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Relacionamentos Esquizofrênicos

18/01/2012

Uma das características mais assustadoras da esquizofrenia é quando o paciente começa a ter alucinações. Pessoas que só ele vê, sons que só ele ouve. É uma das muitas peças que nossa mente complexa pode nos pregar e percebemos o quanto somos frágeis, como seres humanos.

Embora eu tenha quase certeza de estar no controle das minhas faculdades mentais, acabei por me envolver em muitos relacionamentos que, em determinado ponto, começaram a me fazer questionar minha sanidade. Deixando claro desde já, que não se trata de relacionamentos casuais, sem envolvimento emocional.

Foram relacionamentos em que somente as pessoas envolvidas — no caso eu e o dito-cujo — sabíamos da existência, por um motivo ou outro. E depois de vários meses, eu chegava a conclusão de que nenhum de meus amigos havia nos visto juntos, eu não podia falar sobre ele em lugar algum, não podia contar à minha família e ele, por sua vez, também não me assumia de forma alguma. Será que ele EXISTIA?

Certamente que o indivíduo sim, mas o relacionamento, só na minha ingênua cabecinha.

Por todas as vezes que isso aconteceu, cheguei a levar o enrosco por meses, obviamente apaixonada, mas no fim tudo ruiu antes mesmo de assumirmos. A minha conclusão sempre foi: “se não vale a pena assumir, porque valeria a pena continuar insistindo?”

A questão é que podemos embarcar em uma furada dessas por um zilhão de motivos diferentes. Seja porque não queremos que algum ex fique sabendo, porque no início queremos ir devagar para preservar a vida pessoal, ou até mesmo porque não é um relacionamento, por assim dizer, legítimo.

O problema começa no exato instante em que você não quer mais deixar a coisa sob panos quentes (ou lençóis, como preferir) e aí já não sabe mais como fazer isso.

E aí? Como resolver?

Bom. Aí é a hora de ver o que vale a pena para você. O quanto você gosta do cara? Qual é a probabilidade do entrave se resolver e vocês poderem assumir que estão juntos?

Normalmente, o que acontece nesta situação, é que o rapaz (ou moça)  em discussão está acomodado.

Ele até pode gostar de você. Mas te mantendo em banho-maria, tem um carinho fixo a hora em que quiser e ainda pode sair para se divertir como solteiro. (No caso dos solteiros, claro. Se você for a outra, ele conta vantagem na hora de poder comer duas diferentes). Dificilmente um homem vai sair de sua zona de conforto, depois que entrou nela.

Um relacionamento deste pode ser terrível para sua autoestima, porque uma hora você vai se perguntar “por que será que eu não pareço valer a pena de um esforço, para ele?”

Então, somente para fins de pesquisa científica, classificaremos:

casus esquizofrenicus: é aquele que você tem, mas de vez em quando bate uma dúvida se não é só coisa da sua cabeça, já que não tem provas documentais e tudo o que seus amigos conhecem dele é o que você diz.

E você? Já se envolveu com alguém e teve que manter segredo? Já achou que estava alucinando uma relação inteira? Já sentiu que o ficante estava acomodado? Diz aí!

Deka

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