Começo esse texto com uma polêmica: a comunidade heterossexual masculina precisa de ajuda. E ajuda das grandes. Por um lado, penso ser ridículo ter de escrever sobre isso, mas a única escolha que tenho — além de tentar doutrinar os amigos a tornarem-se homens, tipo uma missão cristã para salvar os infiéis –, é disseminar e explorar a problemática. Aliás, muito conhecida pelas mulheres.
Segunda passada foi o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Vi, ouvi e soube de mulheres que prepararam o tal do bolo para casar, colocaram o coitado do beato de cabeça para baixo na água e outras muitas simpatias para desencalhar. Tá certo que tem muita mulher feia por aí que merece mais é ficar sozinha mesmo, mas, em suma, a mulherada gostosa, bonita e inteligente também está sofrendo com a falta do que elas afirmam ser o “tipo ideal de homem”. Isso porque, do nosso lado aqui, a rapaziada justifica a solteirice aguda com a perda de caráter do sexo oposto.
Em partes, não discordo. Tem nega que participa de alguns movimentos, tipo a “marcha das vagabundas” e quer falar de relacionamentos sérios. O problema é que os caras generalizam demais essa situação. Toda mulher é puta? Não, isso é óbvio, mas homem não evoluiu mentalmente, estagna nos 15 anos e assim passa o resto da vida. Logo, a gata que tem o ímpeto, que vence anos de repressão sexual e resolve chegar no amigo, seja no bar ou em uma house party, é vagabunda. Se ela der no primeiro encontro então, ele nunca mais liga para ela. O cara se acha o garanhão, comedor, mas é viado. Homem que trata mal a mulher que dá na primeira noite é viado. Não se iluda.
Mais além, homem que não respeita uma mulher, não dá flores, não elogia, também é viado. Não falo de homossexual, mas um nicho diferenciado, aquele que odeia mulheres. Que quer pisar, humilhar e apontar as femininas como uma raça inferior. Não sabe o que perde. Não sabe o que ganha o homem que valoriza sim a mulher que dá no banheiro da festa da sua prima. Não sabe o que perde quando não liga pra loira gostosa que pediu um beijo e deu seu telefone enquanto esperava o carro na porta do estacionamento.
Mulheres são atemporais e, mesmo tendo falado diversas vezes sobre um padrão de comportamento, acredito na imprevisibilidade feminina. E essa imprevisibilidade torna cada situação única. A mulher vai para cama contigo porque, de alguma forma, ela se interessou por você. E não pela necessidade masculina de ter um orgasmo a cada cinco minutos. A questão moral e ética, por mais que elas também gostem tanto ou até mais de sexo do que nós, não as permite trepar com qualquer mané que conhecem. Lógico, existem aí as exceções, mas cabe a você ter a decência de entender, aceitar ou não e, acima de tudo, respeitar qualquer que seja o par de peitos que se aproximar de ti. A regra é não ser um imbecil. Isso já é, como ouvi de algumas mulheres, 80% do que elas consideram ser o “cara certo”. O resto é perfeitamente adaptável. Espero não ter de tocar nesse assunto outra vez.
(Por Bruno Acioli)







Portanto, quem ganhou o par de VIPs para a festa foi a
Parabéns, Débora!







