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Como se fosse a primeira vez

15/03/2011

O amor é um jogo. E assim como em um tabuleiro de xadrez, que cada movimento de peças é pensado para o ‘xeque-mate’, a aproximação de um homem antes e durante seus primeiros encontros com qualquer pretendente também recebe sua estratégia, seja qual for o objetivo final dessa partida. Até aqui, nenhuma novidade. Mas e quando essa situação acontece com uma ex? Como encarar uma pessoa que passou 3, 5, 6 ou até mais anos ao seu lado, com a frieza e o calculismo reservado apenas para mulheres desconhecidas? Esse é ponto chave.

Mulheres jogam o jogo do amor muito melhor do que os homens, isso é notório. Ocultam detalhes quando necessário, recusam convites, enrolam e prolongam a conquista até aonde sentem-se seguras para abandonar a partida e comemorar a vitória (do casal, no caso). Enquanto isso, os brothers são mais diretos, já que o único sentimento que impera durante essa brincadeira de gato e rato é o de conquista. É o querer versus poder. Nesse aspecto, homens são mimados e orgulhosos. Querem, a qualquer custo, faturar a garota em questão. Alguns jogam mais pesado do que outros: mentem, ludibriam e, assim que é dado o apito final, quebram o contrato e partem em busca de um novo campo para mostrar suas ‘habilidades’. Por outro lado, existem os ‘good guys’, que também se apaixonam e iniciam romances longos e duradouros, porém passivos de términos dolorosos. E é para esse classe de campeões que volto meu discurso, hoje.

Alguns homens, quando se apaixonam, esquecem a lição número 1 dos relacionamentos amorosos: o amor é um jogo. E mesmo durante um relacionamento estável, é preciso jogar. Veja bem, antes que eu seja aqui crucificado por alguma meia dúzia de mulheres, quero esclarecer que jogar não significa brincar com sentimentos. Você que me lê, mulher comprometida, também joga. E se duvidar, joga muito melhor do que uma mulher solteira. Pois bem, voltemos aos nosso foco: nenhuma relação sobrevive à base de 100% de sinceridade. Sem inocência, sem hipocrisia, que a verdade seja dita. É preciso interpretar, ignorar e relevar para que tudo dê certo. E quando os homens não o fazem, a rotina domina. A mesmice e o comodismo também. O amor já não é mais o suficiente para mantér o casal unido e a relação se parte, assim com alguns corações, nesse meio. E devo confessar que a esta altura, valorizo o orgulho feminino. Por mais que exista amor, a mulherada volta ao jogo rapidamente. Sofre com o término, mas entende que tudo vai passar, que foi melhor daquele jeito e que encontrará um parceiro à sua altura, uma hora ou em outra. E me irrito com o comportamento dos homens que querem reconquistar suas ex-amadas. Sempre na base da discussão, relembrando o passado, brigas, cobranças e apontamento de erros.

Ora, ao meu ver, mulheres odeiam preocupações. Querem alegria, diversão, aventuras. Quando conhecem um cara, buscam o que ele tem de melhor e como aquilo será agregado e aproveitado por elas. Se, durante um primeiro encontro, você não cobra uma desconhecida sobre seus erros e defeitos, porque deveria fazer com sua ex? O mais difícil você já conseguiu, amigão: apaixoná-la. Basta, agora, relembrar seus momentos de conquistador, deixar o sentimento de lado, pelo menos durante essa fase de reconquista, e mostrar o que a gata perde longe de você. Segura essa sinceridade toda, joga fora essa amargura e foco no objetivo! Vamos lá, you can do it!

Palavra de macho

(por Bruno Acioli)

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2 comentários

  1. O “jogo” pode ser um plano B esperando o erro da outra(o).
    Porém torna-se uma relação de fachada com insegurança e desconfiança da parceira(o).
    -Se ela(e) vacilar já sei o que fazer!
    Sem confiança é tudo hipocrisia.


  2. O pior é está solteira há tanto tempo que desconhece as manhas do jogo quando se está comprometida, tremenda confusão para quem não gosta tanto assim de jogar. Sou a favor de se ter amor próprio, um pouco de orgulho, mistério e sensatez, mas jogar toda hora cansa e há quem diga que amor não é um jogo. Creio que o amor só deixa de ser jogo quando se tem 70 anos e está com o parceiro há mais de 40, ai sim, meu amigo, não há mais tempo nem paciência para jogo e sim, para continuar a viver e confesso: tenho ânsia de sentir isso um dia, ah se tenho, ah se quero! :)



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