Estou com quase 40 anos. Não costumo ficar acordado até tarde e estou aqui, às duas hora da manhã, escrevendo o que sinto, o que me perturba e o que me inconforma.
Fui casado por 10 anos e, depois de 5 anos separado, ainda me questiono se fui eu que errei. E a resposta é “não”! Talvez 30% da minha parte e 70% dela. Para quem conhece o livro “As Cinco Linguagens do Amor” (Gary Chapman), posso dizer que nós amamos de forma diferente. Porém existe uma coisa que ainda não posso aceitar: sempre as outras coisas vem em primeiro lugar — geralmente o trabalho. Acho que sempre fui compreensivo e tolerante, sempre cuidei da nossa filha mas, quando a pessoa não pode parar cinco minutos para dizer se vai voltar para jantar em casa, definitivamente o errado não sou eu!
Neste momento o que me motivou a escrever estas palavras, foi a recaída que tive com a ex-namorada (recente). Teria completado dois anos que nos conhecemos no final de novembro, mas acabou! E desta, a minha reclamação é muito maior. Fiz de tudo por ela!
Ela mora em Mato Grosso e eu em São Paulo. Já dá para imaginar os gastos que eu tive mensalmente para manter este relacionamento? Tudo saía do meu bolso quando ela vinha ou eu ia, fora telefonemas para um celular que tem problema para pegar! Mandei presentes materiais e sentimentais, verdadeiras obras românticas, além do apoio espiritual e psicológico a ela. Mas quando eu fiquei desempregado três vezes no ano, o que foi que eu recebi em troca? Apenas a insistência da pessoa em dizer que precisamos dar um tempo?! Pô! Se não for para ficar comigo, podia ter dito isso antes! Chegamos a completar um ano de namoro para perceber isso? Pura comodidade. Eu que estava fazendo tudo, né? Inclusive aluguei um apartamento de três dormitórios para cuidar da filha dela de 2 anos (que o pai não quis assumir).
Estatísticamente, se eu revelasse quantas pessoas com quem transei ou beijei, muitos leitores assustariam. Afinal, me divorciei aos 33 anos e ela (ex-esposa) foi a primeira em tudo. Conheci outras pessoas só depois desta idade. E olha que não sou feio, não é falta de opção. Posso perceber diretamente da minha pesquisa verbal com as minhas amigas e pelas moças que me paqueram nas ruas e nos shoppings. E são moças bonitas, diga-se de passagem. O problema é que no fundo, no fundo, ainda sou para casar, nunca quis aventura, e não sei em que vai dar se chegar em qualquer pessoa na rua. Preciso conhecer…
Eu tenho profissão na área de informática e, mesmo perdendo emprego, tenho arranjado outro sem aceitar outro salário menor — o que prova que ainda tenho certa estabilidade financeira. Tenho me esforçado muito para aprender a cozinhar e tenho feito bons pratos! Descobri que sou sensível e tenho um lado artístico em desenvolvimento. Fiz teatro, aulas de dança, canto no karaokê, faço poema e, quando gosto de alguém, eu realmente me dedico. Adoro programas como Ana Maria Braga, Saia Justa e Super Nanny, amo crianças e tenho paciência e psicologia para lidar com elas, além de passear muito ultimamente em shoppings — tudo o que, aparentemente, as mulheres procuram!
Mas não sei o que elas querem!
Já disseram que eu sou exigente, mas eu não acho, não. A mulher tem que ter uma beleza natural, não estar muito fora das medidas (mesmo porque eu não estou), uma certa feminilidade, além de dedicação, carinho e romantismo. É! Acho que tenho Síndrome de Charlotte (Sex and the City) mas, infelizmente, as mulheres ainda querem ser Samantha.





A vida de casada não foi nenhum mar de rosas. Ciúmes, inseguranças e proibições não fazem uma pessoa feliz.
Começaram as cobranças, as ligações frequentes, as 







