Arquivo de Março, 2011

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Gatos Escaldados

31/03/2011
Li sobre uma pequisa realizada por uma universidade, que entrevistou casais e lhes perguntou a respeito da qualidade de seus relacionamentos. Curiosamente, os dados quantitativos revelaram que casamentos onde ambos os cônjuges eram o primeiro casamento dos dois, tinham menores chances de terminar em divórcio. Outro dado interessante, é que os casais que fizeram o famoso test-drive e moraram juntos antes de casar, se separaram em 15% dos casos e dos que casaram direto, 7% se divorciaram.

Outra pesquisa, que vi no Delas, mostrou que casais que “se guardavam” para o casamento, eram mais felizes e realizados do que os que transam antes de casar: davam notas 22% mais altas à estabilidade do matrimônio.

Eu sei que vai ter gente dando pulinho da minha altura, dizendo que pesquisas têm margens de erro, não dá pra generalizar e o escambau.

Mas parando pra pensar um pouquinho, isso tudo não faz sentido?

Quem nunca se casou, não conhece a maioria das dificuldades que vai passar. Tudo é novidade e aprendizado.

E quantas vezes nós já ouvimos pessoas que passaram por doenças terríveis, mudaram de casa e enfrentaram grandes problemas ou perderam entes queridos dizerem “não sei se eu conseguiria passar por tudo isso, se soubesse o que ia acontecer”?

Acredito que seja a mesma coisa. Quem casa pela segunda vez, sabe tudo o que sofreu no primeiro casamento e que provavelmente terá que sofrer novamente no segundo (ou terceiro, ou…). Tudo o que o ser em questão quer, agora, é paz.

Quanto ao “test-drive” e abstinência antes do casamento, a explicação também pode ser mais lógica do que imaginamos. Quem “se guarda” para o matrimônio, está disposto a compartilhar a vida com aquela pessoa com quem se casou e a vida sexual de ambos vai ser construída de acordo com as preferências do casal. Já quem experimenta antes pra saber se gosta, está acostumado a, em vez de ceder, ou tentar fazer o parceiro se sentir mais a vontade para realizar um desejo seu, simplesmente desistir e ir procurar alguém que faça o que ele/ela gosta. Afinal, o que não falta no mundo é mulher a fim de dar e homem a fim de comer, não é?

O que podemos concluir disso tudo? Que a liberdade sexual e a falta de romantismo podem não ser tão positivas quanto imaginamos. Tudo o que um relacionamento precisa pra dar certo, pode ser apenas duas pessoas acreditando nele e dispostas a enfrentar a vida, uma pela outra. E com toda essa efemeridade e degustação, tudo o que conseguimos é um punhado de pessoas achando que sabem o que querem e, no final, se frustrando, sendo que, num círculo infinito e vicioso, acambam se transformando em indivíduos egoístas que preferem não assumir responsabilidades.

E vocês? O que acham disso tudo? Preferem ser românticos ou fazer o test-drive?

BTW, essa pesquisa aqui tem umas informações bem peculiares, pra quem se interessa por comportamento.

Deka

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Quando somos bad girls

24/03/2011
Meninos, quando vocês se desesperam e dizem que não compreendem as mulheres, acreditem: estou 100% com vocês.

Muitas de nós não sabem prever as próprias atitudes e acabam se surpreendendo consigo mesmas, em determinadas situações.

Acho que muitas que nos lêem já tiveram a triste oportunidade de serem “a outra” em um relacionamento. Não é legal, por diversos motivos. E pulando as razões morais, que já estamos tão cansadas de saber e que com certeza estávamos cientes de todas elas ao agir, ainda há os motivos sentimentais, pois, no caso de um triângulo amoroso, o mais provável é que todos os envolvidos saiam machucados.

Desde que você também esteja apaixonada.

Eu também já fui a outra… algumas vezes. E eu estava apaixonada na maioria delas. No fim, tomei a atitude que acreditei machucar a menor quantidade possível de pessoas: eu mesma.

Isso foi lindo e altruísta, né? Totalmente esperado do ser melodramático que somos. Mas e quando a motivação é tão calculada que beira a frieza?

Quando eu estava no segundo ano da faculdade, apareceu um rapaz bonitinho do terceiro ano. Comecei a jogar umas olhadas pra ele e o fofo correspondeu. No outro dia, quando cheguei no estágio, minha amiga que estudava na sala dele me pergunta:

_Deka, você tá a fim do Bruno*?

_Ele é bonitinho. E andou jogando uns sorrisinhos pra mim.

_Ah, sim. Por que ele me perguntou de você. Só que ele é noivo, sabia?

Não, eu não sabia. Fiquei meio aborrecida e acabei deixando a paquera pra lá.

Daí o cara por quem eu estava apaixonada começou a namorar e minha auto estima foi parar nos calcanhares. Me revoltei contra essa bobagem chamada amor.

Bem no meio da bagunça, o tal do Bruno veio do nada puxar conversa comigo e pediu meu e-mail.

Vejam bem: eu estava na seca, querendo por à prova meu poder de sedução e de preferência, com alguém que tivesse tantos motivos quanto eu para que o relacionamento permanecesse em segredo.

Poxa, era a oportunidade perfeita! Pra que escrúpulos, né? (Má influência às leitoras. A gente vê por aqui)

Trocamos e-mails por algum tempo, até que um dia tava chovendo mais que a vida e ele me ofereceu carona até a minha casa. Ficamos.

A partir daí foi crescendo uma amizade cheia de safadeza entre a gente e eu tava curtindo bastante o lance do cara compromissado e simpático. Mas, surpreendendo até a mim mesma, eu não me apaixonei por ele.

Isso tudo durou até quinze dias antes do casamento dele (não, eu não me orgulho disso, gente), quando ele me mandou um e-mail dizendo que tinha gostado muito do nosso último encontro e eu li, mas não respondi. À noite ele me liga, perguntando por que eu não respondi ao e-mail, se ele havia feito algo errado.

Foi nessa hora que eu senti o peso da culpa e percebi que estava sendo egoísta. Eu estava numa situação confortável, mas as outras pessoas envolvidas poderiam se machucar muito, por minha causa. No dia seguinte resolvi por um fim.

Quando conseguimos marcar um encontro, entrei no carro dele e disparei: “Pra mim isso era um lance divertido. Mas depois da sua última ligação eu percebi que estamos deixando de levar algo casualmente para transformar em um relacionamento paralelo. E uma ‘amante’ é o que vocês menos precisam em um casamento que ainda nem começou.”

Foi assim que terminou tudo, cada um seguiu para o seu lado e hoje, mal tenho notícias sobre ele.

Eu juro que não sou má pessoa. Sou do tipo que se envolve facilmente e só me ferro com minhas paixonites. Mas contei este episódio para ilustrar que nem sempre somos as vítimas das cafajestagens dos moços. Também podemos agir de maneira puramente calculista e usarmos as pessoas, às vezes. Mulheres têm razões que a própria razão desconhece e nem sempre as intenções são tão boas assim.

Mas, por favor, meninas: não sigam o exemplo da tia Deka. Isso não é legal.

Deka

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Dica de livro: sugestões de lugares pra você transar

22/03/2011

Acho que não é algo em que muitas pessoas pensam, correto? Ou, se pensam, talvez falte “criatividade”. Esse post talvez ajude. No meu aniversário ganhei o livro “101 lugares pra fazer sexo antes de morrer” do querido amigo @vinnysacramento (na verdade ganhei dele e outro igual do @fe_quirino, mas como o segundo mora na mesma cidade que eu, foi mais fácil trocar o segundo), e ele é no mínimo divertido.

O livro lista vários lugares, alguns simples como “em cima de uma máquina de lavar roupa”, outros razoáveis como “cachoeira” e ainda alguns que parecem impossíveis pros pobres mortais como “cobertura em Las Vegas”. Funciona como uma espécie de diário, com uma página de observação sobre o lugar, e os campos pra você preencher com suas próprias observações.

São listados ainda para cada lugar fatores como habilidade motora requerida, risco de ser pego no ato, risco de ser preso, necessidade de possível suborno e outros.

Mais que uma leitura, o livro é uma brincadeira despretensiosa e que, com certeza, será super útil para o casal apimentar a relação. Mas se você não está num relacionamento fixo que nem eu, também não tem problema, vez ou outra aparecem uns bofes que valem a pena o esforço, não? ;) Só nunca se esqueça da camisinha!

O melhor da brincadeira é que o livro custa baratinho. Compare os preços aqui.

Beijos!

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Ei, eu também quero!

16/03/2011

Sério, quem me conhece sabe que eu estou longe de ser machista (ao menos na maioria das vezes) e que eu acho o máximo ver que as mulheres têm se destacado cada vez mais. Penso que é muito válido termos vocês, mulheres, se saindo tão bem em tudo. Isso não tem muito a ver com a história que vou relatar aqui, mas achei pertinente por ser a primeira vez que escrevo para este blog.

O que eu realmente quero contar é sobre uma vez que saí com uma bela mulher e que não foi tão bom quanto eu esperava.

Era verão. Eu estava em Guarapari, ES com meu primo e alguns bons amigos. Guarapa, como carinhosamente chamamos aqui no estado, é uma cidade típica de veraneio: fora de temporada não fica ninguém e, na alta estação, a cidade fica entupida de gente de vários lugares, mas os mineiros, meus conterrâneos, são a absurda maioria. Aconteceu que em uma bela noite, no Beco da Fome, vi a Julia*, uma mulher linda, que atraía todos os olhares. Não sei por que cargas d’água, ela ficou interessada em mim, mas falar sobre patologias mentais não é o foco deste texto.

Conversamos, brindamos, bebemos e nos divertimos bastante. O papo foi rendendo: ela me contou que era de BH (tinha um sotaque muito gostoso), que gostava de goiabada com queijo, que tinha dois cachorros e que sentia cócegas quando as bolhinhas do champanhe batiam no nariz dela. Disse que adorava caras como eu, que eu era muito inteligente e que isso a excitava. Disse que sentia tesão em tomar tapas na bunda, que a posição preferida era de quatro e que gostava de ouvir xingamentos e sacanagens na cama. Como eu falei, o papo rendeu. Muito.

Rendeu tanto, que ficamos. Ela beijava muito bem. Era cheirosa, sexy, tinha seios lindos e adorou a minha mão passando pelo corpo macio dela. Era demais para ser verdade: aquela gostosa me deu bola e agora eu estava alisando o corpo dela, beijando-a como se não houvesse amanhã. O clima ficava cada vez melhor, nos empolgávamos cada vez mais e aquilo não poderia acabar em outro lugar senão na cama, ou eu seria o cara mais frustrado do planeta.

Começou e era o que eu imaginava e mais. Ela realmente era muito gostosa. Mexia como ninguém (até aquela época), falava putaria, era safada, pedia posições e estava me elouquecendo. Eu, retribuía a tudo aquilo sendo o mais pervertido possível. Dei os tapinhas que ela gostava, a coloquei de quatro, de cinco, de dez, de vinte. Transamos muito e o clímax foi incrível. Tudo perfeito. Tudo se encaixava. Estava apaixonado e já queria casar. Depois dos orgasmos, ficamos deitados, lado a lado, curtindo um ao outro, nos acariciando, conversando, nos beijando, conversando, passando a mão um no outro, conversando, nos excitamos de novo e acabou a conversa.

Só que quando eu pensei que iríamos reencenar o espetáculo, algo muito perturbador aconteceu: durante as preliminares, eu estava usando meus dedos nela, ela estava curtindo muito. Eu estava ali, todo pronto e ela curtindo. Eu tentei ir para cima e ela curtindo. Ela gozou. E eu… bem… eu fiquei. Ela colocou a roupa e eu fiquei. A broxada foi automática. Ela se satisfez, disse que estava morta, que gozou muito gostoso e eu nada. E ela nem se importou comigo. Me deixou na mão. Literalmente.

Eu adoro quando eu sei que consegui dar prazer a uma mulher. Eu me preocupo com isso e penso que a transa não foi completa se eu não conseguir fazer a minha parceira gozar. E justamente por agir assim, eu esperava que ela fizesse o mesmo comigo. Eu fiquei muito decepcionado porque ela nem percebeu que eu também estava ali e também queria gozar. Do contrário, a minha presença não seria necessária, certo? De qualquer maneira, pensei que aquilo poderia ter sido um descuido, um lapso e que em uma outra oportunidade as coisas seriam diferentes.

Nos despedimos sem esquecer de trocar contatos para um novo encontro e da segunda vez, aconteceu de novo. Aí eu percebi que não foi um vacilo. Ela era egoísta mesmo e aquilo era, e ainda é, inaceitável para mim. Os homens também queremos que vocês se preocupem com o nosso prazer. Também temos as nossas demandas e quando tudo isso isso é satisfeito, o casal só tem a ganhar.

Depois que tudo acabou, dei um beijinho nela e disse: Adorei. Adeus. Estou voltando para Vitória. Mentira! Não fui… eu só não queria ter mais noites de sexo muito bom, mas só até a metade. Não nos encontramos mais.

Palavra do leitor

Por Matheus Costa (@30s)

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Como se fosse a primeira vez

15/03/2011

O amor é um jogo. E assim como em um tabuleiro de xadrez, que cada movimento de peças é pensado para o ‘xeque-mate’, a aproximação de um homem antes e durante seus primeiros encontros com qualquer pretendente também recebe sua estratégia, seja qual for o objetivo final dessa partida. Até aqui, nenhuma novidade. Mas e quando essa situação acontece com uma ex? Como encarar uma pessoa que passou 3, 5, 6 ou até mais anos ao seu lado, com a frieza e o calculismo reservado apenas para mulheres desconhecidas? Esse é ponto chave.

Mulheres jogam o jogo do amor muito melhor do que os homens, isso é notório. Ocultam detalhes quando necessário, recusam convites, enrolam e prolongam a conquista até aonde sentem-se seguras para abandonar a partida e comemorar a vitória (do casal, no caso). Enquanto isso, os brothers são mais diretos, já que o único sentimento que impera durante essa brincadeira de gato e rato é o de conquista. É o querer versus poder. Nesse aspecto, homens são mimados e orgulhosos. Querem, a qualquer custo, faturar a garota em questão. Alguns jogam mais pesado do que outros: mentem, ludibriam e, assim que é dado o apito final, quebram o contrato e partem em busca de um novo campo para mostrar suas ‘habilidades’. Por outro lado, existem os ‘good guys’, que também se apaixonam e iniciam romances longos e duradouros, porém passivos de términos dolorosos. E é para esse classe de campeões que volto meu discurso, hoje.

Alguns homens, quando se apaixonam, esquecem a lição número 1 dos relacionamentos amorosos: o amor é um jogo. E mesmo durante um relacionamento estável, é preciso jogar. Veja bem, antes que eu seja aqui crucificado por alguma meia dúzia de mulheres, quero esclarecer que jogar não significa brincar com sentimentos. Você que me lê, mulher comprometida, também joga. E se duvidar, joga muito melhor do que uma mulher solteira. Pois bem, voltemos aos nosso foco: nenhuma relação sobrevive à base de 100% de sinceridade. Sem inocência, sem hipocrisia, que a verdade seja dita. É preciso interpretar, ignorar e relevar para que tudo dê certo. E quando os homens não o fazem, a rotina domina. A mesmice e o comodismo também. O amor já não é mais o suficiente para mantér o casal unido e a relação se parte, assim com alguns corações, nesse meio. E devo confessar que a esta altura, valorizo o orgulho feminino. Por mais que exista amor, a mulherada volta ao jogo rapidamente. Sofre com o término, mas entende que tudo vai passar, que foi melhor daquele jeito e que encontrará um parceiro à sua altura, uma hora ou em outra. E me irrito com o comportamento dos homens que querem reconquistar suas ex-amadas. Sempre na base da discussão, relembrando o passado, brigas, cobranças e apontamento de erros.

Ora, ao meu ver, mulheres odeiam preocupações. Querem alegria, diversão, aventuras. Quando conhecem um cara, buscam o que ele tem de melhor e como aquilo será agregado e aproveitado por elas. Se, durante um primeiro encontro, você não cobra uma desconhecida sobre seus erros e defeitos, porque deveria fazer com sua ex? O mais difícil você já conseguiu, amigão: apaixoná-la. Basta, agora, relembrar seus momentos de conquistador, deixar o sentimento de lado, pelo menos durante essa fase de reconquista, e mostrar o que a gata perde longe de você. Segura essa sinceridade toda, joga fora essa amargura e foco no objetivo! Vamos lá, you can do it!

Palavra de macho

(por Bruno Acioli)

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Fim mal resolvido

06/03/2011

Ele me convidou para assistir à exposição de sua arte, no mesmo dia em que eu tinha uma reunião a três horas de distância de lá.

Passei o dia todo fora, enfrentei trem e metrô lotados e não poderia passar em casa para tomar um banho e me arrumar antes de ir. Então quase desisti da exposição e fui direto pra casa. Mas em nossas conversas ele havia sido tão gentil e o assunto era tão fluente, que resolvi ir vestida de espantalho mesmo.

Quando cheguei lá, vi de longe um rapaz parecido com ele, mas duvidei. Na minha cabeça eu o imaginava mais alto e… bem… o imaginava maior. Dessas ilusões que a gente cria, porque a personalidade dele era incrível e ele tinha muita certeza dos seus valores. A gente acaba projetando isso na visualização do físico.

Enfim. O rapaz parecido com ele era ele mesmo. Não muito alto, franzino e magrinho. Mas sorriso e simpatia encantadores. Em vez de me decepcionar, eu vi alguém muito mais ao meu alcance do que eu imaginava.

Depois da exposição saímos juntos, com mais alguns amigos dele e passei momentos divertidíssimos com todos eles, até que ele me deixou em casa.

O interesse foi mútuo e fulminante. Nos apaixonamos em questão de horas, mas ele não me beijou naquele dia. Além de tudo era um cara romântico à moda antiga. Pá! Morri de amores.

Nos beijamos no encontro seguinte e duas semanas depois ao primeiro encontro, ele me pediu em namoro.

Eu estava no paraíso. Vivia um dos melhores momentos da minha vida, tudo dava certo. Recém-formada, com um emprego fascinante e a vida se encaminhando aos poucos. Como se não fosse o suficiente, havia encontrado o cara que era a personificação do homem perfeito.

Tínhamos tudo em comum: crenças, valores, gostos, estilos, ambições, planos. E ele era tudo de mais perfeito: responsável, trabalhador, divertido, carinhoso, morava pertinho da minha casa, tinha um emprego bom, pós-graduado, bonito e atencioso.

Não tinha como dar errado. 

Os problemas começaram tão rápido quanto a paixão fulminante: com duas semanas de namoro e menos de um mês que nos conhecíamos, ele disse que me amava. Eu não o disse de volta. Estava perdidamente apaixonada por ele, mas ainda não sabia se também o amava. Achei um pouco precipitado, da parte dele, então silenciei. (Aliás, é o meu karma. Todas às vezes que alguém diz que me ama, eu tenho problemas sérios com essa pessoa e a relação fica balançada.)

No dia ele não pareceu se importar com isso. Mas na vez seguinte que nos encontramos, ele parecia meio distante. Durante uma semana tudo ficou esquisito e ele não me procurava mais como antes. Rolou aquele pressentimento feminino que todas nós temos e só sabemos definir como “ele tá estranho”. Minha intuição me avisou que aquele era o início do fim. O procurei para conversar, mas ele evitou todas as vezes.

No final da semana ele deu o primeiro lance e disse que estava confuso com tudo aquilo. Mencionou de leve o fato de eu não ter dito que também o amava, mas não deu a entender que esse fosse o principal motivo da “confusão”. No domingo de carnaval ele deu o tiro de misericórdia e terminou  comigo. Por celular. Por mensagem de texto.

Foi a primeira vez que eu gritei com alguém no telefone. Liguei pra ele e o chamei de covarde e egoísta. Eu dificilmente perco o auto-controle dessa forma. Não entendia os motivos que ele teria pra terminar comigo assim, do nada.

Ele estava com um livro meu, então combinamos de nos encontrar na terça-feira pra que o me devolvesse e pudéssemos conversar.

Ele chegou ao local combinado, sentou-se ao meu lado e ficou mudo durante 20 minutos seguidos. Quando abriu a boca, disse: “Não tem muito o que dizer.” Explodi novamente. Disse coisas horríveis a ele, mas não me arrependo de uma única palavra. Ele não sabia dizer nem o porquê de estar terminando comigo. Só repetia que não aguentava mais aquilo, que precisava pensar mais em si e que não seria justo com ele, nem comigo continuar aquele relacionamento. Também disse: “É melhor terminarmos agora, do que nos envolvermos demais.”

Fiquei besta. Sempre pensei que “se envolver” fosse justamente a ideia de um relacionamento.

Perguntei onde eu tinha errado, se ele tinha se apaixonado por outra, se alguém tinha falado alguma coisa de mim. Qualquer coisa que justificasse um fim tão repentino.

No fim, saí do nosso último encontro da mesma forma que cheguei: sem saber o motivo do pé na bunda. E até hoje eu não compreendo.

Levei muito tempo pra superar esse fora pois, quanto mais eu tentava entender, mais eu via apenas motivos para aquilo tudo ter dado CERTO.

Me sentia muito babaca por ter acreditado em tudo o que ele disse sobre o quanto ele gostava de mim e do quanto eu era maravilhosa. Remoí inúmeras vezes, tentando entender onde foi que eu errei. Questionei ao infinito do tempo se não teria funcionado, caso eu não tivesse deixado tudo acontecer tão rápido.

O meu melhor momento, virou um dos piores da minha vida e se expandiria para o resto do ano em que tudo deu errado pra mim.
Ainda hoje não consigo pensar nesse episódio sem me entristecer. Foi extremamente frustrante e abala profundamente a auto-estima de qualquer pessoa, quando se leva um toco sem explicação.

Por favor, leitores: sempre tenham um motivo plausível pra dispensar seus parceiros. Nem que precisem inventar.

Deka

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O que eles adoram em nós

04/03/2011

Meu último texto falava sobre os erros que as mulheres cometem nas relações. Chegou a hora de falar do que os homens mais gostam em nós. Afinal, erramos, mas também acertamos muito! :)

Se você seguir à risca esses dois posts, dá até para começar a planejar o seu casamento, hein?

Perguntei para alguns amigos, muito felizes em seus relacionamentos — alguns em eterna lua de mel, sobre o que eles mais gostam em suas mulheres e a pesquisinha resultou nesta lista:

1 – Companheirismo e cumplicidade: Os homens afirmam que uma mulher deve estar ao lado deles em qualquer situação, boa ou ruim. Eles adoram as mulheres que curtem as mesmas coisas que eles, os mesmos programas etc.

2 – Inteligência: Nem só os homens gostam de inteligência, certo? Ninguém quer ficar ao lado de uma porta. Homem adora quando, numa mesa de bar com os amigos, por exemplo, sua mulher tem opiniões pertinentes e assuntos interessantes para conversar. Quem não gosta de se orgulhar da sua companhia, não é?

3 – Cuidado: Todo homem gosta de cuidado e carinho. Eles querem, sim, que nos preocupemos com a saúde deles, se eles estão se alimentando direito, se eles estão indo bem no trabalho, se estão com as roupas em ordem etc.

4 – Segurança: Afirmam categoricamente que uma boa dose de autoestima é decisivo para uma parceira.

5 – Vaidade: Sim, eles gostam de ter uma mulher bonita ao seu lado. Valorizam quem sabe e gosta de se cuidar. Nada de relaxar só porque o namoro firmou, hein?

6 – Maternidade: A esposa que é uma boa mãe é profundamente admirada pelo seu homem.

7 – Feminilidade: Homem que é homem gosta de mulher. Mulher precisa ser delicada, sensual (atenção! Sensualidade é diferente de vulgaridade! Cuidado!), que sabe andar num salto alto, que se comporta usando saia… Se você quer um namorado para participar de concurso de arroto com você, é melhor procurar um amigo. Esse tipo de comportamento com certeza acabará com o tesão dele por você. Senão agora, mas um dia.

8 – Conhecimento: Saiba quem é o seu homem, do que ele mais gosta, o que ele acha bonito, o que ele prefere comer, beber… Se depois de 2 meses de namoro, você não souber qual é a cor favorita dele, você está fazendo isso errado.

9 – Autoconhecimento: Assim como a segurança, o autoconhecimento também é fundamental. Uma mulher que não sabe o que quer, do que gosta ou o que sente, brocha qualquer um.

10 – Apoio: Já ouviu a frase “por trás de todo grande homem, há sempre uma grande mulher?”. Isso significa que todo homem precisa do apoio e incentivo de uma mulher para crescer. Portanto, se você quer ter um grande homem ao seu lado, ajude-o, incentivando-o em seus feitos. Eles esperam isso de nós.

Fica a dica!

Beijos,

Lu

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