Arquivo de Agosto, 2010

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Liberte-se!

11/08/2010

Uma das verdades sobre mim é que na hora de flertar eu sou muito tímida. Dou conselhos particularmente bons e pareço conhecer alguns segredos da conquista. Mas, como de costume, quando chega a minha vez tudo se perde. Eu fico boba, quente, corada e não consigo nem sair do lugar. A coisa mais difícil é eu sair do meu canto pra dar em cima de alguém. Ultimamente, a coisa piorou a ponto de eu não conseguir nem encarar uma pessoa por alguns segundos.

A minha teoria pra isso é que eu me tornei uma dessas pessoas que tem pavor de fora. Olhando pra dentro, a impressão que dá é que tomar um fora é contar pro mundo todo que eu não tenho mais 18 anos, não estou tão bonita, enxuta e à disposição como já estive um dia. E é também constatar uma triste realidade: com esse tanto de mulher novinha e bonitinha circulando, vai ser difícil alguém se interessar por mim. Caraminholas da minha cabeça? Pode até ser, mas quando tomo um fora é exatamente assim que penso.

Aí que esses dias num vôo de volta pra Goiânia aconteceu o que nunca tinha acontecido antes: um cara muito lindo sentou-se ao meu lado. Muito simpático também. E cheiroso. Resumindo: vim a viagem inteira pensando que eu deveria falar com o cara, convidá-lo pra um café. Até esqueci o meu pavor de avião. Nisso tudo, eu refleti e cheguei a uma conclusão: preciso arriscar mais. Não há como crescer e evoluir sem arriscar, e errar o alvo faz parte disso. Na linguagem do amor, tomar foras faz parte de crescer.

Foi a coisa mais difícil que fiz na semana e, depois de muito ensaio e suor na palma da mão, puxei papo com o cara. A conversa fluiu agradável e fácil. Convidei-o, então, para um capuccino, claro, perguntando antes se ele já não era comprometido. Infelizmente ele tinha namorada, que inclusive o esperava no aeroporto. Foi uma pena, mas valeu absolutamente pela sensação de liberdade que eu senti. Eu tomei novamente as rédeas dos meus desejos e vontades para mim. Foi tão maravilhosa a sensação que, no fim, o que menos importou foi o fora que eu tomei (mesmo depois de dispensar meu convite, continuamos com o bate-papo agradável até pegarmos as malas na esteira).

E desse dia pra cá eu tenho estado assim, mais ousada. Lanço mais olhares, flerto mais, me solto mais. E os frutos colhidos tem sido ótimos, nem tanto em termos de ficar com outras pessoas (saio pouco e ainda tô naquela fase de achar que homem é a última coisa que preciso), mas pra mim mesma. Me sinto mais bonita, percebo que as pessoas olham mais pra mim. A confiança em si mesmo automaticamente volta os olhares pra você.

Quis dividir isso porque já percebi que muitas pessoas que nos visitam aqui no blog estão com a autoestima afetada, muitas vezes por pessoas que não as valorizaram como deveriam. Fica o recado: acreditem em vocês, libertem-se e os frutos virão. Se alguma coisa sair fora dos planos, não criemos pânico: acontece, e é só errando que a gente aprende a fazer certo.

Beijo!

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Quando o beijo perde a graça

10/08/2010

Você conhece a pessoa que muda o sentido da sua vida. Você idealiza um futuro ao lado dela e, do nada, sem mais nem menos, as coisas começam a mudar.

Dizem que o beijo é o termômetro de uma relação. No início, os beijos são intensos, duradouros, de tirar o fôlego. Com o tempo, vão ficando mais escassos e menos ardentes. Isso acontece com boa parte dos relacionamentos. Aquela intensidade toda dá lugar aos selinhos e beijos sem muita emoção. Beijos mais ‘afoitos’ ficam restritos ao sexo e olhe lá!

Mas tem um dia que você nota que nem aquele selinho não tem mais graça, que o beijo é a coisa mais sem gosto que você já provou na vida. Que até um picolé de chuchu deve ser mais saboroso que aquele beijo que antes deixava seu coração acelerado.

Eu acho que quando o beijo não tem mais sabor, a vida de casal perde a graça. Nos meus planos não está viver a vida ao lado de alguém que, por algum motivo, não me desperta mais desejo, que não é mais o meu parceiro ideal. Porque eu acho que viver num relacionamento chato e monótono, como dois amiguinhos, ou num relacionamento que mais parece fraternal, não é legal.

É preciso fogo no olhar, beijo  ‘com pegada’ para que eu me sinta querida, amada, desejada. E não acredito que a paixão sempre passa e dá lugar ao amor. A paixão fica menos evidente, mas  está sempre lá. É uma brasa , pronta para virar labareda a qualquer estímulo. Desde que ainda haja aquele tesão… porque senão, perde a graça e ficar junto não faz mais sentido.

E você, já beijou alguma boca sem gosto por aí?

Beijo,

Pri

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