Arquivos para a Categoria ‘Eu dei na cara!’

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O cantor e a tiete 2

17/07/2009

Luciana SabbagNão sei que mania é essa que eu tenho (desde pequena) de curtir homens do mundo de Caras. Não sou Maria-microfone, não sou Maria-chuteira, não sou Maria nada. Esses caras simplesmente aparecem na minha vida — com exceção do vocalista da XYZ, de quem eu sempre fui atrás.

Muito bem. Estava eu, papeando com um amigo gringo, aqui no Brasil, que trabalhava como produtor musical lá nos Estados Unidos. Ele lançou bandas incríveis, que fazem sucesso há anos, no mundo inteiro. Eu estava dando uma de guia de turismo e levando-o para conhecer os lugares bacanas de São Paulo.

No táxi de volta para o hotel, ele comentou que produzia a diva do pop, Sharon Bright (hahahaha, nome fictício mais bizarro do ano!). Sou fãzoca da Sharon desde pequena! Meus pais sempre adoraram a cantora e nós temos vários CDs dela (até disco de vinil!). Ela tinha acabado de fazer um show no Brasil e eu tinha me apaixonado loucamente pelo filho dela, que fez participação especial em algumas músicas.

Aí, lancei para o gringo:

– Nossa! Aquele filho dela é meu sonho de consumo!

E o gringo respondeu:

– Ele é como um irmão pra mim. Somos melhores amigos desde pequenos. E a Sharon é minha segunda mãe!

OMG!

– Espere um minuto! Vou lhe apresentar a ele.

OMG²!

Ele pegou o telefone, ligou para Los Angeles e falou:

– Mathew Bright (nome fictício bizarro número 2)! Estou com uma amiga aqui, que disse que adora sua voz… Quero apresentá-los — E me passou o telefone.

Eu estava mais que sem graça e não conseguia fazer outra coisa a não ser dar aquele risinho que nós, mulheres, achamos que é charmoso e encantador.

No dia seguinte, recebi o primeiro dos milhares e-mails que trocamos. Ele pediu para eu adicioná-lo no Skype, no AIM, no Yahoo, no MSN, no Orkut, no Facebook, no Twitter, no Tagged… Opa! Tínhamos, agora, mil opções de “lugares” para nos encontrarmos.

Todos os dias nos falávamos por email e, todas as noites, conversávamos via webcam e microfone. Ele em Los Angeles, eu no Brasil.

Um sentimento começou a brotar dentro do meu (imbecil) coraçãozinho. Já estava morrendo de amores pelo meu “namorado virtual”, como nos considerávamos.

Ele me contava tudo sobre sua família, seu trabalho, sua vida, seus sonhos… Disse que um de seus maiores desejos era entrar em turnê mundial sozinho. Carreira solo mesmo — sem estar acompanhado da mamãe. Mathew comentou que morria de vontade de voltar ao Brasil — principalmente para unir o útil ao agradável: me ver e fazer um showzinho por aqui.

Eu já me imaginava indo embora com ele pra Los Angeles, me casando, tendo filhinhos, almoçando com a sogra…

Aí, a Luciana, prestativa que é, começou a correr atrás de casas de show que estivessem dispostas a trazer o gringo e atrás de público para as apresentações.

Fiquei semanas procurando até por patrocinadores, enquanto ele fazia show com sua mamys pela Europa. Como o fuso horário de lá é bem diferente do brasileiro, quase não conseguíamos nos encontrar online.

Passamos a nos falar só por email (e scraps, mensagens, DMs…) e as declarações ficaram ainda mais intensas. “Sinto MUITO a sua falta”, “não vejo a hora de lhe encontrar”, “vou te beijar inteira” e pá. Hahaha.

Derretidona e morrendo de saudades de vê-lo sorrindo e cantando pra mim na webcam, pensei “ah, como eu queria ter, pelo menos, uma foto com ele…”

Então, eu tive a brilhantíssima ideia de usufruir dos meus dons photoshopísticos, peguei uma foto dele e me coloquei do lado. Coisa de criança boba, eu sei. E, mesmo assim, mandei pra ele.

“Olha só como a gente forma um casal bonito!”

Mas o pior não foi isso. O pior MESMO foi a escolha da foto. Na imagem, ele estava abraçado com sua mãe. Oi! Eu me coloquei no lugar da MÃE do cara! Da Sharon Bright! Sim!

#prontocaguei. Óbvio!

No mínimo ele morreu de rir de mim e ainda pensou “tô fora dessa menininha! Pra fazer montagem com foto minha, só pode ser presidente de fã-clube!”. Detalhe: o cara é quarentão! Eu já era pivete pra ele… Com atitudes de pivete, então, não dava mesmo!

Ele nem respondeu o email da foto e nunca mais nos falamos. E o sonho de ser nora da Sharon Bright virou purpurina.

Beijos,

Lu

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Eu, errada?

08/07/2009

Camilla CondeQuando eu me apaixono, eu chuto o balde. Dou presentes, faço surpresas, sempre tento inventar coisas legais. Gosto de agradar e mimar mesmo.

Ano passado morei em Manaus e, nesse meio tempo, conheci uma pessoa aqui em São Paulo pela qual me apaixonei. Óbvio. Sempre falo que Murphy é meu brother. Enquanto estava em São Paulo nada, mas bastou eu me mudar que pronto! Surgiu alguém! Ódio!

De qualquer forma, as coisas foram acontecendo. Impossível rolar namoro (impossível?!?!) mesmo por que a “ponte aérea” Manaus – São Paulo é de quase 4 horas. São 4.000 km de distância mas, apesar disso, o envolvimento era legal. As conversas, as mensagens trocadas, o apoio, o carinho. Não era nada fácil ficar longe de tudo e de todos e naquele momento foi bom ter uma pessoa querida a mais ao meu lado.

Mas eu estava apaixonada e queria mais. E comecei a chutar o balde! Dane-se a distância! Mandava presentes, ligava, mandava zilhões de SMS’s. Não pensava coisíssima nenhuma em distância! O que são 4000 km para quem está apaixonado? Aah, nada! (só a ironia me salva)

Então, dá-lhe presentinhos! Dá-lhe surpresinhas! Dá-lhe visitas inesperadas! Sim! Visitas inesperadas! Me dava a louca e eu usufruía das facilidades de trabalhar em uma agência de intercâmbio. Fazia minha reserva, saia correndo 12:00 da agência e voava Manaus – São Paulo, em um sábado à tarde, logo após o trabalho, e voltava no domingo à noite. Às vezes, eu ficava em São Paulo menos de 24 horas, mas valia à pena. Era tudo maravilhoso! E maravilhoso para o dois!

É… era, pois as expectativas eram só minhas. Era eu que esperava algo a mais, era eu que estava super apaixonada, era eu que queria namoro. Não ele. Ele gostava de mim, tenho certeza, mas, ao mesmo tempo, tinha noção que 4.000 km são 4.000 km, que eu tinha acabado de me mudar e que ainda havia um ano inteiro pela frente e que aquela rotina louca que eu tinha criado era insustentável. Ele estava certo. Não tem o que discutir.

Ok. Mas, e eu? Eu estava errada? Estava errada em me apaixonar, me entregar e fazer tudo que fiz? Tenho cer-te-za que não! E é exatamente por isso que continuo me envolvendo, me apaixonando, chutando o balde, preparando surpresinhas, dando colo, mimando. Gosto disso.

Hoje em dia, tento pensar que se vai “dar certo”, rolar algo mais sério, ou seja lá o que for, já é uma outra história.

Quero mais é me apaixonar sem medo, sem frescuras, sem máscaras, sem joguinhos. Orgulho-me demais dessa capacidade que tenho e quero vivê-la com um sorriso estampado no rosto e com todos os #prontocaguei que a vida me reserva.

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Não espere reciprocidade

02/07/2009

Priscila SeveroQuando você está a fim de alguém, você demonstra?

Pois é. Eu escancaro!

Quando eu me envolvo, afetiva ou sexualmente com alguém (ou as duas coisas), eu demonstro que realmente estou gostando da pessoa, da companhia,enfim… Até aí tudo ok, certo?
Não, nada “ok”.

Alguns têm o prazer de ficar dando corda e é só sentir que a outra pessoa a segurou para soltarem-na.

Falo isso porque detesto joguinhos chatos de sedução. Classifico como “chatos” os seguintes joguinhos toscos:

  • Deixar de atender o celular quando a pessoa liga, só pra testar a paciência e o interesse de quem está do outro lado da linha. E tira como base o número de ligações perdidas do contato;
  • Convidar alguém para sair e desmarcar em cima da hora, para fazer-se de desinteressado (a);
  • Passar uma noite maravilhosa com a pessoa, fazer juras de amor e, quando a mesma liga, agir friamente, como se nada tivesse acontecido;
  • Ficar falando de ex-namoradas, citando suas qualidades, como se você, que está ali na frente, não chegasse nem aos pés delas. (Para isso, acrescento uma observação: se elas eram isso tudo, porque você não está com alguma delas hein? Acho que o problema é com você, honey!)

Eu poderia citar muito mais e tenho certeza que você que está lendo agora, também.

Na minha opinião, quando alguém gosta, deve demonstrar, sempre. Não se importando haverá reciprocidade ou não. Esse medo, esse orgulho bobo, de não querer “ficar por baixo”, caso não seja correspondido, não estão com nada.

Sei que também não é certo ficar dando pinta que está apaixonadinha(o) , escrevendo recadinho, mandando SMSs, ligando toda hora. Isso cansa. E eu fiz. Ou ainda faço?

Mas onde fica o amor mútuo nessa batalha de egos? Pois se um não demonstra afeto, o outro também não. E assim, as pessoas vão se fechando para o amor, para novas pessoas, para a vida.

Eu costumo agir assim nos meus relacionamentos. E o que eu ganhei isso? Nada se você olhar como alguém que espera ganhar pra depois decidir se dá (o sentimento, ok?) ou não.

Mas eu, analisando com a pouca maturidade que o passar dos anos me trouxeram, vejo que conheci pessoas maravilhosas — outras nem tanto — e que o tempo que estive com elas me serviu pra aprender muita coisa.

E sabe o que me deixa mais feliz? Saber que eu agi e fiz tudo o que eu fiz sem esperar nada em troca. Em alguns casos, fui correspondida. Em outros tantos, não.

E isso não me impede de fazer tudo outra vez. Sem medo de tentar ser feliz!

Um beijo!

Pri

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