Arquivos para a Categoria ‘Falei demais’

h1

A propaganda é a alma do negócio

01/07/2009

Luciana SabbagNamorei o Carlos* (nome fictício) durante uns 5 meses. Frequentávamos os mesmos lugares sempre e, obviamente, tínhamos vários amigos em comum. Ele era digno de mil mulheres aos seus pés, já que era bonito, dançava bem, era simpaticíssimo, divertido e tinha um carisma único. Só que ele havia escolhido a mim para namorar, ok? Cof-cof.

Mas eu não me importava: confiava 100% no Carlos e vice-versa. Então, em diversas saídas, nos separávamos: ele me deixava em um bar para eu me encontrar com as amigas e ele ia para outro com os amigos. No fim da noite, ele me buscava e passávamos o resto da madrugada juntos.

Álcool, mulheres em uma mesa de bar… Sempre fui muito bocuda e acabava contando algumas intimidades às meninas. Elas perguntavam, eu respondia. Ah, vamos combinar que toda mulher faz isso, vai… Elas eram loucas pra saber como ele era na cama e eu contava. Quanto mais álcool, mais confissão: tamanho, desenvoltura, essas coisas… Acabava falando TUDO.

Uma das meninas, a Karina* (nome fictício), era a mais empolgada. Ela contava dos casos dela pra me incentivar a falar do meu. Arregalava os olhões quando eu começava a falar, abria um sorrisão e mandava “fala mais!”. Na minha inocência, ela só era uma espécia de voyer e queria imaginar sua amiga (eu) e seu respectivo (o Carlos) em momentos, digamos, mais íntimos.

Como eu confiava no Carlos, de vez em quando ele saía sozinho também. Deixei de curtir balada lá pelos meus 19 anos, mas ele ainda gostava. Nossos amigos iam junto, então, eu não via problema. No dia seguinte, sempre vinha uma das meninas me contar se alguém aprontou — e o Carlos era mesmo um anjo!

Um vez, uma delas veio me dizer que tinha um cara dando em cima da Karina e ela, que não queria ficar com o cara de jeito algum, pediu para o Carlos fingir ser seu namorado e ficar de mãos dadas a ela. Péra! Aí ela exagerou, não? Óbvio que fui tirar satisfações com ele no mesmo dia. Dei-lhe um belo de um esporro e ele implorou por desculpas. Coitado. A culpa nem era dele mesmo. Hahaha.

Nosso namoro acabou porque a família dele não me aceitava por causa da religião e tal (e, pra variar, isso é história para outro post). Terminamos, nos amando muito — e até hoje rola um sentimento bem lá no fundo — mas soubemos separar as coisas e conseguimos nos tornar amigos.

Namoro termina, a fila anda, certo? Fui seguir a minha vida.

E não é que a Dona Karina aproveitou a deixa pra agarrar o bofe com unhas e dentes? Foi na semana seguinte ao nosso término. Ela, que tem uma bela casa em Riviera, chamou o gato para “esfriar a cabeça” em uma viagenzinha. Ele foi, achando que todos os nossos amigos tinham sido convidados. Engano! A garota estava sozinha, esperando por ele.

Eu soube de tudo porque ela contou pra outra, que me contou (hahahaha… fofoca é assim, né?) e depois o próprio Carlos acabou me confessando. Ainda tive que escutar da outra menina “A Karina disse que ele nem é tudo isso que você falou”.

Tá. A garota é uma mau-caráter do olho junto, mas eu bem que #prontocaguei fazendo a propaganda, néam? Falei tão bem do bofe que ela quis tirar a prova. Nunca mais contei minhas intimidades pra mulher alguma! (Mentira! Já fiz o contrário: falei que o cara era ruim de cama, só pra ela não querer provar, mas abafa!).

Lição aprendida. Com mulher não se brinca, viu?

E nunca mais me esqueci do velho ditado “A propaganda…”.

Beijos,

Lu

h1

O ato de reclamar

13/06/2009

Camilla CondeVixi, eu reclamo, viu? E como!!!
Mas, ah, tô nem aí! Todo mundo reclama.

Ok, tenho medo de parecer uma chatonilda de marca maior. Memos porque, sou uma chatonilda de marca menor! Hahaha

E mais: tenho certeza que esse lance de reclamar, de autodepreciação, também é um fator “pés pelas mãos”.

Como eu tenho tanta certeza assim?
Ah, gente, pelamor! Tenho certeza porque já fiz esse tipo de merda.

O moço era uma graça. Tudo com ele era uma delícia. Mas apareceu em hora errada (não pensem que isso é uma historinha tosca ou uma desculpinha típica masculina).

Eu estava numa daquelas fases URUBU. Tudo preto, tudo dando errado, falta de grana, falta de perspectiva, enfim, uma grande merda. E, do nada, apareceu o mocinho. Carinhoso, engraçado, atencioso, cheiroso, inteligente. Uma delicinha só!
E eu? Reclamava, reclamava, reclamava. Uma mala sem alça MASTER! Nem eu me aguentava.

Vocês podem até pensar: “Pô, mas se ele era tão ‘tudibom’ assim, ele entenderia”.
Não, minha gente, não é bem por aí!

Ninguém merece nem precisa aguentar, logo no início — quando tudo deveria ser beijo na boca, sexo insano e safado, risadas, bebedeiras a dois e tal — uma (um) pentelha (o) mal humorada (o) e reclamona (ão).
Bem, rolava tudo isso (beijo na boca, sexo insano e safado, risadas, bebedeiras a dois), mas as lamúrias venceram.

E ele se afastou. Eu me afastei. Não insisti, por mais que eu gostasse dele e achasse que poderia dar certo.

Sou reclamona, tenho meus momentos fail, mas não sou sem noção. Tento não ser, pelo menos.

Hoje me policio e tento não reclamar, me autodepreciar, mas… Esse só foi o primeiro da série. :)

Por isso, mulherada, nada de autodepreciação, ok?

h1

Estamos namorando?

11/06/2009

lucianaSe tem uma coisa que me irrita é “estar ficando”…

Estou ficando com um cara há mais de dois meses. Nos vemos todos os finais de semana, nos encontramos durante a semana uma vez ou outra e todos os nossos programas são “de namoradinho” (vamos ao cinema, jantamos juntos, assistimos a filmes acompanhados de pipoca e até passeamos de mãos dadas pelo shopping nas tardes de domingo). O que significa tudo isso senão um namoro?

Além do mais, somos fiéis um ao outro e já conhecemos os amigos e até a família um do outro. Repito: o que signifca tudo isso senão um namoro?

Sinceramente, não entendi até hoje a diferença entre “estar ficando” e namorar. Só que para os homens, há muuuuita diferença. E a anta aqui ainda não aprendeu isso.

Então, lá estávamos nós, saboreando uma pizza, regada a um belo vinho tinto, sentados um ao lado do outro, um com a mão na perna do outro, beijinhos entre uma garfada e outra, entre um gole e outro… Tudo tão romântico, tão lindo… De dar inveja aos casais das outras mesas…

Sabe quando o silêncio toma conta do ar e apenas os olhos falam? Pois é nessa hora que sinto uma imensa vontade de tagarelar alguma besteira. E eu SEMPRE escolho a pior:

– Posso fazer uma pergunta?

– Claro! — ele diz.

– A gente tá namorando?

[pausa]

[pausa um pouco maior]

[ele tira a mão da minha coxa]

[ele vira-se para o outro lado, encosta-se na cadeira e apoia o garfo no prato]

[ele respira fundo]

– Então… vamos deixar as coisas rolarem… –Ele responde.

#prontocaguei.

Ok. A partir daí as coisas NÃO vão mais rolar… Eu estraguei tudo! Homem odeia, tem pavor, passa mal, detesta a palavra “namoro“. Luciana, aprenda! Feche a matraca! Não pergunte! Se o cara quiser namorar, ELE vai dizer. Não diga antes dele, em hipótese alguma!

Depois dessa, a gente vai continuar “ficando” por mais umas duas semanas no máximo, mas eu vou sentir o evidente afastamento do rapaz…

Ele vai começar a desmarcar encontros em cima da hora, vai inventar dores de estômago e enxaquecas, vai trabalhar até tarde, vai se esquecer de me ligar, até dizer que estamos indo muito rápido e que ele não está preparado para se comprometer.

Eu já sei o desfecho dessa história porque já passei por ela umas quatro ou cinco vezes. Sim, eu erro pacaraio e persisto no meu erro. Podem me chamar de burra, sim, porque hoje eu tô legal! =D

Beijos,

Lu

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 45 outros seguidores