Quando você descobre (ou finalmente consegue aceitar) que gosta de alguém do mesmo sexo, um misto de emoções se encontram: felicidade, medo, angústia etc. Se essa descoberta/aceitação acontece quando você ainda mora com seus pais, então, é um Deus nos acuda! Porque, convenhamos, todos os pais e mães desse Brasil, sonham com uma vida de ouro para seus filhinhos: casamento perfeito, casinha branca com cerquinha, filhos e um trabalho bacana.
Todo pai quer ter o filho jogador de futebol (mesmo que de várzea), pegador das menininhas e o mais popular da escola. Toda mãe quer ter a filha com vestidinho rosa (sendo independente também), estudiosa, aplicada e que namore com rapazes direitos e honestos.
E quando a gente não atende a essas expectativas? E quando começa a pressão para saber porque você não tem namorada? Por que você só anda com aquele bando de amigas, ou com aquela amiga especial, pra cima e pra baixo? É normal, é comum, é do ser humano ficar encanado com isso, alguns ficam encanados para sempre — a ponto de nunca sairem do armário. Agora uma dica meu amor: Nárnia, o mundo encantado dentro do armário, é só um faz-de-conta embolorado. Tem hora que o mofo do armário cansa e, se você não tem aquela estrutura psicológica, cai.
Não, queridos leitores, não estou dizendo que o bom mesmo é sair por aí se assumindo, sair vestido de arco-íris e fazer showzinho (agarração e pegação) no meio da rua, porque até para os héteros isso é feio e meio disgusting. Estou falando que o bom da vida — ou da sua vida — é você não encanar muito com o “medo” da sociedade. Porque olha, no final das contas, quem sabe da sua vida é você e, PRINCIPALMENTE, quem paga suas contas é você (ou seu marido/namorado).
Lembro muito bem de um papinho que tive com meu primeiro boyfriend, aquele que durou 3 anos:
Ele: A gente tem que se importar com as pessoas, sim, porque a gente vive em sociedade.
Eu: Sim, mas tudo tem limite. Todo mundo tem privacidade, todo mundo tem seus próprios problemas, a gente não pode viver o tempo todo na ‘redoma’, mas ela tem que existir.
Ele: É, acho que sim.
Eu: É, sabe por quê? Porque a gente, muitas vezes, se estressa com uma besteira do tipo “fulana não pode saber de jeito nenhum sobre mim. Vai ser o fim!” e, no final, fulana já sabia há muito tempo. Tudo já estava resolvido.
Ele: É, um dia, tudo se resolve.
E se você está em dúvida sobre aquele relacionamento/caso/ rolo… ou se simplesmente deve ou não contar pra seus pais ou amigos sobre você, saiba: tudo se resolve mesmo! Até quando a gente não espera.
(Metheoro – http://twitter.com/metheoro)















