Arquivos para a Categoria ‘Ele só queria sexo’

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É sexo ou nada!

11/01/2011

Não sei se sou careta demais ou se as pessoas é que estão muito saidinhas ultimamente.

Passei por dois casos parecidíssimos não faz muito tempo. No primeiro, reencontrei uma antiga paixão. Gostei do cara por dois anos, ele nunca me quis e acabamos perdendo o contato. Ele reapareceu depois de quatro ou cinco anos, me convidando para sair. Jantamos, fomos ao cinema e tomamos um café. O papo do Gabriel* era:

– Como eu nunca percebi você? Como eu deixei passar essa mulher maravilhosa pela minha vida sem ter agarrado com unhas e dentes? Por que eu não fiquei com você, Lu?

Não sei. Só sei que essa história não me soava lá muito sincera. Mesmo assim, eu me iludi: “Tudo tem a sua hora mesmo. Não era pra ser naquela época e, agora que estou pronta para um relacionamento sério e maduro, o amor da minha vida voltou”.

Ele tentou me beijar, mas eu quis fazer um charme, seguindo o conselho do meu pai: “Seja difícil, Lu. Você foi fácil pra ele por mais de dois anos e ele lhe dispensou”. Muito bem. Ele me ligou e saímos de novo. Sugeriu que eu dormisse na casa dele e, obviamente, eu não aceitei. Nós sequer havíamos nos beijado! Eu preciso de um mínimo de intimidade com uma pessoa para dormir com ela. Então ele me deixou em casa e sumiu por dias.

Até que eu resolvi procurá-lo. Em uma conversa pelo Skype, eu perguntei o que havia acontecido. E ele, então, foi sincero:

– Lu, eu não quero compromisso e já saquei que, com você, as coisas precisam ser assim. Eu não quero namorar, só quero transar com você. Como você não quer, não vou insistir.

Cho-quei!

E deixei quieto.

No segundo caso, eu já tinha saído com o Bruno* antes de começar um namoro com outro cara. Demos uns beijinhos e nada mais. Quando o namoro acabou, Bruno me chamou para sair de novo. Eu topei.

Depois de alguns amassos, a coisa começou a esquentar. Eu não estava me sentindo confortável com a situação, afinal, tinha acabado de sair de um relacionamento! Bruno começou a forçar a barra e a insistir para que fossemos a “um lugar mais tranquilo”. Eu não queria. Precisava me acostumar com a ideia de ir para a cama com outro, depois de tanto tempo me entregando somente a uma pessoa.

Falei a real: “Bruno, desculpa… Eu não consigo. Não é a hora. Ainda estou abalada com tudo o que aconteceu”.

Então, Bruno ficou nervosinho e desapareceu.

O que eu poderia fazer? Ceder às vontades deles só para agradá-los? Pra quê? Eles não respeitaram meus sentimentos, vou eu respeitar as vontades deles?

Não. Definitivamente, não.

Perdi os dois caras? Também não. Eles é que me perderam!

Perderam a oportunidade de ter alguma coisa legal comigo, mesmo que fosse minha amizade. Para eles, era sexo ou nada. Preferiram o nada, enquanto poderiam ter escolhido tudo mais sexo.

Beijos,

Lu

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É rodízio?

10/09/2009

Luciana SabbagMinha irmã era fã da banda W* (nome fictício) e me pediu que a acompanhasse em um show dos meninos. Eu não conhecia uma música sequer e mal aguentava ficar no meio daquela “pivetada” histérica.

Ao lado do palco, estava um cara todo tatuado, tomando conta do ponto onde se vendia CDs, DVDs e camisetas da W. Ele parecia ser o único do lugar todo a ter a idade mais próxima da minha e puxei papo. Ficamos um tempão conversando, enquanto o show não começava. Minha irmã estava lá, grudada na beira do palco com as amigas e eu, só de longe, observando.

Papo vai, papo vem, um garoto (bonitinho até) se juntou a nós. O tatuado nos apresentou:

– Esse é o Gabriel*, baterista da W.

– Ah, prazer! Luciana.

Ele olhou, deu um sorrisinho e, ali, eu já saquei uma segunda intenção. O show começou e o Gabriel me chamou para assistí-lo do palco. Invejei minha irmã, tadinha. Nisso, o vocalista (Rodrigo*) já me deu umas boas olhadas.

Ao final da apresentação, trocamos telefone e o bofe pediu que eu ligasse. Não liguei. Mas, assim que botei os pés em casa, meu telefone tocou. Era ele, me convidando para sair no dia seguinte.

Muito bem, começamos a ficar. Era o máximo quando ele ia me buscar na faculdade: todas as meninas queriam ir até a porta comigo só para ver o rapaz chegando. Muitas duvidavam.

Eu o acompanhava onde ele queria. Ele não. Mas eu entendia, né? Agenda lotada e tal. Começamos a namorar.

A banda W fez um show no Credicard Hall na quarta-feira, dia 17 — data em que eu tinha prova final de uma matéria pra lá de complicada — e eu não pude acompanhá-lo.

Na quinta-feira, estou eu, estudando para outra prova, na lanchonete da faculdade, quando escuto uma garota comentar com outra da minha turma:

– Aí, o Gabriel pegou na minha mão e me levou até o camarim. Aaaaaaah, eu quase não acreditei! Ele me beijou na frente de todos os meninos da banda!!!

Eeeeeepaaaa! Me subiu o sague.

– Desculpa me meter na conversa de vocês, mas… Você está falando do Gabriel, baterista da banda W? — perguntei.

– Estou sim, por quê?

– Porque ele é meu namorado.

– Não, querida. Ele é meu namorado.

Ok. Respirei fundo (chorei depois, claro!) e virei as costas para o babaca. Carinha de banda é assim, né? Não sabe ser fiel.

Eu estava fazendo um documentário sobre Cultura Jovem para uma matéria qualquer da faculdade e havia agendado com a banda W de entrevistá-los na semana seguinte. Eu não ia misturar as coisas. Para mim, trabalho é trabalho.

Fui até o estúdio onde os meninos estavam ensaiando e não olhei na cara do Gabriel. Durante a entrevista, sempre que ele ia responder a uma pergunta minha, eu o ignorava — e ria com os outros meninos.

Quando terminamos de fazer o que tínhamos de fazer, cada um pegou seu carro e partiu. Eu precisei ficar para entrevistar um dos caras do Planet Hemp, com quem eu havia marcado lá mesmo.

De repente, escuto uma voz familiar gritar meu nome lá de fora. Eu sabia quem era. E saí.

O vocalista — bem mais gato que o Gabriel — me encostou em seu Gol prata e me agarrou. Nem pensei em impedí-lo. Era a vingança perfeita. Fiquei com o Rodrigo ali, no maior amasso.

No dia seguinte, o Gabriel me ligou:

– Não acredito no que você fez!

– Só paguei na mesma moeda. — retruquei.

– Do que você está falando? Você está louca?

– Você ficou com a minha amiga da faculdade. Pronto, fiquei com seu amigo.

Menos de um mês depois, a banda W estava participando do Rock Gol MTV. Eu tinha marcado de entrevistar umas três bandas por lá e, obviamente, dei de cara com Gabriel, Rodrigo e Cia. Ltda. — que me cumprimentaram e não deram mais a mínima para mim.

O guitarrista, Márcio*, puxou papo quando eu tinha terminado meu trabalho — e ele, o dele.

– Vamos dar uma volta? Quero conversar com você.

– Sobre o Gabriel ou sobre o Rodrigo? — perguntei.

– Os dois. Vem.

E fui com ele até uma varanda. Não deu meio minuto, o menino me prendeu na grade e me beijou. Eu não queria. Dessa vez eu não queria mesmo — eu já tinha me vingado, não poderia estragar tudo. Mordi a língua dele e dei-lhe uma bela de uma joelhada no saco. Mas ele não me soltou.

Saí de lá puta da vida.

Meses depois, estou a caminho da minha terapeuta (a algumas quadras da minha casa), quando vejo o Rodrigo estacionando o carro, com o Márcio no banco do passageiro, em frente a um estúdio que tem nessas redondezas. Os dois saem do carro e vêm correndo me abraçar.

Aí começaram as gracinhas/piadinhas:

– E aí? Vai ficar com quem? Com ele ou comigo?

– Fica comigo, vai… Você sabe que eu sou louco por você…

Nisso, o Gabriel sai de dentro do estúdio. Todo sem graça, ele me cumprimenta e fala em meu ouvido:

– Sinto sua falta, sabia? Pena que você fez o que fez…

Ok. #prontocaguei triplamente, Brasil! Eu rodei na banda W. Hoje não posso ouvir uma música desses caras que me passa um filme enorme na cabeça. Foi ridículo! Eu devo ser motivo de piada para aquela banda até hoje. E eles deviam ter apostado quem ia me comer primeiro. Mas eu me perdôo porque eu era uma adolescente inconsequente. Foi ridículo. Ri-dí-cu-lo!

Beijos

Lu

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Capítulo final

09/08/2009

Luciana SabbagEra uma vez, uma garotinha que sonhava com o príncipe encantado. Passava noites e noites assistindo às novelas da televisão e imaginando aquelas lindas histórias de amor acontecendo em sua vida. Como muitas meninas sonhadoras, a garotinha imaginava que os atores daquelas tramas eram tão perfeitos quanto os personagens que interpretavam. E se apaixonou.

Se apaixonou por um ator de novelas, que fazia sempre o papel de “homem ideal”, romântico, carinhoso, atencioso…

Um dia, por casualidade do destino, ela — que já não era mais uma garotinha e, sim, uma mulher –, jornalista formada, teve de entrevistá-lo para um trabalho que estava fazendo. Nervosa por estar cara-a-cara com o homem que amou platonicamente durante toda a sua infância e adolescência, ela mal conseguia prestar a atenção no que ele dizia. Hipnotizada por aqueles olhos de homem maduro e sedutor, quando chegava o momento de fazer-lhe outra pergunta, ela gaguejava e quase não conseguia falar.

Terminada a entrevista, eles trocaram contatos para caso houvesse alguma dúvida ou resposta pendente.

Não houve.

Um ano se passou e, quando menos esperava, encontrou seu amor de criança novamente, em um dos evento que promoveu. Era o lançamento de seu primeiro livro e ele estava lá para prestigiá-la. Ela mal podia acreditar. Trocaram olhares intencionados, mas ela não poderia oferecer-lhe nada além de sorrisos tímidos — precisava dar atenção a todos os convidados.

Três meses depois, pesquisando sobre ele na internet, a garota descobriu que o aniversário do ator estava próximo. Não teve dúvidas: enviou-lhe um email, parabenizando-o. No dia seguinte, recebeu um telefonema.

– Que surpresa! Muito obrigado pela lembrança! Fiquei muito feliz – ele disse.

Ela estava com um grito preso na garganta e tremia de emoção ao telefone.

– Vamos marcar de nos vermos? — ele sugeriu.

E na sexta-feira seguinte, ele ligou.

– Quer ir comigo a um show? Mas precisamos correr. O espetáculo começa dentro de duas horas.

“Ele quer sair comigo em público?!?!”, ela pensou. Colocou sua roupa mais bonita e partiu para encontrá-lo no local combinado.

Ele, que a esperava na porta, segurou sua mão para ajudá-la a descer do carro. Sim, ele era tão gentil quanto ela imaginava. Assim que pisaram no tapete vermelho que adentrava a casa de shows, flashes dispararam sobre o casal. Havia muita imprensa no local e ele parecia não se importar em aparecer acompanhado nas colunas sociais da semana. A recepcionista os acompanhou até os assentos reservados a eles na área VIP da platéia. A garota olhou ao redor e percebeu que naquela área, só havia artista e gente importante da cultura brasileira. Era como um sonho.

O espetáculo acabou e ele sugeriu que fossem tomar um drink em algum lugar. Foram até o flat onde ele — e o elenco todo da novela em que estava trabalhando — estava hospedado. No hall do hotel, ele a apresentou aos seus colegas de trabalho:

– Essa é minha amiga Luciana Sabbag, escritora e jornalista.

[Paro agora de escrever na terceira pessoa]

“Amiga? Tudo bem, vai… Nem nos beijamos ainda, não somos nada além de amigos mesmo”, eu pensei. Assim que acabei de fumar meu cigarro, ele me convidou para “conhecer seu apartamento”. Eu relutei, não queria que tudo fosse por água abaixo, mas ele insistiu e me garantiu que não faríamos nada (como todos eles dizem quando querem, de fato, “fazer alguma coisa”).

No quarto, aconteceu nosso primeiro beijo. Ah, que sonho! Era tão bom quanto eu imaginava que seria. Ele era tão romântico e carinhoso quanto sonhei durante minha adolescência.

Mas, como todo homem que se vê sozinho em um quarto com uma mulher, ele não poderia perder a oportunidade de tentar me levar para a cama. Tentou, mas eu não quis. Naquele momento eu já não o via mais como o homem perfeito dos meus sonhos. O tesão transforma as pessoas. Mas relevei, afinal, ele é homem.

Insistiu que eu ficasse, mas resolvi ir embora — para deixá-lo com aquele gostinho de “quero mais”. E fui.

Algumas semanas depois ele telefonou, me convidando para jantar. Um dia antes do encontro, ligou para confirmar mas, dessa vez, o tom da conversa era outro. Ele sussurrava, perguntando como eu estava vestida, falava obcenidades e, quando menos percebi, estávamos fazendo sexo por telefone. Quer dizer, ele estava. Eu só fingia.

– Mal posso esperar pelo nosso encontro de amanhã. Vou te beijar inteira…

Eu já estava brochada com esse papo de homem safado, mas pensava naquele beijo, naquelas gentilezas e… não dei bola ao meu desgosto.

No dia seguinte (dia do encontro), acordei cedo e fui ao shopping para comprar a roupa ideal para aquela noite. Fui ao salão de beleza, fiz o cabelo, as mãos, os pés, depilação… Havíamos combinado de ele passar para me buscar às 20h. Quando deu 19h30 eu já estava pronta, maquiada e belíssima no salto. Às 20h30 ele ligou, pedindo desculpas pelo atraso.

– A produção da novela me pediu que esperasse até às 21h porque, talvez, tenhamos que gravar uma cena ainda hoje.

Tudo bem, eu esperaria. Sentei no sofá e fiquei ali, pronta, sem me mexer direito (para não amassar a roupa), olhando para a televisão.

O relógio marcou 22h e eu estava mordendo os lábios de ansiedade. Nada de ele me posicionar. Às 22h30 ele telefonou:

– Lu, estou num galpão na Lapa, gravando uma cena. É rápido. Não vamos demorar, prometo. Te ligo assim que sair daqui.

Ok, eu esperaria.

23h, meia-noite, 1h… Às 2h da manhã eu já estava com cãimbras de tanto ficar na mesma posição. Às 2h30 enviei-lhe uma mensagem: “Onde você está? Ainda demora?”. Não tive resposta.

Às 3h da manhã eu comecei a chorar e, como a maquiagem já estava ficando toda borrada, resolvi me “desmontar”.

Nunca mais ele ligou. E o engraçado é que eu nunca vi, na novela, aquela cena gravada no galpão.

Lu

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Sexo casual. Prazer e diversão!

11/07/2009

Camilla CondeNão tenho motivos para reclamar da minha vida sexual. E, pensando bem, nunca tive.

Não que eu seja a mulher mais bem resolvida do mundo – longe disso – mas encaro tudo com muita naturalidade. Sempre o fiz. E uma das, digamos, vantagens para mim é que sempre consegui e soube separar sexo de relacionamentos, de sentimento, de amor.

Sexo é sexo. Ponto. É tesão, pele, clima, cheiro, vontade.

Aí, uma bela noite aparece um moço. Conversa vai, conversa vem, boas risadas. Tudo e nada em comum ao mesmo tempo.

Você está sozinha, tranqüila, feliz. Num momento “bem resolvida” da sua vida e, simplesmente, rola. Ok. Normal. Delícia. Beijo na boca, pegação, sexo. Uma, duas, três, quatro, cinco… Ui! Uma noite inteira de sexo casual da melhor qualidade.

Quem não gosta? Quem não precisa?

No dia seguinte, ele te deixa em casa. Beijinho, tchau.  E é isso. SÓ ISSO.

Quer coisa melhor? Não esperar absolutamente nada? Nada de “eu te ligo” ou “a gente se fala” (Urgh! Detesto!).  Não – em alguns momentos da vida, na boa, nada melhor!

Tenho meu lado “macho” de não querer a tão famosa ligação do dia seguinte, cobranças, “inhéin-inhéin-inhéin”. Bom, que fique bem claro aqui que não estou falando que não é legal receber a tal ligação. É, é sim. Mas tem mulher que apela e dá uma de desesperada. Desculpem-me as que são assim. Eu não sou, mas isso é assunto para outro post.

Porém (sim, siiiim… tem um “mas”, um “porém” nessa história) o bonito dá sinal de vida. Ele se lembra de você no mesmo dia que te deixou em casa sem pretensões, sem expectativas.

- Cacete! Não era pra mandar mensagem porra nenhuma! Era só sexo, lembra?

Então, vocês começam a se falar, trocar mensagens gostosas, se encontrar com certa frequência. E você começa a gostar da coisa. Aí pronto. Todo o seu momento “mulher bem resolvida” vai para o ralo e o que era só sexo casual, vira paixonite aguda.

E é nesse exato momento que o número de mensagens começa a diminuir ou, pior, elas nem são respondidas. As ligações e os convites para sair caem drasticamente. E quiçá role uma conversa, elas são toscas e frias.

O que você fez de errado é a única pergunta que martela na sua cabeça. Vejamos: nada de exageros, nada de crises de ciúme, nada de pedidos de casamento, nada de gafes na cama (muito pelo contrário, isso é o que vocês faziam de melhor).

Obviamente, você se sente uma idiota, pois ele era só sexo, prazer e diversão como outros já haviam sido. Enfim, o que não era para ter passado da primeira e, talvez, única noite, acaba. Você sente uma dorzinha, mas aprende. E o melhor (sério!): não esquece o significado de sexo casual.

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Oral não é preliminar

27/06/2009

Luciana SabbagEu não estava muito a fim de falar de sexo aqui, mas quem é que não faz, né? (Sandy, eu sei que você não lê meu blog!) Então…

Aconteceu comigo duas vezes. Dois caras diferentes e um mesmo fim.

Não tem nada mais gostoso do que sentir o clima esquentando aos poucos… No primeiro dia é só beijinho. No segundo dia, rolam umas passadinhas de mão. No outro, uns amassos mais fortes. Aí começam as mãos por dentro da roupa, as ameaças de tirá-las, beijos mais estratégicos e por aí vai… (Não vou estender muito, para não virar um conto erótico, ok?!)

Algumas mulheres detestam, outras fingem não gostar, outras fingem gostar e outras gostam pra valer. Em compensação, todos os homens amam sexo oral e fazem o possível para consegui-lo.

Detesto vulgaridade do tipo “chupa?” e mãos empurrando minha cabeça, mas quando a coisa acontece com carinho (e só quando EU decido fazer), admito que curto pacas! (Pai, me jura que você não está lendo este post!). Gosto de ver o cara sentir prazer… mas tudo tem limite!

Algumas “modalidades” de sexo não devem acontecer antes de existir uma intimidade razoável entre o casal. E a “Sra. Apressadinha” aqui nunca se toca dessas coisas… Outra: é preciso haver cumplicidade. Se o cara quer que a mulher faça, ele que faça também!

Sexo oral em namorado é normal (e fundamental, delicioso, necessário etc etc etc), mas em ficante (peguete, rolo ou o que for), não! E “mais não ainda” quando vocês sequer transaram.

Com os dois caras eu estava começando a ficar e #prontocaguei, caindo de boca onde não devia, antes da hora. Não tinha rolado nada demais entre a gente, além de uns amassos! Detalhe: não transamos depois. Obviamente, eles se sentiram fodões o máximo e passaram a me olhar por cima…

E eu só fiz isso com a melhor das intenções! Eu queria agradá-los e mostrá-los o quanto eu entendo dessa arte. Mas, aposto que fui mal interpretada. Não deixei as coisas rolarem antes e me tornei um objeto sexual para eles…

Por isso, a dica (para você, mulher!) é: se o cara não é seu namorado, transe com ele antes de fazer sexo oral. Ou só faça se vocês realmente forem transar na sequencia. Se não está na cara que vocês vão continuar esquentando o clima até o fim, não faça! É capaz de você passar uma imagem que não está a fim de passar (leia-se: de vagabunda) e ficar chupando o dedo como eu fiquei.

Sexo oral não é preliminar, meu bem. Ele não é só mais um degrau na escada do “esquentamento de clima”. Sexo oral é sexo. Ele só pode ser considerado preliminar se vocês já estão deitados nus, numa cama de motel e, de fato, vão transar.

Eis a minha mais nova teoria.

Beijos,

Lu

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Sim, ele foi me ver!

25/06/2009

LeitoraSou meio viciada no Twitter. Sempre usei uma foto da Audrey Hepburn no avatar. Um belo dia, resolvi colocar uma foto minha mesmo. Como num passe de mágica, começou a chover homem em mim. Ok, nem foram tantos convites assim, foram só alguns que ,delicadamente, recusei.

Houve um menino que insistiu por quase dois meses, até que resolvi dizer “sim”. Eu não tinha nada a perder, mesmo… Estava meio triste, tentando esquecer o cara que prometeu me convidar para sair (e, até hoje, nada!) e que, por acaso, descobri ser amigo de infância desse — mas isso é história para um outro post!

O convite foi feito na terça-feira, para sairmos na sexta-feira. Nisso, ele já ganhou vários pontos. Explico: como entre terça e sexta há um bom espaço de tempo, eu não era a última opção na lista de presas em potencial do rapaz. Quando você é a última opção, o cara te chama na última hora — provavelmente porque a garota que ele convidou na terça-feira deu o bolo…

Fui. O lugar que ele escolheu era confortável e caro. Mais um ponto para ele, que não me chamou para comer no shopping ou em alguma espelunca qualquer. Durante o jantar, tanto eu quanto ele estávamos muito interessados em ouvir o que o outro tinha para dizer. Sabe quando você percebe que a pessoa realmente quer te conhecer?

O vinho acabou e resolvemos esticar a noite. Ele pagou a conta (mais quinhentos pontos, porque sou da opinião de que o homem deve, sim, pagar!). Saímos do restaurante, e ele resolveu andar com o braço enganchado no meu, até chegarmos no carro. Abriu e fechou a porta. So cute! E, apesar de ter ficado olhando para meus ombros e meu decote durante as duas horas do jantar, não tentou me agarrar ali na rua. Um verdadeiro gentleman.

Dali, fomos para um bar encontrar uma amiga. Entramos de braços dados, mais uma vez. No sofá do bar, ele colocou o braço sobre meu ombro, para me proteger de um bêbado que já havia esbarrado em mim uma vez ou duas. Ficamos assim por um bom tempo (me desculpe, mas eu gosto de me lembrar dessas coisas fofas).

Ele me trouxe em casa e, na despedida rolou um superbeijodeliciosoquemelevouaocéu. A coisa esquentou e ele sugeriu que fôssemos para a casa dele. Eu não sou mais criança e estava, sim, com muita vontade de aceitar essa proposta indecente, porque aquele beijo tinha sido maravilhoso — tão maravilhoso que ainda hoje perco o fôlego só de me lembrar — e isso é raro. Eu realmente teria ido, se não estivesse usando O.B. naquele momento. Não, não contei que estava menstruada. Apenas falei “hoje não”, fiquei mais alguns minutos em silêncio abraçada a ele, até a gente se… err… acalmar, e entrei em casa. Depois disso, não falou mais comigo. Desconfio de que ele ficou com raiva por eu não ter transado com ele.

Se eu aplicasse na prática todo o conhecimento adquirido na teoria com “Ele simplesmente não está a fim de você” (livro) e “Ele não está tão a fim de você” (filme), eu não teria passado pelo o que contarei no parágrafo seguinte. Mas não, eu não aprendo. Só sossego quando tenho a certeza de que fui dispensada — mesmo sabendo que o simples fato de essa dúvida existir já é a própria confirmação do pé-na-bunda.

No sábado seguinte, oito dias depois do nosso primeiro e único jantar, resolvi falar no MSN: “hoje vou em tal lugar, aparece lá, se quiser”. E não é que o gato foi? Eu estava no balcão do bar com alguns amigos e, de repente, vejo aquele ser alto e loiro, sozinho, na entrada. Fiquei toda feliz e animada pensando que terminaríamos o que começamos na semana passada. A alegria durou pouco, porque ele passou por mim, me olhou com aqueles olhos azuis e tristes, e não me cumprimentou. Falei para ele se sentar ao meu lado. A resposta? “Não, eu vou dar uma volta” e sumiu. Sozinho, como é do costume dele.

Curitiba é um ovo, mas há muitas opções de lugares para ir em um sábado à noite. Por isso, nunca entenderei por que razão ele resolveu ir EXATAMENTE no lugar em que eu falei que estaria, se a intenção era me ignorar. O desprezo online não era o bastante? Pagou caro na entrada da balada só pelo prazer de me desprezar ao vivo e em cores? Ele está prestes a fazer Doutorado com apeans 28 anos, mas, definitivamente, é louco.

Cheguei em casa alcoolizada, me sentindo um lixo e obviamente desabafei no Twitter. Também, sob efeito do álcool, resolvi apagar o número dele da agenda do meu celular e dar um belo unfollow no bonitão, que também parou de me seguir. Para completar o serviço, me bloqueou no MSN. Confesso que me arrependi um pouco, porque eu fico meio impulsiva e inconsequente depois que bebo, e não gosto de terminar as coisas dessa forma drástica. Mas sou uma drama queen por natureza e não há escapatória…

No fundo, até que foi bom que tudo tenha terminado assim porque, quando eu encerro as coisas com classe e elegância, sempre resta uma pontinha de esperança de que o cara, um dia, vai voltar — mas o cara não volta. E de nada adianta ficar alimentando falsas esperanças por um relacionamento que nunca aconteceria. Assim, pelo menos, eu não cairei mais uma vez na tentação de informá-lo sobre meu paradeiro. Assim eu não repetirei o mesmo erro.

Já aprendi que, na minha vida, as decepções vem em série, então nem fico muito surpresa quando acontece mais uma. Mas essa foi o cúmulo e voltei seriamente a considerar a possibilidade de namorar com uma mulher. Para ampliar o campo de possibilidades, sabe? Além disso, tem a Patty, que gosta de mim há dois anos e…

Palavra da leitora

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