Arquivos para a Categoria ‘Coluna – Palavra de macho’

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A exigência é o que leva à preocupação

31/01/2012

Dia desses, ouvi uma conversa que me fez pensar por horas. Duas amigas no metrô de SP falando sobre relacionamentos que não deram certo, erros e sucessos com os homens, dicas, etc. Por sorte, as 10 estações que faltavam para chegar ao nosso destino — já que como bom jornalista tive a atenção de descobrir que morávamos no mesmo bairro –, garantiram mais do que risos ao longo da viagem, durante a forte papagaiada. Renderam discussão. Essa que vos compartilho agora em detalhes que recordo, inclusive com tons de vozes e cores. Vamos ao caso.

Beth* namorava há 4 meses. Um bancário. Moreno, estatura mediana, gostava de judô e futebol. O tal namorado era, segundo nossa protagonista, atencioso, mas muito ciumento. Tinha grana, carro, o próprio apartamento. E queria casar. Mas Beth se dizia muito exigente (?) e não estava pronta para o matrimônio. Mesmo com sua ânsia pela maternidade, pelos domingos a dois, as compras no supermercado e a fugidinha para o motel, o véu, a grinalda, a segurança de um peito masculino numa terça-feira de TPM. E o companheiro era tudo isso. Pé no chão, seguro de vida, de carro, de casa, poupança, pagamentos à vista. Friamente, terminaram. Beth alegou que o tal fulano era tudo o que uma mulher sonhava, mas não era para ela.

Duas semanas depois, conheceu um homem que era totalmente diferente do acima citado. Era músico, porra louca, morava com os pais, fumava maconha. Não usava terno, tampouco queria casar. Não tinha carro, fazia esse tipo ecochato, natureba, vegetariano, que vive em cima de uma bicicleta. O estilo de cara que mulher teme apresentar aos pais. Aquele que diria “Eai?”, para o sogro. Que reclamaria da comida da sogra. Sincero, por vezes grosseiro.

“Vamos lá, amiga. Não precisa fumar, só fique conosco e participe do papo, ela disse”, explicou Beth sobre o convite de uma amiga para juntar-se à uma roda de adeptos da brisa, durante a festa de aniversário em uma chácara no interior do estado. E, entre interrupções da colega de viagem de trem com perguntas sobre sexo e o apito para fechar as portas, Beth tentava explicar como conheceu e se envolveu com Flávio* depois daquela noite na roda do baseado. E como ele era o homem da vida dela. “Mas como você vai convencê-lo a se casar?”, perguntava a amiga pentelha. “Não sei. Vou esperar ele querer”, retrucava Beth. E a conversa seguiu por esse rumo até descermos na mesma estação. Beijos e abraços femininos, desejos de boa noite e direções opostas. Lá se foi uma das maiores incógnitas que pude presenciar na vida.

A grande questão aqui é a suposta exigência. Homens e mulheres (muito mais as mulheres do que os homens) se dizem exigentes quando o assunto é o amor. Querem companheiros inteligentes, engraçados, bonitos (ou não), sarados (ou não), com [muito] dinheiro, fiéis, que não sejam ciumentos… e a lista continua. “É um filtro natural”, defendem alguns. “Eu quero o melhor para mim”, explicam outros. Vamos pensar de outra forma. Imaginemos que as pessoas gostem apenas da ideia de ter um companheiro ou companheira assim. Alguém que saiba conversar sobre a Primavera Árabe, que coloque uma música romântica enquanto cozinham juntos e tenta impressionar falando abobrinhas sobre vinhos tintos, que lave os pratos, que seja recíproco. Não seria legal namorar alguém que cumpra com todas as suas expectativas?

Não. Nenhum ser humano é uma laranja sem metade, um pé descalço, um avião sem asa. Desculpe, Adriana Calcanhoto, mas pessoas são completas. Possuem uma vida totalmente planejada, mesmo que o planejamento seja não ter plano algum. E podem sim ter expectativas. Mas a mais importante delas, seja em um homem ou mulher, é encontrar alguém que te faça feliz do jeito que é. Não importa se faz o tipo modelo de revista ou inimigo da academia. Mais exigente do que você é o seu próprio coração. E ele só bate por quem sabe fazê-lo bater. Te dando casa, comida e roupa lavada ou sendo apenas seu amante. A paixão vem de surpresa e não se importa com status, idade, cor ou credo. Saber aceitar um amor puro vai muito além de querer ser amado, mas de quebrar tabus. “Não curto mina tatuada”, já ouvi de amigos. “Eu fujo de homens atletas. São muito cachorros”, expulsou-me, outra. Daí, lembro de mulheres que passam anos “ao lado” de homens que cumprem detenção. Pessoas traídas que não abandonam seus algozes. Idas e vindas de romances turbulentos, pacíficos. E o filtro dessas pessoas? Existe?

Não carregue a culpa de não corresponder às expectativas de alguém. Poucas pessoas marcam nossas vidas a ponto de nos entregarmos cegamente. E isso vai mais do que ser exigente, é sentir realmente a sintonia, a harmonia entre duas pessoas. Quando entender que é necessário sentir tudo isso com o coração, será feliz com quem quer que seja. Será amado e aprenderá a amar. Afinal, quem muito escolhe, acaba sendo escolhido, não tem jeito.

“O essencial é invisível aos olhos”.

Palavra de macho

(por Bruno Acioli)

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Crônica da vida solteira de um homem hétero da sociedade moderna

13/01/2012

Beleza, hoje é sexta-feira! Não vejo a hora de entregar logo essa campanha, aprovar com o cliente e ralar. Certeza que os caras vão querer ir ao bar. Eu espero que eles queiram ir ao bar! Preciso tomar uma cerveja. Porra, o dia foi cansativo. E por falar em porra, faz tempo que não dou uma. Já tá até pesando no saco. Espero descolar alguma foda nesse bar. Vou ligar pro Carlão e combinar aquele que tem o double caipirinha e sempre lota de gostosa!

Porra, não entendo essa parada. A mulherada no bar, tudo ligada no celular. Todo mundo só no check-in, no Instagram. Chega em uma, tá respondendo SMS de uma amiga. Chega na outra, tá indo embora porque a prima tá na porta de uma balada e disse que conseguiu VIP. O Carlão trouxe a amiga da mina dele, aquela tesudinha. Grudei nela e ouvi que nem nos conhecemos, que nem somos “AMIGOS DE FACE”? WTF? Fui na caruda e pedi o twitter de uma. Segui e ela só reclama de carência, mas não quis se juntar à mesa. Pelo jeito, não vou arrumar nada!

Merda de noite! Bêbado e sozinho. Pseudosozinho, aliás. Essa tal de @janinha32 aqui twittando sobre o filme na TV a cabo. Gatinha! Olha mais uma aqui… @flabv… pegava fácil. Olha a outra falando abobrinha e xingando o DJ da boate. Xi, reclamando que não pegou ninguém ainda. Pelo menos também tá bêbada, hehe. Acho que vou dar meu celular pra ela. Vai que cola. Ô, loco! O chat do facebook, lotado. Essa galera não tem vida social, não? Eu pelo menos tomei umas brejas, uns tocos, mas tô aqui por falta de opção…afinal, Carlão casado sai do rolê cedo. Marquito se embica com as exs dele e sempre acaba em um ou outro remember. Até o Gordo que não tem escrúpulos recebeu um booty call e finalizou uma feinha lá… enfim. Cansei, vou pra casa ver TV. Hum… Seriado? Nah. Futebol americano? Pf, menos ainda. Opa! Sextime! Esse eu quero.

Isso, filha. Tira logo! Para de dançar. Mas que porra! Não tenho o tempo todo. Isso, a calcinha! Muito gostos…quê? Já acabou? Pensa nos filmes. Isso, redtube! Xvideos…

É. Não planejava terminar minha noite assim. Acho que vou dormir! Espero que amanhã eu marque algum ponto. Maldita sociedade moderna em que todo mundo está conectado e eu não conecto em ninguém.

Palavra de macho

(por Bruno Acioli)

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O mapa da(s) mina(s)

30/08/2011

Vou dedicar as primeiras linhas deste texto para um pedido de desculpas a você, leitor. Primeiro pelo tempo em que demorei a dar as caras e segundo porque o texto que a dona Deka Pimenta postou deveria conter a minha colaboração. Essa que surge somente agora e que tenta amarrar a discussão em que a pequena notável (Deka) e eu tivemos sobre o suposto gringo que leciona aulas de conquista para nerds encalhados. Trocando em miúdos, minha função aqui é mostrar como é fácil não ser um loser que chupa o dedo enquanto o amigo descolado chupa a… se dá bem com a gostosa mais próxima. E o melhor, sem custo nenhum!

Assim sendo, vamos ao que interessa: revelar os segredos femininos. Um dos homens mais admirados do mundo, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, morreu com uma dúvida que, acredito eu, não será respondida por nenhum ser humano: O que querem as mulheres? Uns dirão que nem elas mesmas sabem, outros dirão que elas querem tudo. De qualquer forma, não precisamos de uma solução para desvendar os mistérios de Vênus, afinal, é o que mais nos atrai nessa raça controversa, não é verdade? Basta, apenas, aproveitar algumas brechas nesse código complexo desenvolvido pela genética feminina que mistura independência e fantasias para adequar as diferenças de objetivos, interesses e expectativas quando se trata do amor, o jogo mais antigo e divertido já inventado pelo homem. E que as mulheres são exímias jogadoras. Acompanhe meu raciocínio.

Mulher é uma fonte de incertezas. Quer ser indepente, mas não solitária. Quer ser mãe, mas teme por perder a juventude. Quer fazer regime para ficar (mais) gostosa, mas não resiste àquela barra de chocolate durante a TPM. Se ela mesma não se entende, o que te faz pensar que é capaz de fazê-lo? Isso nos remete ao primeiro e essencial comportamento que te dá pontos com um rabo-de-saia: a sua postura. Como já contei anteriormente, homens possuem uma necessidade infindável de orgasmo, ou seja, somos capazes de trepar com qualquer buraco que encontrarmos. Já as mulheres – salvo as exceções -, não. Elas precisam admirar o possível parceiro, não importa em qual quesito. Porém, quando a moça se interessa pelo rapaz, ele entra em um grupo que costumo apelidar de “Assistidos”. Sofre uma avaliação minuciosa e cada ato, cada palavra é pontuada. Se você falou uma besteira qualquer, pimba!, tá fora do jogo. É uma porra de um cabo-de-guerra. Você elogia e ela vem para o seu lado, você fala uma asneira e ela se afasta. E assim vai até ela ganhar ou até você conquistá-la. Portanto, é importante não ser um babaca e sair falando o que não deve para quem você pretende pegar. Mesmo se você não falar besteira e ela se afastar, é importante ser frio e esperar o momento certo para investir novamente.

Isso já solidifica outro ponto importante que a mulher avalia: a inteligência. Ouço muito por aí que a inteligência é o mais atraente em um homem. Duvido que seja verdade, mas estamos aqui para vencer o adversário. E só fazemos isso jogando pelas suas regras. O que não quer dizer deixá-lo no controle da situação. E aqui é onde separa-se homens de meninos. A sociedade foi construída com uma base patriarcal, o macho como líder, o provedor, o pica, o foda. Não vamos discutir capacidade de liderança, ok? Só que essa necessidade do homem como o frente de uma situação está implícita em muitas coisas, tal como quem é o indivíduo que guia uma dança. Não seria diferente no amor e, por mais que brotem feministas para criticar, peço que atire a primeira pedra a linda que não gosta de um homem que dá condição, que cuida, que é atencioso e tudo mais. Não precisa ser romântico, já que algumas delícias por aí não curtem muita melação, mas só de mostrar que sabe o que está fazendo, é admirado. É daí que tiramos a expressão “seja homem”. Dê segurança, saiba o que falar, não seja mais sentimental do que ela, essas coisas. Ser autêntico é importante, mas ter uma característica camaleônica também. Lembre-se que no amor e na guerra vale tudo, até desafiá-la. Aliás, desafiar uma mulher é a maneira mais fácil de chamar sua atenção. E pressioná-la ao “tudo ou nada” é a mais fácil de perdê-la.

Então esta aí, dona Deborah Pimenta e caro leitor. O mapa para conquistar a mina ou as minas é composto por determinação, autoconfiança, segurança, palavras certas, atitudes certas, paciência e mais alguns itens que não explano porque, afinal de contas, eu ainda não me aposentei desse jogo e nunca o farei. Continuo na disputa e, o mais importante, acumulando vitórias.

Palavra de Macho

(por Bruno Acioli)

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O amor é um buraco negro

03/07/2011

Li recentemente em um post na internet que o suposto amor decente é aquele que vem fácil, sem conflitos, sem intrigas, que nasce naturalmente, que agrega. O autor, um respeitado jornalista de um grande veículo brasileiro, apura as diferenças entre os sacrifícios que se faz em um romance nascido à duras penas, além das brigas e lutas que travam os que se amam, e os amores que acontecem e se sustentam por acaso. Sou fã desse cara e adorei o texto, mas tenho — como todos os amigos esperavam –, um contra-argumento. E aviso: amor é um buraco negro.

Em tempo, não sou o mais velho dos jornalistas, tampouco conheci todas as mulheres do mundo. Gostaria, mas não. De qualquer forma, observo, ouço, pergunto, vivo e compartilho experiências pessoais sobre o que é amar e estar em um relacionamento amoroso. Seja ele curto ou longo. E não é nada fácil, amigo.

Desde que me entendo por gente, tive facilidade para negociar com o sexo oposto. Diferente da maioria de meus amigos, mulheres nunca me assustaram. Isso, obviamente, tornara-se meu trunfo, com o passar dos anos. Em suma, nunca fiquei sozinho. Pelo contrário, estive sempre muito bem acompanhado. Mesmo assim, essa facilidade para atrair moças interessantes não pacificou os romances que vivi com cada uma. A princípio, compartilhávamos coisas boas, sentia o frio na barriga de todo começo de relacionamento e, por pressuposto, assim como o autor do texto sobre amores fáceis, acreditei que essa fosse a saída para o coração apaixonado. Mas, com o tempo, descobri que amar é alimentar o serial killer que existe dentro de você. Porque amor é exigente, é cobrador, apesar de sempre ou quase sempre ser iniciado de um esbarrão na escada do prédio, no elevador, de uma conversa despretenciosa na fila do banco. Alimentar um amor é, na maioria das vezes, viver de sacrifício. E onde existe sacrifício, existe expectativa. Não à toa, as pessoas mais interessantes tendem a morar em outros estados ou países. Ou são totalmente o nosso oposto. Vai dizer que você nunca se deparou com uma pessoa maravilhosa, mas que tinha um único defeito capaz de destruir todo aquele encanto? Olha o sacrifício aí. Até que ponto você iria por um amor? Pergunte-se isso. E quando esse ciclo não é satisfeito pelo objeto amado, o sujeito da oração é invadido por ondas e ondas de sentimentos conflitantes: ciúme, insegurança, a própria insatisfação, às vezes, ira.

Ora, acho ótimo que exista um ou mais cases de sucesso em que o amor é agente pacificador em um relacionamento, em que a cobrança é quase mínima ou que, como diz a música, o acaso proteja os pombinhos distraídos. Isso estimula, dá fé, mas aqui fora, na vida real, amar é lutar. É suar, é surpreender, é desgastar a mente, o corpo, a alma, se possível. Planos, sonhos, investimentos, bens materiais. Tudo para experimentar a adrenalina correndo nas veias que só um amor desses de cinema pode injetar.

Quando duas pessoas se amam e encontram obstáculos, os sacrifícios vêm aos montes. Por que você acha que Romeu e Julieta são o casal mais famoso da literatura mundial? Porque eles representam a guerra por amor. A proibição das famílias, a dificuldade de manter um caso que, até então, era considerado como errado. Mais além, recorde a letra de Eduardo e Mônica. Imagine o que ambos passariam — se a história fosse real –, para ficarem juntos. Quantas diferenças não teriam que relevar, quantas complicações e atritos? E, adivinhe só, existem milhares de Eduardos e Mônicas por aí, que relevam, diariamente, dúzias de características por um bem comum: o amor. Diamante bruto que precisa ser lapidado pela tolerância, paciência, argumentação e outras necessidades básicas que sim, tornam-se sacrifícios quando se trata de uma terceira pessoa. Penso que esse amor tranquilo que todos curtem, que todos querem, é muito lindo, mas utópico. Também gostaria de uma relação em que eu não precisasse abrir mão de meus planos pessoais, meus trejeitos, meus mimos e mesmo assim, ainda ter a mulher que amo ao meu lado. Entretanto, lutar e batalhar por cada pessoa que imagino merecer meu amor e por quem nutro um sentimento mínimo de carinho sequer, me torna cada vez mais maduro e consciente, corajoso e crente nas coisas boas que o ser humano pode oferecer. Amor sofrido é resistente. Amor combatente é merecedor. Se alimenta de esperança, de esforço, de lágrima, de trabalho em equipe.

O buraco negro, assim como esse amor que vos falo, é , segundo os astrônomos, um fenômeno intrigante e avassalador, mas não deixa de ser um espetáculo bonito e necessário para a continuação do universo e, nesse caso, da vida a dois.

Palavra de macho

(Por Bruno Acioli)

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Seja o cara certo

14/06/2011

Começo esse texto com uma polêmica: a comunidade heterossexual masculina precisa de ajuda. E ajuda das grandes. Por um lado, penso ser ridículo ter de escrever sobre isso, mas a única escolha que tenho — além de tentar doutrinar os amigos a tornarem-se homens, tipo uma missão cristã para salvar os infiéis –, é disseminar e explorar a problemática. Aliás, muito conhecida pelas mulheres.

Segunda passada foi o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Vi, ouvi e soube de mulheres que prepararam o tal do bolo para casar, colocaram o coitado do beato de cabeça para baixo na água e outras muitas simpatias para desencalhar. Tá certo que tem muita mulher feia por aí que merece mais é ficar sozinha mesmo, mas, em suma, a mulherada gostosa, bonita e inteligente também está sofrendo com a falta do que elas afirmam ser o “tipo ideal de homem”. Isso porque, do nosso lado aqui, a rapaziada justifica a solteirice aguda com a perda de caráter do sexo oposto.

Em partes, não discordo. Tem nega que participa de alguns movimentos, tipo a “marcha das vagabundas” e quer falar de relacionamentos sérios. O problema é que os caras generalizam demais essa situação. Toda mulher é puta? Não, isso é óbvio, mas homem não evoluiu mentalmente, estagna nos 15 anos e assim passa o resto da vida. Logo, a gata que tem o ímpeto, que vence anos de repressão sexual e resolve chegar no amigo, seja no bar ou em uma house party, é vagabunda. Se ela der no primeiro encontro então, ele nunca mais liga para ela. O cara se acha o garanhão, comedor, mas é viado. Homem que trata mal a mulher que dá na primeira noite é viado. Não se iluda.

Mais além, homem que não respeita uma mulher, não dá flores, não elogia, também é viado. Não falo de homossexual, mas um nicho diferenciado, aquele que odeia mulheres. Que quer pisar, humilhar e apontar as femininas como uma raça inferior. Não sabe o que perde. Não sabe o que ganha o homem que valoriza sim a mulher que dá no banheiro da festa da sua prima. Não sabe o que perde quando não liga pra loira gostosa que pediu um beijo e deu seu telefone enquanto esperava o carro na porta do estacionamento.

Mulheres são atemporais e, mesmo tendo falado diversas vezes sobre um padrão de comportamento, acredito na imprevisibilidade feminina. E essa imprevisibilidade torna cada situação única. A mulher vai para cama contigo porque, de alguma forma, ela se interessou por você. E não pela necessidade masculina de ter um orgasmo a cada cinco minutos. A questão moral e ética, por mais que elas também gostem tanto ou até mais de sexo do que nós, não as permite trepar com qualquer mané que conhecem. Lógico, existem aí as exceções, mas cabe a você ter a decência de entender, aceitar ou não e, acima de tudo, respeitar qualquer que seja o par de peitos que se aproximar de ti. A regra é não ser um imbecil. Isso já é, como ouvi de algumas mulheres, 80% do que elas consideram ser o “cara certo”. O resto é perfeitamente adaptável. Espero não ter de tocar nesse assunto outra vez.

Palavra de Macho

(Por Bruno Acioli)

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#DiaDosNamoradosAMDI: Resultado da promoção Upman

07/06/2011

Saiu o resultado dos dois kits de cueca e calcinha especiais para o Dia dos Namorados. Por meio do site Random.org, uma lista randômica foi criada e os dois primeiros nomes, premiados.

Confira, abaixo, quem levou. A equipe do AMDI já enviou um e-mail para os vencedores e o processo de premiação já foi iniciado. Parabéns!!

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#DiaDosNamoradosAMDI: Promoção para os apaixonados!

03/06/2011

É isso mesmo, leitor e leitora do AMDI, chegou o melhor post da semana. Afinal, hoje é sexta-feira e vamos dar presentes!

Como comemoração para o Dia dos Namorados e para o nosso especial, que vem rolando desde o dia 12/05, sortearemos dois kits de cueca e calcinha (iguais aos da foto) que a Upman, marca de moda underwear, disponibilizou para nós.

A lógica de participação é muito simples: basta postar um comentário abaixo deste post com nome completo, idade, um e-mail válido e, por meio do site random.org, duas pessoas levarão para casa um kit com os produtos. A promoção começa hoje e vai até a próxima terça-feira, 7/6. Portanto, corra!

Comprometido, enrolado ou solteiro, vale a pena presentear alguém! Então, vamos lá! Comente e concorra!

Para conhecer um pouco mais sobre os produtos da Upman, sobre a linha especial de Dia dos Namorados e todas as outras linhas de moda underwear, visite www.upman.com.br.

Palavra de Macho

(por Bruno Acioli)

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#DiaDosNamoradosAMDI: Top 3 striptease

23/05/2011

Recentemente, a Deka postou para o nosso especial de dia dos namorados uma seleção musical como trilha sonora de histórias de amor. Bonitinho, mas vamos ao que interessa!

Depois de vasculhar minhas playlists, as de alguns amigos e realizar uma considerável busca no google, cheguei ao top 3 das músicas pré-sexo, striptease, you can look, but you cant touch, aquecimento e por aí vai. Daí, você pergunta:
- Mas só três?

Claro! Striptease é pocket show e não tour mundial de encerramento de carreira da banda mais pop da atualidade. Então, head’s up para a lista que exala sensualidade, aperte o espartilho, coloque o salto e suba na mesa! Caso precise de opinião sobre sua performance, antes de realizá-la para seu macho, é só me ligar que eu te chamo de Demi Moore!

#3: Lick – Joi

#2: Pony – Ginuwine

#1: Closer – Nine Inch Nails

Bonus Track: Portishead – Only you (não poderia faltar a maestria em sex song)

Palavra de Macho

(Por Bruno Acioli)

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Disponha-se!

15/04/2011

Como você pôde acompanhar, sou novo no blog, mas já recebo e-mails e mensagens nas redes sociais com pedidos de ajuda de mulheres e homens que estão sofrendo por saudade, traição, briga. Respondo sempre no privativo com mais intimidade, afinal, cada um com seu problema, mas muitas perguntas e situações inspiram meus textos. Te falei, uma vez, nem tudo é teoria desta minha mente insana. E assim aconteceu essa semana.

“Olá, Bruno. Gostaria de uma ajuda. Há cinco anos me relaciono com uma pessoa e vivemos em constante pé-de-guerra. Terminamos diversas vezes ao longo do tempo, mas sou muito apaixonada por ele e não consigo abandonar. É um amor vagabundo, sabe? [...]“

O parágrafo acima foi extraído de um e-mail que recebi recentemente e me preocupa por dois motivos: o primeiro é porque vejo muitos casais nessa situação de conflito x amor. E o segundo motivo é a definição de amor que a pessoa dá.

Relacionamentos são complicados, mas não imagino uma justificativa para prolongar sofrimento. Brigas são, em alguns casos, inevitáveis, mas será que a dosagem de amor compensa tanta encrenca? Compensa esse tal ‘amor vagabundo’?

É bobagem pensar que amor de verdade só acontece uma vez na vida. É bobagem pensar que amor de verdade é conflitante, caótico, desesperado. É bobagem pensar que uma única pessoa no mundo conquistará seu coração de tal forma que você não será feliz sem ela ao seu lado. É bobagem pensar que química se resume em um beijo, em sexo. É bobagem ignorar a química de ideias, de valores, de ideais. É bobagem colocar o amor à frente da disposição.

Quem ama vai além dos limites. É viciado em frequência cardíaca acelerada, procura sempre uma loucura para demonstrar o amor. Às vezes, chega à autossabotagem. Tudo isso porque acredita que aquele ou aquela por quem essa ruptura de princípios é oferecida, merece ou retribuirá à altura. E, em muitos casos, o beneficiado, por ser o oposto de seu beneficiário, é indiferente às demonstrações de afeto. Ei, tudo bem. Ninguém é obrigado a amar ou corresponder. Cada um faz o que quer de sua vida, não culpe quem é o oposto de você.

Pessoas dispostas podem criar químicas interessantes, relacionamentos sólidos. Pessoas opostas criam laços fracos, amores inseguros. E o que caracteriza uma pessoa disposta não é o que ela espera do amor ou suas semelhanças com seu parceiro, mas sim o que ela aproveita desse amor. Curtir o que cada um tem a oferecer é o segredo de uma relação saudável. Exigir do outro que complete o que te falta é egoísmo, crueldade e oposição. Amor deve agregar e não subtrair.

Ser diferente é uma coisa. Rumar para caminhos opostos é outra. E quando isso acontece, é hora de deixar partir. Ninguém morre de amor e quando tudo acaba, é hora de centralizar a energia e dedicar-se à pessoa mais importante da sua vida: você. E como diz o Teatro Mágico, enquanto os opostos se distraem, os dispostos se atraem.

Eu me disponho à disposta e você? ;)

Palavra de macho

(Por Bruno Acioli)

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11 lições para entender um homem

06/04/2011

1 – Síndrome de Herói
Por uma questão genética, histórica e cultural, o homem precisa bancar o herói em algum momento de sua vida. Entenda que todo heterossexual convicto cresceu brincando de super-herói, lendo comics, desenhos animados, lutando contra os amigos e tudo mais. Logo, deixe seu macho trocar o chuveiro, mesmo que ele não saiba. Consertar o encanamento, pintar o portão, montar o guarda-roupas recém comprado. Deixe-o ajudar a gostosa com o pneu furado no meio da estrada. Esse é apenas o ego pedindo uma massagem. Nada além disso.

2 – Cavalherismo não é obrigação
Todo homem sabe que mulher adora cavalherismo. Abrir a porta do carro e outras gentilezas devem vir do próprio macho. Se ele não o faz, não cobre. Mulher que pede para que abramos a porta do carro, carreguemos sua bolsa, carreguemos a própria mulher, é um saco. Se você merecer, vai receber sua dose diária de cavalheiro ou de cavalo, tudo depende de você.

3 – Não é não
Mulheres são indecisas por natureza. Isso é indiscutível. Já os homens são mais do que certos de suas decisões. Queremos ou não queremos. Não tem essa de “eu não quero agora, mas posso querer daqui 10 minutos”. Se um homem disser “eu não quero assistir Sex and The City”, por mais incrível que pareça, significa que ele NÃO QUER ASSISTIR SEX AND THE CITY. Essa única afirmação negativa não corresponde à “por favor, insista mais um pouco”. Eu sei que isso é impossível segundo o Manual Prático da Mulher Irritante, mas é verdade.

4 – Aprenda a interpretar
Aqui vem outro exemplo do item acima. Existe alguma ligação entre a capacidade de distinção de uma mulher e seu nível de irritação que, quanto mais nervosa, mais distorcido fica o discurso de um homem. É algo como “Amor, você está nervosa e eu não quero discutir” e ela entende “Fala logo que você não me suporta!”. Ou quando o homem diz que vai ao bar com o Carlão e o Careca e ela, de alguma forma, pensa que o fato de ir ao bar com dois amigos significa que o relacionamento anda ruim das pernas. Em suma, não seja doente.

5 – Implicância tem limites
Uma vertente do item acima. Implicar com tudo que fazemos é um tiro no pé. Por melhor que seja o sexo, o homem não atura uma mulher chata. Aquela que implica com tudo. Com roupa, com perfume, com o carro, com o trabalho. Seja aquela moça boazinha que conheci no começo do namoro, que não se importava com os jogos de futebol às quintas e domingos, com a feijoada dos amigos aos sábados e vamos aproveitar todos os outros dias para ficarmos bem, pode ser?

6 – Independência ou morte
Homens são, em sua esmagadora maioria, independentes. Cortamos o cabelo da maneira que bem entendemos, usamos as roupas que pensamos ser as melhores, compramos o carro que queremos e assim por diante. Tudo bem, entendo que comentário feminino seja válido, mas saiba diferenciar um comentário de uma imposição. Ou prepare-se para a inquisição.

7 – Os amigos
Não me interessa se o Tiago é canalha, se o Junior trai a namorada, se o Renatão fuma maconha. Criticar, xingar e não respeitar os meus amigos é pior do que desrespeitar a mim mesmo. Lembre-se de que, com certeza, você tem uma amiga vagabunda da qual eu não gosto. Eu escolhi cada um, assim como escolhi você. Pense nisso.

8 – Apoio às iniciativas
Se você tem um homem dentro de sua casa, já se deparou com algumas situações do tipo: “Estou pensando em colocar uma mesa de bilhar aqui na sala”. Acontece que nós temos alguns desejos reprimidos em nossas mentes. Por mais absurdos que eles sejam, a mulher que, pelo menos, tenta apoiá-los, ganha muitos e muitos pontos. Então, ao invés de responder a afirmação acima com “Você tá maluco? Não vai colocar uma mesa de bilhar na minha sala, nem por cima do meu cadáver”, tente dizer “Amor, você não acha que uma mesa de sinuca diminuiria o tamanho da nossa sala? Porque você não coloca uma mesa de pebolim e assim posso ganhar de você nas terças-feiras?”. Talvez assim, o cavalherismo aflore com mais frequência.

9 – A vida real não é um filme
Sabe por que homem detesta comédia romântica? Pelo simples fato de aquilo não ser nem 1% da realidade. A população masculina heterossexual deveria criar uma ONG para derrubar a produção de comédias românticas. Ou então, um conselho para aprovação de produções desse tipo. Esse veneno contamina a mente da mulher e ainda somos obrigados a ouvir, em meio aos murmúrios lacrimejados, acusações do tipo “viu, por que você não é assim? Por que você não diz 30 vezes por dia que me ama?”. E quem diz?

10 – Compartilhe o problema
Nada no mundo é mais broxante do que ver a cara de merda que uma mulher faz quando se incomoda com alguma coisa. E o pior é quando o homem pergunta se existe algo errado e a resposta vem em forma de insulto, como um “nada” ou “você sabe muito bem o que aconteceu”. Primeiro que se eu pergunto é porque me importo, então engula a porra do orgulho e fale o que incomoda. Segundo que se eu pergunto é porque não tenho bola de cristal. Então engula a porra do orgulho e responda minha pergunta. Simples assim.

11 – Respeite o ciúme
Aqui, uma das coisas que mais irrita o homem moderno. Quando ele percebe que um outro homem tem segundas intenções com sua mulher. Não existem inocentes no mundo e sabemos o quanto uma mulher gosta de ser desejada. Portanto, se algum dia, reclamarmos de qualquer homem que seja do seu convívio, considere rever a sua relação com ele. Ou reveja a sua relação com o seu homem.

*Cerca de 100 homens, de 20 a 32 anos, foram entrevistados para a criação deste post.

Palavra de Macho

(Por Bruno Acioli)

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