo ao aeroporto. Trocamos juras de amor e fizemos planos o caminho inteiro. Combinamos que eu faria intercâmbio e moraria em Los Angeles e que ele voltaria ao Brasil dentro de três meses.

Assim que ele pegou as malas e ameaçou ir em direção à sala de embarque, desatei-me a chorar. Mas chorei de soluçar… Não conseguia nem falar. Ele chorou, me abraçou, me beijou e disse para eu ficar tranquila que logo estaria de volta.

Lá da sala de embarque, através do vidro, ele me jogou um beijo e disse:

– I love you!

Quando cheguei em casa, enviei-lhe um email. Esperei dias por uma resposta que nunca chegou. E nunca mais ouvi falar do gringo.

Beijos,

Lu

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Reencontro

27/08/2009

Camilla Conde

Dia desses recebi um email de uma pessoa que não vejo há anos. Para ser mais exata, não o vejo há mais de seis anos. Minha história com o Bruno* é um pouco diferente das que eu já escrevi aqui.

Nos conhecemos por meio de uma amiga em comum e nos tornamos “inimiguinhos”. Eu não fui com a cara dele e nem ele com a minha. Ele foi um ogro e eu idem, mas mesmo assim continuamos saindo juntos, a turma era boa demais e eu queria mais era que ele morresse.

Um belo dia, ou melhor, noite, em uma balada regada a álcool e drogas, rolou. Foi engraçado e, sinceramente, muito bom ver aquela pessoa que me tratou tão mal no dia em que nos conhecemos vir atrás, tentar ficar comigo e confessar que me tratava daquela forma idiota por que estava a fim. Apesar de eu pensar “palhaço”, meu ego agradeceu e eu gostei de ficar com ele.

Enfim, o que importa aqui não é isso. O que importa é que ficamos juntos um tempo, foi tudo muito legal, mas dessa vez eu sabia que tinha hora certa de acabar.

Desde o início, eu sabia que ele ia embora do Brasil. E pior: que ele tinha uma pessoa esperando por ele em seu destino. E ele foi. Passou. Passou seis anos e agora ele está de volta. Vamos nos ver. Falar de tudo que aconteceu, está acontecendo, vai acontecer.

Será muito bom reencontrá-lo. Expectativas? Err. Se eu falar que não, estarei mentindo. Vou rever alguém querido e isso sempre gera expectativas. Ou não? Seriam coisa da minha cabeça? Desculpinhas?

Bom, não sei. Vamos só ver se isso vira um outro post.

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Documento

21/08/2009

Luciana SabbagConheci o Rodrigo* no meio da rua. Estávamos eu e minha amiga Paula, passeando pela Alameda Santos, quando dois meninos lindos de morrer passaram por nós, de patins.

Devíamos ter uns 16 anos, mas nenhum pingo de vergonha na cara. Assim que os gatões passaram, falamos bem alto:

– Nossa!!! Que gatos!!!

Os dois olharam e sorriram. Nós já estávamos planejando quem ia ficar com quem. Eu queria o moreno e ela, o loiro. Eles foram até a esquina, deram meia-volta e vieram em nossa direção.

Sorriram de novo e adentraram a praça à nossa frente. Era um sinal para que nós os acompanhássemos. Sentamos em um banco qualquer e eles, logo, sentaram-se no banco ao lado. A tarde já estava no fim quando, finalmente, eles decidiram puxar papo conosco.

A primeira pergunta que fiz ao Rodrigo, o moreno de olhos verdes, foi sobre sua idade. Dezenove anos naquele corpão de homem feito. Rodrigo era alto e sarado — tinha até seis “gominhos” no abdômen — e era o homem mais bonito com quem eu já havia estado.

Já era noite e eu precisava voltar para casa. Eu tinha saído escondido e tinha de tomar o ônibus o quanto antes. Os meninos nos acompanharam até o ponto e nada do transporte chegar. A Paula ficou com o Felipe e eu e o Rodrigo só ficávamos no papo.

Perguntei se ele namorava, ele disse que não. Depois de mais de duas horas de conversa, eu beijei o menino (sempre fui mulher de atitude!) e me apaixonei NA HORA!

Ficamos juntos por alguns meses. Comecei a descobrir uma mentira atrás da outra: ele não tinha 19 anos, mas 15; não tinha carro, como ele dizia; e o pior, ele namorava.

Brigamos muito, discutimos por horas, mas eu… Amava demais para deixar que o namoro acabasse. Durante um ano, terminamos e voltamos incontáveis vezes, até que ele colocou o ponto final em nossa história. Continuamos nos vendo, como amigos e parceiros de trabalho — eu era modelo fotográfica para os alunos do curso de fotografia da Escola Panamericana de Arte e, como eu achava que o Rodrigo era lindo demais para ser anônimo, arrumei o mesmo bico para ele.

Chegamos a fazer fotos nus, em cenas picantes e beijos sensuais, mas tudo ficava ali dentro dos estúdios.

Dois anos se passaram desde que nos conhecemos, quando resolvi que queria perder a virgindade com ele — e, se não fosse com ele, não seria com mais ninguém.

Planejei tudo. Fomos para a balada com uns amigos e eu passei a noite inteira tentando beijá-lo. Ele recusava, dizia que tinha prometido nunca mais trair sua namorada e até me fez chorar no meio da danceteria. Enchi a cara, fiquei bêbada e me humilhei nas declarações.

Lá pelas 4h da manhã, saímos da balada. Sugeri que fôssemos todos a pé para a minha casa, que ficava perto dali, até dar a hora dos ônibus começarem a passar (todos menores de idade, ninguém tinha carro).

A Paula ainda ficava com o Felipe e deu um jeito de sumir com ele para outro lugar. Levei o Rodrigo para minha casa. Minha família estava viajando e eu sabia que não tinha como dar errado.

Ficamos ouvindo música no meu quarto e, finalmente, nos beijamos de novo. Eu estava tão eufórica — não poderia perder a oportunidade de transar com ele, pois não sabia quando eu teria outra chance igual àquela.

Deitamos em minha cama, tiramos nossas roupas e…

Quando olhei para o dito cujo, meus amigos, não consegui. Definitivamente.

Eu era virgem, mas já “conhecia bem” o “segundo cérebro” masculino. Eu nunca vi algo tão grande, tão grosso e tão… tão assustador! Aquilo jamais passaria pela minha virgenzinha. Jamais!

Então eu não quis mais. Não quis nem tentar. Fiquei triste por não ter dado pro cara que mais tinha gostado na vida, só que não falei pra ele. Disse que não tinha certeza se havia chegado a hora mesmo.

Ele foi embora e eu liguei para a Paula.

– Amiga… Sabe aquelas embalagens de bom ar? Era tipo isso… Gleid, sabe?

Sempre que eu e a Paula nos lembramos da minha paixão avassaladora pelo Gleid (como apelidamos o Rodrigo), caímos na mesma filosofia: homem é tão bobo em “se achar” só porque tem o pau grande! Mal sabem eles que a maioria gosta mesmo é dos “proporcionais”. Eu deixei de transar com o Gleid justamente por causa de seu maior orgulho. E ele ainda enchia a boca pra dizer que o dele era “o maior”. Perdeu, gatinho!

Lu

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A maldição da micareta

25/07/2009

Camila FerreiraÀs vezes gostaria de ser menos simpática do que sou. Faço amigos com uma facilidade absurda e, em um desses meus ataques de “genteboísse”, conheci um cara.

Ele usava uma bandana na cabeça  — sim, estávamos em uma micareta! — e eu, com a boa memória que tenho, lembrei dos ensinamentos da aula de primeiros socorros do curso de comissária de bordo que fiz: “Use uma faixa de tecido para imobilizar a área machucada”! E vi na cabeça daquele rapaz, a salvação para imobilizar meu pezinho até chegar em casa. Eu já estava com a frase pronta, na ponta da língua, era só o mocito dar mais dois passos pra frente pra eu mandar a minha pérola da noite!

Levando em consideração a minha timidez com os homens, eu posso dizer que me saí muito bem. Chovia muito naquele dia e eu estava com o pé “quase” quebrado (é, antes de chegar na micareta luxei meu pé. Resumindo: não entrei!), com o cabelo molhado e a maquiagem destruída! Ou seja: completamente um desastre.

– Oiiiiii… Será que você pode me fazer um favor?

– Claro! — disse o micareteiro.

– Acho que quebrei meu pé! Nem entrei na micareta… Me empresta sua bandana pra eu imobilizar meu pé?

(Já se aproximando de mim mais do que o permitido…)

– Hahahaha… A bandana não, mas se você quiser outra coisa, podemos conversar mais de perto — ele respondeu.

BINGO! Dez no quesito Simpatia e Solidariedade! EU não falaria comigo aquele dia se eu fosse ele!

Bom, ficamos., né? Pensei: “O homem da minha vida! Era tudo que eu queria! Obrigada, Senhor!” (Hahaha).

No dia seguinte nos encontramos no Orkut, depois no MSN, depois no telefone.

Eu o conheci no sábado e, na segunda-feira eu estava completamente apaixonada.

Estava cansada dos babaquinhas da minha idade e resolvi me jogar… Trocávamos mensagens pelo celular o dia inteiro. Até que, em uma delas, ele pediu pra me ligar mais tarde. Lóoooorrico que deixei! Ficamos mais de uma hora conversando… Assuntos diversos, conhecimentos gerais (hahaha). E isso se repetiu pelo resto da semana. Foi quando, na sexta-feira, recebi uma ligação dele dizendo que estava na estrada. E que vinha me ver! BINGO de novo!

– O quê? Você está na Bandeirantes? Vindo pra cá?

Coleeeegasssss! Tomei o banho mais rápido da minha vida. Troquei de roupa 13.984 vezes. Fiz uma maquiagenzinha e meu celular tocando. Em certo momento, pensei em atender e falar: “Oi, queridão, não vou poder mais sair. Chegou visita em casa!” Ou simplesmente não atender o telefone e fingir que dormi. Afinal, eu estava sendo bem louca: um total desconhecido na porta da minha casa me levando pra jantar. AHAM!

Mas decidi enfrentar. Ele chegou e fomos a um barzinho bacanérrimo aqui na minha cidade.

Fui pedida em namoro naquela sexta-feira , aproximadamente à meia-noite. No sábado, às 20 e pouco, terminamos: “Acho melhor irmos com calma. Quero continuar com você, mas acho cedo namorarmos”.

Sofri… Chorei… E, no final de semana seguinte, nos encontramos. E ficamos novamente.

Isso se estendeu por, pelo menos, mais 5 meses: telefonemas, encontros, conversas diárias na na internet. Até que, um dia, viajamos juntos, cada um com seus amigos, mas no mesmo hotel. “É agora!!! Vai rolar”, pensei.

Que nada! Esse foi só o primeiro dia de muita tentativa… Estávamos no maior dos amassos e… nada. Dormimos juntos, abraçadinhos e ,no meio da noite, sabe o que aconteceu? NADA! E pela manhã? Nada. Ele até tentava, mas não rolava!

Não conseguia entender, afinal, ele não comentou nada sobre estar nervoso e papapa. E nem aquela história de sempre: “Nossa, meu… isso nunca me aconteceu antes!”. Ele agiu como se nada houvesse acontecido. Apenas percebi que ele ficou meio quietão depois. Continuava me tratando bem, porém, estava esquisito.

Mas as conversas continuaram, ligações, viagens e nada. Não que isso fosse a chave de tudo, mas no grau de intimidade em que estávamos, era fato isso acontecer. E eu não entendia…

Depois, começaram os desentendimentos. Brigávamos por qualquer coisinha. Eu falava que não queria nunca mais vê-lo. Ficávamos um dia brigados, sem nos falar e no outro, ele vinha… eu acabava cedendo. À essa altura do campeonato eu já até chorava durante as brigas, jogava na cara as coisas que ele fazia, as briguinhas… cobrando e cagando. Estava tórridamenteeeee apaixonada.

Fui me enchendo aos poucos. Essa coisa toda de ele não saber o que queria e ficar me zoainhando, estava me deixando louca já. E olha que paciência eu tenho de sobra!

Fui perdendo o interesse. Já não fazia questão de falar com ele, nada… Foi nesse meio tempo que conheci uma pessoa e fiquei com ela por 3 meses. Ele ficou sabendo. Me ligava todos os dias e falava “você está namorando, vai se esquecer de mim…”

O fato foi que não nos encontrávamos mais: todas as minhas tentativas eram em vão. Durante o dia, eu escutava que ele gostava de mim, mas do jeito dele, que eu era a mulher que ele queria pra ele, mas que eu implicava com coisas que não tinham nada a ver. À noite, eram discussões homéricas e ele sempre atribuía a culpa de tudo estar dando errado a mim! Peraí! Alguma coisa estava errada. Era pra EU estar brava, puta, xingando, mandando-pra-casa-do-ca*alho, mas não.

Cheguei a encontrá-lo, por acaso, na balada e ele me empurrou quando tentei beija-lo. Eu sabia que ele estava sozinho, que ele NUNCA ficava com ninguém.

Depois de quase um ano nesse lenga-(mo)lenga (SIM, LEITORES, essa palhaçada completaria um ano dia 11 de agosto!) neste último domingo, rolou uma DR forte no MSN. Ele falou coisas horríveis pra mim: que não ficava mais comigo porque ele não queria; que ele tinha perdido o encanto em mim; que eu era isso, que eu era aquilo… Entre outras coisas. Resumindo, me fez sentir um lixo! Foi agressivo como nunca tinha sido antes, parecia outra pessoa. Chorei, né? Me senti uma otária: tentei tanto, quis tanto e morri na praia…

Eu o excluí do MSN. Não nos falamos mais. Não quero mais saber. Homem babaca, mal resolvido. E que ainda queria me culpar pelos problemas dele?

Hoje penso mais em mim do que qualquer outra coisa. Não aceito esmola. Pelamor, né?

Beijocasssss!!!

Mila

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Paixão de férias

15/07/2009

LeitoraTodo mês de junho, acontece uma festa aqui na minha cidade, que dura alguns dias. Este ano, uma amiga comentou que o amigo de seu irmão viria passar as férias na cidade. Não dei muita bola para o que ela disse, até conhecer o garoto pessoalmente.

No primeiro dia de festa, fomos apresentados pela minha amiga. Logo de cara, eu comentei o quanto ele se parecia com o ator de um filme que eu tinha visto. Ele riu e esta foi a brecha para começarmos a conversar.

O show daquela noite estava para começar. O João, como ele se chama, saiu de perto para comprar uma bebida e eu aproveitei para comentar com a minha amiga que eu o achei uma belezinha.

Assim que ele voltou, ela já lançou pra ele que eu estava a fim.

Ficamos.

Combinamos de passarmos os outros dois dias de festa juntos e foi tudo muito bom.

Na semana passada, em uma de nossas trocas de mensagens, ele me disse:

– É, meu anjo… Por que que eu fui te conhece só agora?

Morri de tristeza, né?

Justo agora, que as férias dele estão acabando e ele precisa voltar. E o pior: ele só virá para a minha cidade no ano que vem — e sabe-se lá o que eu vou estar fazendo da minha vida!

Na sexta-feira passada, saímos pela última vez.  Eu conheço o João há apenas três semanas e já me dói saber que ele foi embora. Ele é tão simpático, tem uma conversa tão boa, é tão carinhoso… Eu já estava me acostumando a estar com alguém legal assim…

Bosta de apego!

Ele disse que “adorou me conhecer”, mas e agora? Eu só penso nele!

No final das contas, estou esperando que esse sentimento passe, porque não consigo ver graça em ficar com outros.

Repito: bosta de apego!

Palavra da leitora

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Eu aprontei. Até no convento!

29/06/2009

Priscila SeveroSim, apesar de não ter muita vocação, eu queria ser freira.

Enquanto todas as meninas da minha idade queriam sair, beijar na boca, eu, em contrapartida, queria ficar reclusa e me doar ao Senhor.

Na época, eu tinha só 16 anos e não entendia muita coisa da vida (até hoje eu não entendo), e resolvi morar em um convento na cidade de Canoas/RS. Lá eu estudava, aprendia a bordar e ajudava as irmãs no serviço de casa. Convivíamos normalmente com os demais alunos da escola, mas não podíamos falar nem ter muito contato. Somente o essencial.

Meu único contato com o mundo externo acontecia aos sábados, quando conseguia sair do convento para ir à catequese de crisma. Mas vocês pensam que eu saía sozinha? Que nada!  Tinha sempre uma das colegas comigo. E o melhor eram as roupinhas lindas que tínhamos que usar.

Durante a aula, podíamos conviver com meninos. Aleluia! E eu não perdia a oportunidade de dar umas olhadelas. Mas, como todos sabiam que  com “as freirinhas” não podiam mexer, eles passavam reto e nem bola nos davam.

Meu aniversário de 17 anos estava se aproximando e a catequista resolveu fazer uma festinha para comemorar. Seria à noite, em um condomínio próximo ao convento.

Rezei, literalmente, muitas Ave-Marias para a irmã me deixar ir. A condição era: hora para ir e vir e acompanhada da mesma moça que ia comigo à aula. Tá, eu aceitei, porque era melhor ir com ela do que ficar em casa, dormindo com um monte de mulheres em um quarto gigantesco.

Até que enfim, pude colocar uma roupa normal para ir à tal festa e, como a irmã tinha saído de perto, até alguma maquiagem eu havia colocado no rosto. Nada demais, mas já dava um up no visual.

A festa começou às 21h. Eu tinha de estar dentro do convento às 23h.

Todos ficaram surpresos por ver-nos com roupas comuns. E eu, que sempre fui meio animadinha, agi como uma garota comum, não como uma noviça. Dancei, me diverti.

O colega mais gatinho também estava lá. E me tirou para dançar. Ui! Bem na hora começou a tocar uma música lenta maravilhosa (que eu nem lembro qual era) e nós dançamos. Uma, duas, três músicas.

Chegou a hora do parabéns e dos presentes, e recebi, dentre eles, um cartão do pessoal, onde o recado que mais me chamou atenção foi o do gatinho que eu tava dançando: “Vejo a pureza de uma flor em você. Parabéns pelo seu dia!” Que lindo! Ao menos algum dia, alguém viu pureza em mim! Abapha!

Daí em diante, eu comecei a dar umas olhadinhas para o guri e eis que minha amiga (que havia ido comigo) solta a bomba: “Vai ficar com ele sua boba. Ele já veio me dizer pra pedir pra você ir lá na garagem. Vá, eu não vou contar pra irmã!”. Fiquei meio sem jeito mas, safadinha que sou, saí correndo pra ir falar com o menino.

Cheguei na frente dele e ele nem me deu tempo: me apertou com força contra parede (adoro!) e me beijou! Meu Deus do céu! Eu, que estava há mais de um ano sem dar um beijinho, não me aguentava de tesão. Mas segurei a onda.

E a coisa foi esquentando cada vez mais. Foi a primeira vez que um homem tocou meus seios (que vergonha de contar isso aqui!). Ele colocou a mão por dentro da minha blusa e levantou meu sutiã. Acho que foi também a primeira vez (da série de muitas) que eu realmente senti vontade de transar. Deixei-o ficar com a mão lá, e dei uns apertões nele. Mas não passou disso.

A irmã nunca soube de nada, eu troquei de horário na aula, e em agosto deste mesmo ano, eu deixei o convento. Não por vontade própria, mas por vontade de meu pai, que achava melhor eu desistir da carreira religiosa.

Sei que ele não tá lendo o post mas, obrigada, pai! Aquela vida, definitivamente, não era pra mim.

Eu era safadinha. E depois que o moço em questão me “jogou na parede e chamou de lagartixa”, eu despertei pra vida. E que vida! hehehe!

Um beijo!

Pri

Próximo!

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O cantor e a tiete

18/06/2009

Luciana SabbagJá saí com vários caras do meio artístico. Uns mais famosões, outros com um pé na fama e outros subcelebridades. (Guarde sua curiosidade. Não vou dar nome aos bois porque não sou do tipo Felina!).

Explico: sou atriz e jornalista. Por isso, durante muito tempo convivi, no teatro, em testes e em gravações, com atores de todos os “níveis de fama”. Também entrevistei muitos artistas, já que eu sempre quis seguir carreira no jornalismo cultural. Acabou rolando, né? Fazer o quê? Hahaha.

Mas houve um tempo em que eu era bi-to-la-da em uma banda de pop/rock que fazia — e ainda faz — muito sucesso no Brasil. Fã de carteirinha, eu comprava ingressos para TODOS os shows dos caras. Mas todos mesmo! E grudava na boca do palco (tomando cuspida do vocalista).

Nesses muitos anos de tietagem, aprendi que só se chama a atenção sendo diferente. Como? Não gritando, não cantando, não pulando, não pedindo autógrafo, fingindo não dar a mínima… E foi assim que me aproximei dos integrantes daquela banda (que vou chamar agora de Banda XYZ). Passamos a nos encontrar nas baladas da vida, eles me chamavam para entrar no camarim, acenavam para mim do palco e assim por diante.

Acontece que nada disso me bastava: eu “precisava” pegar o vocalista — a qualquer custo!

Certo dia, uma amigona minha, que era apaixonada pelo guitarrista (tínhamos vários planos de ataque!), me contou que o irmão do vocalista da XYZ (um cara que cantava em bares por aí), faria um show no meu pub preferido. Não hesitamos!

– Meu! Imagina se eu fico amiga desse cara! Pego o vocal fácil! – interesseira assumida, eu berrei.

Então, naquela sexta-feira de inverno, lá estávamos eu e Gabi sentadas à primeira mesa, em frente ao “palquinho”. O bofe não tirou os olhos de mim um só minuto. E aquele jeito dele… tão parecido com o do irmão… tão fofo… Fui me derrentendo feito manteiga…

Foi só dar o intervalo (show em bar sempre tem intervalo, néam?!), que ele veio correndo se sentar ao meu lado.

– Posso? – apontando a cadeira.

– Claro! – Eu disse.

– Como você se chama?

E o papo começou… Conversa vai, conversa vem, ele voltou a cantar e, dessa vez, cantou olhando nos meus olhos. Quem é que resiste? Me explica!!!

Assim que o show acabou, ele me chamou de canto:

– Vamos sair pra jantar?

– Agora?

– É, vamos! Tá cedo ainda…

– Ok… Vamos… – Eu respondi, pulando de alegria por dentro.

E lá fomos nós a uma lanchonete (dessas bacanudas) ali perto. Nós e todo o fã clube do cara! Achei que íamos sozinhos, mas havia mais de 15 pessoas naquela mesa e aquela barulheira toda de mulherzinha “fãzoca” estava me irritando.

– Você não estava no show da XYZ no Credicard Hall? — uma pivete me perguntou.

“Oi?!?! Cala a boca, menina! Esse cara não pode saber que curto o irmão dele nem a pau!”, pensei.

– Não… você deve estar me confundindo… Nunca fui a um show da XYZ. — respondi.

O gato gostou de ter ouvido aquilo. “Então ela não é mais uma fã do meu irmão que quer ficar minha amiga por interesse?“, ele deve ter pensado. A essas alturas eu já achava que o cara era o próprio irmão (Oi! Eles são idênticos) e estava caidinha por ele.

Quando todo mundo foi embora, nós fomos para o carro e nos beijamos. Caraaaaca! Eu mal conseguia conter minha felicidade! Tudo bem, ele não era exatamente o vocalista da XYZ, mas era IGUAL!

No dia seguinte, ele me ligou. Começamos a sair direto… Até que ele me pediu em namoro. Então, ele me apresentou aos amigos e… à família! Eu já não dava a mínima (mesmo!) para a XYZ. Eu estava namorando o (segundo) cara mais fofo do mundo! E queria mais é que aquela história desse certo!

Em uma noite qualquer, tomamos um vinho no apartamento dele, com as luzes apagadas e um show do U2 no DVD. Dançamos coladinhos ao som de “With or Without You”, enquanto ele cantarolava em meus ouvidos. Naquela hora eu me dei conta de que ele tinha TUDO o que eu procurava em um homem.

No dia seguinte, fomos a um antigo bar chamado “Véu de Noiva” (sugestivo, ãhn?). Bebericamos um pouco e, de repente, o bofe se ajoelhou, olhou nos meus olhos e disse:

– Você é a mulher da minha vida. Casa comigo?

“Mas é CA-LA-RO!”, eu pensei. Dei um sorrisinho sem graça e fiz que sim com a cabeça. Hello-ou! Eu estava noiva?

Dois ou três dias depois, fomos jantar no Shopping Iguatemi. Ele sempre pagava a conta, não me deixava tirar um centavo do meu bolso, mas naquela noite eu quis dividir. Sabe aquela ceninha básica onde a menina tira a carteira da bolsa e o cara começa a empurrar a mão dela pra guardar a carteira de volta? Pois é… minha carteira caiu no chão. Aberta. E vários papéis caíram de dentro dela…

#prontocaguei GIGANTE!

Junto com os papéis, eu guardava uma foto do vocalista da Banda XYZ… Meu bofe-namorado-noivo se abaixou para recolher as coisas do chão e, obviamente, pegou a foto na mão.

Ele fechou a cara na hora! Ficou seco, frio…

Eu não sabia o que dizer. Nem tinha o que dizer… “Ah! A Gabi me deu essa foto… pega pra você!”, eu lancei, com um sorrisinho amarelo. Ele pegou a foto pra ele, mas minha desculpa não colou, não (óbvio!).

O final dessa história você já sabe. Mentira tem perna curta, baby! Pelo menos ele pagou a conta de novo.

E eu aprendi: minha carteira, agora, anda sempre limpinha!

Ah, e eu nunca mais fui a um show da XYZ!

Beijos,

Lu

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Papel assinado não é sinônimo de felicidade

17/06/2009

Priscila SeveroTudo começou  na Usina do Gasômetro, aqui em Porto Alegre. Era 21 de abril de 2003 e eu não tinha nada para fazer. Aproveitei para acompanhar minha amiga em um passeio.

Lá, conhecemos um rapaz bonito e dono de um par de olhos verdes-escuros, dos mais lindos que já vi até hoje. Jamais pensei que ele olharia pra mim. Mas ele me olhou e acabamos ficando.

Depois disso, começamos a namorar. Passados 6 meses,  acabamos noivando.

Nosso noivado foi antecipado. Ele estava fazendo uma surpresa pra mim mas, como havíamos brigado, eu estava indo embora e acabando tudo. Eis que, então, ele mostrou as alianças e me pediu em casamento! Foi bonito até, embora eu quisesse uma festa de noivado, daquelas bem grandes…

Depois de 3 anos, resolvemos nos casar. Optamos por uma cerimônia no civil.

O dia 12 de Janeiro de 2007 , era para ser O dia.

Mas, alguma coisa me dizia para não me casar. No dia da cerimônia, eu cheguei a cancelar tudo, por telefone, desisitindo do casamento. Mas minha mãe me dissuadiu da idéia e eu fui.

Chegando na frente do juiz de paz, eis a pergunta crucial: Sra. Priscila, a senhora aceita como seu legítimo esposo o “Sr. X”?

OMG! Que vontade de dizer: “agora não, deixa eu pensar?”

Mas, sob atentos olhares, eu disse” sim”.

A vida de casada não foi nenhum mar de rosas. Ciúmes, inseguranças e proibições não fazem uma pessoa feliz.

O que que quero dizer com este post é que o que minha mãe exigia tanto, que era “o papel assinado”, não leva ninguém a ser feliz de verdade.

Quantos casais são felizes sem o bendito papel?

Muitos.

Hoje, meu estado civil é “não sei”, pois um papel assinado não garantiu minha felicidade.

Não sou contra o casamento, aliás, o que eu sempre quis foi encontrar alguém legal para se casar comigo e formarmos uma família. E também sei que ainda dá tempo.

Tempo para ser feliz de verdade, tempo para ter filhos, para poder vislumbrar um futuro ao lado de alguém.

Eu acredito no casamento, não como um papel, mas como uma vida construída com uma pessoa que não limita a outra, que permita com que a outra viva e se relacione com os demais.

E o pior é que o #prontocaguei dessa vez não foi meu.

É claro que eu poderia ter dito não, ou esperado um pouco mais.

Mas não me arrependo. Foi bom porque aprendi muita coisa.

Só que dói. E muito.

Eu ainda acho que é possível viver com uma única pessoa. E você?

Um beijo

Próximo!

Pri

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