Arquivo de Março, 2010

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O que acontece?

26/03/2010

Aconteceu comigo no último fim de semana e, desde então, estou me questionando. Foi assim: fui passear em Brasília e lá fui a um barzinho que costuma dar muito homem bonito e solteiro. Primeiro, meu azar: quase não tinha ninguém que despertasse meu interesse. Dos poucos que restaram, resolvi concentrar as minhas energias num coroa charmosão. Pouco cabelo, meio grisalho, mas para a idade que aparentava, um porte atlético e um olhar sedutor.

Na minha cabeça, estava tudo indo bem: estávamos sentados frente a frente e o colega não parava de me olhar. Eu, ao contrário do que possa parecer, sou extremamente tímida, do tipo que não consegue encarar a pessoa de quem está a fim por mais de três segundos. Eu dava umas olhadelas, de acordo com o que meu grau de rubor na face permitia e via que o cara não tirava o olho. Eu bebi mais e quanto mais álcool eu ingeria, mais tempo durava a nossa troca de olhares. Até que, decidida, o encarei por uns 10 segundos, sorri e acenei. Ele foi falar comigo e tudo terminou bem, certo?

Erradíssimo. O coroa continuou me encarando com o mesmo sorriso (que nessa hora, pra mim, passou a ser cínico) até eu ficar sem graça e desviar o olhar. Como eu sou bastante ressentida com esse tipo de coisa, fiz questão de sentar-me de costas pro malandro e nem olhar na direção em que ele estava, até ir embora. E essa situação altamente constrangedora me leva a um questionamento: o que acontece nas paqueras hoje em dia?

Podem me dizer que é um caso isolado, que eu entendi errado e que o cara não estava a fim de mim, mas tenho meus motivos pra acreditar que não foi bem assim. Até porque não foi a primeira vez que aconteceu. Aliás, ultimamente é assim: eu tenho que me aproximar e correr o risco de tomar um fora ou me dar bem. Não gosto disso. Gosto quando o homem toma atitude. Não precisa cortejar e seguir todo aquele esquema à moda antiga, mas me desestimula muito ser eu a pessoa a ter que agir primeiro.

Tanto que minha opção quase sempre é voltar pra casa sem ter ganho nenhum beijo, porque eu simplesmente me sinto mais confortável assim. Mas fico muito curiosa a respeito desse comportamento dos homens que, pra mim, é novidade. Alguém poderia me elucidar a charada?

Beijos e até a próxima!

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Casamento tem segredo?

14/03/2010

Não acredito que exista um segredo para um casamento feliz, mas existem, sim, formas de melhorar o relacionamento com a sua cara metade. Fuçando no site da revista CLAUDIA, achei uma matéria que dava algumas dicas (farei minhas considerações, claro!). São elas:

1. Sonhar juntos

Viajar, arrumar a casa, ter um bebê… O sonho de construir uma vida juntos funda um casal. Ao longo do casamento, os dois mudam e os sonhos também. O grande desafio, em qualquer fase da relação, é lidar com o desejo do outro, o que implica suportar frustrações e adiamentos ou simplesmente ter que administrar diferenças inesperadas (você quer férias na praia, ele acha melhor trocar de carro…). (…)

– A regra número um para que um relacionamento dê certo é respeitar o outro. Tente agir como gostaria que ele (ela) fizesse com você. Muitas vezes você se machuca, mas faz parte do processo. O respeito exige que você converse. Conversar (sem alterar a voz) é a melhor maneira de resolver qualquer impasse.

2. Assumir a família

No casamento, os parceiros levam para casa um legado de valores, crenças e mitos de pelo menos três gerações, mas nem sempre se dão conta dessa bagagem. Por isso, assumir um novo núcleo significa não apenas priorizar um programa com o marido, mas também preparar-se para lidar com o encontro de duas culturas diferentes, o que traz riqueza e também atritos. (…)

– Partindo do princípio que as pessoas possuem educações diferentes, natural que conflitos apareçam. De novo, é importante conversar com o (a) parceiro (a) para chegar a um meio termo. Todo mundo tem que ceder para a harmonia da relação e, acima de tudo, respeitar as diferenças.

3. Tornem-se amigos

Mas não muito! Esse passo exige cautela. Quem não quer ser amiga do grande amor? É ótimo viver com um bom companheiro, torcer por ele, dar e receber apoio e colo; ser solidário; rir juntos. Tudo isso é uma delícia porque sentir-se parte do mesmo time é uma das faces da paixão. Mas não vale ser amigo demais, senão acaba virando irmão. (…)

– Para manter a chama do amor, é importante que o casal invista na libido (tentar posições diferentes, usar e abusar de acessórios e fantasias, ir ao motel de vez em quando…) para que a mesmice não os torne grandes amigos de infância. A monotonia mata qualquer tipo de amor, acreditem. O marido tem que ser um amigo que a gente ainda tem vontade de beijar na boca (e otras cositas más…).

4. Cultivar o erotismo

Nunca abandone os pequenos rituais – tomar um vinho ou um banho juntos, sair para jantar, dar uma escapada a dois. Sem esses cuidados, o risco de serem engolidos por assuntos domésticos é enorme – vocês deixam de ser amantes e tornam-se grandes “tarefeiros”. A troca afetiva empobrece e a libido não resiste porque a sexualidade não se restringe ao que acontece na cama de casal. (…)

– É mais ou menos o que eu disse antes: o marido (ou a esposa) precisa ser um (a) amigo (a) que você quer beijar, transar, dar uns amassos… Senão, é só amizade mesmo. E amigos, amigos, amores à parte… Então, junte as toalhas e tomem um banho junto, com muita espuma e sacanagem.

5. Aprender a brigar

A boa briga é aquela em que todas as opiniões são legitimadas. Talvez o casal não chegue a um consenso, mas é importante que as diferenças se manifestem, que ambos possam se colocar sem simular que está tudo bem quando não estiver. A briga produtiva é muito diferente de gritar e xingar, de ficar muda e emburrada ou ainda de insistir nas eternas reclamações, que só desgastam e amortecem o conflito, quando o fundamental é enfrentá-lo. (…)

– Já dizia minha vó que respeito é bom e conserva os dentes. Em qualquer situação, até mesmo nas brigas, é preciso saber ouvir e respeitar o outro. Cada um tem sua verdade, sua versão dos fatos. Expor ao outro o que você sente e pensa é importante para fortalecer o relacionamento. E lembre-se: cuidado com o que diz, porque há sempre risco de magoar seu (sua) amado (a).

6. Enfrentar a dor

O sofrimento é um teste radical, e a possibilidade de saírem fortalecidos dele está condicionada ao repertório que vocês conseguiram construir. Enfrentar uma experiência de luto, uma doença, falência ou um longo período de desemprego não é fácil. Um turbilhão de emoções, como tristeza, frustração e raiva, colocará em xeque a confiança e a qualidade da relação. (…)

– Situações inesperadas e doloridas fazem parte, sim, de um casamento feliz. E, geralmente, é aí que o casal cresce junto. É bom prestar atenção no outro, porque muitas vezes a dor é tanta que ele (ela) se fecha em copas e te esquece por um tempo. Tenha um pouco de paciência porque cada um tem um tempo para cicatrizar suas dores e espantar seus fantasmas, ok?

7. Fazer acordos

Tempo e dinheiro são as duas moedas mais valiosas da nossa época. Na dinâmica de casal, elas acionam questões emocionais. Todo relacionamento tem um livro-caixa invisível, onde ficam as perguntas: quem está devendo? Quem está dando mais ou menos para a relação? Quando essa cotação se desequilibra, as carências – de atenção, sexo, apoio, afeto – e apelos subjetivos de toda ordem podem apresentar-se em forma de cobranças de tempo, dinheiro e prestação de serviços. (…)

– Já sabe o que está te incomodando? O primeiro passo é descobrir. O segundo, arranjar um jeito de falar para o marido (ou esposa) o que te faz sofrer. Vai que, de repente, vocês dois se sentem da mesma forma? O importante é não se acomodar e investir na melhora do relacionamento.

Para conferir a matéria completa, acesse http://migre.me/nsfv.

Palavra de casada

(Silvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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Namoro X Carnaval

05/03/2010

Sempre fui apaixonada pelo Carnaval. Apaixonada não pela pegação, pela putaria, pelo clima de “tô solteiro, sou guerreiro…”, mas pela magia, pela fantasia, pela cultura tipicamente brasileira.

Sempre assisti aos desfiles das escolas de samba com fervor. Desfilei, pulei, torci pela minha escola… Nos outros dias de Carnaval, sempre curti os bailes de salão. Ia para dançar, para suar, para curtir. É claro que estarei mentindo se eu disser que nunca aprontei nada nas micaretas, nos show do Chiclete com Banana. Mas tudo tem limite: nunca saí de um baile de Carnaval e fui para a cama de um cara. O Carnaval, para mim, tem outro sentido.

Muita gente não gosta de Carnaval porque nunca conheceu o lado “puro” dessa festa. Muita gente tem preconceito, acha que é coisa de vagabundo, de mulher fácil etc. E como não poderia deixar de ser — já que eu cuspo pra cima e cai na minha testa –, tive um namorado que O-DI-A-VA Carnaval. Não podia ouvir falar… Obviamente, vocês já sabem o que aconteceu entre nós quando chegou fevereiro, não é?

Tentei convencê-lo de todas as maneiras a desfilar comigo. Ele não quis. Tentei, então, convencê-lo a apenas ir a um ensaio da escola de samba. Nada. Assistir comigo ao desfile pela TV? Também não. Desisti. Não quis abrir mão de algo de que gosto tanto só por um preconceito do meu namorado.

– Tá bom, então. Você não quer nem conhecer um ensaio?

– Não, Lu. Não vou a esses eventos de maloqueiros e vagabundas.

– Eu sou vagabunda?

– Você, não, mas sabe como é, né?

– Não sei. E , se você acha isso, nosso namoro termina aqui. E eu vou para a escola de samba hoje mesmo.

– Então vá.

Grande bobagem, não? Ele poderia ter cedido, afinal, aquilo me faria feliz. Eu sempre faço questão de acompanhar meus namorados em seus programas, mesmo que eu não goste de fazê-los. Isso não é falta de personalidade. Isso é companheirismo que, para mim, é uma das bases dos relacionamentos.

Se você não sabe como é o tipo de programa que seu namorado(a) curte, procure conhecê-lo. Se não gostar, não se sentir bem ou ficar entediada(o), deixe a pessoa livre para fazer o que ela gosta, sem crises de ciúmes ou pitís desnecessários.

Nós brigamos, eu curti meu Carnaval (sambei, cantei, pulei e só!), mas depois ele implorou por desculpas. Afinal, eu sempre assistia aos jogos chatíssimos de futebol ao lado dele, só pela alegria de estar em sua presença. E Carnaval só tem uma vez por ano, né? Voltamos e ficamos juntos por mais um tempinho. Um dia ia acabar para valer mesmo.

Beijos,

Lu

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Relacionamentos traduzidos em números

01/03/2010

Se os nossos relacionamentos vão dar certo é uma pergunta que já estamos ficando carecas de fazer. Agora que os números podem dar essa resposta pra gente é uma coisa nova. A autora do livro “Love by numbers” (ainda sem versão para português), Luísa Dillner, diz com estatística qual a chance dos nossos relacionamentos vingarem. Abaixo listarei alguns números, retirados de uma matéria na revista Galileu (edição de maio de 2009) que são, no mínimo, curiosos. Divirta-se e verifique se você faz parte das estatísticas.

  • A cada 16 pontos a mais no QI, as mulheres tem 40% menos chances de estarem casadas;
  • A cada 2,5 cm de altura a mais, o homem tem 5% a mais de chances de encontrar uma parceira;
  • 53% dos homens preferem as loiras, e dizem que elas são mais abordáveis;
  • 60% dos homens e 40% das mulheres já “roubaram” o parceiro(a) de um amigo(a);
  • Pessoas entre 25 e 35 anos têm de 8 a 9 relações sexuais por mês. Essa média cai para 6, caso os parceiros dividam o teto há mais de dois anos;
  • 80% das mulheres avaliadas em estudo tinham fantasias com pessoas que não eram os seus parceiros;
  • Ao longo da vida a mulher tem em média 8,6 parceiros, e os homens 31,9 parceiras (uiaaa!!!);
  • 80% dos homens dizem que não têm sexo suficiente depois que as suas mulheres dão à luz (por isso que eu digo, pra quê ter filho?);
  • 88% dos executivos já tiveram um caso extraconjugal, mas só 3% deles abandonaram a esposa e foram viver com a amante;
  • Cerca de 40% das brigas de casais no interior de carros acontecem quando ela está ao volante, sendo criticada por ele.

Gostaram das estatísticas? Eu particularmente faço parte de algumas delas… =)

Até a próxima!

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