Arquivos para a Categoria ‘Coluna – Palavra da leitora’

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Por que pudor quando o assunto é sexo?

06/09/2011

Primeiramente, gostaria de dizer que este post é um divisor de águas. Mãe, quando a senhora ler as linhas abaixo, não julgue mal a filha que a senhora criou tão bem. Ainda continuo a mesma, mas com alguns aprendizados a mais. E que aprendizados, diga-se de passagem.

Em segundo, o assunto, como já ficou BEM claro, fugirá ao perfil romântico e poético do blog.

Não se assuste, caro leitor. Isso não significa que deixei de ser a Menina dos Olhos, romântica por natureza. E quem disse que romantismo não combina com sexo?

Por último, não sou uma conselheira sexual. Estou longe disso. Mas, vamos lá. A inspiração para esse devaneio veio de uma conversa que tive voltando para casa com dois amigos de trabalho, que de repente começou a ficar picante. Sexo em pauta: posições, tamanhos, calcinha molhada, e por aí vai. Um deles – homem por sinal – fala para mim algo mais ou menos assim:

− Se você não estivesse aqui, o assunto não estaria tão quente. Você nos inspira a falar de sexo!

Pronto, foi o bastante para me sentir uma depravada, piriguete, Ariadna, fogosa e adjacentes. Aí a amiga que estava dirigindo o carro de repente pergunta:

− Você já testou alguma posição exótica?

Aí torou a paca, conforme o dialeto turvanês. Senti-me a experiente, a sabe tudo, para não dizer uma profissional do sexo. Que vergonha fiquei de mim. Senta lá, Cláudia! Por que perguntar isso logo pra mim? Era mais fácil perguntar para o outro amigo, que com certeza, tem muita mais experiência de vida do que eu.

Confesso: eu peco por excesso. Não por falar demais, mas por não ter vergonha nenhuma de expor o que sinto com quem acho que mereça minha confiança. E se tem uma coisa na vida que eu tenho certeza atualmente é que eu gosto de sexo. Eu amo sexo. Gente, como sexo me faz bem. Quem não me conhece, vai se assustar. Quem convive, já tá cansado de saber disso, pois não tenho nenhum pudor em dizer, só para minha mãe, é claro.

Vai fingir que você também não gosta e talvez até mais do que eu? O que me intriga é o fato de as pessoas terem tanto medo de falar de uma das poucas coisas do mundo que nos fazem esquecer os nossos problemas, relaxar, ir ao céu, sentir-se satisfeito.

É claro que há pessoas e lugares certos para discutir a questão, mas quem disse que falar de sexo é fora dos padrões? Por que mulher deve expor suas intimidades só para as mulheres e os homens, só em clubes do bolinha? Pergunto mais: por que relacionar sexo só a pornografia, orgia, depravação, pobreza de espírito, falta de Deus, anti-religião, enfim, pecado? O mundo de hoje já não comporta tanta caretice.

Não acredito que Deus, em sua infinita sabedoria, teria nos permitido sentir algo tão maravilhoso, a ponto de ser inexplicável, para depois nos julgar como pecadores. E se não é pecado, erro, burrice, por que fingir que você não faz, que não tem desejos ou fantasias a serem realizadas?

Ter uma vida sexual ativa faz bem para saúde do corpo, mas principalmente, da alma. Como é bom sentir-se desejada, querida, e ao final de uma relação, ofegar como a demonstrar que aqueles últimos segundos foram ímpares. Claro que tudo requer uma dose de responsabilidade para não virar bagunça. Mesmo assim, uma aventura de vez em quando é muito bem-vinda, afinal, é possível aprender até com os erros.

Pode até parecer que as minhas palavras soem como falta de romantismo. Longe disso. Não nasci para ser amante. Fui criada para ser amada. E ainda espero encontrar aquela pessoa preparada para seguir comigo até o resto dessa vida. A cada dia que passo, sinto que o dia do encontro está mais próximo, isso se ele já não aconteceu sem que eu me atentasse para o fato. Vai saber.

Não pensei assim a vida inteira. Depois de uns certos tropeços, percebi que sexo, mesmo sem amor, pode ser mais que um prazer momentâneo. Pode se transformar numa lembrança inesquecível, seja com namorado, amigo, PA ou com aquela pessoa que você mal conhece.

Não tive muitas relações. Por mais incrível que possa parecer, sei exatamente com quantas pessoas cheguei a tal ponto de intimidade. Eternizei cada segundo, cada detalhe, cada gesto, cada olhar, cada toque. Não foi simplesmente ficar. Foi um ato para toda a vida.

Enfatizo: não tenho pudores para falar nada do que penso. Sempre acreditei que a sinceridade está entre as qualidades mais preciosas de uma pessoa. Posso até ser taxada de maliciosa, inconveniente, pervertida, foda-se. Quem me conhece sabe que, no fundo, sou uma menina sonhadora, de imaginação fértil e que não mede esforços para encontrar a felicidade e deixar feliz quem está à minha volta.

Se alguém que está lendo esse texto acha isso, por favor, seja corajoso o suficiente para chegar em mim e dizer que sexo não deve ser assunto de nossas conversas. Saberei entender perfeitamente. Caso o contrário, bem-vindo ao clube dos que acreditam que sexo é bem mais que uma busca por prazer. É uma necessidade.

P.S. Não me venham com depoimentos com propostas indecentes. Não é porque gosto de sexo que não seleciono.

Palavra da leitora

(Por Wanessa Almeida
http://wanessadealmeida.
blogspot.com/)

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Quando uma metade não basta

29/07/2011

Overdose de ilusões. É assim que vejo meu passado quando penso em todos os filmes de amor que assisti, músicas românticas que ouvi e histórias com finais felizes que li. Para as mulheres, talvez não para todas, a construção de uma vida plena ao lado de uma metade maravilhosa seja o ideal de “vida completa”.

Hoje, sei que não funciona assim.

Durante muitos anos, pensei que a questão “tampa x panela” fosse algo fácil, até natural de acontecer, só que o que fazemos com as nossas expectativas quando o amor simplesmente não acontece?

Amor, paixão, tesão. Chame do que quiser. Cada um, hoje em dia, tem uma maneira personalizada de chamar por este que é um sentimento complicado de ser construído. Sim, construído, porque nem um encontro ocasional perfeito é a garantia, o adubo que fará brotar as inúmeras e complicadíssimas raízes que se firmam em uma relação a dois.

Após quatro anos do término de um relacionamento longo, com muitas cicatrizes e sentimentos mal resolvidos, vejo que o trabalho de reconstrução de uma auto-estima amorosa é uma tarefa árdua e, por muitas vezes, doída. “O problema sou eu, não você”. Hoje acredito completamente que essa seja uma resposta muito honesta, e não simplesmente uma saída pela esquerda de alguém que não queira se comprometer.

Confesso que o ceticismo amoroso e o cinismo sentimental são hoje pilares muito sólidos que se firmaram na essência desta que vos escreve. Perdi amigos e magoei pessoas por dizer coisas que não deveria, em momentos nos quais queridos meus só precisavam escutar um “ele ou ela vai voltar”, ou, “ele ou ela não te merece”. Balela. Tudo em vão. Geralmente o problema está em você, me desculpem a sinceridade. Grosseria? Julgue-me quem quiser.

Hoje, culpo as músicas, os filmes e as histórias. Hoje, me culpo por não enxergar que o real consolo seria alguém ter me dito no passado que eu errei. Errei em acreditar que tudo aquilo não era verdade e que é trabalhoso entregar o melhor que você tem a alguém. Pode ser o melhor sexo, a melhor confissão de amor ou a melhor expectativa. Esta última, sim, te coloca em xeque.

Hoje, sei que não funciona assim.

Amanheço tentando acreditar que um dia poderei inspirar um outro a ser melhor pra mim. Talvez, apenas um fragmento de boa vontade dessa outra parte de um relacionamento conseguisse me fazer ver que vale a pena destruir os meus pilares e repensar a minha fundação.

Hoje, sei que eu funciono assim. Sei também que uma outra metade não me bastará se eu não estiver inteira.

E quem poderá me julgar?

Palavra da Leitora

(Por Ana Samadello)

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Resposta a “Sobre ser macho”

27/01/2011

Texto enviado por leitora, em resposta ao post “Sobre ser macho”, de Bruno Acioli.

Se os homens podem ser classificados em 3 grupos, as mulheres também podem:

Necessitadas: essa é do tipo que, à primeira vista, parece normal. Não é muito bonita, mas também não é muito feia, “pegável”, romântica no primeiro encontro… Qual é o problema dela? Assim que você a deixa em casa, ela começa a surtar: manda SMS, telefona, manda e-mail, diz que está com saudade, chama no MSN falando ‘oieee’ e inventa apelidinhos vergonhosos terminados em ‘inho’. As do nível avançado também te procuram no Facebook, seguem no Twitter e, se bobear, trocam o status do Orkut para namorando, sozinha mesmo. CUIDADO: Não caia na bobeira de levá-la à sua casa ou ela forçará uma amizade com a sua mãe e tentará convencê-la de que ela é uma mulher…

Pra casar: é aquela mulher linda, um achado, se veste bem, se comporta bem, cheira bem, sorriso lindo, fala sobre tudo com charme e elegância, e ainda cozinha! Ela te deixa enfeitiçado, te faz pensar que achou a mulher da sua vida, mas como nada na vida é fácil, a mulher pra casar também não é. Você liga pra ela “só pra dar um oi”, doido pra ouvir a voz dela, e ela não atende porque não ouviu tocar (e nem retorna as 22 ligações que vc fez), seu SMS de “Feliz Natal”, ela ignora, e o de “Feliz Ano Novo” você nem pergunta com medo da resposta. Mas antes fosse só isso. A mulher pra casar nega fogo. É, ela não dá. E quando ela dá não aguenta aquele sacode dos bons. Geralmente faz doce, enrola, provoca… E você se sente um merda achando que o problema é com você. Diferente da…

Piriguete: a piriguete dá. E gosta de dar. Se deixar dá de dia, dá de noite, no intervalo do almoço e se tiver um almoxarifado da firma, dá durante o expediente também. Ela é gostosa e sabe que é gostosa. Te levaria a facilmente à falência com o dinheiro usado para pagar motéis. E tem que ser dos bons ou ela pode procurar outro. Oferta é o que não falta à periguete, mas por alguma razão qualquer (que alimenta seu ego), ela escolheu você. Te provoca na cara dura, faz a santa perto das namoradas e a vadia nas costas. Você nunca namoraria a periguete mas, com certeza, quer contar a todos os seus amigos que a comeu. Fica tão doido para comer de novo que mais parece um necessitado. Mas diz aí, vai largar a sua “pra casar” por uma dessas?

Palavra da leitora

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Tinha tudo para ser FAIL, mas não foi!

12/01/2011

Em uma certa noite de 2002, com meus 16 anos recém-feitos, decidi entrar em um Bate Papo do Uol, com o único intuito de jogar conversa fora. E foi assim, em toda essa aleatoriedade, que o conheci.

Mal entrei na sala de bate papo e já começamos a conversar. Naquela época, os “internautas” da minha cidade se reuniam no shopping aos sábados. Desta forma descobrimos que tínhamos alguns amigos em comum.

Em pouco tempo decidi que ele combinava com uma “amiga” e os apresentei. Foi um engano meu, eles não combinavam e não deram certo.

No entanto, nós dois continuamos a conversar pelo ICQ. Como éramos adolescentes, ainda não trabalhávamos, então, passavamos horas e horas conversando. E, como era de se esperar, acabei me interessando por ele.

Nosso primeiro beijo foi em 19 de julho de 2002, na sala da minha casa. E aquele, o primeiro, foi o melhor beijo da minha vida. O beijo que eu fiquei meses imaginando como seria e, posso garantir, foi ainda melhor do que eu poderia imaginar.

Quando eu sabia que iria vê-lo, eu sentia o dia todo aquele friozinho na barriga delicioso, sabem? E todos aqueles clichês dos livros e filmes românticos são verdade: nós ficamos com aquele sorrisinho bobo SIM, nós pensamos na pessoa o dia todo SIM, nosso coração bate mais acelerado SIM e nossas mãos ficam mais geladas SIM.

Não consigo me lembrar ao certo quanto foi nossa primeira briga, mas ela fatalmente veio. Com inúmeras brigas, mágoas e desentendimentos, nos separamos várias vezes. E por mais que a gente tentasse, nunca conseguíamos ficar juntos.

E como todos sabem, quando amamos muito uma pessoa e não conseguimos ficar com ela, às vezes a imaturidade faz com que falemos coisas horríveis e, como era para ser, essas coisas foram ditas, por ambas partes.

Mas, romântica que sou, acredito que quando OS DOIS têm um amor verdadeiro, pode ser que demore anos, mas sempre existirá a chance de dar certo.

E foi assim que aconteceu. Em agosto de 2009 voltamos a nos encontrar e no dia 12 de outubro de 2009 começamos a namorar oficialmente. E hoje, mais madura e sensata, tenho a certeza de que é com ele que quero me casar, ter filhos e passar a velhice.

Lindo, te amo de uma forma que nunca achei que seria capaz de amar. E tenho MUITO orgulho de carregar no meu anelar direito uma aliança com teu nome. E é por isso que pedi esse espacinho no “A Melhor das Intenções” para te falar que eu acredito em nós dois, e que sei que você é a pessoa que Deus reservou para me fazer feliz. E também para que muitos apaixonados se inspirem na nossa história e não desitam!!!

Te amo, meu amor!

Beijos

Juliana Marotti

Palavra da Leitora

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O Mercado

07/01/2011

Nunca fiquei tanto tempo sozinha na vida. Sozinha, sim, porque solteira já faz mais tempo.

O que difere a solidão da solteirice? Solteiros badalam, pegam e não se apegam (ou não), enfim, têm vida social. Eu não saio já faz quase 1 ano e, logo, vida social zero (tirando trabalho e shoppings com o filho, ah!, vocês entenderam a diferença).

Pois bem, um novo ano chegou e, com ele, toda a renovação da esperança e de que a maré vá mudar. E ao mesmo tempo que estou super empolgada pra voltar pra night (de leve, porque moro com meus pais e com meu filho, trabalho etc), estou com medo.

Às vezes penso em como era minha vida social antes de engravidar, e fico pensando se é isso que quero. Saltar de precípicio em precípicio, pra voltar pra casa sozinha. Investir em conversas virtuais que não dão em nada (e esse é o ápice da minha vida social), enfim, sair da solidão e reviver a solteirice (afinal eu sou mãe, mas sou solteira).

Talvez eu esteja sendo muito drámatica e com medo da diversão. Talvez eu ainda não saiba o que eu quero, logo, não sei onde buscar.

É exatamente quando a gente sai de um relacionamento longo e volta a sair e não sabe onde ir, como paquerar. Só que pior.

Ainda me sinto muito dividida entre encontrar one night stand ou o amor da minha vida.

E aí, como faz?

Pensando no meu passado nas noitadas, não sei se amor da vida é encontrado por aí.

E one night stand nessa altura da minha vida é too much.

Me sinto uma velha aos 22 anos. E isso não tem nada a ver com ter filho.

Eu ia pra balada com 18 anos e dormia no sofá. Eu nao gosto de psy, eu gosto de rock, de música ao vivo, pular, cantar e beber cerveja.

E eu também gosto de sexo, gosto de namorar, de me apaixonar, de contar meu dia, meus medos e meus planos, e ouvir o dia, os medos e os planos do outro.

Atriz mãe solteira procura: great kisser que goste de conversar. #beijomeliga

Palavra da leitora

Por Carol Cucick

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A dama e o vagabundo

18/12/2010

Conheci meu namorado em um site de relacionamentos. Tirando sua pouca idade (30 anos — tenho 47), ele poderia estar dentro do perfil de namorado que eu queria: atencioso, carinhoso e lindo. Mas me enganei — e feio!

Por três meses, ele morou em um apartamento duplex de alto padrão, bem próximo ao meu condomínio, na zona sul, mas logo saiu do local, ficando sem lugar para morar e foi morar com uma irmã de criação com dois filhos, onde também mora a mãe, que é empregada das duas crianças, em São Bernardo do Campo (no ABC — São Paulo). Trabalhava com estacionamento, que também vendeu em três meses e ficou sem trabalho algum, ou seja, vagabundo mesmo! Dormia às 2h da manhã e acordava ao meio-dia. Vendeu também o seu carro e passou a andar de ônibus e, o pior, a usar o meu carro. Nada contra tudo isso, mas me vendeu gato por lebre?!

Nesses últimos meses, comecei a prestar mais atenção no seu péssimo caráter de mentiroso, folgado, usando meus produtos pessoais e do meu filho de 13 anos, revoltado com as pessoas de bem, sempre criticando e xingando todos no meu ouvido, mal educado, recalcado pela péssima criação que teve, com descontrole no álcool, se tornando uma pessoa indesejável nos locais onde íamos nos divertir — e eu passando vergonha ao seu lado.

Nunca ajudou com as compras de supermercado na minha casa, mas comia de tudo e se servia como se estivesse em sua casa — mas, também, não tinha casa! Um desrespeito total, fazendo barulho pela casa altas horas da madrugada, sem se preocupar se tinha gente dormindo ou não. Enfim, como eu via o estado de penúria dele eu ia bancando — grande erro!

No período de 17 meses, tempo que durou o namoro, tivemos várias brigas, mas sempre acabei voltando — mais um erro!

Neste domingo, tivemos uma discussão, pois além de mau caráter, descobri que era um putanheiro, pois seu telefone tocava muito, com ligações que ele dizia ser sempre engano, mas eram sempre de números que já ligavam, eu via os números e aceitava que era engano mesmo. Neste domingo, resolvi dar um basta a esse cara tão desqualificado e folgado que aceitei que entrasse em minha vida!

Ele pegou sua mochilinha e estava indo embora quando, passando pela sala, se virou rapidamente e bateu a mochila na TV LCD, quebrando-a. Me enfureci e parti pra cima dele, a socos, e o coloquei dentro do elevador para ir embora de uma vez, pois não queria nem ver um fio de cabelo daquele inútil. Chamei a polícia, que veio em minha casa e logo expliquei o ocorrido. Eles, que não são bobos, logo perceberam o tipinho de gente com quem eu tinha me envolvido.

Me meti na maior furada! Sinto-me uma incopetente por ter escolhido um cara tão mau caráter, mesmo tendo percebido que ele um mau elemento nos primeiros três meses, quando a vida dele mudou radicalmente e ele se tornou um sem casa, sem trabalho, sem carro e sem dinheiro. Eu devia ter dado ouvidos a minha intuição e ter caído fora. De gente assim o mundo está cheio!

Mas, antes tarde do que nunca! Acho que me livrei desse marginal… Isso se não resolver me perseguir e fazer algum mal a minha familia pois, pelo que vi, ele é capaz de tudo. Vou à delegacia fazer um B.O., que é o que posso fazer nesse momento… E orar para que ele suma da minha vida para sempre e que, da próxima vez, eu tenha mais sorte e não vá atrás de uma carinha bonitinha, mas ordinária.

Abraço a todos e obrigada pelo espaço para o desabafo!

Palavra da leitora

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É pra te comer!

17/12/2009

Sempre que meus amigos (homens) me pedem conselho sobre como proceder com uma mulher eu digo a mesma coisa: só prometa o que você puder cumprir e aja de acordo com seus sentimentos, mas sem se descuidar dos alheios. Transparência é importante em qualquer relacionamento. Por que eu digo isso? Para evitar algo que alguns homens ainda fazem hoje em dia: ser fofo só para comer a moça.

Poucas cafajestagens me irritam mais do que ver o cara vestir a camisa do príncipe quando só quer sexo. Além de ser um estelionato emocional, dá mil vezes mais trabalho para o indivíduo. Vou explicar a minha teoria:

Quando a moça vê que está com um cara fofo, estilão príncipe, ela vai pensar em relacionamento, fato. E já que quer se envolver seriamente com o cara vai buscar o melhor momento, a circunstância mais propícia, a conjunção astral que favoreça… Tudo para que dar para o cara seja ato confirmatório do relacionamento e culmine (ui) em envolver mais o casal. Isso pode levar MESES para se processar na cabeça de uma mulher. Enquanto isso, o príncipe-sapo vai precisar de paciência e mil SMSs, dez mil ligações, trezentos pequenos mimos, emails carinhosos, passeios de mãos dadas, idas ao shopping, nights sem fim… tudo isso para finalmente transar com a garota e poder desaparecer em paz.

Já o rapaz que deixa de plano claro que só quer sexo já vai encontrar a mocinha preparada para apenas dar, sem expectativa de relacionamento com ele, ou então ela vai pular fora logo se não for a dela. Acompanhe a matemática aqui: o sujeito poupou tempo e trabalho já podendo partir para outra se o objetivo for apenas transar mesmo. Se a mocinha der, de repente cogita e consegue estabelecer uma relação puramente sexual e transa outras vezes com o mesmo cara, transformando-o no que se apelida de “fuck buddy”. Olha só, um tremendo de um bônus ao rapaz que só queria sexo!

Digam-me: quem teve mais trabalho? Eu falo sem hesitar: o cara que resolveu ser fofo.

Analisando pelo lado da mocinha que transou com o babaca que bancou o “fofo pra te comer” a dor é muito profunda. Primeiro de tudo porque ela se sente A otária que não percebeu o “golpe”. Mas, principalmente, porque esses caras mexem com algo muito sério para uma mulher: a fantasia do príncipe. Ok, sabemos que esse tipo não existe, mas toda mulher, por mais durona que seja, sonha em encontrar o cara perfeito, dos seus sonhos e ser feliz para sempre. Aí então, quando tudo caminha bem no relacionamento, ali finalmente está o príncipe encantado, a mocinha resolve que está na hora de transar, faz isso e logo após o revela-se o sapo que some, não liga, não retorna. CLARO que dói demais e a incompreensão reina porque, afinal, tudo foi feito, estudado para que a relação se desenvolvesse bem. A reação do sapão não estava dentro de uma escala de probabilidades aguardada. Eu brinco sempre que existe o filho da puta e o babaca. O primeiro surpreende com a ação, já o segundo faz exatamente o que se esperava. O cara que banca o “fofo para te comer” é exatamente o filho da puta, porque brinca com sentimentos e sonhos alheios ao invés de agir com clareza de intenções.

O fato é que os homens andam se borrando de medo de relacionamento e alguns correm quando vêem que a relação está ficando séria. Não querem se envolver ou têm medo de compromisso. Amigo, se esse é o seu caso, deixe claro que só quer sexo ou, ainda melhor, relacione-se com árvores e não encha o saco, nem alimente falsas esperanças de pessoas. Não faça o que não gostaria que fizessem com você — clichê fundamental nas relações humanas.

Nas palavras de Alice Ruiz: “Por favor não me aperte tanto assim, tenha cuidado, pega leve. Olha onde pisa, isso é meu coração.”

Palavra da leitora

(Por Scarlet)

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Flashback

03/11/2009

LeitoraA cena: night, Rio de Janeiro, Lapa, tudo lotado. Encosto em um canto para respirar. Olho para o lado e reconheço a menina que está ao meu lado, mexendo no sapato, reclamando que ele estava machucando seu pé:

– O sapato está machucando? Você não testou antes de sair de casa?

– Não. Esqueci. Está machucando muito.

– Você não sabe quem eu sou, não é, Fulana?

Olhar de espanto da parte dela, que me pergunta:

– Você me conhece? De onde?

– Estudamos juntas na escola.

Ela para, me olha e fala:

– Andrea!

– Isso mesmo.

E eu dou um sorriso.

Na sequência, ela diz:

– Toda vez que me falam de você eu lembro de uma cena em um recreio da escola quando tínhamos 18 anos. Eu reclamava: “se o mundo acabasse hoje, eu morreria virgem”. Você me olhou e falou apenas: “eu não”. Morri de inveja.

Agora imaginem só: a menina era toda assanhada, classificada como piriguete na escola. Era virgem. Eu, a nerdzinha que lia nos intervalos na biblioteca, não era mais. A vida é irônica, não é mesmo? E depois de 8 anos sem ver a Fulana, ela se lembra justamente de um momento bombástico meu. Foi com essa memória que marquei a vida dela.

Palavra da leitora

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Barrados no Baile

18/10/2009

LeitoraAndei durante muitos anos em um grupo estilo “Barrados no Baile”, sabe? O grupo era enorme, cada hora com mais agregados. Rolava uma renovação, por assim dizer, e com isso, todo mundo ficava com todo mundo. Dava para brincar de análise combinatória de casais. Claro que havia namoros sérios por ali e rolava respeito. Eu mesma namorei por dois anos com um menino desse grupo.

A coisa era bem aberta mesmo. Mas as histórias – ainda bem – nunca saíram de dentro do grupo. Morria ali. E vivíamos em festas, churrascos, jogos de RPG e tudo o mais que a criatividade, o tempo e os espaços nos permitiam.

Eu lembro de um menino que tinha o apelido de Pizza porque era fácil e rápido, sabe como? Todas ficavam com ele, nem que fosse para reclamar depois. E os meninos vinham com ficha completa, todos os detalhes à mão. Isto quando não rolava uma mesa redonda feminina para falar de fulano ou cicrano.

Um dia era aniversário de uma das minhas melhores amigas. Festinha em um bar mexicano. Mesa enorme, falatório. Sentei e comecei a ver quem estava por ali. Claro que quando vem uma situação constrangedora você sempre está na cadeira do meio da mesa, né? Murphy ajuda à beça! Então, a minha frente estava o menino que eu namorei aos 16 anos. E, depois em volta, comecei a olhar… Bem… Eu tinha ficado com a fileira que estava do outro lado inteira. Sem exceções. Ok, não eram tantos. Uns 6. Mas o suficiente para eu me sentir no corredor polonês da inquisição pós pegação. E por que estavam todos juntos ali, na fila na minha frente? Murphy. Só ele explicaria. Gaiato, bandido.

Pensei que pudesse passar por essa batida. Até que esse meu ex dos 16 anos começou a olhar em volta. E nessa hora eu tive ódio de ser amiga e de manter boa relação com praticamente todos os meninos que fiquei ou namorei. Ele olhou a volta e disse:

– Péra aí! Você já ficou com todos dessa fileira?

E eu querendo arrumar um buraco para me esconder:

– Já…

Por sorte ninguém estava prestando atenção à nossa conversa. Ufa. Ele riu. Eu ri. E estufei o peito. A pessoa tem de assumir a própria conduta, né? Na boa, não havia nada para me envergonhar e postura é tudo.

Palavra da leitora

Andrea

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A gente nunca esquece…

16/09/2009

LeitoraSou a rainha da afobação. Não tenho paciência de esperar nada do que está para me acontecer.

E não poderia ser diferente na minha primeira vez.

Estávamos juntos havia sei lá quantos meses… O cara hiper paciente, me respeitando pacas, até que, um dia, o clima esquentou pra valer e eu não consegui mais me segurar. Liberei os passeios das mãos, os beijos mais abaixo (ou acima). Mãos aqui e acolá… Mas o ato não foi consumado ali. A mãe dele chegou e tivemos de nos comportar…

UAU! Que sensação. Quero mais, quero muuuuuito mais!

Naquela semana, comecei a ir à casa dele antes do trabalho. Logo cedinho, vê-lo, dar aquele amasso… O dia ficava perfeito.

Até que… Nosssaaaaaaaa! ACONTECEU!

Claro, a primeira vez de uma mulher nunca será perfeita. A dor, o desconforto, o medo, a apreensão e dentre tantas outras coisas que só nós mulheres sabemos o que é e como ocorre.

Ele foi um tremendo de um cavalheiro mas sem perder a pegada.

Hum… e onde está o #prontocaguei?!

Simples. O cara havia preparado uma noite toda especial, na casa de um amigo em comum, que não estava na cidade (mas tinha autorizado a nossa ida lá). Ele gostaria que fosse tudo especial para mim na minha primeira vez. Mas eu não quis esperar pela noite e resolvi fazer naquela manhã mesmo… Mas lembrando vocês do que disse anteriormente: estava indo na casa dele, ANTES do serviço.

Não pude curtir mais a minha primeira vez, ter o lance de ficar lá nos braços dele, ser acariciada e o pior/melhor de tudo, curtir ainda mais o momento e as carícias e até mesmo o ato em si, porque minha cabeça estava lá, a todo o tempo, preocupada com a hora em que eu teria de sair dali.

Depois de algumas vezes, conversando, ele veio me falar que sentiu que naquele dia eu nao estava curtindo. Não estava a fim, tinha ido lá só mesmo para satisfazê-lo e só. Ele até pensou em desistir pois quase achou que eu estava desinteressada, mas como rolou outras vezes por minha vontade própria, ele entendeu que foi só uma impressão.

Fiquei pensando: e se ele fosse aquele cara impulsivo, ou sei lá o quê, e resolvesse tomar uma decisão pelo que aconteceu na primeira vez?! Que ótimo que ele nos deu uma nova chance. Senão… Não sei o que poderia ter acontecido.

Fica a dica: nunca apresse nada. Ainda mais quando for sua primeira vez… Contenha-se. Perdi de ter curtido muuuuito mais o momento tão esperado da minha vida, por culpa minha mesmo! Tsc tsc tsc.

Palavra da leitora

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