Arquivos para a Categoria ‘Coluna – Palavra do leitor’

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Os relacionamentos e as máscaras

16/01/2012

O diretor e preparador de atores carioca Pedro Freire tem uma teoria muito boa sobre preparação de atores. Os egípcios, segundo ele, faziam aqueles desenhos em princípio sem perspectiva – com o nariz de lado e os olhos de frente – porque, para eles, aquela era a representação ideal de um olho e a de um nariz. Então, não importa a posição que o desenho estivesse, os olhos e narizes seriam sempre iguais, assim como pés, mãos etc. Para eles, a forma ideal era mais importante do que a realidade. Então, segundo Pedro, muitas vezes atores interpretam essa forma ideal, e não a realidade. De acordo com o diretor, se você fala para um ator “fique triste”, ele automaticamente vai vestir a “máscara” de triste, que é a forma ideal, e fazer uma caricatura da tristeza. Mas se, ao invés disso, você disser a ele que o personagem dele acabou de perder o filho em um acidente, e que aquele era o filho querido e único de um casal que não podia mais ter filhos, aí sim ele vai interpretar bem a tristeza.

Mas por que este texto sobre interpretação está aqui no AMDI? Porque na vida real – e principalmente nos relacionamentos – as pessoas interpretam e esperam sempre máscaras, formas ideais, e não pessoas reais. Um homem espera sempre a forma ideal da puritana, uma mulher espera a forma ideal do homem fiel e carinhoso. Mas essas formas ideais são falsas. São apenas máscaras. Assim como um ator a quem é ordenado “fique triste” vai tão somente vestir a máscara – a forma ideal – da tristeza, uma mulher que dela se espera que seja “puritana”, vai somente vestir a máscara da puritana, que, assim como a máscara da tristeza, é somente uma máscara, externa, e não condiz com a realidade.

E nós não aprendemos. Pedimos que as pessoas sejam fiéis, carinhosas, safadas, quietas, comportadas, inteligentes, e recebemos nada mais que máscaras. Mas se ao invés de esperarmos ou pedirmos que uma pessoa seja carinhosa, por exemplo, nós explicarmos a ela nosso conceito de carinho, o que faz de uma pessoa uma pessoa carinhosa, aí sim ela será carinhosa, e não só uma máscara de alguém carinhoso. E as pessoas agem assim porque a sociedade nos cobra máscaras. “Seja inteligente”, e lá vamos nós vestir a máscara de inteligente, lendo livros “intelectuais” e rejeitado cultura popular. Mas isso não é ser inteligente. Isso é a máscara, é PARECER inteligente. Mas como a máscara funciona bem, não nos damos o trabalho de nos aprofundarmos. E é aí que nascem os problemas nos relacionamentos.

Em determinado ponto, descobrimos que aquela pessoa carinhosa, atenciosa e fiel, não era nada disso, somente estava vestindo a máscara do carinho, da atenção e da fidelidade. E máscaras não duram para sempre. É a menina com a máscara de comportada que, quando está longe do namorado, age como se fosse solteira. É o sujeito que veste a máscara de carinhoso, mas está de saco cheio fazendo cafuné. E como diz o ditado, uma hora as máscaras caem. E qual a solução para isso, se é que existe uma solução? Simples: tentarmos ser e esperar das pessoas mais que máscaras, mas a compreensão do que aquele conceito significa. Ao invés de pedirmos “fique triste”, vamos explicar o porquê daquela tristeza. Ao invés de pedirmos para a pessoa ser carinhosa ou comportada, vamos explicar o que significa REALMENTE ser carinhoso ou comportado para nós.

Eu admito que eu mesmo visto diversas máscaras, e vesti durante meus seis namoros anteriores. Mas meu namoro atual me fez ver através das máscaras. Me fez ver que “triste “ é muito mais do que baixar os cantos da boca. Me fez ver que fiel é muito mais do que fingir que não vê outras mulheres nas ruas. Me fez ver que respeitar é muito mais do que sair falando por aí que ama. E isso tudo porque a minha namorada não usa máscaras. Inconscientemente, ela pergunta “o que é triste?”, ou “o que é respeito?”, eu explico e fica tudo bem. E atualmente eu e ela não usamos máscaras. Nós procuramos entender o conceito do que o outro quer, e agimos assim. Parece complicado? Acreditem, é muito mais simples do que viver decorando as milhares de máscaras que existem e saber o momento de usar cada uma. Podem apostar.

Palavra do leitor

(por Léo Luz)

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A certeza da certeza

28/05/2011

Nunca acreditei nesses combinados do amigo apresentar uma amiga, dizendo: “ela se interessou por você”; nessas paradas de cupido e histórias de comédias românticas.

Pois é, venho por meio deste me contradizer!

Em uma bela noite estrelada de primavera, estávamos em casa um amigo e eu, quando, nessas de navegar pela internet, ele comentou sobre uma amiga que estudava com ele, que viu umas fotos minhas em seu facebook e havia se interessado. De cara pensei “Ihhh furada”, mas fui checar o perfil da garota e, cara… Ela era maravilhosa!

Vasculhando o perfil, não entendi como e o quê aquela gata tinha visto em mim, nos adicionamos nas redes e MSN. Passamos mais de um mês conversando e sempre que tentávamos marcar algo, existia um contratempo — ou era meu trabalho, o dela, as trips de final de semana ou eventos pessoais. Foi então que, numa sexta-feira, com trip marcada, eu a convidei para ir conosco. Ela, ainda com receio de viajar com um “desconhecido”, aceitou. Claro que nosso amigo em comum iria com a namorada.

Não sei porque mas, desde o primeiro momento em que foi citado o “tenho uma amiga interessada em você” eu já tinha a certeza de que aquela garota de olhos verdes seria a minha namorada.

Já em minha casa de praia, conversamos muito e, com muito custo, a beijei. Acreditem, nunca gostei tanto de beijar uma boca como a da minha “Lôra”.

Nossa ligação foi muito forte de início, surpreendente, inacreditável… Éramos como Eduardo e Mônica (Hahaha, brincadeira! Não estávamos em uma festa estranha com gente esquisita e ela não tinha tinta no cabelo. Estávamos mais pra Bonnie & Clyde mas, claro, sem os assaltos e assassinato). Quer saber? Não existe uma comparação clara pra nós, em meu ver somos o casal mais foda do planeta.

Foram exatos 12 dias para que eu a pedisse em namoro. A quem de fora olhava a situação me achara um louco, mas nunca na vida tive tanta certeza em relação ao coração.

Estou mais que feliz em questões românticas, sei que é clichê dizer essas coisas mas, quando é real, tudo cai como uma luva. Eu encontrei a pessoa que me completa e que, além do amor e paixão, temos a amizade, respeito, companherismo e mais perfeita cumplicidade. Sou extremamente, megaputaqueparivelmente e imensamente apaixonado por ela e não sei mais como demonstrar todo esse amor.

Domingo comemoraremos nosso aniversário de namoro, então pelo #AMDI vou dizer o maior EU TE AMO do planeta!

Kauyne Parise,

Obrigado por ser a melhor namorada do planeta,

Obrigado por fazer a minha vida completa,

Que soe revolucionário ou clichê…

Kau, EU AMO VOCÊ.

Palavra do leitor

(por Rodrigo Martins)

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Ei, eu também quero!

16/03/2011

Sério, quem me conhece sabe que eu estou longe de ser machista (ao menos na maioria das vezes) e que eu acho o máximo ver que as mulheres têm se destacado cada vez mais. Penso que é muito válido termos vocês, mulheres, se saindo tão bem em tudo. Isso não tem muito a ver com a história que vou relatar aqui, mas achei pertinente por ser a primeira vez que escrevo para este blog.

O que eu realmente quero contar é sobre uma vez que saí com uma bela mulher e que não foi tão bom quanto eu esperava.

Era verão. Eu estava em Guarapari, ES com meu primo e alguns bons amigos. Guarapa, como carinhosamente chamamos aqui no estado, é uma cidade típica de veraneio: fora de temporada não fica ninguém e, na alta estação, a cidade fica entupida de gente de vários lugares, mas os mineiros, meus conterrâneos, são a absurda maioria. Aconteceu que em uma bela noite, no Beco da Fome, vi a Julia*, uma mulher linda, que atraía todos os olhares. Não sei por que cargas d’água, ela ficou interessada em mim, mas falar sobre patologias mentais não é o foco deste texto.

Conversamos, brindamos, bebemos e nos divertimos bastante. O papo foi rendendo: ela me contou que era de BH (tinha um sotaque muito gostoso), que gostava de goiabada com queijo, que tinha dois cachorros e que sentia cócegas quando as bolhinhas do champanhe batiam no nariz dela. Disse que adorava caras como eu, que eu era muito inteligente e que isso a excitava. Disse que sentia tesão em tomar tapas na bunda, que a posição preferida era de quatro e que gostava de ouvir xingamentos e sacanagens na cama. Como eu falei, o papo rendeu. Muito.

Rendeu tanto, que ficamos. Ela beijava muito bem. Era cheirosa, sexy, tinha seios lindos e adorou a minha mão passando pelo corpo macio dela. Era demais para ser verdade: aquela gostosa me deu bola e agora eu estava alisando o corpo dela, beijando-a como se não houvesse amanhã. O clima ficava cada vez melhor, nos empolgávamos cada vez mais e aquilo não poderia acabar em outro lugar senão na cama, ou eu seria o cara mais frustrado do planeta.

Começou e era o que eu imaginava e mais. Ela realmente era muito gostosa. Mexia como ninguém (até aquela época), falava putaria, era safada, pedia posições e estava me elouquecendo. Eu, retribuía a tudo aquilo sendo o mais pervertido possível. Dei os tapinhas que ela gostava, a coloquei de quatro, de cinco, de dez, de vinte. Transamos muito e o clímax foi incrível. Tudo perfeito. Tudo se encaixava. Estava apaixonado e já queria casar. Depois dos orgasmos, ficamos deitados, lado a lado, curtindo um ao outro, nos acariciando, conversando, nos beijando, conversando, passando a mão um no outro, conversando, nos excitamos de novo e acabou a conversa.

Só que quando eu pensei que iríamos reencenar o espetáculo, algo muito perturbador aconteceu: durante as preliminares, eu estava usando meus dedos nela, ela estava curtindo muito. Eu estava ali, todo pronto e ela curtindo. Eu tentei ir para cima e ela curtindo. Ela gozou. E eu… bem… eu fiquei. Ela colocou a roupa e eu fiquei. A broxada foi automática. Ela se satisfez, disse que estava morta, que gozou muito gostoso e eu nada. E ela nem se importou comigo. Me deixou na mão. Literalmente.

Eu adoro quando eu sei que consegui dar prazer a uma mulher. Eu me preocupo com isso e penso que a transa não foi completa se eu não conseguir fazer a minha parceira gozar. E justamente por agir assim, eu esperava que ela fizesse o mesmo comigo. Eu fiquei muito decepcionado porque ela nem percebeu que eu também estava ali e também queria gozar. Do contrário, a minha presença não seria necessária, certo? De qualquer maneira, pensei que aquilo poderia ter sido um descuido, um lapso e que em uma outra oportunidade as coisas seriam diferentes.

Nos despedimos sem esquecer de trocar contatos para um novo encontro e da segunda vez, aconteceu de novo. Aí eu percebi que não foi um vacilo. Ela era egoísta mesmo e aquilo era, e ainda é, inaceitável para mim. Os homens também queremos que vocês se preocupem com o nosso prazer. Também temos as nossas demandas e quando tudo isso isso é satisfeito, o casal só tem a ganhar.

Depois que tudo acabou, dei um beijinho nela e disse: Adorei. Adeus. Estou voltando para Vitória. Mentira! Não fui… eu só não queria ter mais noites de sexo muito bom, mas só até a metade. Não nos encontramos mais.

Palavra do leitor

Por Matheus Costa (@30s)

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Resposta a “Planos”

05/01/2011

Começo esse texto com uma indagação: você consegue se relacionar sem fazer planos? Não responda ainda. Deixe-me contar algumas coisas importantes sobre relacionamentos.

Homens e mulheres são diferentes e isso é indiscutível. Repare no comportamento. Homens possuem ativação visual, ou seja, reparam muito antes no corpo do que no som da voz de qualquer guria. Já nossas donzelas são mais sensoriais, percebem o cheiro do perfume, os gestos, as palavras. Ok, não prestamos e a natureza é a culpada. Ponto. Mais a fundo, ouvimos as amigas falando que querem casar, ter filhos, constituir família e blá-blá-bláááá. Enquanto, do outro lado, os amigões marcam viagens, comentam sobre comprar carros esportivos e paquerar as amigas das irmãs. Alguma novidade? Nenhuma. Mas e quando tal cenário sofre uma mudança? E quando vemos homens falando de casamento, filhos e lavar louça?

Veja, acabo de sair de um relacionamento de três anos, repleto de planejamento. Apartamento, noivado, filhos e viagens. Mas não fui sempre assim. Já tive o meu passado sombrio — do qual não cabe comentar no momento — e não pensava em compromisso. Entretanto, assim como nossa amiga Luciana Sabbag (saiba mais aqui), me apaixonei. Não por vontade própria, afirmo com veemência, mas por acidente. Conheci uma pessoa maravilhosa, irritantemente diferente em uma caralhada de aspectos, mas que soube valorizar cada virtude. E isso, querido leitor, é o suficiente para florir a vida de um ser humano.

Quem não planeja ter uma vida longa e feliz ao lado da pessoa que ama? Isso não é privilégio da mulherada. E por mais que você seja adepto ao tal do “Carpe Diem”, se rende mesmo ao amor. E, a partir disso, entro no ponto chave desse discurso: amor. Dizem que quem ama cuida, mas quem ama também planeja. E isso é ótimo. É maravilhoso acordar pensando em como surpreender a (o) outra (o), em como arrancar um sorriso de quem se quer bem. Afirmo, com base em minhas experiências (anti) românticas, que a melhor sensação do mundo é ver quem se ama feliz. Seja por um botão de rosa dado durante o almoço, no despertar do domingo com um café da manhã e uma massagem ou interromper aquela briga e dizer “eu te amo”. E antes que coloquem minha cabeça a prêmio com acusações de hipocrisia e conveniência, perguntem-se o que é o amor.

Quando amamos alguém, queremos o bem do outro ou o nosso próprio? E agora respondam, é possível se relacionar sem fazer planos? Sim ou não? Sim?! Então, leitor ou leitora, te falta ou faltou emoção nesse relacionamento. E para você que disse ‘não’ e parte do mesmo princípio que esse blogueiro que vos escreve, está de parabéns. Fazer planos é saudável, é humano e esperançoso. É tudo o que precisamos para tornar o mundo um pouco melhor. E não se avexe se todos os planos feitos até agora foram desvalorizados ou não deram em nada. Reapaixone-se! Conheça novas pessoas, novos amores, faça novos planos. Não perca tempo em sua vida pensando que fazer planos é uma perda de tempo. Mas cuidado para não virar escravo (a) do futuro. Lembre-se, aprecie com moderação e ame loucamente. Como se fosse sua primeira vez! E se me perguntarem o que fiz com todos os meus planos que não deram certo, responderei com louvor: “guardei cada um para a próxima que me conquistar”. Um beijo e muito amor.

Trilha sonora perfeita: beijar na boca – Claudia Leitte

Palavra do leitor

Por Bruno Acioli

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Once upon a time…

24/11/2010

Era uma vez a história entre Paula e Danilo, duas pessoas que se conheceram num microblog, o Twitter.

Num domingo casual, Danilo está em sua casa contemplando a vista do apartamento quando resolve entrar no Twitter, um microblog mundial, amplamente dominado por Brasileiros, o povo que mais consome rede social no mundo, o povo mais quente do mundo. :)

Danilo está em sua Timeline quando um tuíte desperta sua atenção. Uma foto preto e branco, um olhar, um sorriso do lado esquerdo compõe o avatar de Paula, uma garota distinta, dona de pitacos sagazes e humor refinado aliado a vida despreocupada e pacata do interior paulista. Danilo olha com atenção, procura pistas, lê os posts, busca as entrelinhas, os detalhes, quer saber mais profundamente quem é Paula, o que ela faz, de onde ela fala, o que ela procura no Twitter.

Danilo é um homem criado, paulistano contumaz, acostumado com o concreto, a selva de pedra, a sirene e o trânsito, mas é crente que em algum lugar algo maior o espera, algo talvez menor, mas ainda desconhecido.

Danilo lê um tuite de Paula e a responde, busca chamar sua atenção, busca um sinal. Paula retribui, ela é atenciosa, simpática, singular, além de atraente e sedutora.

Subitamente, Paula desaparece, sem deixar vestígios, traços, rastro. Danilo se preocupa, mas aquele é seu único contato, sua única pista. Dois meses depois, ela retorna e num dia a noite posta algo típicamente seu, algo refinado, bem humorado, beirando a inocência. Danilo a cumprimenta, diz que tinha saudades de vê-la mais frequente por ali, mais presente. Ela se justifica, diz que estava sem o computador em mãos, ela estava de volta.

Paula, num rampante de ousadia, envia a Danilo uma mensagem particular. Ela lhe dá o endereço de mensagem instantânea, e Danilo a adiciona, a procura. Iniciam uma conversa descontraída. Danilo flerta com Paula, a princípio ressabiada, resguardada com o rapaz da metrópole. Eles discutem gostos em comum, as suas vidas, anseios e experiencias amorosas. Danilo está atraído, Paula aparentemente também. Tudo como num conto de mágica, numa fábula… A conversa deslancha e se estende por dias, semanas e os dois ensaiam um encontro. Decidem que será na cidade de Paula. Fazem planos, contam os dias, as horas, os minutos. Danilo se arruma numa sábado plúmbeo em São Paulo e pega a Anhanguera sentido Campinas. Paula está em casa, se arrumando, ansiosa. Danilo também. Nas curvas sinuosas da rodovia, ele conta os quilômetros, os pedágios. Finalmente, aparece a entrada 151, a entrada para a cidade de Paula. A placa de boas-vindas saúda Danilo, que já visitara o lugar alguns meses anteriormente a trabalho. Danilo a telefona e marcam o encontro em uma loja de conveniência, num posto de gasolina amplo na cidade. A noite havia caído. Danilo estaciona e aguarda por Paula. Do lado de fora do carro, ele se encosta na porta, envia pistas de romance e assiste de camarote a dança das estrelas cadentes no céu limeirense…

Eis que a ansiedade acaba… Paula se aproxima e diz ‘olá’ à Danilo. Os dois se abraçam, ele a entrega a chave de seu carro e pede que ela os leve até algum lugar legal para comerem algo e conversarem. Paula sugere uma lanchonete aconchegante perto dali, os dois pedem algo leve e se olham, se conhecem, se contemplam… Danilo admira as mãos da garota e a elogia dizendo o quão linda ela está, o cabelo impecável, o vestido indefectível, o aroma adorável do perfume Jean Paul. Eles batem papo, tentam dissociar tudo o que havia sido dito anteriormente e ter uma conversa normal, menos idealizada e mais prática. Danilo segura as mãos da moça e de lá eles partem rumo a um bar. Clima de paquera, reggae na vitrola, cocktail de frutas na taça, tudo parece estar perfeito, e até aquele momento está! Danilo sente a brecha e a beija, e coloca seu cabelo atrás da orelha, conforme ‘ensaiado’. Ela é receptiva. Danilo elogia o seu piercing, mostra que ele tinha o mesmo brinco, no mesmo lugar… Eles se beijam mais. É inegável que ainda paira uma certa tensão, mas o gelo está sendo derretido… Eles rumam pela noite adentro de sábado, cidade do interior as opções não são tantas, mas existem bares e Paula como que mapeia a cidade, mostra o clube, mostra alguns locais conhecidos, a prefeitura…

Paula, apesar da tenra idade de 24 anos, já experimentou um casamento mal sucedido. Traição, inverdade e decepção produzem na garota uma sensação complexa de se descrever. Ela olha o amor de esguelha, sempre espera o pior e, quando fatalmente o pior acontece, ela não sofre tanto. É calejada, é experiente. Paula tem um filho pequeno, o amor de sua vida, o ar que ela respira, o grito que ela ecoa quando se sente acuada. Uma parte importantíssima de sua vida é o pequeno Lu. Danilo percebe em Paula, às vezes, um comportamento contradizente, quase arredio, mas ele sequer a conheceu, ele gosta dela, ele a quer muito bem. Os dois continuam a transitar pela cidade, e eis que Danilo lhe faz um convite, uma proposta indecorosa. Os dois decidem consumar o ‘amor’, se tornarem um corpo só, unidos por dois corações… O prazer vem a tona, eles se arriscam, eles ousam, eles se expõem… Beijos sinceros, sem culpa e orgasmos múltiplos num pequeno destino em algum lugar do interior… O tempo passa, as horas se estendem, é hora de ser arrumarem e voltarem ao mundo, precisamente a cidade e a casa de Paula.

Os dois conversam pela madrugada fria, uma barreira havia sido quebrada, um elo rompido, o vínculo definitivamente aumentado…

Danilo é mais romântico, ele é mais crente do amor, apesar de viver na cidade plúmbea, ele ainda se encanta. Paula, por vezes, se comporta de um modo antagônico. Danilo percebe que ela é uma moça que não teme um pouco mais de investida, não teme homens que tenham uma intenção mais profunda, mas sente que ela teme um beijo inocente por medo de se apaixonar e deixar sua zona de conforto. Danilo a deixa e eles se despedem com um beijo longo e promessas de reencontro em um dia, algum lugar. Danilo pega a estrada, enfrenta percalços e retorna a São Paulo. Paula dorme, acorda inquieta e toma uma decisão… Os dias passam, o afastamento parece ser a tônica, a novidade. Danilo se fecha, sente-se preterido e chega a ser rude com a garota. Paula simplesmente vive seus dias de trabalho, maternidade e diversão. Danilo escreve sobre música… Danilo, apesar de homem feito, sente-se confuso. O que teria acontecido, o que a teria desagradado? A distância, a diferença de idade, a química da atração pessoal? Tudo somado? Danilo tenta reconstruir a fábula, ele se equilibra na linha tenue do faz de conta, da relação tempo/espaço, ficção/realidade. Paula é uma garota simples, porém não simplória. Danilo sonha em morder a ‘Big Apple’, rever a cidade-luz, preferencialmente com a garota, mas talvez a madrugada tenha acabado e o trem da paixão ido embora… Paula parece não se importar muito além da vida local, do seu cotidiano. Ela realmente quer ser querida e amada pelos amigos, o sentimento de pertencer a algo, ser motivo de orgulho aos pais amados e uma heroína ao pequeno Lu, uma mãe e pai para o garoto. Danilo tem vontade de pegá-la pelas mãos e mostrá-la o quão grande esse país e o mundo são. Povos, línguas e culturas diferentes. O que pensará Paula sobre isso? Danilo não a considera um troféu, nunca sonhou com um único encontro mesmo que ‘completo’, não que isso seja uma praxe de alguns rapazes por ela, mas realmente existe uma diferença.

Paula e Danilo experimentaram o amor juntos, poucas horas, mas experimentaram, foram íntimos… Paula dá indícios de que existe outro algúem que seu coração e mente se encantam. Danilo busca em outros corpos e bocas o efeito daquele dia, daquele momento. Paula não compara, apenas experimenta, apenas vive… Não existem respostas, elas estão subentendidas, nas entrelinhas… Danilo e Paula, os nomes escritos na comanda do bar, pessoas comuns, um típico one night stand.

Dois meses depois, eles não se falam mais, ela tem outro amor: está apaixonada por uma rapaz de sua cidade natal. Danilo ainda sai pela paulicéia em busca de um novo amor. O cotovelo ainda dá pontadas diárias, mas ele sabe que é mais que hora de desencanar, de saber que nunca mais irão se rever. Danilo sabe que fez tudo o que estava a seu alcance e mais um pouco, mas não foi o suficiente para a garota se apaixonar. É hora de recolher os cacos do chão e recomeçar…

Palavra do leitor

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O bom moço

20/12/2009

Estou com quase 40 anos. Não costumo ficar acordado até tarde e estou aqui, às duas hora da manhã, escrevendo o que sinto, o que me perturba e o que me inconforma.

Fui casado por 10 anos e, depois de 5 anos separado, ainda me questiono se fui eu que errei. E a resposta é “não”! Talvez 30% da minha parte e 70% dela. Para quem conhece o livro “As Cinco Linguagens do Amor” (Gary Chapman), posso dizer que nós amamos de forma diferente. Porém existe uma coisa que ainda não posso aceitar: sempre as outras coisas vem em primeiro lugar — geralmente o trabalho. Acho que sempre fui compreensivo e tolerante, sempre cuidei da nossa filha mas, quando a pessoa não pode parar cinco minutos para dizer se vai voltar para jantar em casa, definitivamente o errado não sou eu!

Neste momento o que me motivou a escrever estas palavras, foi a recaída que tive com a ex-namorada (recente). Teria completado dois anos que nos conhecemos no final de novembro, mas acabou! E desta, a minha reclamação é muito maior. Fiz de tudo por ela!

Ela mora em Mato Grosso e eu em São Paulo. Já dá para imaginar os gastos que eu tive mensalmente para manter este relacionamento? Tudo saía do meu bolso quando ela vinha ou eu ia, fora telefonemas para um celular que tem problema para pegar! Mandei presentes materiais e sentimentais, verdadeiras obras românticas, além do apoio espiritual e psicológico a ela. Mas quando eu fiquei desempregado três vezes no ano, o que foi que eu recebi em troca? Apenas a insistência da pessoa em dizer que precisamos dar um tempo?! Pô! Se não for para ficar comigo, podia ter dito isso antes! Chegamos a completar um ano de namoro para perceber isso? Pura comodidade. Eu que estava fazendo tudo, né? Inclusive aluguei um apartamento de três dormitórios para cuidar da filha dela de 2 anos (que o pai não quis assumir).

Estatísticamente, se eu revelasse quantas pessoas com quem transei ou beijei, muitos leitores assustariam. Afinal, me divorciei aos 33 anos e ela (ex-esposa) foi a primeira em tudo. Conheci outras pessoas só depois desta idade. E olha que não sou feio, não é falta de opção. Posso perceber diretamente da minha pesquisa verbal com as minhas amigas e pelas moças que me paqueram nas ruas e nos shoppings. E são moças bonitas, diga-se de passagem. O problema é que no fundo, no fundo, ainda sou para casar, nunca quis aventura, e não sei em que vai dar se chegar em qualquer pessoa na rua. Preciso conhecer…

Eu tenho profissão na área de informática e, mesmo perdendo emprego, tenho arranjado outro sem aceitar outro salário menor — o que prova que ainda tenho certa estabilidade financeira. Tenho me esforçado muito para aprender a cozinhar e tenho feito bons pratos! Descobri que sou sensível e tenho um lado artístico em desenvolvimento. Fiz teatro, aulas de dança, canto no karaokê, faço poema e, quando gosto de alguém, eu realmente me dedico. Adoro programas como Ana Maria Braga, Saia Justa e Super Nanny, amo crianças e tenho paciência e psicologia para lidar com elas, além de passear muito ultimamente em shoppings — tudo o que, aparentemente, as mulheres procuram!

Mas não sei o que elas querem!

Já disseram que eu sou exigente, mas eu não acho, não. A mulher tem que ter uma beleza natural, não estar muito fora das medidas (mesmo porque eu não estou), uma certa feminilidade, além de dedicação, carinho e romantismo. É! Acho que tenho Síndrome de Charlotte (Sex and the City) mas, infelizmente, as mulheres ainda querem ser Samantha.

Palavra do leitor

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Como Entender os Homens #02 – Porque os homens se dão mal nas preliminares

14/09/2009

LeitorPor causa do primeiro post dessa que agora parece virar uma série, fui convidado pela Camilla Conde, aqui do AMDI, para fazer um misto de parte 2 com A volta ou Novas dicas. Eu fiquei pensando durante um bom tempo qual seria o tema principal deste, já que, no primeiro, eu classifiquei a nós, homens, em três classes simples.

Eu comprei o livro Alta Fidelidade hoje (dia em que estou escrevendo esse texto) e queria dizer que esse livro tem o melhor início de todos que eu já li. Logo no começo, Rob Fleming — personagem principal — faz uma lista das cinco primeiras chutadas que levou. E ele fala uma coisa que, para mim, foi como se a vida inteira fizesse sentido. Eu praticamente descobri o que diabos aquele computador maldito quis dizer com 42 (papo de nerd. Favor ler Guia do Mochileiro das Galáxias. Grato).

Ele diz exatamente assim, após contar como tentou arduamente colocar as mãos nos pequenos seios de sua segunda namorada (tinham algo em torno dos 14 anos):

“Leia qualquer revista feminina e você verá a mesma queixa várias e várias vezes: os homens — esses garotinhos com dez ou vinte ou trinta anos a mais — são um caso perdido na cama. Não estão interessados nas “preliminares”: não têm nenhum desejo de estimular as zonas erógenas do sexo oposto; são egoístas, ávidos, desajeitados, sem sofisticação. Essas queixas, você não pode deixar de perceber, são algo irônicas. Naquela época, tudo que nós queríamos eram as preliminares, e as garotas não estavam interessadas. Elas não queriam ser tocadas, estimuladas, excitadas; na verdade, costumavam nos bater se tentássemos isso. Não é na realidade muito surpreendente, então, que não sejamos muito bons na coisa. (…) O par perfeito, na minha opinião, é aquele formado pela leitora de revistas femininas e um garoto de catorze anos.”

Agora me fala. Gênio esse cara, ou não? Fui obrigado a rabiscar o livro e grifar a parte que está em negrito aí em cima e tacar um “genial” lá.

Olhem só, todas aquelas investidas frustradas, todas as vezes em que você tocou um seio por cima ou por baixo da blusa por aqueles mesmos milissegundos, toda aquela frustração foi revertida em “foda-se” depois.

Apesar de ser um cara que gosta de passar um tempo bom — e gosto mesmo, sem obrigação — “explorando” o corpo do sexo oposto que esquenta a cama junto, na minha opinião, as mulheres teriam muito mais orgasmos hoje se tivessem deixado a gente dar umas belas treinadas naquela época em que nós tínhamos tanto medo quanto elas de ir para o velho entra-e-sai (favor ver Laranja Mecânica, grato). Além, é claro, do fato de que as preliminares não seriam nem um tabu e nem uma reclamação recorrente.

Tenho certeza que agora você, mulher, vai se lembrar daquele dia em que seu namoradinho sorrateiramente desceu a mão do seu pescoço para seu seio direito e você, apesar de querer muito, disse “tiramãodaíô, tálôco?” e vai juntar essa cena com todas as vezes que o cara lá não teve a manha de acender você e vai saber que fez besteira. Longe de mim querer dar mais essa culpa (se é que você já anda com montes delas, tenho certeza que você acha que sim). A culpa é de vocês, mas não é de vocês. Sacaram?

Meu caro amigo, que está lendo isso e pensando “Pronto. Tenho um belo argumento para ser um merda nas preliminares e ruim de cama”. SHAME ON YOU. Primeiro, se você pensou isso, merece a vida inteira de solidão e masturbação em frente ao computador. Segundo, você é um idiota. Não é por isso que você não pode aprender, né?

Da próxima vez que arrumar uma namorada, (lembre-se, em um one night only você não tem tanto tempo assim para “aprender” o que ela gosta) procure saber o que ela gosta. E deixe de ser um banana e faça, sem medo e sem pudores. Ah, para concluir a dica para você, saiba que saber o que uma mulher gosta, não quer dizer nada. Elas são iguais e diferentes ao mesmo tempo. Difícil de entender né? Pois é assim mesmo.

Para você, querida leitora, desencane, dê uma conversada, diga as coisas. Sem essa de “eu gosto” sair da boca e você pensar “humm, acho que vou ligar pro Carlinhos…”.

Na verdade, entre esse pensamento e “será que eu tranquei a porta?” escolha ligar para o Carlinhos. Ser rejeitado é melhor do que ser ignorado.

Palavra do leitor

Por Pedro (do blog O Crepúsculo)

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Lições

09/09/2009

LeitorSe há uma coisa que sempre se pode tirar de relacionamentos que deram errado, são lições. Vítima ou vilão — não importa em qual categoria você se encaixe melhor — você sempre pode aprender algo com um final conturbado de relacionamento.

Isto posto, posso dizer que, em 2008, aprendi as mais duras e valorosas lições sobre como escolher, cativar, se relacionar e cuidar da próxima pretendente a dona deste bobo que bate no lado esquerdo do meu peito.

Seguindo o que achei ter aprendido, não me afobei e, ao sabor do acaso, conheci uma garota simplesmente encantadora. Bom gosto cultural, linda, inteligente e, veja só, solteira. Mas, por incrível que pareça, o maior motivo que me levou a me aproximar dela com intenções maiores do que uma simples ficada, foi o fato dela também não estar procurando ninguém. Essa foi uma das lições que tive com meus relacionamentos anteriores: a carência pode enganar nossos sentimentos e, uma coisa que parecia forte, some igual baforada em vidro.

Uma vez escolhida, sabia que não poderia demorar muito para beijá-la. Ela queria fazer amigos e eu não estava interessado nesse cargo. Eu só queria pegar ela pela nuca e beijar sua boca. E, novamente, tudo ocorreu perfeitamente. Em um descompromissado pós-balada, estávamos nos beijando como se não houvesse amanhã.

Ter ela mais próxima, emocionalmente falando, parecia um desafio maior. Tínhamos a tal química física, mas eu ainda era só um peguete. Tive que ter paciência, ouvir alguns nãos e tantos outros sins. Mas, devagarinho, ouvi dela um “eu te amo” espontâneo. A pequena estava conquistada? Parecia que sim, afinal, eu e ela vivemos um mês de namoro que, para mim, excedia o perfeito. E essa felicidade, acima de tudo, era concreta. Eu tinha junto de mim alguém que preenchia critérios lógicos e emocionais. Não havia ciúme, brigas, insegurança ou uma história conturbada no início. Ela gostava de mim porque eu era legal, e não por escutar suas lamentações. Fazia sentido gostar dela e quando conversávamos, sentia sem medo de errar que ela vivia os mesmos sentimentos que eu, com a mesma intensidade.

Numa segunda-feira a tarde, eu disse a um amigo pelo MSN, “Cara, nunca fiz as coisas tão certas num tempo tão certo. Por isso tenho certeza que agora vai. E se não for, o que duvido que aconteça, só tento novamente depois dos 35”. Porque fui dizer isso?

Na mesma segunda-feira, eu e ela nos encontramos para ir ao cinema. Tudo ok, filme assistido, beijos demorados, olhares cúmplices, conversas existenciais, risadas espontâneas. Uma noite perfeita, interrompida por uma frase de seis palavras que, ao ouvir, meu coração já soube que ali tudo mudaria. Ela me disse “Viu? Preciso te falar uma coisa…” .

Resumindo, mas resumindo muito, levei um pé na bunda. No dia, o pretexto foi uma inesperada viagem à Espanha que aconteceria dali a seis meses. O passar das semanas provou que era só uma desculpa, uma vez que em todas as discussões que se seguiram, a tal viagem nunca mais foi citada. O motivo oficial desde então, esse sim muito mais crível, foi que de um dia para o outro, o amor acabou. Igual a uma chavezinha de liga e desliga, onde você escolhe gostar ou não daquela pessoa. Ela racionalizou, decidiu que era momento de ficar sozinha, foi lá e, click! “Não o amo mais!”

Ainda nos falamos, mas tudo indica que vou morrer sem saber as motivações reais dela. Contando a história assim, resumidamente, os fatos conferem à garota toques de frieza e maldade que não existiram na verdade. Ela sempre foi muito atenciosa e procurou me explicar tudo de forma bastante paciente e racional. Mas isso por si só carrega um problema. Amar não é racional e, por mais que se mantenha um nível saudável de razão num relacionamento, ainda não se deixa de gostar de um dia para o outro. Se isso não acontece nem quando a pessoa amada pisa feio na bola, porque aconteceria quando tudo parecia perfeito?

Não vou entrar no mérito se outro cara atravessou nosso caminho, ela descobriu um defeito imperdoável em mim ou simplesmente que ela nunca esteve realmente apaixonada. Não importa mais. Decidi que dessa relação só quero as lições. E, de cara, posso dizer que aprendi duas:

A primeira é que nem tudo que parece perfeito, realmente está. É preciso muito mais atenção antes de achar que encontrou a pessoa certa.

A segunda é que, definitivamente, não tenho uma chave de liga e desliga no coração. E na real? Nem quero ter. Prefiro essa vela que pode até demorar a apagar, mas, pelo menos, funciona perfeitamente enquanto outros corações vivem entrando em pane.

Palavra do leitor

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