Arquivo de Janeiro, 2011

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Sobre individualidade

31/01/2011

Depois do futebol, a conversa é sempre a mesma:
- O Marcos* não fica para a cerveja pós-pelada porque a Juliana* não deixa.
Marcão, por sua vez, retruca:
- Eu respeito minha mulher, ela não gosta. Por que brigar?
Os amigos insistem:
Marcola, uma breja só. A Juli nem vai sentir a diferença.
Por conta da insistência, Marcos aceita o convite e cumpre com o combinado. Bebe uma lata de cerveja e vaza. O problema é que o nosso protagonista demorou 20 minutos a mais do que o de costume. E adivinha quem estava esperando com a briga preparada?

A situação acima de fato aconteceu e ilustra o comportamento masculino perante uma companheira chata, brava e egoísta. Marcos só joga futebol uma vez por semana. Sendo que nossos jogos acontecem de duas a três vezes e sempre com um churrasquinho ou uma cerveja no final. O ambiente exala masculinidade e nenhum dos caras que ali joga, leva qualquer mulher. Tanto que os funcionários da quadra são todos homens (talvez até para evitar complicação com as mulheres dos clientes, o que torna o problema muito mais crônico).

Diante deste cenário — que apelidei de ‘extração espontânea dos bagos’ –, é fácil perceber que existem dois problemas graves. O primeiro é bem mais fácil de ser resolvido: a mulher. Ela é mais chata do que o chato que dá no saco. É nítido que o que ela procura não é um companheiro ou parceiro, mas sim um capacho. Reclama de tudo, não é? Você conhece uma mulher e imagina que ela seja amiga, divertida, parceira, para dividir os momentos bons e ruins, mas por um passe de mágica, a criatura se materializa na versão feminina e em miniatura do seu chefe divorciado que não trepa há um ano. Ou mesmo da SUA chefe gordinha que insiste em usar meia calça marrom com saiote e camisa social florida, com aquele sutiã bege nojento. Eu imagino que esse tipo de mulher tenha sofrido muito na vida, amorosamente falando, porque só assim para explicar esse medo constante de perder o cara até para os amigos. No fundo, ela deve saber que se deixar um pobre coitado como o Marcos escapar, não encontrará nenhuma outra alma penada para compartilhar o miserável fim de sua vida. Logo, sufoca. E não estou falando só de mulheres feias, pelo contrário. Mulheres bonitas e gostosas, porém inseguras e absurdamente carentes e irritantes.

O segundo requer muita força de vontade: o homem. Eu sei, meu amigo. Mulher muda de humor e personalidade como a maré. Principalmente se um cara se apaixona pela mocreia, aí não tem mais jeito. Abaixa mesmo a cabeça, encolhe o rabo, deixa cortar o saco e engole pedindo carinho. Homens assim deixam o sentimento falar mais alto, evitam brigas, vão cedendo conforme o encosto (namorada ou esposa) exige. E, assim, perdem a ‘voz’ e suas vontades. A consequência é devastadora: ele aprende a gostar do que ela gosta. Mais do que se relacionar, ele está sendo adestrado.

Meu conselho para você que é homem e passa por esse cenário monstruoso: pé no rabo. Se manca, véi. Chuta a mal comida e vai ser feliz! Sua personalidade não deve nunca sucumbir à vontade do outro. Vira macho e mostra que a porta da rua é serventia da casa pra quem não aceita futebol com cerveja, ronco, coçada de saco e outras características másculas que elas tanto amam. Porque quando a Sandrinha* está chateada por transar pela décima terceira vez seguida no primeiro encontro sem receber qualquer ligação sequer, no dia seguinte, de qualquer um dos treze caras, não importa se você está largado no sofá de cueca assistindo o Faustão, vai sair dali na porrada para ceder o que tiver que ceder, afinal, como elas mesmas gostam de dizer, amigas sempre têm espaço para chorar ou se divertir. Então, fera, é bom não abandonar o futebol com a rapaziada porque a sua mulher pode e vai te abandonar quando achar que deve.

Agora, se você é mulher e se identificou com a personalidade acima descrita, preste atenção: sabe aquelas merdas de filmes que você obriga seu namorado a assistir? Tipo, “Doce Novembro” ou “Comer, Rezar, Amar”, sabe? Junte todas as suas outras amigas mal amadas e combine de assistir essas porcarias COM ELAS. Você mata três coelhos com um só cajadada: assiste a essa tranqueira de filme que gosta, vê as pentelhas das amigas e ainda deixa o Marcão sossegado para tomar cerveja com os amigos. Exato! Aproveite que ele está lá na quadra com a gente, comendo uma picanha e tomando cerveja e faça uma “Noite das garotas” ou qualquer outra palhaçada que quiser chamar. E vê se entende que namorado não é um cãozinho adestrado. Não jogue suas frustrações no seu parceiro. Trate-o como um homem e amigo e seja uma mulher pra ele. Fora isso, aposto que um pouco de individualidade não vai fazer mal a nenhum dos dois.

Valeu o recado?
*Os nomes expressos neste post são fictícios.

Palavra de macho

(por Bruno Acioli)

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O que eles esperam?

28/01/2011

Li uma reportagem antiga, na revista Claudia, entitulada “Homens ensinam como ser feliz no amor”.  O homem de hoje está mudado e, obviamente, nós mulheres, também estamos. Mas eles estão mais práticos, buscando mais intimidade consigo mesmo e isso faz toda a diferença quando o assunto é relacionamento. Segundo a matéria, “para eles, o amor é um filme de ação. E o final feliz depende de algumas iniciativas que cada casal deve tomar no dia a dia”.

Abaixo, está a lista dos sete verbos que devemos praticar para fazer o relacionamento dar certo:

1. Rir

Bom humor é o requisito básico no comportamento das parceiras. “Um olhar com mais leveza e graça no dia a dia muda tudo para melhor. Mesmo no meio da turbulência ou até de uma discussão, uma frase engraçada ou um comentário irônico do bem ajudam a baixar a pressão e a pensar: ‘Será que isso é tão sério assim? Não dá para seguir em frente mesmo nessa situação?’ Minha mulher é a minha companheira na vida – e todo mundo sabe que alguém mal-humorado estraga qualquer viagem. Esse é o ponto”, diz Adi Leite, 47 anos, fotógrafo, casado há 11 anos com Fabiana.

2. Respeitar

Sem esse item básico, nada funciona. Por isso, eles apontam dois aspectos nos quais costumam sentir-se desrespeitados: a dificuldade em ter um tempinho para programas masculinos e, quando conseguem, o controle das parceiras. As que mostram jogo de cintura ganham mil pontos. “Minha mulher é especial. Eu gosto de tomar uma cerveja, jogar bilhar, organizar um churrasco no fim de semana. E, quando eu volto, não tem cara feia. Nem sempre foi assim, isso foi conquistado. Várias vezes ela ia me encontrar, meio que de surpresa, onde eu estava com amigos. E via que não tinha nada de mais, era só conversa entre homens, para relaxar. Construímos essa confiança e eu a valorizo muito”, diz Carlos Rodrigues, 50 anos, contador, casado há 25 anos com Marlene. Ele é porta-voz da opinião generalizada de que o grude atrapalha. “Poder ficar sozinho – e permitir o mesmo a sua mulher – é uma forma de respeito”, acredita Ricardo Neto, 31 anos, administrador de empresas, casado há seis com Adriana. Ele é quem teve que segurar a onda quando ela resolveu fazer um curso no exterior por três meses. “Não foi nada fácil, mas era um projeto antigo da Dri que só poderia ser realizado naquele momento, em que ela estava desempregada e sem filhos. Agora, grávida de gêmeos, seria mais difícil”, pondera.

3. Desejar

Surpresinhas eróticas e shows sensuais em plena quarta-feira à noite? Não é nada disso que eles realmente valorizam. Reconhecem a importância do sexo nas relações duradouras, mas, em contraste com a ala feminina, têm uma visão menos fantasiosa e mais realista do assunto. “As pequenas coisas que ela faz é que podem me seduzir – o jeito como ela fala com o nosso filho, a maneira como conduz uma situação. Eu observo, gosto daquilo e passo a desejá-la”, diz Rodrigo Veloso, 33 anos, publicitário, casado com Mônica há sete. Fica o toque para nós: nem sempre é uma atitude explicitamente sensual que desperta a libido deles. “O desafio, hoje, não é desfrutar de liberdade sexual, e sim manter a intimidade e a cumplicidade no cotidiano para que, quando estiverem juntos, o sexo seja bom”, confirma Nolasco.

4. Dividir

Compartilhar tarefas e responsabilidades – financeiras, profissionais, com filhos, casa etc. – passou a ser “cláusula contratual”. No entanto, eles acham que isso deve ser feito sem rigidez nem papéis preestabelecidos. Por exemplo, na casa de Carlos, ele sempre ficou com as crianças nos fins de semana para que a esposa, pediatra, cumprisse o plantão. Rodrigo, muitas vezes, vai a um evento na escola do filho enquanto Mônica participa da reunião de condomínio. O cabeleireiro Ricardo Grando, 32 anos, casado com Andréa há oito, toca a rotina noturna com as crianças: dá jantar, banho e faz dormir. Assim, a mulher ganha um tempinho para ir à academia. Já na casa de Glauco Depieri, 36 anos, analista financeiro, casado há sete com Fabiana, cabe a ela cuidar dos assuntos burocráticos, e a ele pilotar a cozinha.

5. Superar

O casal consegue superar problemas quando um acolhe o outro em momentos de fragilidade, acreditam os homens. E aí a relação se fortifica. “Depois de três anos de namoro, passei por um baque profissional, meu rendimento despencou. Foi a Fabiana que me levantou moralmente, que me encorajou. Quando vi que ela estava disposta a passar por dificuldades comigo, tive certeza de que eu a queria para o resto da minha vida”, conta Glauco. Os homens esperam que as mulheres saibam lidar com as insatisfações com o parceiro ou o relacionamento – o que permite enfrentar decepções sem desmoronar. Quando se fala, porém, em “superar”, não se trata só das grandes crises. Entram aqui as pequenas manias, chatices e até a TPM, um teste de paciência para eles. A Cinthya me deixava maluco. Nessa fase, implicava demais comigo. Cheguei a ir ao ginecologista com ela para entender. Desisti. Agora, eu me armo com uma caixa de chocolates e uma bolsa de água quente para a cólica. E espero ansiosamente pela menopausa”, diz, rindo, Paulo Henrique Lopes, 43 anos, advogado, casado há dez anos. Ele garante que, com bom humor e docinhos, o saldo mensal de brigas despenca.

6. Mimar

Não somos só nós que gostamos de ser mimadas. Eles também. É verdade que muitos já consideraram supérfluos esses agradinhos, mas mudaram de ideia quando foram tocados pela varinha mágica da delicadeza. “Sempre achei uma besteira essa coisa de dar flores até o dia em que a Fabiana me enviou uma rosa importada. Aquilo mexeu comigo, me deixou feliz. Quebrou o feijão com arroz da relação, me senti homenageado”, confessa Glauco. Mimar é uma ação sutil. Gestos mínimos podem surtir efeito. “Muitas vezes a Andréa deixa o meu prato pronto no micro-ondas para que eu não tenha trabalho quando chego em casa faminto e estressado. Parece só um detalhe, mas eu recebo isso como um carinho e curto muito”, diz Ricardo Grando. Um mimo alegra quem recebe e também quem dá. Pelo menos é o que revela a atitude de Carlos: “Quando minha mulher chega do trabalho muito cansada, eu a coloco no sofá, tiros os sapatos dela, faço massagem e carinho. Não planejo ganhar nada em troca, apenas acho bom mostrar que posso cuidar dela”. Não é à toa que ele e Marlene estão juntos há 25 anos.

7. Admirar

Poder olhar para o outro e pensar: “Esse é o cara” ou “Essa é a mulher” dispara o termômetro da felicidade conjugal. E os homens garantem que não é só a aparência que conta. “Se ela cortou ou clareou o cabelo, nem percebo. Ou melhor, percebo, mas não ligo tanto para a embalagem. Gosto do conteúdo: o jeito articulado dela, a maneira como resolve as coisas e um mistério que, muitas vezes, ela deixa no ar – ele me instiga a conquistar um lado dela que ainda parece não dominado”, diz Daniel Rocha, engenheiro, 38 anos, casado há 12 com Vanessa. Rodrigo Veloso completa: “O admirar não é puramente contemplativo e estético. Eu quero ser reconhecido como o melhor educador do filho dela, o marido mais legal e um amante especial para ela”. No jogo da admiração, cada um entra em campo disposto a encantar seu par – e ambos vencem.

Aprenderam, meninas?

Homens, vocês têm algo a declarar?

Beijos,

Lu

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Resposta a “Sobre ser macho”

27/01/2011

Texto enviado por leitora, em resposta ao post “Sobre ser macho”, de Bruno Acioli.

Se os homens podem ser classificados em 3 grupos, as mulheres também podem:

Necessitadas: essa é do tipo que, à primeira vista, parece normal. Não é muito bonita, mas também não é muito feia, “pegável”, romântica no primeiro encontro… Qual é o problema dela? Assim que você a deixa em casa, ela começa a surtar: manda SMS, telefona, manda e-mail, diz que está com saudade, chama no MSN falando ‘oieee’ e inventa apelidinhos vergonhosos terminados em ‘inho’. As do nível avançado também te procuram no Facebook, seguem no Twitter e, se bobear, trocam o status do Orkut para namorando, sozinha mesmo. CUIDADO: Não caia na bobeira de levá-la à sua casa ou ela forçará uma amizade com a sua mãe e tentará convencê-la de que ela é uma mulher…

Pra casar: é aquela mulher linda, um achado, se veste bem, se comporta bem, cheira bem, sorriso lindo, fala sobre tudo com charme e elegância, e ainda cozinha! Ela te deixa enfeitiçado, te faz pensar que achou a mulher da sua vida, mas como nada na vida é fácil, a mulher pra casar também não é. Você liga pra ela “só pra dar um oi”, doido pra ouvir a voz dela, e ela não atende porque não ouviu tocar (e nem retorna as 22 ligações que vc fez), seu SMS de “Feliz Natal”, ela ignora, e o de “Feliz Ano Novo” você nem pergunta com medo da resposta. Mas antes fosse só isso. A mulher pra casar nega fogo. É, ela não dá. E quando ela dá não aguenta aquele sacode dos bons. Geralmente faz doce, enrola, provoca… E você se sente um merda achando que o problema é com você. Diferente da…

Piriguete: a piriguete dá. E gosta de dar. Se deixar dá de dia, dá de noite, no intervalo do almoço e se tiver um almoxarifado da firma, dá durante o expediente também. Ela é gostosa e sabe que é gostosa. Te levaria a facilmente à falência com o dinheiro usado para pagar motéis. E tem que ser dos bons ou ela pode procurar outro. Oferta é o que não falta à periguete, mas por alguma razão qualquer (que alimenta seu ego), ela escolheu você. Te provoca na cara dura, faz a santa perto das namoradas e a vadia nas costas. Você nunca namoraria a periguete mas, com certeza, quer contar a todos os seus amigos que a comeu. Fica tão doido para comer de novo que mais parece um necessitado. Mas diz aí, vai largar a sua “pra casar” por uma dessas?

Palavra da leitora

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Eu só quero ele de volta…

20/01/2011
Essa semana, um amigo recorreu desesperado à tia Deka: “Você que é mais velha que eu (tá, me senti acabada, nessa hora), pode me ajudar?”
O problema dele era dos bem complicados. Pra facilitar, vamos chamá-lo de Marcos.
Marcos namorou um garota (vamos chamá-la de Júlia) que, com o tempo, foi se mostrando bastante problemática. O afastou de todos os amigos, tinha crises de possessividade, queria monopolizar a atenção dele, criou desentendimentos entre ele e a família, ou seja: O Horror!
Imaginem que, Júlia o prejudicou de tal forma, que depois do término ele começou a fazer terapia pra recuperar o que havia perdido com ela.
Acontece que as pessoas mudam, amadurecem e se dão conta da burrada que fizeram. E foi exatamente o que aconteceu com ela.
O motivo do desespero DELE, é que agora que Júlia se deu conta de que ainda o ama e o quer, liga na casa dele, manda e-mail, stalkeia na internet e insiste numa conversa que Marcos não quer ter, porque ela está plenamente convencida de que ele ainda a ama, mas nega por ter medo de sofrer tudo de novo.
Acontece que o rapaz já superou o sentimento. Ele não a quer mais, nem como amiga. Não aguenta mais a guria pegando no pé dele e pediu que eu o aconselhasse uma maneira de fazê-la compreender isso de uma vez por todas.
E aí? O que eu poderia dizer ao Marcos? Ele já tentou todas as formas de dizer que não quer nada com ela. Disse gentilmente, disse claramente, ignorou, foi grosso, tentou bloquear, mas ela continua insistindo.
Eu não soube o que dizer a ele. Por que o problema não é o Marcos. É dela! Ela que precisa se tocar que acabou.
Todas nós estamos sujeitas a este tipo de mal entendido. Acreditamos tanto no “poder do amor”, que começamos a iludir a nós mesmas, correndo não só o risco de cair no ridículo, mas pior: de mancharmos totalmente nossa imagem com o amado. E isso não é nem de longe o que queremos, não é?
Não tenho dicas de “Como trazer seu namorado de volta em 3 dias”, mas é bom a gente saber o que pode estar se passando pela cabeça da outra pessoa. Às vezes, deixar tudo como está e cada um seguir sua vida é a melhor solução para todos os envolvidos. Deixar o moço livre e tentar esquecê-lo, pode até mesmo ter resultados supreendentes.
Todo mundo aqui tem a melhor das intenções, mas infelizmente, de boas intenções, o inferno está cheio.
Deka
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Mantendo a pose

19/01/2011

Luana era apaixonada por Carlos. Eles tiveram um envolvimento breve no passado mas, para não atrapalhar o trabalho, optaram por seguir cada um o seu caminho. Como viam-se diariamente, a troca de olhares, a respiração ofegante e a constante vontade de estar junto eram cada vez maiores. Com o passar do tempo, de tanto sufocar essa vontade, todo aquele sentimento ficou guardado em algum canto do coração.

Era chegada a época das festas de final de ano e Luana teve de comparecer à festa de confraternização da empresa com seu namorado. Até aí normal. Mas Carlos levaria sua namorada, o que era mais do que esperado, já que eles eram comprometidos e um sabia do relacionamento do outro.

O que não era esperado é que, por acaso, Carlos fora escolhido para sentar com sua família na mesma mesa de Luana, na festa da empresa. E Luana já estava lá com seu namorado. Ela sentia seu coração arder de vontade de estar ao lado de Carlos. Era para ela estar naquele lugar, pensava ela.

Carlos não disfarçava os olhares para Luana, ela estava tão bela, como ele nunca havia visto. Naquele vestido preto indefectível,  era impossível não notar seu belo par de seios no decote, suas pernas em cima de um salto alto estonteante. Estava na cara que  Carlos também queria estar ao lado de Luana mas, naquele momento, não era possível.

Não fosse o constrangimento de sentar ao lado daquela família, Luana ainda teve de ser simpática e conversar com a namorada de Carlos, ouvir planos, coisas que aconteceram no passado, relatos de viagem e até a posição em que eles dormiam na cama. Carlos estava constrangido por aquilo tudo e não queria que Luana passasse por aquilo. Ele bebia muito, talvez para ver se esquecia o que estava se passando.

Luana era discreta. Nunca foi de fazer escândalo, estava sendo simpática com seu namorado e carinhosa com ele, em frente às pessoas. Mas seu coração estava partido.

Ela queria esquecer a boa educação, empurrar aquela mulher daquela cadeira, sentar ao lado dele. Ela queria mesmo é ter entrado naquela festa de mãos dadas com ele, ter dormido com ele abraçado, ser a mulher do Carlos. Mas não, ela ficou quieta, guardou para si todo aquele sentimento e  manteve a pose.

Alguém aí já teve que manter a pose ao ver a pessoa que a gente gosta com outra pessoa?

Não é fácil , né?

*Este post é baseado em relatos de uma amiga  que pediu para ter seu nome preservado por medo de a família dela ou do rapaz encontrarem algo sobre aquele evento na internet.

Um beijo grande,

Pri

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Sobre ser macho

13/01/2011

Conversando com uma amiga (gostosa e possível pegada), conclui que a raça HOMEM possui milhares de subgrupos, mas vou restringí-los a apenas 3: troglodita, macho e bichinha.

Troglodita: é o cara que vê a mulher como um item de consumo. É sempre o corno inconformado. Descobre por último a traição e não entende qual foi o erro. É egocêntrico, sempre odiado. Só pensa na putaria. Costuma “comer antes de beijar na boca”. Não entende as necessidades de uma mulher e, por isso, é substituído assim que possível pelo…

Macho: é o cara que sabe dosar seus níveis de testosterona e entende que mulher é coisa linda de Deus. É arredio, mas cede — não tanto — quando percebe que suas ignorâncias afetam a companheira. Dificilmente se prende porque valoriza sua individualidade e não se apaixona facilmente, mas, vez ou outra, namora alguém. Ele não é fiel, mas “está fiel” quando fica com alguma guria interessante e que desperte algum sentimento de carinho. É adepto do “às vezes”: às vezes é romântico, às vezes é compreensivo, às vezes respeita, às vezes é egoísta, às vezes quer que seja do jeito dele, às vezes é sensível. Isso porque sabe que se for mais emotivo do que a mulher ao seu lado, vai virar um…

Bichinha: [entenda, bicha não é homossexual. Homossexuais gostam de homens, já os bichas são heterossexuais com frescuras, com mimimis, com vontade de... VOU DAR UM SOCO NA CARA DE UM BICHINHA JAJÁ!] Bom, voltando. Os bichas são SUPER sensíveis, românticos e colocam a mulherada acima do bem e do mal. Acreditam que a mulher tem de estar pronta para o sexo e respeitam cada cú doce que ela faz. Choram, gritam, são emotivos e ASSISTEM A GLEE (desculpa, não segurei). Não traem, não fodem, não saem de cima. Em geral, a mulherada dá um pé na bunda do bicha por sentir necessidade de testosterona.

Daí, adivinha pra quem elas correm?

Palavra de macho

(Por Bruno Acioli)

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Mais uma novidade no AMDI!

13/01/2011

O A Melhor das Intenções ganhou um novo colunista! A partir de hoje, quem dará sua Palavra de Macho aqui no blog será o Bruno Acioli.

Para conhecer um pouquinho o Bruno, acesse nossa página de colunistas.

Dê boas-vindas a ele e não perca seu post de estreia!

Beijos,

Equipe AMDI

 

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Tinha tudo para ser FAIL, mas não foi!

12/01/2011

Em uma certa noite de 2002, com meus 16 anos recém-feitos, decidi entrar em um Bate Papo do Uol, com o único intuito de jogar conversa fora. E foi assim, em toda essa aleatoriedade, que o conheci.

Mal entrei na sala de bate papo e já começamos a conversar. Naquela época, os “internautas” da minha cidade se reuniam no shopping aos sábados. Desta forma descobrimos que tínhamos alguns amigos em comum.

Em pouco tempo decidi que ele combinava com uma “amiga” e os apresentei. Foi um engano meu, eles não combinavam e não deram certo.

No entanto, nós dois continuamos a conversar pelo ICQ. Como éramos adolescentes, ainda não trabalhávamos, então, passavamos horas e horas conversando. E, como era de se esperar, acabei me interessando por ele.

Nosso primeiro beijo foi em 19 de julho de 2002, na sala da minha casa. E aquele, o primeiro, foi o melhor beijo da minha vida. O beijo que eu fiquei meses imaginando como seria e, posso garantir, foi ainda melhor do que eu poderia imaginar.

Quando eu sabia que iria vê-lo, eu sentia o dia todo aquele friozinho na barriga delicioso, sabem? E todos aqueles clichês dos livros e filmes românticos são verdade: nós ficamos com aquele sorrisinho bobo SIM, nós pensamos na pessoa o dia todo SIM, nosso coração bate mais acelerado SIM e nossas mãos ficam mais geladas SIM.

Não consigo me lembrar ao certo quanto foi nossa primeira briga, mas ela fatalmente veio. Com inúmeras brigas, mágoas e desentendimentos, nos separamos várias vezes. E por mais que a gente tentasse, nunca conseguíamos ficar juntos.

E como todos sabem, quando amamos muito uma pessoa e não conseguimos ficar com ela, às vezes a imaturidade faz com que falemos coisas horríveis e, como era para ser, essas coisas foram ditas, por ambas partes.

Mas, romântica que sou, acredito que quando OS DOIS têm um amor verdadeiro, pode ser que demore anos, mas sempre existirá a chance de dar certo.

E foi assim que aconteceu. Em agosto de 2009 voltamos a nos encontrar e no dia 12 de outubro de 2009 começamos a namorar oficialmente. E hoje, mais madura e sensata, tenho a certeza de que é com ele que quero me casar, ter filhos e passar a velhice.

Lindo, te amo de uma forma que nunca achei que seria capaz de amar. E tenho MUITO orgulho de carregar no meu anelar direito uma aliança com teu nome. E é por isso que pedi esse espacinho no “A Melhor das Intenções” para te falar que eu acredito em nós dois, e que sei que você é a pessoa que Deus reservou para me fazer feliz. E também para que muitos apaixonados se inspirem na nossa história e não desitam!!!

Te amo, meu amor!

Beijos

Juliana Marotti

Palavra da Leitora

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É sexo ou nada!

11/01/2011

Não sei se sou careta demais ou se as pessoas é que estão muito saidinhas ultimamente.

Passei por dois casos parecidíssimos não faz muito tempo. No primeiro, reencontrei uma antiga paixão. Gostei do cara por dois anos, ele nunca me quis e acabamos perdendo o contato. Ele reapareceu depois de quatro ou cinco anos, me convidando para sair. Jantamos, fomos ao cinema e tomamos um café. O papo do Gabriel* era:

– Como eu nunca percebi você? Como eu deixei passar essa mulher maravilhosa pela minha vida sem ter agarrado com unhas e dentes? Por que eu não fiquei com você, Lu?

Não sei. Só sei que essa história não me soava lá muito sincera. Mesmo assim, eu me iludi: “Tudo tem a sua hora mesmo. Não era pra ser naquela época e, agora que estou pronta para um relacionamento sério e maduro, o amor da minha vida voltou”.

Ele tentou me beijar, mas eu quis fazer um charme, seguindo o conselho do meu pai: “Seja difícil, Lu. Você foi fácil pra ele por mais de dois anos e ele lhe dispensou”. Muito bem. Ele me ligou e saímos de novo. Sugeriu que eu dormisse na casa dele e, obviamente, eu não aceitei. Nós sequer havíamos nos beijado! Eu preciso de um mínimo de intimidade com uma pessoa para dormir com ela. Então ele me deixou em casa e sumiu por dias.

Até que eu resolvi procurá-lo. Em uma conversa pelo Skype, eu perguntei o que havia acontecido. E ele, então, foi sincero:

– Lu, eu não quero compromisso e já saquei que, com você, as coisas precisam ser assim. Eu não quero namorar, só quero transar com você. Como você não quer, não vou insistir.

Cho-quei!

E deixei quieto.

No segundo caso, eu já tinha saído com o Bruno* antes de começar um namoro com outro cara. Demos uns beijinhos e nada mais. Quando o namoro acabou, Bruno me chamou para sair de novo. Eu topei.

Depois de alguns amassos, a coisa começou a esquentar. Eu não estava me sentindo confortável com a situação, afinal, tinha acabado de sair de um relacionamento! Bruno começou a forçar a barra e a insistir para que fossemos a “um lugar mais tranquilo”. Eu não queria. Precisava me acostumar com a ideia de ir para a cama com outro, depois de tanto tempo me entregando somente a uma pessoa.

Falei a real: “Bruno, desculpa… Eu não consigo. Não é a hora. Ainda estou abalada com tudo o que aconteceu”.

Então, Bruno ficou nervosinho e desapareceu.

O que eu poderia fazer? Ceder às vontades deles só para agradá-los? Pra quê? Eles não respeitaram meus sentimentos, vou eu respeitar as vontades deles?

Não. Definitivamente, não.

Perdi os dois caras? Também não. Eles é que me perderam!

Perderam a oportunidade de ter alguma coisa legal comigo, mesmo que fosse minha amizade. Para eles, era sexo ou nada. Preferiram o nada, enquanto poderiam ter escolhido tudo mais sexo.

Beijos,

Lu

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É o fim. E depois?

10/01/2011

Era uma vez um príncipe e uma princesa. Eles se conheceram no baile, se apaixonaram, juraram amor eterno sob o luar. Mas após o beijo ele virou sapo e ela abóbora. Daí acharam melhor terminar. E aí? O que acontece depois?
Eu costumo brincar que as mulheres passam por algumas fases após um término.

1. Anestesia: Sabe que tá mal, mas não consegue sentir nada por um período.
2. Fim do mundo: É quando a realidade desaba na cabeça dela e nada mais importa.
3. Baranga: O problema era ela. Tava gorda, tava feia, era ruim de cama, reclamou demais, conversou de menos, cozinhava mal.
4. Maldito: O problema era ele. Me enganou, me iludiu, falou muito e fez pouco, tinha outra, nunca me entendeu.
5. Rehab: Período sabático pra meditação, revisão de conceitos e começar a volta por cima.
6. Festa: Finalmente acabou o luto e ela vai atrás das amigas pra voltar a viver.

Já o homem só tem duas:

1. Anestesia: Sabe que tá mal, mas não consegue sentir nada por um período.
2. TÔSOLTEIROCAMBADABORABEBÊ!!!!!!!!

É claro que estou generalizando. Mas o que realmente acontece, é que as mulheres sofrem todo o período de luto depois de um rompimento e só então retomam as atividades normais, enquanto os boys fogem disso como o diabo da cruz.

Sem determinar certos e errados, porém analisando profundamente, as mulheres amargam a derrota até superá-la, sendo que os meninos até podem fugir, mas mais cedo ou mais tarde a dor vai dar o ar da graça, talvez naqueles minutinhos que precedem o sono, ou durante o banho, que é a hora que todo mundo se sente livre pra chorar. E quando você foge de algo, você não o está enfrentando. Isso pode fazer com que você sofra mais, sim. E em silêncio o que é pior ainda. Ou seja: ambos sofrem, mas os rapazes ainda podem sofrer mais do que a gente.

Eu passo por todas aquelas etapas acima, mas desenvolvi minhas próprias técnicas pra minimizar a dor.

Eu não gosto de ficar terminando e voltando relacionamento. Fiz isso uma vez e aprendi a lição. Então a primeira coisa que eu faço quando vejo que não tem mais jeito, é cortar toda e qualquer forma de contato entre nós. Admiro quem tem a capacidade de terminar e continuar amigo de ex. Eu não consigo. Dói demais, além de ser um prato cheio pra indiretinhas de ambas as partes, já que intimidade é um troço meio irreversível. Também não é fácil cortar o contato, mas isso é meio como depilação: tem que puxar de uma vez, pra dor ser uma só.

Depois disso, eu sigo o 11º mandamento: “Não stalkearás.” E esse é o mais difícil. Mulher é bicho curioso e fuçadora de vida alheia por natureza. Quando se trata de ex, então, é o horror. Mas controlo o máximo que consigo e quando não consigo controlo mais um pouco, pra não fuçar perfis online dele. Porque certamente ele estará no estágio dois e eu vou ficar mal porque gostaria que ele estivesse na lama que nem eu, e ele não tá. Fundo do poço, na certa.

Terceiro passo: Tiro do iPod todas as músicas que faziam parte da nossa trilha sonora. Sempre tenho problemas nessa parte, porque eu tenho mania de gerar praticamente uma discografia quando me apaixono, então é certo que vai embora mais da metade da minha playlist. Mas é necessário, já que música é uma coisinha terrível pra te fazer ter crise de choro no meio do metrô lotado.

Por fim, tento fazer coisas diferentes do que estou acostumada e pra isso, normalmente escolho as companhias a dedo: amigos divertidos e animados, que vão me fazer rir de mais e perguntas de menos. É bom pra controlar um pouco as lembranças, porque elas sempre vêm e são invariavelmente impiedosas. Comprar roupas, cortar o cabelo e assistir a uma comédia sozinha no cinema, entram pra lista de paliativos pra momentos difíceis.

É claro que não dá pra simplesmente apagar tudo o que aconteceu, mesmo porque a gente vive repetindo aqui que tudo é experiência e se existisse uma borracha mental, ser humano nenhum seria capaz de amadurecer. Essa é a hora em que eu dou livre curso pras lembranças, tenho longas e abençoadas crises de choro, repenso tudo o que houve de bom e ruim no namoro e tento guardar somente os aprendizados e as boas lembranças.

Confesso que às vezes a coisa foi tão feia, que boa lembrança nenhuma resiste à filhadaputagem do indivíduo. Mas eu me sinto melhor quando tento perdoá-lo pra mim mesma, ou até quando admito que a culpa foi minha. O fim de um amor é sempre triste, não importa o tempo, envolvimento ou intensidade. E talvez por isso mesmo nós lutamos para equilibrar o sofrimento com a recuperação.

Compartilhei com vocês a minha “técnica”, mais para provocar uma reflexão sobre esse assunto que todo mundo evita pensar. Porém mais cedo ou mais tarde (de preferência, mais tarde) teremos que lidar com isso, então por que não pensar agora, que estamos de cabeça fria?

E você? Como age quando termina um relacionamento?

Deka

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