Arquivos para a Categoria ‘Eu só queria me casar…’

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O bom moço

20/12/2009

Estou com quase 40 anos. Não costumo ficar acordado até tarde e estou aqui, às duas hora da manhã, escrevendo o que sinto, o que me perturba e o que me inconforma.

Fui casado por 10 anos e, depois de 5 anos separado, ainda me questiono se fui eu que errei. E a resposta é “não”! Talvez 30% da minha parte e 70% dela. Para quem conhece o livro “As Cinco Linguagens do Amor” (Gary Chapman), posso dizer que nós amamos de forma diferente. Porém existe uma coisa que ainda não posso aceitar: sempre as outras coisas vem em primeiro lugar — geralmente o trabalho. Acho que sempre fui compreensivo e tolerante, sempre cuidei da nossa filha mas, quando a pessoa não pode parar cinco minutos para dizer se vai voltar para jantar em casa, definitivamente o errado não sou eu!

Neste momento o que me motivou a escrever estas palavras, foi a recaída que tive com a ex-namorada (recente). Teria completado dois anos que nos conhecemos no final de novembro, mas acabou! E desta, a minha reclamação é muito maior. Fiz de tudo por ela!

Ela mora em Mato Grosso e eu em São Paulo. Já dá para imaginar os gastos que eu tive mensalmente para manter este relacionamento? Tudo saía do meu bolso quando ela vinha ou eu ia, fora telefonemas para um celular que tem problema para pegar! Mandei presentes materiais e sentimentais, verdadeiras obras românticas, além do apoio espiritual e psicológico a ela. Mas quando eu fiquei desempregado três vezes no ano, o que foi que eu recebi em troca? Apenas a insistência da pessoa em dizer que precisamos dar um tempo?! Pô! Se não for para ficar comigo, podia ter dito isso antes! Chegamos a completar um ano de namoro para perceber isso? Pura comodidade. Eu que estava fazendo tudo, né? Inclusive aluguei um apartamento de três dormitórios para cuidar da filha dela de 2 anos (que o pai não quis assumir).

Estatísticamente, se eu revelasse quantas pessoas com quem transei ou beijei, muitos leitores assustariam. Afinal, me divorciei aos 33 anos e ela (ex-esposa) foi a primeira em tudo. Conheci outras pessoas só depois desta idade. E olha que não sou feio, não é falta de opção. Posso perceber diretamente da minha pesquisa verbal com as minhas amigas e pelas moças que me paqueram nas ruas e nos shoppings. E são moças bonitas, diga-se de passagem. O problema é que no fundo, no fundo, ainda sou para casar, nunca quis aventura, e não sei em que vai dar se chegar em qualquer pessoa na rua. Preciso conhecer…

Eu tenho profissão na área de informática e, mesmo perdendo emprego, tenho arranjado outro sem aceitar outro salário menor — o que prova que ainda tenho certa estabilidade financeira. Tenho me esforçado muito para aprender a cozinhar e tenho feito bons pratos! Descobri que sou sensível e tenho um lado artístico em desenvolvimento. Fiz teatro, aulas de dança, canto no karaokê, faço poema e, quando gosto de alguém, eu realmente me dedico. Adoro programas como Ana Maria Braga, Saia Justa e Super Nanny, amo crianças e tenho paciência e psicologia para lidar com elas, além de passear muito ultimamente em shoppings — tudo o que, aparentemente, as mulheres procuram!

Mas não sei o que elas querem!

Já disseram que eu sou exigente, mas eu não acho, não. A mulher tem que ter uma beleza natural, não estar muito fora das medidas (mesmo porque eu não estou), uma certa feminilidade, além de dedicação, carinho e romantismo. É! Acho que tenho Síndrome de Charlotte (Sex and the City) mas, infelizmente, as mulheres ainda querem ser Samantha.

Palavra do leitor

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Síndrome de Charlotte

01/12/2009

No seriado Sex and the City, que conta as “aventuras” (Sessão da Tarde feelings) de quatro amigas solteiras em Nova Iorque, há duas personagens em particular que me chamam a atenção:

Samantha (Kim Cattrall) é aquela mulher poderosa, linda, rica, bem sucedida, que usa e abusa dos homens, não se apaixona e, consequentemente, não sofre por amor (é claro que ela acaba caindo nas garras da paixão em uma temporada ou outra, mas estou generalizando).

A outra é Charlotte (Kristin Davis), uma patricinha, muito educada e tradicionalista, que sonha com contos de fadas, acredita na fidelidade e tem o casamento como seu maior objetivo de vida. Charlotte é aquele tipo de mulher que abandona o trabalho no auge da carreira para se dedicar ao marido e aos filhos.

Esses dias eu estava conversando com uma amiga sobre os esteriótipos do seriado e concluímos que toda mulher sonha em ser Samantha. A maioria banca de mulher poderosa, independente, que não se importa com os homens mas, no fundo, poucas conseguem de fato agir como a personagem.

Eu tentei ser Samantha diversas vezes. Já chamei homem pra sair, convidei para sexo casual, dei umas esnobadas em uns, pisoteadas em outros… Mas a real é que chego em casa e minhas lamentações ainda são as mesmas.

Esse tweet foi retwitado por mais de 10 mulheres.

Conheci um cara com quem rolou uma química absurda. Investi e prometi a mim mesma que só seria sexo. E foi. Uma, duas, três vezes. No nosso quarto encontro eu percebi o quanto já estava apaixonada. Não adianta. Eu tento ser Samantha mas, no fundo, eu só quero me apaixonar loucamente, viver um amor sem limites, me casar, ter filhos… Definitivamente eu sou Charlotte.

Lu

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Lições

09/09/2009

LeitorSe há uma coisa que sempre se pode tirar de relacionamentos que deram errado, são lições. Vítima ou vilão — não importa em qual categoria você se encaixe melhor — você sempre pode aprender algo com um final conturbado de relacionamento.

Isto posto, posso dizer que, em 2008, aprendi as mais duras e valorosas lições sobre como escolher, cativar, se relacionar e cuidar da próxima pretendente a dona deste bobo que bate no lado esquerdo do meu peito.

Seguindo o que achei ter aprendido, não me afobei e, ao sabor do acaso, conheci uma garota simplesmente encantadora. Bom gosto cultural, linda, inteligente e, veja só, solteira. Mas, por incrível que pareça, o maior motivo que me levou a me aproximar dela com intenções maiores do que uma simples ficada, foi o fato dela também não estar procurando ninguém. Essa foi uma das lições que tive com meus relacionamentos anteriores: a carência pode enganar nossos sentimentos e, uma coisa que parecia forte, some igual baforada em vidro.

Uma vez escolhida, sabia que não poderia demorar muito para beijá-la. Ela queria fazer amigos e eu não estava interessado nesse cargo. Eu só queria pegar ela pela nuca e beijar sua boca. E, novamente, tudo ocorreu perfeitamente. Em um descompromissado pós-balada, estávamos nos beijando como se não houvesse amanhã.

Ter ela mais próxima, emocionalmente falando, parecia um desafio maior. Tínhamos a tal química física, mas eu ainda era só um peguete. Tive que ter paciência, ouvir alguns nãos e tantos outros sins. Mas, devagarinho, ouvi dela um “eu te amo” espontâneo. A pequena estava conquistada? Parecia que sim, afinal, eu e ela vivemos um mês de namoro que, para mim, excedia o perfeito. E essa felicidade, acima de tudo, era concreta. Eu tinha junto de mim alguém que preenchia critérios lógicos e emocionais. Não havia ciúme, brigas, insegurança ou uma história conturbada no início. Ela gostava de mim porque eu era legal, e não por escutar suas lamentações. Fazia sentido gostar dela e quando conversávamos, sentia sem medo de errar que ela vivia os mesmos sentimentos que eu, com a mesma intensidade.

Numa segunda-feira a tarde, eu disse a um amigo pelo MSN, “Cara, nunca fiz as coisas tão certas num tempo tão certo. Por isso tenho certeza que agora vai. E se não for, o que duvido que aconteça, só tento novamente depois dos 35”. Porque fui dizer isso?

Na mesma segunda-feira, eu e ela nos encontramos para ir ao cinema. Tudo ok, filme assistido, beijos demorados, olhares cúmplices, conversas existenciais, risadas espontâneas. Uma noite perfeita, interrompida por uma frase de seis palavras que, ao ouvir, meu coração já soube que ali tudo mudaria. Ela me disse “Viu? Preciso te falar uma coisa…” .

Resumindo, mas resumindo muito, levei um pé na bunda. No dia, o pretexto foi uma inesperada viagem à Espanha que aconteceria dali a seis meses. O passar das semanas provou que era só uma desculpa, uma vez que em todas as discussões que se seguiram, a tal viagem nunca mais foi citada. O motivo oficial desde então, esse sim muito mais crível, foi que de um dia para o outro, o amor acabou. Igual a uma chavezinha de liga e desliga, onde você escolhe gostar ou não daquela pessoa. Ela racionalizou, decidiu que era momento de ficar sozinha, foi lá e, click! “Não o amo mais!”

Ainda nos falamos, mas tudo indica que vou morrer sem saber as motivações reais dela. Contando a história assim, resumidamente, os fatos conferem à garota toques de frieza e maldade que não existiram na verdade. Ela sempre foi muito atenciosa e procurou me explicar tudo de forma bastante paciente e racional. Mas isso por si só carrega um problema. Amar não é racional e, por mais que se mantenha um nível saudável de razão num relacionamento, ainda não se deixa de gostar de um dia para o outro. Se isso não acontece nem quando a pessoa amada pisa feio na bola, porque aconteceria quando tudo parecia perfeito?

Não vou entrar no mérito se outro cara atravessou nosso caminho, ela descobriu um defeito imperdoável em mim ou simplesmente que ela nunca esteve realmente apaixonada. Não importa mais. Decidi que dessa relação só quero as lições. E, de cara, posso dizer que aprendi duas:

A primeira é que nem tudo que parece perfeito, realmente está. É preciso muito mais atenção antes de achar que encontrou a pessoa certa.

A segunda é que, definitivamente, não tenho uma chave de liga e desliga no coração. E na real? Nem quero ter. Prefiro essa vela que pode até demorar a apagar, mas, pelo menos, funciona perfeitamente enquanto outros corações vivem entrando em pane.

Palavra do leitor

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Prazo de validade

30/07/2009

Camilla CondeDia desses estava conversando com algumas amigas e, para variar, estávamos reclamando falando dos homens, das mulheres, de relacionamentos, de não-relacionamentos, das merdas que fazemos etc, etc, etc.

Apesar no grau etílico da conversa, a coisa rendeu. E caiu no seguinte assunto: “relacionamentos têm prazo de validade?”. Por incrível que pareça, a grande maioria disse que sim. Foi meio unânime (e brochante) a opinião das solteironas meninas: “chega uma hora que a relação desgasta, o sentimento diminui, o tesão morre e o relacionamento acaba”.

Por aí, vocês podem imaginar que fui a “do contra”.

Penso que qualquer coisa que tenha prazo, data de validade tem um fim pré-determinado, certo? Certo.  E na minha cabeça romântica e idiota, isso não se aplica ao amor, ao sentimento verdadeiro ou aos momentos que façam a vida valer a pena.

Completamente imbecil quem começa algo já pensando no fim. Ódio mortal disso.

Acho muito engraçado quando ouço uma galera enorme — homens e mulheres — reclamando que está sozinha, que ninguém quer nada com nada, que blábláblá.

Perai! Se ninguém, ao menos, tentar, ficará sozinho para todo o sempre e eu ainda duvido que alguém queira morrer sozinho. Bem, eu sei que eu não quero. E também sei que não quero ficar pulando de galho em galho como muitos falam que querem, irão e, por isso, levantam uma bandeira. Para mim, é puro papinho e a raiz disso é o medo infinito de um coração solitário.

Mas como sou uma pessoa que consegue se contradizer e mudar de idéia algumas vezes, a pergunta acaba surgindo:

– Será que é muita ingenuidade minha acreditar no amor? Acreditar que duas pessoas podem, sim, ficar juntas para sempre, se amarem, serem felizes, apesar dos pesares?

Vejam bem, não sou burra a ponto de acreditar que tudo em um relacionamento são flores. Já tive alguns e sei que todo e qualquer relacionamento tem altos e baixos. Brigas, reconciliações, paixão, traições (?), momentos mornos (eca!), vai e volta. Mas não consigo entender esse lance de “validade”.

Meu, sentimento não é queijo fresco, catso! E a tal “validade” acaba sendo mais uma desculpinha para a não entrega.

Ok. Tem de tudo nesse mundo de meu Deus. Todo tipo de gente, situações, momentos. Mas eu sou do tipo de gente que acredita que os relacionamentos que deram “errado”, simplesmente, não eram para ser. Não valiam a pena, mesmo porque, se valessem seriam atuais. E aí, vira história não pela validade e, sim, por que não eram os definitivos.

Na boa? Esse papo de validade não cola comigo. Podem falar o que quiserem,  mas bato sempre na mesma tecla: amor verdadeiro dura para sempre.

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Ah, a idade…

29/07/2009

Luciana SabbagNunca me importei de verdade com a idade dos homens.

Quando eu estava no Ensino Fundamental “gostava” dos meninos do Ensino Médio, claro, mas porque isso era coisa normal de menina. Dei meu primeiro beijo aos 13 anos num cara que tinha  17. Meu primeiro namorado estava com 14 anos enquanto eu tinha 16 — quase pedofilia!

Aos 17, saí com um cara de 23 — era o homem mais velho com quem eu já tinha ficado. Até então, eu só tinha dado beijinhos inocentes, nunca tinha sentido “aquela coisa” esquentar… Foi uma experiência e tanto! Fiquei meio que “com nojinho” e decidi que não ficaria mais com homens mais velhos.

Namorei alguns meninos mais novos e perdi a virgindade (sim, família! Perdi!) aos 18, com um garoto de 16.

Na faculdade, comecei a ficar com rapazes mais velhos porque eram os mais comuns por ali. Não eram tão mais velhos, mas eram. Além disso, comecei a me sentir mal aparecendo com pivetinhos, que ainda estavam na escola, na frente dos meus amigos da facul. Então, parei de ficar com homem mais novo.

Aos 19 anos, namorei um bofe de 29. A diferença de idade era gritante: eu não tinha assunto com ele e tudo o que ele dizia fazia me sentir inferior. Quando terminamos, ele jogou na minha cara:

– Você é muito criança, Luciana!

É claro que eu era! E tinha que ser, oras.

Mas amadureci rápido. Aos 21 eu já não queria mais saber da bagunça dos bares da faculdade, minha vida já não girava em torno das baladas e eu só pensava em crescer profissionalmente. Foi exatamente quando conheci um homem de verdade. Ele tinha 46 anos. Confesso que morri de medo de sair com ele a primeira vez. “Esse cara não tem mais idade pra dar beijinho na boca. Ele só vai querer me comer!”, eu pensava. Achava que ele me agarraria e eu não teria como fugir. Que nada! Um homem de verdade não ia perder tempo agindo assim. Cavalheiro, romântico, inteligente… Um papo que me fazia derreter… Fiquei com ele durante um tempinho e não conseguia mais nem conversar com meninos da minha idade. Achava todos babacas e infantis.

Só que aí eu descobri os contras de um homem experiente: a bagagem. Ex-mulher, filhos… Eu, na flor da idade, queria mais era passar a madrugada curtindo. Ele precisava colocar o filho para dormir. Na época, eu jamais conseguiria me adaptar a essa vida dele. Hoje, talvez, fosse diferente. Obviamente, não deu certo. (Mas o sexo era incrível! Experiência é TUDO!)

Aos 24 anos, namorei um garoto de 20. Era maravilhoso! Ele me divertia, fazia me sentir criança, fazíamos guerra de travesseiro antes de dormir, ríamos de tudo, corríamos pelo parque… Acreditei que só mesmo um homem mais novo seria capaz de me fazer tão feliz.

Aí eu vi os contras de um homem mais novo: a  dependência. Eu queria viajar, ele precisava que a mamãe o deixasse ir. Eu queria sair durante a semana, ele precisava estudar para a prova e a mamãe não o deixava sair. Meus assuntos eram sobre os problemas da empresa, enquanto os dele eram sobre as bebedeiras da faculdade. Obviamente, não deu certo. (Mas o sexo era incrível! Jovialidade é TUDO!)

Ainda aos 24 anos, pulei dos 8 para os 80. Saí com um cara de 54 anos (mais velho que meu pai!). Amei a programação, os jantares, os passeios, as trilhas sonoras… Mas a disposição… Não! Típico homem descuidado, o querido tinha aquela “ligeira” barrigona de sedentário, uma careca quase que completa e um sono brochante. Sim, às 2 horas da madruga ele já estava quase babando no meu colo. Era carinhosíssimo, inteligentíssimo, contava histórias interessantíssimas de viagens, filmes… Eu me adaptaria FÁCIL ao estilo de vida dele (afinal, sou uma preguiçosa de primeira!) e não me importaria nadinha em dormir mais cedo e fazer “festinha” de manhã — também não me importava em nada com a aparência dele. Só que foi ele quem não me quis. (Mas o sexo… Ah! Não teve sexo!)

De um ano para cá, só andei saído com homens mais novos. Não sei o que aconteceu, mas acho que todos os da faixa dos 30 (que, teoricamente, seria a “ideal” para a minha idade) ou se casaram ou se ‘enviadaram’ ou se ‘filhosdaputaram’. Os de 20 e poucos, como os com quem andei saindo, são ótimos de cama, de papo, de alegria, de disposição… Mas são indecisos demais. Eles nos deixam inseguras, preferem sair com os amigos e não gostam de fazer planos. Eles sabem que estão na melhor fase da vida e querem aproveitar pegando geral, então, por que assumir um compromisso?

Não tenho preferências para o meu próximo namorado, afinal, todas as idades têm seus prós e contras (cabe a nós, mulheres, identificarmos nossas prioridades para um relacionamento). Minhas prioridades são segurança, confiança, atenção e carinho. Se o cara tiver 15 anos (não, exagerei) ou 60 (exagerei também) e puder me proporcionar o que eu priorizo, perfeito! Pode vir que eu tô ‘facinha’!

Nunca me importei de verdade com a idade dos homens. Sempre tive a melhor das intenções…

Beijos,

Lu

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A cozinheira

20/07/2009

Luciana SabbagSempre ouvi minha avó e minha mãe dizerem que eu deveria aprender, desde pequena, a fazer todos os deveres de casa…

Hoje eu sei lavar, passar, limpar banheiro, varrer… Até faço tricô, artesanato e bijouteria. Mas o que eu aprendi pra valer MESMO foi cozinhar. Modéstia a parte, eu cozinho bem — especialmente comida árabe (Claro! Minha família é libanesa).

Pois bem. Conheci um cara, também descendente de libaneses, que parecia muito “fresco” (no bom sentido) para comer. Ele sabia apreciar uma boa refeição. Entendia de temperos, vinhos…

Não pensei duas vezes. “Vou fisgá-lo pelo estômago”.

Era uma sexta-feira, quando inventei para minha chefe que eu seria madrinha de um casamento e precisava sair mais cedo para me arrumar. Fui embora do trabalho às 13h (“mais cedo” é ótimo! Eu praticamente faltei no trampo!).

Passei no supermercado e comprei todos os ingredientes que faltavam. Comecei a cozinhar pontualmente às 14h. Preparei um verdadeiro banquete da culinária árabe, para receber o gato:

Entrada

- Homus e Babaganush (servidos com pão sírio)

Prato frio

- Fatoush

Pratos quentes

- Arroz marroquino

- Charuto de folha de uva

- Charuto de folha de repolho

- Abobrinha recheada

Sobremesa

- Mousse de damascos

O relógio da cozinha marcava 20 horas e eu ainda estava no fogão. Interfonei para a vizinha e pedi que ela ficasse de olho na panela do charuto, enquanto eu me arrumava. O jantar estava marcado para às 20h30.

Tomei o banho mais rápido da minha vida, troquei de roupa, me maquiei e meu celular tocou. Era ele, dizendo que já estava na portaria do meu prédio.

Corri para a cozinha, agradeci a vizinha pela ajuda, desliguei o fogo e voei para colocar toda a comida em lindas travessas de prata (que fazem parte do meu enxoval).

Abri a porta e lá estava ele, lindo, perfumado, com uma garrafa de vinho chileno nas mãos. “Essa noite será perfeita!”, pensei.

O menino tomou o maior susto quando olhou para a mesa da sala de jantar.

– Você disse que íamos pedir uma pizza…

– Ah, pizza? Imagina! Eu sei cozinhar… pra que pizza?

Ele ficou com aquele queixo caído e com os olhos arregalados por vários instantes. “Há! Consegui! Impressionei o cara!”

Sentamos à mesa, ele abriu o vinho e, enquanto saboreávamos os pratos, ele elogiava cada garfada da minha comida.

– Lu! Você devia abrir um restaurante!

Eu estava toda orgulhosa! Sabia que tinha conquistado o bofe!

Muito bem. A noite realmente foi perfeita. Comemos, tomamos o vinho, ficamos alegrinhos, demos risadas, nos beijamos, nos amassamos…

Mas foi só.

Se eu “impressionei o cara”? Sim. Impressionei tanto, mas tanto, que o espantei.

É óbvio! Quem é que não se assustaria com tudo isso?

É…

Lição aprendida. Nunca mais vou me dar tanto trabalho para um primeiro jantar. E salvem as pizzas!

Beijos,

Lu

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Papel assinado não é sinônimo de felicidade

17/06/2009

Priscila SeveroTudo começou  na Usina do Gasômetro, aqui em Porto Alegre. Era 21 de abril de 2003 e eu não tinha nada para fazer. Aproveitei para acompanhar minha amiga em um passeio.

Lá, conhecemos um rapaz bonito e dono de um par de olhos verdes-escuros, dos mais lindos que já vi até hoje. Jamais pensei que ele olharia pra mim. Mas ele me olhou e acabamos ficando.

Depois disso, começamos a namorar. Passados 6 meses,  acabamos noivando.

Nosso noivado foi antecipado. Ele estava fazendo uma surpresa pra mim mas, como havíamos brigado, eu estava indo embora e acabando tudo. Eis que, então, ele mostrou as alianças e me pediu em casamento! Foi bonito até, embora eu quisesse uma festa de noivado, daquelas bem grandes…

Depois de 3 anos, resolvemos nos casar. Optamos por uma cerimônia no civil.

O dia 12 de Janeiro de 2007 , era para ser O dia.

Mas, alguma coisa me dizia para não me casar. No dia da cerimônia, eu cheguei a cancelar tudo, por telefone, desisitindo do casamento. Mas minha mãe me dissuadiu da idéia e eu fui.

Chegando na frente do juiz de paz, eis a pergunta crucial: Sra. Priscila, a senhora aceita como seu legítimo esposo o “Sr. X”?

OMG! Que vontade de dizer: “agora não, deixa eu pensar?”

Mas, sob atentos olhares, eu disse” sim”.

A vida de casada não foi nenhum mar de rosas. Ciúmes, inseguranças e proibições não fazem uma pessoa feliz.

O que que quero dizer com este post é que o que minha mãe exigia tanto, que era “o papel assinado”, não leva ninguém a ser feliz de verdade.

Quantos casais são felizes sem o bendito papel?

Muitos.

Hoje, meu estado civil é “não sei”, pois um papel assinado não garantiu minha felicidade.

Não sou contra o casamento, aliás, o que eu sempre quis foi encontrar alguém legal para se casar comigo e formarmos uma família. E também sei que ainda dá tempo.

Tempo para ser feliz de verdade, tempo para ter filhos, para poder vislumbrar um futuro ao lado de alguém.

Eu acredito no casamento, não como um papel, mas como uma vida construída com uma pessoa que não limita a outra, que permita com que a outra viva e se relacione com os demais.

E o pior é que o #prontocaguei dessa vez não foi meu.

É claro que eu poderia ter dito não, ou esperado um pouco mais.

Mas não me arrependo. Foi bom porque aprendi muita coisa.

Só que dói. E muito.

Eu ainda acho que é possível viver com uma única pessoa. E você?

Um beijo

Próximo!

Pri

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Amar com a alma

10/06/2009

camillaAmar com a alma. Muitos não acreditam nisso, mas eu acredito e já amei assim. Tinha 18 anos. O relacionamento durou 4. Menos do que o amor.

O nome dele é… Bom, o nome não importa e nem muda nada. Hoje somos “amigos”. Aliás,  depois de 1o anos, ele insiste em dizer que me ama, que sempre me amou, que sou a mulher da vida dele.

Pera aí!!! DEZ anos depois?!?! Depois de tudo que sofri? Depois de tudo que passei? Que passamos…

Já amei outros? Sim, talvez. Mas nunca com a mesma intensidade. Fato. E não o amo mais.

A questão é por que acabou. Hum, vejamos.

Idade, ou melhor, a  falta dela, é igual à imaturidade. Naquela época, praticamente zero — e de ambas as partes. Depois de 4 anos ele decidiu que era muito novo. Sim, sim, éramos jovens demais. Porém, eu acreditava (ou ainda acredito? não sei) que para o amor não tem idade. E, para mim, ele era o homem da minha vida. Pensava e falava em casamento, filhos. Sonhava com ele chegando em casa e eu colocando a mesa do jantar e todas as “amelices” possíveis e imagináveis. Ganhei peças do “nosso enxoval” da mãe dele. Qualquer um surtaria, eu sei.

Ah, claro! A “culpa” não foi só dele. A “culpa” nunca é de um só. Então, vamos aos outros motivos “pés pelas mãos”!

Imaginem uma Camilla com 10 anos a menos. Imaginaram? Perfeito.

Incluam aí 10 anos A MAIS de insegurança, ciúmes exarcebado, ansiedade e medo. Essa era a Camilla com 18 aninhos. Tudo muito mais over do que hoje em dia. E o dito cujo é bonito. BEM bonito. Estilo modelete. O que fodia muito mais.

Essa mistura bombástica de imaturidade, ciúmes, impulsividade e insegurança deu no que sempre dá: caca. Terminou. Sofrimento mil.

A sorte é que passou. Sim, passa!

E melhor ainda: os níveis de todos esses sentimentos “super legais” diminuiram. E o #prontocaguei foi só mais uma experiência.

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Já queria casar

10/06/2009

priscilaEra Natal, aproveitei pra cair na noite com meu irmão.

Chegando na balada, ele caiu nas graças de uma moça e eu fui fazer minha festa sozinha.

Naquela noite, todos os homens que se aproximavam de mim tinham sempre o mesmo discurso tosco grosseiro e seus olhares não desgrudavam do meu decote.

Eu não queria alguém que me enxergasse somente como um par de peitos, então decidi que não ficaria com ninguém.

Eis que, do nada, aparece um lindo menino, com um belo par de olhos azuis e joga uma cantada brega inocente, que colou naquele momento. Ele chegou à minha frente, olhou nos meus olhos e disse: “Me dá um beijo de presente de Natal?”. Eu, carente, achei aquilo tão “óunnn”, que fiquei com o garoto.

Tinha bom papo, mas fiquei triste quando descobri que ele morava na Serra (um pouco distante de mim) e que estava à passeio na cidade. Mas aquilo não foi impecilho pra que começássemos a sair.

Todos os finais de semana, ele vinha de Farroupilha (cidade da Serra Gaúcha) para Porto Alegre, para ficar comigo. Me levou na casa dos parentes, me apresentou… Estava tudo indo às mil maravilhas.

Com o passar do tempo, a saudade foi aumentando e a distância era grande. Quase pedi o moço em casamento, de tanto que eu queria apressar as coisas… Naquela angústia de não querer ficar sozinha.

Começaram as cobranças, as ligações frequentes, as duas mil mensagens SMS intermináveis…

Eu queria que ele viesse embora, que largasse a vida dele, que ficasse comigo. Eu nem me importei com a vida e a história dele.

Eis que, em uma bela tarde de domingo, ele veio à Porto Alegre e disse que não conseguiria atender às minhas expectativas, que era muito jovem (tinha 20 anos na época)…

Quando a conta do celular do indívíduo chegou aos R$ 1.600,00, nosso namoro acabou.

Não pelo valor da conta, não pela distância, mas porque eu cobrava muito. E ele, com toda a paciência,  ligava para me acalmar.

Ninguém aguentaria uma chorona que, com dois meses de namoro, já queria ir para o altar, né?

Mas eu tinha a melhor das intenções.
Falei demais, agi por impulso…

#prontocaguei.

Um beijo.

Próximo!

Pri

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