Arquivo de Dezembro, 2009

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Ano novo, vida nova

30/12/2009

Eu estava triste porque não poderia passar a virada do ano com o meu então namorado, já que o gato não teria férias e trabalharia até a véspera do ano novo. Sendo assim, viajei para um sítio no interior com uma amiga de infância, meu primo e uns amigos dele.

Passamos a semana fazendo churrasco, curtindo a piscina, até que chegara o tão esperado 31 de dezembro. Cerveja após cerveja, peguei o telefone e não hesitei:

– Bofe! Sai desse trabalho aí e vem logo pra cá! Se vc não vier, não quero mais saber de você! – gritei.

O coitadinho nem sabia o que responder. É óbvio que ele não poderia largar o trabalho assim. Mas, “alegrinha” como eu já estava, quis fazer um drama.

Voltei para a piscina e continuei na cervejada com o pessoal. Veio a noite, nós entramos e nos arrumamos para a virada do ano. Lá pelas 21h, estávamos todos na sala, assistindo televisão, quando olho para a porta e dou de cara com meu bofe, todo bonitinho, com um sorriso no rosto.

Corri para abraçá-lo e enchê-lo de beijos. Eu mal conseguia acreditar que ele estava alí!

Fomos para o salão de festas do sítio e começamos nossa festa de Reveillón. Bebida pra lá, bebida pra cá, vinho pra lá, champanhe pra cá, whisky, energético, cerveja, vodka… Todo mundo chapando e meu bofe na Coca-Cola. Ele não bebia de jeito algum e começou a olhar feio pra mim.

Depois da meia-noite, resolvemos cair na noite, em uma balada ali perto.

– Lu, pare de beber. Sério, tô te pedindo.

Ignorei e comecei a “causar” com a minha amiga. Dançavamos sem parar, feito duas loucas, e o bofe só olhando de longe. Ele já havia pedido para eu parar umas 480 vezes e eu só respondia:

– Ah, não enche! Bebe você também!

Então, na pista, um cara chegou em mim. Em vez de eu dar um “chega pra lá” no dito cujo, continuei dançando e gargalhando com a Dani. Quando olhei para o canto onde o namorado estava… cadê o bofe? Aí me desesperei! Saí correndo para o caixa para ver se dava tempo de alcançá-lo. Ele estava pagando a comanda. Furei a fila, grudei nele, paguei a minha comanda e fui correndo atrás dele pelo estacionamento. Aquele escândalo bonito: eu gritando “me espera!” e ele me ignorando.

#prontocaguei

O cara era todo certinho, todo fofo e eu, por uma bobagem idiota de querer “curtir” a noite, estraguei tudo. Entrei no carro com ele, chorei, implorei por desculpas e ele, MUDO. Dormimos no sítio, ele em uma cama, eu em outra. Voltamos para São Paulo, no dia seguinte, e ele me deixou em casa, sem trocar uma palavra comigo. Só nos falamos no dia 2 de janeiro, quando ele decidiu terminar o namoro.

E aí? Valeu a pena “curtir” o Reveillón assim? Óbvio que não.

Lu

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Respeite o meu Natal

29/12/2009

Eu namorava um muçulmano. Tudo era lindo, maravilhoso, perfeito. Combinávamos em tudo, exceto na religião. E, por incrível que pareça, discutíamos e brigávamos feio por causa disso. Nas datas religiosas importantes para nós, um não compreendia o outro — ou fazia questão de não compreender.

Da mesma maneira que o mês do Ramadan (em que os muçulmanos ficam em jejum diariamente até o pôr-do-sol) era absurdamente irritante para mim, a Quaresma (período de penitência e oração para os cristãos) o deixava fulo da vida.

Não fazíamos sexo durante os 40 dias em que eu praticava a Quaresma e ele não me beijava até o anoitecer dos dias do Ramadan. Tudo bem, podem nos chamar de hipócritas, afinal, tanto na minha religião quanto na dele, deveríamos nos casar virgens. Mas não é isso que muda a nossa fé (e não quero discutir sobre isso — nem quero ofensas nos comentários, obrigada!).

Então, chegou o Natal. Eu não havia conversado com ele sobre como passaríamos nosso fim de ano por pura distração. Como ele sempre deixou claro que o Natal era uma data como outra qualquer e que não comemorava em nada, imaginei que ele não se importaria em estar comigo. Fui logo avisando a família que levaria o namorado.

No dia 24, perguntei se ele ceiaria conosco e ele disse que sim. Então, naquela noite, ele chegou à minha casa lá pelas 22h, com a roupa da academia (de onde ele tinha acabado de sair) e aquilo já me deu nos nervos. Todo mundo arrumadinho e eu com um namorado suado, de short?

Faz parte da tradição da minha família rezar antes da ceia. Levantamos e nos demos as mãos. O namorado fez questão de continuar sentado no sofá, saboreando os aperitivos. Mas o pior estava por vir: quando rezamos a “Ave Maria”, o bofe se levantou e saiu da sala.

Eu, chateadíssima pela falta de respeito dele para com a minha família, fui perguntar o que tinha acontecido.

– Olha, Lu… Ouvir vocês rezando pra Deus, ok. Mas pra Maria? Quem foi Maria? Ah, não! Não aguentei.

Fiquei mesmo muito, mas muito puta da vida, sendo que eu, pouco tempo antes, coloquei até um véu na cabeça para participar de uma festa muçulmana para qual ele me convidou. Eu participei da vida dele, mesmo não estando de acordo e ele age dessa maneira comigo?

E foi alí que eu me dei conta de que sem respeito, nós nunca conseguiríamos manter uma relação.

Lu

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Balanço 2009

27/12/2009

Fim de ano chegando e todo mundo começa a fazer a famosa retrospectiva. Lembrar dos momentos marcantes do ano que está acabando, tentar esquecer aqueles ruins, pensar nas coisas que devem e, principalmente, nas coisas que não devem ser feitas ou repetidas no ano que está chegando.

Como eu não sou diferente e muito menos criativa, decidi fazer uma por aqui também.

Para mim, 2009 foi, com toda a sinceridade que Deus me deu, um ano bem FILHO DA PUTA difícil. Profissionalmente e pessoalmente.

Voltei a morar com a minha mãe depois de um ano fora de São Paulo morando sozinha, montei uma empresa (o que de glamouroso não tem nada, como muitos pensam! É muito trabalho, estresse, sapos e pouca grana), zoei meu joelho e tive que parar academia e aí, engordei (grrr).

Conheci muitas pessoas. Muito mais pessoas interessantes do que desinteressantes. Fiz bons amigos e isso sempre  me deixa bem feliz! Logo no comecinho do ano, pensei que tinha encontrado o homem da minha vida, mas errei. Depois dele, vieram outros. Uns casuais, outros nem tanto. Apaixonei-me fortemente por um tal casual. E com essa paixonite confirmei uma coisa muito séria: sou cuzona. O tempo fez com que eu travasse. Não consigo falar o que sinto quando devo e falo quando não devo. Ou, simplesmente, não falo e deixo passar. E como sofro com isso. Chorei bastante esse ano. Enchi bastante a cara esse ano. Certas coisas não mudam. (Hehe)

Aprendi bastante sobre mim. Percebi que crescer dói, relevar dói, esquecer dói e que amar sempre doerá. De uma forma “boa”, mas doerá.

Nesse ano que está acabando pensei em desistir. Jogar a toalha e mandar tudo e todos à merda. Isso muitas e muitas vezes, aliás. Pensei em fugir novamente, mas estou aqui, firme e forte como um pudim.

Ah, em 2009 também, a dona Lu Sabbag me convenceu a fazer uma coisa que nunca pensei que fosse fazer: escrever para um blog. Jesus! Eu, como não tenho mesmo vergonha na minha cara, topei e aqui estou. O AMDI está aqui.

Enfim, esse ano foi de muitas mudanças, muito trabalho, pouca grana, mas de reconhecimento e, posso dizer, sementes foram plantadas. Foi ano de coração partido e depois colado. E colado de novo. E de novo.

Eu poderia terminar o texto falando de resoluções para 2010, mas não. A única resolução é não fazer resoluções. Não que eu não tenha propósitos para o ano que está chegando. Longe disso! Tenho, mas ao contrário do que sempre fiz, não vou falar e, sim, correr atrás, sem listinhas, papinho e enrolação.

Esse é o meu desejo para o ano que está chegando: mais ação, menos enrolação! Em todos os sentidos e para todos nós!

E para finalizar, deixo aqui um trecho de uma música que descobri há pouco tempo, mas que gostei muito por dizer tanto:

“(…)Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então
Só vou deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem pode

Na mão de quem pode e absorve
Todo céu
Qualquer inferno

Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta
Da matança do que é tédio

Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo do amor (pode tudo do amor) (…)”

(“Só Deixo Meu Coração Na Mão de Quem Pode” – Composição: Katia B / Marcos Cunha)

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Com amigo não se brinca

22/12/2009

Ainda mais se o amigo for da pessoa com quem você está. Acho que todo mundo já passou pela sensação de, depois de certo tempo, perceber que escolheu a pessoa errada e que combina muito mais com o amigo do seu gatinho do que com o próprio. E é sobre essa terrível dualidade que vou discorrer hoje.

Eu acho que essa é a grande droga de ser quase sempre sociável demais. Sempre faço questão de conhecer (claro, quando o bofe quer apresentar!) os amigos da pessoa que está comigo e acabo, muitas vezes, naturalmente me dando bem com essas pessoas. Às vezes exageradamente bem. Com a convivência com os amigos, as liberdades que vão surgindo, MSNs trocados, perfis de redes sociais adicionados, começamos a ver essas pessoas da forma como não víamos antes.

Acredito que as meninas (e os rapazes) concordarão comigo, mas num primeiro momento a gente só se aproxima dos colegas ou para arrancar maiores informações sobre o nosso atual, ou então para ser sociável mesmo. O duro é quando você começa a perceber que tem mais afinidade com o amigo.

Eu vejo a amizade entre homens como algo mais sólido e menos vulnerável do que amizade entre mulheres. Podem considerar machista, mas mulher é quase sempre mais vulnerável, leia-se “troca a amiga pelo namorado”. Eu acredito que homem é menos sacana nesse sentido e, se o cara for amigo mesmo, ele dificilmente cairá em tentação.

Mas nós, seres frágeis e sensíveis que somos, muitas vezes nos deixamos levar. E, palavra de escoteira, posso afirmar: em 99% das vezes em que me deixei levar pela paixonite com o amigo, deu merda. Porque o amigo se importava muito mais com a amizade do que comigo. O resultado não poderia ser diferente: mágoas, acusações e ofensas desnecessárias. No 1% restante pode dar certo, mas vem cá, quem quer confiar numa probabilidade tão pequena?

Não acredito que a solução para isso seja deixar de se aproximar dos amigos da pessoa que está com você, mas toda cautela é pouca. Você pode até não ficar com a pessoa que está com você mais muito tempo nem reprimir sentimentos. Se uma paixão tem que acontecer, ela vai acontecer de qualquer forma. O que não pode é acontecer tudo ao mesmo tempo.

Não arrisco aqui dar um conselho, pois é um assunto muito complexo e delicado. Mas se fosse comigo, primeiro eu tentaria contornar e evitar que qualquer paixonite com o amigo crescesse. Se eu tivesse mesmo que ficar com ele, se fosse algo verdadeiro, que valesse a pena, poderia esperar até um dia mais a frente, até porque, só o tempo diz o que é fogo de brasa e o que é verdadeiro. Agora, por tesão e empolgação, não vale de jeito nenhum a pena. Com tanto homem por aí (ok, nem tanto!), pra que se engraçar justo com o amigo do seu respectivo?

Quais as histórias de vocês sobre essa questão?

Beijos,

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O dia de Natal

22/12/2009

Namorava o Lucas, mesma idade, mesmos sonhos… Eu já estava farto da noite de Natal na casa da minha avó. É, por mais que seja lindo e tudo mais, todo mundo está careca de saber que reuniões de família são um pé no saco e tem gente (milhares de pessoas e eu incluso, óbvio) que não curte esse tipo de coisa.

A véspera eu precisava passar na casa da minha avó, mas o almoço de Natal estava livre para passear e curtir o namorado. Cinema era uma pedida, né? Quem, eu pergunto, não gostaria de ter um cinema inteiro só para você e seu amor aproveitarem e fazerem o que quiserem(hahahaha! Mentes poluídas!)? Pois é. Eu quis porque, justo naquele feriado, nenhuma sala estaria aberta. O jeito era romper uma barreira e ir para casa dele — na verdade, da tia dele — e curtir mais um almoço de Natal em família. Um dos únicos “não em família” que passei até hoje.

Eu já conhecia o pai do Lucas e, portanto, ele já sabia da “nossa amizade”, que andávamos muito juntos e tudo mais. Era a primeira vez que conheceria o resto da família e meio apreensivo fiquei, afinal, mesmo não tendo problemas com o pai dele (a mãe havia morrido alguns anos antes) era estranho você levar um ‘amigo’ para o almoço de natal e não uma namorada, certo?

Chegamos e a estranheza nem foi tanta, visto que a família dele é bem reduzida: pai, tia, marido da tia, dois primos da mesma idade que a gente – um rapaz e uma moça, essa com namorado – e o um cachorro Beagle. A conversa transcorria básica e no tom “certo”, acho eu. “Qual seu nome? O que faz da vida? Por que não está com a sua família hoje?” etc etc. Até que os “adultos” passaram para a varanda para apreciar o “café” e os “jovens” ficaram na sala vendo TV, no computador ou simplesmente esperando o tempo passar. Eis que o golpe de misericórdia é dado pelo namorado da prima:

– Então, desde quando vocês tão juntos?

– OI?

E foi com naturalidade que Lucas falou:

– Há 1 ano e meio.

Foi com mais naturalidade ainda que o primo disse:

– É teu namorado mais longo, né?

Eu fiquei sem entender. Ao contrário de mim, que sempre fui “o que todo mundo sabia, mas jurava que ninguém desconfiava”, Lucas tinha uma relação bem mais madura com o “seu eu, gay”. Os tios e o pai não gostavam muito de mencionar, mas aceitavam numa boa. Depois descobri que eu era a segunda pessoa que ele levava em casa e que eles haviam sido avisados de que um “amigo” iria para o almoço com algumas semanas de antecedência.

Aprendi com essa que a naturalidade das coisas, ou o “ficar preocupado em esconder determinados assuntos” é irrelevante. Sua família já manja de você, mesmo você escondendo o seu verdadeiro “eu” e que, você pode se surpreender com a reação de todos se resolver contar.

Um feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos os leitores do A melhor das Intenções!

Palavra de gay

(Metheoro -  http://www.twitter.com/metheoro)

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O bom moço

20/12/2009

Estou com quase 40 anos. Não costumo ficar acordado até tarde e estou aqui, às duas hora da manhã, escrevendo o que sinto, o que me perturba e o que me inconforma.

Fui casado por 10 anos e, depois de 5 anos separado, ainda me questiono se fui eu que errei. E a resposta é “não”! Talvez 30% da minha parte e 70% dela. Para quem conhece o livro “As Cinco Linguagens do Amor” (Gary Chapman), posso dizer que nós amamos de forma diferente. Porém existe uma coisa que ainda não posso aceitar: sempre as outras coisas vem em primeiro lugar — geralmente o trabalho. Acho que sempre fui compreensivo e tolerante, sempre cuidei da nossa filha mas, quando a pessoa não pode parar cinco minutos para dizer se vai voltar para jantar em casa, definitivamente o errado não sou eu!

Neste momento o que me motivou a escrever estas palavras, foi a recaída que tive com a ex-namorada (recente). Teria completado dois anos que nos conhecemos no final de novembro, mas acabou! E desta, a minha reclamação é muito maior. Fiz de tudo por ela!

Ela mora em Mato Grosso e eu em São Paulo. Já dá para imaginar os gastos que eu tive mensalmente para manter este relacionamento? Tudo saía do meu bolso quando ela vinha ou eu ia, fora telefonemas para um celular que tem problema para pegar! Mandei presentes materiais e sentimentais, verdadeiras obras românticas, além do apoio espiritual e psicológico a ela. Mas quando eu fiquei desempregado três vezes no ano, o que foi que eu recebi em troca? Apenas a insistência da pessoa em dizer que precisamos dar um tempo?! Pô! Se não for para ficar comigo, podia ter dito isso antes! Chegamos a completar um ano de namoro para perceber isso? Pura comodidade. Eu que estava fazendo tudo, né? Inclusive aluguei um apartamento de três dormitórios para cuidar da filha dela de 2 anos (que o pai não quis assumir).

Estatísticamente, se eu revelasse quantas pessoas com quem transei ou beijei, muitos leitores assustariam. Afinal, me divorciei aos 33 anos e ela (ex-esposa) foi a primeira em tudo. Conheci outras pessoas só depois desta idade. E olha que não sou feio, não é falta de opção. Posso perceber diretamente da minha pesquisa verbal com as minhas amigas e pelas moças que me paqueram nas ruas e nos shoppings. E são moças bonitas, diga-se de passagem. O problema é que no fundo, no fundo, ainda sou para casar, nunca quis aventura, e não sei em que vai dar se chegar em qualquer pessoa na rua. Preciso conhecer…

Eu tenho profissão na área de informática e, mesmo perdendo emprego, tenho arranjado outro sem aceitar outro salário menor — o que prova que ainda tenho certa estabilidade financeira. Tenho me esforçado muito para aprender a cozinhar e tenho feito bons pratos! Descobri que sou sensível e tenho um lado artístico em desenvolvimento. Fiz teatro, aulas de dança, canto no karaokê, faço poema e, quando gosto de alguém, eu realmente me dedico. Adoro programas como Ana Maria Braga, Saia Justa e Super Nanny, amo crianças e tenho paciência e psicologia para lidar com elas, além de passear muito ultimamente em shoppings — tudo o que, aparentemente, as mulheres procuram!

Mas não sei o que elas querem!

Já disseram que eu sou exigente, mas eu não acho, não. A mulher tem que ter uma beleza natural, não estar muito fora das medidas (mesmo porque eu não estou), uma certa feminilidade, além de dedicação, carinho e romantismo. É! Acho que tenho Síndrome de Charlotte (Sex and the City) mas, infelizmente, as mulheres ainda querem ser Samantha.

Palavra do leitor

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Planos

19/12/2009

Tenho uma mania idiota que me persegue desde que comecei a me relacionar com os homens. Assim que começo a sair com alguém — e me apaixono — já inicio os planos para o futuro.

Como ficar com alguém “só por ficar” é algo que quase nunca faço, é comum que eu pense “agora sim! Este é o cara!”. Então, já imagino como e onde serão nossos próximos encontros, que novidade eu levarei para a cama, quas lingeries eu devo comprar, o que farei de jantar quando ele visitar minha casa, o que darei de presente quando completarmos um mês de namoro e por aí vai. Se  percebo que a relação está fluindo, começo a fazer planos de viagens a dois, festas que curtiremos juntos y otras cositas más.

Chamo esta mania de idiota porque viver pensando no futuro significa não curtir o presente. E este “defeito” é bem comum, principalmente nas pessoas sonhadoras como eu (canceriana típica). Já ouvi muitas amigas dizendo “ai, imagina quando eu e ele blá blá blá!”. O ruim é que nem sempre esses planos se concretizam.

Para o meu aniversário de 2008, planejei uma baita festa à fantasia. Era fevereiro e eu estava namorando “sério” um garoto. Mandei fazer nossas fantasias, já que íamos de “parzinho”. A festa só aconteceria em junho e terminamos no mês de abril. Acabei indo à festa sem par e o dinheiro que gastei com a fantasia dele foi “jogado no lixo”.

Já aconteceu a mesma coisa com presentes de aniversário de namoro, Dia dos Namorados etc e tal. Cheguei a comprar um celular para dar ao namorado, que terminou comigo antes da data em que eu o presentearia. A diferença é que presente, pelo menos, a gente pode “reciclar” e dar a outra pessoa –  ou não (mas se for chocolate, pode deixar que eu como!).

Fazer planos é legal, desde que você não viaje e os faça a longo prazo — a não ser que já esteja noivo ou casado e tenha certeza de que a relação será mantida.

Criar expectativas sobre um relacionamento que mal começou é um grande erro. Já sofri muito por isso e sei o quanto dói se desiludir com os planos que não se concretizam. Pode até ser clichê dizer isso, mas o melhor a fazer é curtir o momento, viver o hoje e deixar que a vida traga o amanhã. É difícil colocar em prática? É. E quem disse que a vida é fácil?

Trilha sonora perfeita: “Planos” (Daniela Mercury)

Lu

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É pra te comer!

17/12/2009

Sempre que meus amigos (homens) me pedem conselho sobre como proceder com uma mulher eu digo a mesma coisa: só prometa o que você puder cumprir e aja de acordo com seus sentimentos, mas sem se descuidar dos alheios. Transparência é importante em qualquer relacionamento. Por que eu digo isso? Para evitar algo que alguns homens ainda fazem hoje em dia: ser fofo só para comer a moça.

Poucas cafajestagens me irritam mais do que ver o cara vestir a camisa do príncipe quando só quer sexo. Além de ser um estelionato emocional, dá mil vezes mais trabalho para o indivíduo. Vou explicar a minha teoria:

Quando a moça vê que está com um cara fofo, estilão príncipe, ela vai pensar em relacionamento, fato. E já que quer se envolver seriamente com o cara vai buscar o melhor momento, a circunstância mais propícia, a conjunção astral que favoreça… Tudo para que dar para o cara seja ato confirmatório do relacionamento e culmine (ui) em envolver mais o casal. Isso pode levar MESES para se processar na cabeça de uma mulher. Enquanto isso, o príncipe-sapo vai precisar de paciência e mil SMSs, dez mil ligações, trezentos pequenos mimos, emails carinhosos, passeios de mãos dadas, idas ao shopping, nights sem fim… tudo isso para finalmente transar com a garota e poder desaparecer em paz.

Já o rapaz que deixa de plano claro que só quer sexo já vai encontrar a mocinha preparada para apenas dar, sem expectativa de relacionamento com ele, ou então ela vai pular fora logo se não for a dela. Acompanhe a matemática aqui: o sujeito poupou tempo e trabalho já podendo partir para outra se o objetivo for apenas transar mesmo. Se a mocinha der, de repente cogita e consegue estabelecer uma relação puramente sexual e transa outras vezes com o mesmo cara, transformando-o no que se apelida de “fuck buddy”. Olha só, um tremendo de um bônus ao rapaz que só queria sexo!

Digam-me: quem teve mais trabalho? Eu falo sem hesitar: o cara que resolveu ser fofo.

Analisando pelo lado da mocinha que transou com o babaca que bancou o “fofo pra te comer” a dor é muito profunda. Primeiro de tudo porque ela se sente A otária que não percebeu o “golpe”. Mas, principalmente, porque esses caras mexem com algo muito sério para uma mulher: a fantasia do príncipe. Ok, sabemos que esse tipo não existe, mas toda mulher, por mais durona que seja, sonha em encontrar o cara perfeito, dos seus sonhos e ser feliz para sempre. Aí então, quando tudo caminha bem no relacionamento, ali finalmente está o príncipe encantado, a mocinha resolve que está na hora de transar, faz isso e logo após o revela-se o sapo que some, não liga, não retorna. CLARO que dói demais e a incompreensão reina porque, afinal, tudo foi feito, estudado para que a relação se desenvolvesse bem. A reação do sapão não estava dentro de uma escala de probabilidades aguardada. Eu brinco sempre que existe o filho da puta e o babaca. O primeiro surpreende com a ação, já o segundo faz exatamente o que se esperava. O cara que banca o “fofo para te comer” é exatamente o filho da puta, porque brinca com sentimentos e sonhos alheios ao invés de agir com clareza de intenções.

O fato é que os homens andam se borrando de medo de relacionamento e alguns correm quando vêem que a relação está ficando séria. Não querem se envolver ou têm medo de compromisso. Amigo, se esse é o seu caso, deixe claro que só quer sexo ou, ainda melhor, relacione-se com árvores e não encha o saco, nem alimente falsas esperanças de pessoas. Não faça o que não gostaria que fizessem com você — clichê fundamental nas relações humanas.

Nas palavras de Alice Ruiz: “Por favor não me aperte tanto assim, tenha cuidado, pega leve. Olha onde pisa, isso é meu coração.”

Palavra da leitora

(Por Scarlet)

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Pergunta da leitora: terminamos, mas sinto falta. E agora?

15/12/2009

Antes de começar esse post, quero pedir desculpas aos leitores e leitoras do AMDI pela ausência. Agora estou de volta e com força total!

Pergunta de leitora: “BABI”

“Há mais ou menos 10 meses eu terminei com meu ex. Não sei se agi sem pensar ou se fui “levada” a fazer isso, mas sei que estava muito impaciente com a situação. Namoramos por quase quatro meses. Sabe aquele tipo de pessoa que vem pra mudar todos os seus conceitos a respeito de um relacionamento e fazer você perder o medo de amar? Era ele. Ia tudo muito bem, até que ele viajou para um congresso em Belém. Nas duas semanas que esteve lá, quase não nos falamos. Ele estava sem computador e não me ligava por causa do interurbano. Quando ele voltou, sequer me avisou. Fiquei sabendo porque liguei para a casa dele e a mãe dele atendeu, mas disse que ele estava dormindo.

No outro dia,  falei om ele. Tentei um diálogo, mas ele estava estranho. Perguntei se ele ainda gostava de mim e ele respondeu  que “precisava me ver” para saber. Íamos nos ver e conversar, mas eu já estava tão triste, chorando tanto que preferi terminar tudo por telefone mesmo. Achei que seria melhor assim. O problema é que, ultimamente, eu tenho sentido muito a falta dele e quero muito que a gente volte. Nos encontrarmos por acaso na faculdade, conversamos por quase duas horas, mas não tocamos no assunto de namoro. Por fim ele me chamou pra ir a um barzinho com uma amiga nossa em comum nas férias para conversarmos mais. Eu realmente estou confusa. Foi a primeira vez que a gente se viu pessoalmente depois do término e eu realmente percebo que sinto a falta dele. O que eu faço?”

Babi,

Desculpe, mas terei de pegar pesado com você nessa resposta. Você começa seu relato contando que o cara era o seu príncipe encantado, que era o sol da sua manhã, o leite do seu cereal… e, depois de tanta convicção em relação ao sentimento de ambos, você me fala que, após duas (DUAS!) semanas de viagem a trabalho ele volta sem gostar mais de você? Vamos combinar, né? Que porra de relacionamento forte é esse que se abala após um curto período afastado desses? Coloco-me como exemplo. Sempre que tive que viajar ou ficar afastado de qualquer namorada por um motivo qualquer voltei com muito mais saudade e vontade de ficar junto do que antes. A falta normalmente age como uma injeção de saudade no relacionamento (quando o sentimento é verdadeiro). No seu caso, desculpe a sinceridade, algo já devia estar errado desde antes da viagem acontecer. Onde vejo um erro de sua parte: POR QUE VOCÊ NÃO DEIXOU O COITADO SE EXPLICAR, CONVERSAR, OLHAR NA SUA CARA E FALAR? Bom… ele embarcou para a viagem como seu namorado e voltou com esse mesmo status. O mínimo que você poderia ter feito era ter conversado com ele. Relacionamento é partilha, é diálogo, cumplicidade. Mesmo que fosse para falar uma coisa chata, ele teria que ter o direito de ao menos se explicar, mas você não permitiu e colocou um fim na relação por TELEFONE! Muito adulto de sua parte isso, não? Você apenas tornou as coisas mais fáceis pra ele, ou seja, quem terminou foi você, não ele. Vamos ser realistas:

1º – Ele pode ter conhecido alguém nesse evento em Belém e se apaixonou de forma arrebatadora.

Isso é possível, SIM. Afinal, o que podemos esperar das pessoas, já que hoje elas trocam de relacionamentos com a mesma freqüência que trocam de cuecas (calcinhas, no seu caso)? Caso o motivo seja esse, fica bem claro que a relação com ele só tinha importância para você.

2º – Ele ficou esse “pequeno” tempo afastado e percebeu que não sentia tanta falta assim de você.

Logo, fica claro que a relação estava fria e que só a rotina e a proximidade sustentavam a relação, ou seja, amor de pele.

3º – Ele descobriu que é GAY.

Hehehe… só para quebrar o gelo. Mas é uma possibilidade. Já vi isso acontecer.

Querida… já escrevi um texto relatando algo parecido com o que você está passando em outro blog que colaboro, mas o meu caso era infinitamente mais grave que o seu (não estou menosprezando sua situação).

Minha pergunta para você é: Será que esse cara gostava mesmo de você a ponto de desencanar em duas semanas? Já parou para pensar nisso?

Ou ainda: Será que você só não quer tê-lo ao lado, porque não pode tê-lo? Normalmente, quando perdemos uma pessoa, temos esse tipo de sentimento nos assombrando. Se torna apenas um objeto de conquista. Quando você o tiver de volta, não terá tanto valor assim, apenas mostrou para você que era capaz.

Finalizando… Não sei como era sua relação com ele, como vocês viviam, como ele/você se comportava mas, de acordo com seus relatos, tudo corria como um conto de fadas. Olhando de fora, história nenhuma de amor acaba dessa forma, sem um motivo CONCRETO. Te dar conselhos sobre o que falar, o que perguntar, como agir, de nada vai adiantar. A questão aqui é colocar a cabeça no lugar e analisar os momentos que antecederam a tal da viagem. Tenho certeza de que você vai se lembrar de uma coisinha ou outra que não estava tão bem entre vocês.

Te desejo sorte e espero que as coisas se resolvam da melhor forma possível. Só uma coisa: isso me cheira a “vou sair e curtir um pouco, depois volto e conquisto ela de novo…”. Pense nisso!

Beijos

Palavra de Macho

(Glaucio Henrique — http://twitter.com/glauciomv)

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Admirando a paisagem

14/12/2009

Já que o final do ano está aí, quero mais é falar de coisa boa. Bota boa nisso.

Em alguns posts atrás eu falei que o olhar era o que mais me atraía em um homem. E de fato é. Mas hoje, me peguei vidrada em outras partes do corpo de um homem: um belo par de coxas.

Que mulher não gosta de ver um belo par de coxas de um homem? E eu não falo de coxas saradas, falo das razoavelmente grossas, peludas (sim, homem com perna depilada eu acho muito feio) e ligeiramente torneadas.

As coxas que tiraram a minha atenção enquanto lia uma revista eram daquelas de fazer babar de tão ‘suculentas’, com um certo apelo provocativo junto à bermuda logo acima do joelho. Pernas essas que me fizeram ficar 40 minutos dando olhadelas disfarçadas e que faziam as letras da minha revista não ter mais  graça.

E me pergunte se eu vi o rosto do homem observado, caro leitor? Claro que não. Eu não senti um desejo de aproximação, de contato carnal com aquele homem. Eu realmente estava só admirando a paisagem.

Hoje eu entendi perfeitamente o conceito de separar o fato de’ achar bonito’ e de sentir desejo. Confesso que ainda não sabia separar os dois.

E você? Diferencia um do outro?

Um beijo e até breve!

Pri

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