Arquivo de Novembro, 2009

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Virou sapo

26/11/2009

Eu e o Marcelo* nos conhecemos em uma comunidade do Orkut, que falava sobre teatro. Criei um tópico sobre um teste de uma peça que eu estava fazendo, para a qual procurávamos atores exatamente do “tipo” dele. Trocamos contato, conversamos sobre o texto… Achei o bofe simpaticíssimo, com ótima articulação, linda voz, além de muito bonito nas fotos. Só que havia um problema: eu e o resto do elenco éramos de São Paulo enquanto ele, do Rio de Janeiro. Marcelo afirmou que isso não era um obstáculo e que ele poderia muito bem morar em “Sampa” — inclusive, já tinha morado por um tempo.

O diretor da peça achou que Marcelo era muito velho para o personagem (um garoto de vinte e poucos anos), já que tinha mais de trinta. Por isso, Marcelo acabou nem participando do teste. Ainda assim, mantivemos contato: nos falávamos quase todos os dias por MSN e ele me ligava umas três vezes por semana.

Depois de alguns meses, acabei me apaixonando. E ele também. Começaram as ligações melosas, os planos, as declarações, os corações disparados…

Já que eu visito o Rio de Janeiro constantemente, resolvi viajar para conhecer o gato. Marcamos de nos encontrarmos em um restaurante na Barra da Tijuca. Cheguei antes (encontro assim, é melhor você ver o cara chegando, pra dar tempo de sair correndo se for o caso) e fiquei esperando pelo cara em uma mesinha do lado de fora.

Ele me ligou, dizendo que já tinha chegado e perguntou onde eu estava. Foi então que vi um cara de costas, falando ao celular. Fui em frente e dei uma cutucadinha nas costas dele. Quando Marcelo se virou, nos olhamos nos olhos, sorrimos e nos abraçamos muito forte. Fomos nos separar do abraço e ele me beijou.

Passamos o final de semana juntos, nos amando, nos curtindo e fazendo planos para o futuro.

Voltei para São Paulo e nossas conversas ficaram cada vez mais apaixonadas. Ele falava até em casamento. Falava em filhos, Brasil! Dizia que queria uma menininha que fosse a minha cara…

Foi tudo muito forte, muito intenso. Dias depois ele veio para São Paulo. Nos encontramos, ficamos juntos…

Quando começamos a namorar, começou o desentendimento. Ele achava que mandava em mim mesmo à distância, queria controlar todos os meus passos. Me vigiava na internet, perguntava quem era tal pessoa que tinha me deixado um “scrap”, brigava comigo por algum recado que deixei para alguma pessoa… As coisas começaram a ficar tensas. Mesmo assim, eu estava apaixonada — e cega.

Certa vez, ele veio para São Paulo e marcou de me buscar em casa às 21h. Era quase meia-noite e ele não tinha aparecido. Eu já estava preocupada. Liguei para o celular dele umas dez vezes e só chamava. Fiquei nervosa e fui me deitar. Lá pelas 2h da manhã ele me liga, dizendo que não podia atender o telefone e que eu não tinha respeito por ele. A desculpa era de que um amigo tinha passado mal e ele tivera de levá-lo ao hospital. Perguntei porque ele não tinha me avisado e começamos a discutir feio. Ele gritava comigo, dizendo que não tinha que me dar satisfação de nada, que estava indo para a minha casa e queria que eu estivesse pronta em dez minutos.

– Agora eu não vou sair mais! Já estou deitada!

– Vai sim!!! Vou te esperar na portaria!

– Não vou, Marcelo. Tá tarde!

Entre gritos e berros, desligamos o telefone.

Chorei, morri de ódio… Mas caí na realidade: com certeza, se tivéssemos discutido assim pessoalmente, ele teria me batido. Aí lembrei do quão estúpido ele era na cama. Aquilo não era só uma fantasia sexual masculina de “mandar” na mulher, não. Ele era MESMO um cara violento! Ainda bem que a máscara caiu logo. Eu achava o cara perfeito: romântico, educado, inteligente… Mas é porque eu não o conhecia de verdade.

Não nos falamos por três anos. Hoje, quando comecei a escrever esse post, ele me chamou no MSN (oi?). Falamos amenidades e eu inventei que estou namorando. Aproveitando a deixa, ele contou que se casou e que vai ser pai.

É… Ainda bem que não foi comigo!

Lu

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#Fail tu, #fail eu

25/11/2009

Muitas vezes, o nosso comportamento #fail vem por indução. Você até que tem boas intenções (as melhores, sempre!), nem sempre quer namorar (sexo casual, oi?), mas o cara não entende. E acaba nos induzindo a fazer as coisas erradas. É desse tipo que eu vou falar hoje que, pra mim, particularmente, é o pior. O cara que é tão idiota e covarde que não tem coragem de assumir as reais intenções dele pra você, mesmo quando você se escancara pra ele. O mundo está cheio de homens assim.

Nunca tive problemas em assumir quando quero encontros casuais. Pelo contrário, tenho muitíssimo mais dificuldade em assumir que quero estar amarrada a alguém. Já falei pra muito homem, na cara, que só queria uma noite de sexo e ponto. Nem precisa me ligar depois. Claro que sexo é muito melhor com envolvimento e confiança, mas vem cá: você não tem hormônio não?

Um caso específico foi o desse sujeito, colega de profissão (mas não trabalha no mesmo local que eu), em que comecei a reparar depois de dar um selinho acidental na hora de cumprimentar. Depois do acontecido, começamos a nos falar com mais frequência, email, MSN e outras coisas. Chegou a hora de combinar de encontrar. E com ele era assim, eu só queria sexo. Desde o fatídico selinho. Ele tinha cara de fresco demais pra ser alguém por quem eu me apaixonaria.

Combinamos, então, um belo dia de ir a um sambinha, tradicional no domingo aqui em Goiânia. Já estava combinado, só precisávamos confirmar o horário. Primeiro bolo. O sem vergonha me disse no MSN que tinha rolado um imprevisto. Tudo bem, isso acontece. Segunda tentativa, uma ida ao cinema durante a semana. Na minha cabeça doentia, eu já imaginava os amassos. Fiquei de ligar e ele simplesmente não me atendeu. Quase meia noite, recebo uma mensagem dizendo que ele tinha trabalhado até tarde. O detalhe? O lugar onde ele trabalhava era meu caminho pra casa e, quando eu passei depois das 19h, todas as luzes já estavam apagadas. Como ele é meu colega de profissão, sabia muito bem que a chance de trabalhar em casa é praticamente nula.

Depois disso, resolvi tentar uma abordagem mais direta e fui, uma atrás da outra. Cheguei num ponto que se eu fosse mais direta, só se aparecesse de lingerie no trabalho do cara. Tá bom, você pode falar que eu pressionei, mas não fiz isso. Deixa eu explicar: insisti ainda mais umas duas vezes e, nas duas, vezes ganhei bolo. O detalhe: nas duas vezes o amigo COMBINOU comigo. Marcou dia, hora, lugar. E na última hora sempre tinha uma desculpa. Depois ele ainda me procurou umas duas vezes falando pra marcarmos algo. Eu consenti, mas nem me dei ao trabalho de tomar banho e me aprontar, porque provavelmente resultaria em bolo.

Acabou que eu desisti do lance, até porque sempre encontro o amigão nos eventos que a profissão nos obriga a frequentar. E sabe que eu volta e meia, até hoje, pego o cara me encarando e jogando charminho? Essa história ilustra muito bem algo que acontece muito: os homens simplesmente não tem coragem de admitir que não querem. Ou desistem no meio do caminho, porém continuam a nos induzir no pensamento de que algo acontecerá. Ou seja, ele falha e, por tabela, falhamos também, às vezes com pressão inútil, às vezes permanecendo encantadas pelo sujeito que não quer nada.

Eu jogo a toalha e admito que não sei explicar porque isso acontece. Pode ser porque o cara tem vergonha de ser direto demais, pode ser porque ele não quer admitir que não está (mais) a fim pra não sair por baixo, ou ainda uma namorada oculta. Ou pode ser puro mau-caratismo (como eu acho que foi o meu caso). Mais do que buscar razão (existe muito pouco disso em relacionamentos), a idéia desse meu post é promover o diálogo e a discussão: essa necessidade simplesmente não existe.

Hoje chegamos a um estágio de igualdade (ideológica, galera, excluo aqui feminismos e outros ismos) entre os sexos, inclusive de liberdade para dizer o que se pensa. Mesmo que o cara pense o pior de mim quando assumo meus impulsos sexuais, eu tenho essa liberdade de dizer. Uma hora aparece alguém que me queira assim. Eu só acho que não existe essa necessidade de joguinhos, induções, suposições e falsas constatações. Se você quer, vai lá e aproveita. Se não quer, tenha o mínimo de respeito pelo ser humano ao qual você se refere, e convoque o próximo (ou próxima) da fila.

Beijos a todos!

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Piriguetagem com responsabilidade social

18/11/2009

Muitas vezes, no processo da conquista, a gente falha, e nem sempre é com o gato. É com as amigas — ou amigos. Esse tipo de falha é muito mais sério, pode machucar muito mais e, às vezes, pode não ser reversível. Acredito sinceramente na força das amizades e a pior coisa que existe, acredite, é competir com amiga por causa de homem.

Eu sempre fui pacata e, para não falar que nunca aconteceu comigo, nas duas vezes que me lembro, a culpa foi da amiga. Numa das vezes, a amiga se arrependeu de imediato e, na hora mesmo, já resolvemos o problema. Na outra vez o problema foi mais sério. Eu ficava com o Rodrigo* já há muitos meses e mesmo que nunca tenhamos assumido namoro, eu gostava dele e sei que ele tinha sentimentos por mim. Mas as coisas deram uma esfriada e acabamos nos distanciando um pouco. Nesse meio tempo, ele encontrou a Cibele* — na época, grande amiga minha — e rolou um clima entre eles. Eles falaram comigo, mas nenhum dos dois respeitou a minha posição, que era a de querer que nada rolasse entre eles. O tesão falou mais alto e eles ficaram.

Fiquei super chateada, fui conversar com a amiga, que virou outra comigo: veio armada até os dentes, super agressiva e ofensiva. Resumindo: ela disse que não deixaria eu me meter entre eles. A princípio, eu desisti do rolo todo, queria mais era ficar livre de encrenca. Mas o tempo foi passando, eles foram se envolvendo e a relação dos dois virou um mar de problemas. O Rodrigo, que mesmo namorando a Cibele, nunca quis perder a minha amizade (segundo ele) começou a me procurar, pedindo conselhos. A Cibele, com quem eu estava brigada, também começou a me procurar, mas com ela eu estava super chateada.

Como eu ainda gostava muito dele, numa dessas vezes que ele voltou a me procurar, acabamos ficando. Confesso que senti uma sensação de vingança muito boa e que adorava ouví-lo dizer que, apesar de tudo, era de mim que ele gostava, que eu era inteligente, que comigo ele tinha assunto. E nisso ficamos, eu de amante, até que um dia cansei do triângulo e pedi a ele que decidisse. Ele escolheu ficar com ela — até hoje não sei porque — sendo que todos os dias ele me procurava com reclamações. O relacionamento deles durou até um escândalo explodir (não se sabe como, e eu juro aqui, por tudo, que não tive nada a ver com isso, mas fotos dos dois fazendo sexo caíram na net), e eu logo comecei a namorar outra pessoa mas, pasmem, fui quem mais deu força aos dois no desenrolar da história toda.

O resultado disso tudo é que perdi duas amizades. O tempo passou, e eu acabei perdendo contato com os dois (esses dias reencontrei-o e ele, com lágrimas nos olhos, lamentou o quanto minha amizade faz falta), mesmo tendo resolvido dar uma segunda chance à amizade. E depois disso, sempre tratei o assunto com a maior cautela. Amigas são amigas e não existe homem no mundo que valha a pena o suficiente para destruir uma amizade. Seja responsável socialmente, e converse com sua amiga. De repente, vocês se ajeitam numa sociedade: uma pega, depois a outra pega e fica bom assim. Mas se envolve sentimentos, colega, melhor partir pra outra. Porque amores vem e vão. Mas esse ombro amigo que está aí pra você pode ir e nunca mais voltar. Vai doer e você, com certeza, se arrependerá disso.

Beijos e até!

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Pode ser curiosidade

17/11/2009

Sempre mantive contato com meus ex-namorados — alguns até, leitores deste blog, já se reconheceram nas histórias que contei — mas com um ou outro demorei a me reencontrar. Procuro sempre terminar meus namoros em paz, afinal, se nos amamos ou nos curtimos de alguma maneira, é porque nos damos bem, temos coisas em comum e não precisamos disperdiçar uma boa amizade que pode existir.

Sou muitíssimo amiga de dois ex-namorados que, inclusive, já se casaram e me tornei praticamente a psicóloga deles. Escuto os problemas, dou conselhos, aprendo com as experiências deles… E não vejo mal algum nisso.

Dia desses saí pra tomar uma cervejinha com um ex que eu não via há muito tempo. Nosso término foi feio, eu sofri por meses, não conseguia ouvir o nome dele, só chorava… Mas quase dois anos depois, toda a raiva passou (eu não guardo rancor nenhum nessa vida — isso só faz mal pra gente) e resolvi retomar o contato com o bofe. Saímos, bebemos, demos risada… e só. Foi bom, principalmente, para eu me dar conta de que não sentia mais nada por ele, além de um grande carinho.

No começo deste ano, “twittei” que ia tomar um açaí com um ex, que namorei quando eu estava com 20 anos de idade. Recebi um monte de “reply” de pessoas afirmando que rolaria um remember, um flashback. Mas não. Não rolou. E sabe por quê? Já tínhamos tomado caminhos muito diferentes. O papo principal do encontro foi sua namorada atual. Ele me pediu diversos conselhos sobre como lidar com o ciúme e com a insegurança dela.

Como ficamos quase seis anos sem nos ver, é óbvio que já não existia mais sentimento. Nos encontramos sem malícia. Queríamos saber como o outro estava, o que andava fazendo etc. Foi só curiosidade.

E dessa curiosidade, brotou mais uma grande amizade.

Gosto muito de ter amigos homens para aprender com eles a “visão masculina da vida” e nada melhor que ter, como amigo, um cara que te conhece tão bem, sabe dos seus defeitos, sabe em que pontos você erra nos relacionamentos… Por ter presenciado suas “falhas”, seu ex é a pessoal ideal para abrir seus olhos a elas.

Mas antes de começar a sair de novo com um ex, na intenção de tornar-se amiga dele, certifique-se de que os dois já tenham superado o término do namoro. Caso contrário, alguém pode se iludir e se machucar.

Beijos,

Lu

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Lua-de-mel tardia

16/11/2009

Sempre me disseram que o primeiro ano do casamento é o mais difícil. Quando você se casa (e não morou junto antes pra fazer o test drive), precisa se adaptar aos costumes da outra pessoa que, com certeza, em algum momento, diferem do seu. Então, se me perguntavam se eu estava em lua-de-mel com poucos meses de casada, a resposta era sempre “não”, rs.

Quem diz que o casamento vive às mil maravilhas mente. Fato. Tem sempre alguma coisa pra deixar a cabeça cheia e (tentar) atrapalhar a harmonia do casal: doenças na família, falta de grana, encheção de saco no trabalho… Essas variáveis entram num carrossel interminável e, acredite, não nos deixam em paz.

Se você pensar em desistir de casar por ter lido até aqui, sugiro que leia até o final. Agora vou descrever as vantagens do casamento, que também tem (várias) coisas boas:

- Ter alguém que te ame pelo que você é e que não se importa que você acorda descabelada e com bafo, que vai te achar linda do mesmo jeito;

- Que não se importa se você está de vestido de festa ou camisola, sem maquiagem, você é a mais linda das mulheres;

- Que, de repente, te abraça, te beija e diz que te ama. E faz todos os seus problemas desaparecerem como que por mágica, mesmo que só naquele instante;

- Rir bastante. Do seriado na TV, de alguma piada ou só porque gosta de te ver sorrir;

- Se preocupar com o que você sente e querer te consolar, mesmo que o seu maior problema do mundo seja a falta de chocolate na TPM;

- Chegar em casa depois de um dia difícil de trabalho e seu marido (ou esposa) estar em casa te esperando, com uma receita deliciosa prontinha.

Quem lê os meus textos desde que comecei no blog sabe que estou casada há 3 anos e meio. Para mim, minha lua-de-mel começou há um ano e meio. Estamos numa fase ótima em que já nos acostumamos com as manias e defeitos um do outro e, aí, só tem curtição. Claro que vez ou outra rola uma briguinha, mas é normal. Sendo assim, posso afirmar que vivo uma lua-de-mel tardia que está sendo uma delícia e espero que dure para sempre!

Palavra de casada

(Sílvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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A insegurança

10/11/2009

Luciana SabbagConheci um cara em um teste para uma peça de teatro. Saímos de lá juntos, conversando sobre artes cênicas e as dificuldades pelas quais os atores passam no Brasil. Pegamos o Metrô e, nesse meio tempo, trocamos telefone e até falamos um pouco sobre nossas vidas pessoais. Ele desceria na mesma estação que eu, pois morava no meu bairro, mas comentou que precisava ir ao centro encontrar sua namorada. Ele partiu e eu voltei para casa com ele na cabeça. “Que merda! Ele tinha MESMO que estar namorando?!”

Nós dois passamos no teste e nos encontramos, alguns meses depois, no primeiro ensaio. Com o tempo, fomos ficando mais íntimos. Nos telefonávamos, falávamos de nossas rotinas… Eu achava que não tinha a menor chance com o cara, afinal, ele namorava uma gostosona da televisão — dessas que dançam praticamente de biquíni nos programas da tarde de domingo.

Mas aí, ele me contou que havia terminado o namoro. Meus olhinhos brilharam e nossas conversas começaram a ter outras intenções.

Certa noite, ele me ligou dizendo que precisava ensaiar uma cena para o teste de uma novela e pediu que eu batesse o texto com ele. Me buscou e fomos para o seu apartamento (uma cobertura com uma vista maravilhosa). Passamos a cena dezenas de vezes até que ele estivesse pronto para o teste. Então ele me ofereceu um drink e ficamos na varanda do apartamento, olhando a linda noite que fazia lá fora. Clima, né? Óbvio! Ele me beijou.

De repente o negócio começou a pegar fogo e já corremos para o quarto. Quando ele começou a tirar a minha roupa… Pronto! Bateu a maior insegurança do mundo! Comecei a lembrar daquela mulher linda-maravilhosa-espetacular, dançando com aquele bumbum enorme e perfeito na televisão. Comecei a imaginá-lo tirando a roupa dela e olhando para aquele corpo perfeito… Não conseguia de maneira alguma tirar aquelas imagens da cabeça e parar de tentar imaginar o que ele estaria pensando ao olhar para o meu corpo (pô, tenho meus pneuzinhos, sou mulher normal, tenho celulite…). Concentração zero naquela transa. Fiquei toda cheia de vergonha, toda preocupada…

Essa insegurança foi tudo uma grande besteira! Sabe por quê? Ele se apaixonou por mim e começamos a namorar. Um dia ele me confessou que não tinha a menor paciência para a vaidade da ex e que ela só sabia pensar em corpo, em academia… Não tinha outro assunto. Era fútil e chata. Ok, não sou nenhuma modelo, não sou nenhuma gostosona da televisão, mas sei que sou uma companhia legal.

Se você não consegue evitar sua insegurança, então, pelo menos, tente evitar saber do passado do cara — é melhor não querer se comparar a possíveis gostosonas.

#ficaadica

Beijos,

Lu

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O cantor e a tiete 3

05/11/2009

Luciana SabbagJá contei aqui e aqui dois casos que tive com cantores de quem fui fã. Como prometi no Twitter, chegou a hora de contar o terceiro caso que, de longe, foi o mais bombástico — mesmo não podendo ser considerado um “caso” de verdade — o que mais marcou minha vida.

Também pudera! O bofe é pop, internacional, super ultra famoso, assediado por milhares e milhares de mulheres histéricas ao redor do mundo… Até hoje acho que é mentira. A sorte é que eu estava com duas amigas como testemunhas!

Quem lê o blog sabe que eu jamais falo o nome verdadeiro de algum bofe, principalmente se ele for famoso. Mas, nesse caso, acho que o cara nunca vai ler, entrar em contato e querer me processar, certo?

Vamos ao ocorrido: estávamos nós três no shopping Eldorado para uma sessão de autógrafos que o grupo Westlife faria na Saraiva Mega Store. O evento estava marcado para às 16h e, às 8h da manhã, a fila já dava a volta no quarteirão do shopping, pelo lado de fora.

Meu pai conhecia o chefe da segurança de lá e, claro, não pude deixar de usar deste artifício para levar uma vantagem. Liguei para o Carlão e pedi (PELO AMOR DE DEUS!!!) que desse um jeitinho para eu e minhas amigas vermos o Westlife de perto. Ele, então, pediu que nós o encontrássemos no estacionamento para que ele liberasse a nossa entrada pelos fundos.

Com os corações disparados, lá fomos nós. Esperamos, sentadas na garagem, até a hora em que a Van dos meninos chegou. Levantamos num pulo. Mas, como sempre mativemos o pacto das fãs sem escândalos, permanecemos em silêncio, apenas com os olhares arregalados como os de quem vê fantasmas.

Os quatro inglesinhos (um deles, o Kian, não pode vir ao Brasil) desceram da Van e vieram caminhando em nossa direção. Parecia um sonho — ainda mais para meninas de 16/17 anos. Todos nos cumprimentaram com beijinhos no rosto e eu, apaixonada pelo Shane (o mais feinho, claro!), não consegui tirar os olhos de Nicky. Simpaticíssimos, foram abraçados conosco, caminhando pelo corredor que dava acesso ao elevador privativo do shopping. Como não cabia todo mundo lá dentro, subiram o Mark, o Shane, três homens da produção (?) e um segurança primeiro. Esperamos o elevador voltar vazio e entramos eu, Bryan, minhas duas amigas, Nicky, o Carlão e mais um segurança. Sete pessoas em um elevador fica apertadinho, né? Me encostei num canto e o Nicky ficou de frente para mim, meio que me esmagando.

Olhos nos olhos… Ele me beijou. Meu coração quase saltou pela boca e, mesmo quase perdendo os sentidos, ouvi o Bryan fazer alguma piadinha para o segurança. Não vou dizer que o beijo foi incrííííível porque eu tava tão nervosa que beijei mal pacas — e ele é gringo, né? (Sem preconceitos). Não sei quantos segundos aquilo tudo durou, mas quando o elevador parou, ele finalizou o beijo com um selinho, olhou para o Bryan e deu um sorrisinho. Não entendi nada, mas eu também não estava nem aí.

Fomos pelo corredor que nos levava até a Saraiva ainda abraçados. Então eles entraram e nós tivemos de esperar. Sozinha com as meninas ali fora, eu gritei e perguntei se aquilo tinha acontecido mesmo ou era um sonho. Sim, o Nicky tinha me beijado mesmo.

Entramos na loja e o Carlão nos deixou furar a fila para que os meninos autografassem nossos CDs. Começou pelo Bryan, então veio o Mark e, quando chegou a vez do Nicky, ele deu uma piscadinha pra mim e eu soltei:

– Can I kiss you again?

Hahahaha. Atenção para o fora épico:

– No.

Fiquei totalmente sem chão, mas segui em frente para pegar o autógrafo do Shane.

CD Westlife

Capa do CD autografada. Na foto: Bryan, Mark, Nicky, Shane e Kian

Ok, foi só um beijo — e é óbvio que o cara não ia me beijar de novo na frente das fãs! — mas foi o beijo mais inesquecível da minha vida. E que eu sonhei com ele por anos, ah, sonhei!

Beijos,

Lu

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Flashback

03/11/2009

LeitoraA cena: night, Rio de Janeiro, Lapa, tudo lotado. Encosto em um canto para respirar. Olho para o lado e reconheço a menina que está ao meu lado, mexendo no sapato, reclamando que ele estava machucando seu pé:

– O sapato está machucando? Você não testou antes de sair de casa?

– Não. Esqueci. Está machucando muito.

– Você não sabe quem eu sou, não é, Fulana?

Olhar de espanto da parte dela, que me pergunta:

– Você me conhece? De onde?

– Estudamos juntas na escola.

Ela para, me olha e fala:

– Andrea!

– Isso mesmo.

E eu dou um sorriso.

Na sequência, ela diz:

– Toda vez que me falam de você eu lembro de uma cena em um recreio da escola quando tínhamos 18 anos. Eu reclamava: “se o mundo acabasse hoje, eu morreria virgem”. Você me olhou e falou apenas: “eu não”. Morri de inveja.

Agora imaginem só: a menina era toda assanhada, classificada como piriguete na escola. Era virgem. Eu, a nerdzinha que lia nos intervalos na biblioteca, não era mais. A vida é irônica, não é mesmo? E depois de 8 anos sem ver a Fulana, ela se lembra justamente de um momento bombástico meu. Foi com essa memória que marquei a vida dela.

Palavra da leitora

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