Namorei o Carlos* (nome fictício) durante uns 5 meses. Frequentávamos os mesmos lugares sempre e, obviamente, tínhamos vários amigos em comum. Ele era digno de mil mulheres aos seus pés, já que era bonito, dançava bem, era simpaticíssimo, divertido e tinha um carisma único. Só que ele havia escolhido a mim para namorar, ok? Cof-cof.
Mas eu não me importava: confiava 100% no Carlos e vice-versa. Então, em diversas saídas, nos separávamos: ele me deixava em um bar para eu me encontrar com as amigas e ele ia para outro com os amigos. No fim da noite, ele me buscava e passávamos o resto da madrugada juntos.
Álcool, mulheres em uma mesa de bar… Sempre fui muito bocuda e acabava contando algumas intimidades às meninas. Elas perguntavam, eu respondia. Ah, vamos combinar que toda mulher faz isso, vai… Elas eram loucas pra saber como ele era na cama e eu contava. Quanto mais álcool, mais confissão: tamanho, desenvoltura, essas coisas… Acabava falando TUDO.
Uma das meninas, a Karina* (nome fictício), era a mais empolgada. Ela contava dos casos dela pra me incentivar a falar do meu. Arregalava os olhões quando eu começava a falar, abria um sorrisão e mandava “fala mais!”. Na minha inocência, ela só era uma espécia de voyer e queria imaginar sua amiga (eu) e seu respectivo (o Carlos) em momentos, digamos, mais íntimos.
Como eu confiava no Carlos, de vez em quando ele saía sozinho também. Deixei de curtir balada lá pelos meus 19 anos, mas ele ainda gostava. Nossos amigos iam junto, então, eu não via problema. No dia seguinte, sempre vinha uma das meninas me contar se alguém aprontou — e o Carlos era mesmo um anjo!
Um vez, uma delas veio me dizer que tinha um cara dando em cima da Karina e ela, que não queria ficar com o cara de jeito algum, pediu para o Carlos fingir ser seu namorado e ficar de mãos dadas a ela. Péra! Aí ela exagerou, não? Óbvio que fui tirar satisfações com ele no mesmo dia. Dei-lhe um belo de um esporro e ele implorou por desculpas. Coitado. A culpa nem era dele mesmo. Hahaha.
Nosso namoro acabou porque a família dele não me aceitava por causa da religião e tal (e, pra variar, isso é história para outro post). Terminamos, nos amando muito — e até hoje rola um sentimento bem lá no fundo — mas soubemos separar as coisas e conseguimos nos tornar amigos.
Namoro termina, a fila anda, certo? Fui seguir a minha vida.
E não é que a Dona Karina aproveitou a deixa pra agarrar o bofe com unhas e dentes? Foi na semana seguinte ao nosso término. Ela, que tem uma bela casa em Riviera, chamou o gato para “esfriar a cabeça” em uma viagenzinha. Ele foi, achando que todos os nossos amigos tinham sido convidados. Engano! A garota estava sozinha, esperando por ele.
Eu soube de tudo porque ela contou pra outra, que me contou (hahahaha… fofoca é assim, né?) e depois o próprio Carlos acabou me confessando. Ainda tive que escutar da outra menina “A Karina disse que ele nem é tudo isso que você falou”.
Tá. A garota é uma mau-caráter do olho junto, mas eu bem que #prontocaguei fazendo a propaganda, néam? Falei tão bem do bofe que ela quis tirar a prova. Nunca mais contei minhas intimidades pra mulher alguma! (Mentira! Já fiz o contrário: falei que o cara era ruim de cama, só pra ela não querer provar, mas abafa!).
Lição aprendida. Com mulher não se brinca, viu?
E nunca mais me esqueci do velho ditado “A propaganda…”.
Beijos,










