Arquivo de Agosto, 2009

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Quando me apaixonei por um gay I

31/08/2009

Luciana SabbagMeus amigos gays dizem que há uma “categoria” de mulheres que adora homens homossexuais. Elas são apelidadas de “Lulus”.

E eu já ganhei esse apelido não só pelo fato de me chamar Luciana.

Todo mundo sabia que o Bruno* era gay. Não havia dúvidas, apesar de nunca tê-lo visto com outro homem.

Ele fazia parte da produção de um espetáculo no qual eu atuava. Durante todos os ensaios, eu me derretia lá de cima do palco, olhando para ele. Sim, ele era um gato!

Fizemos uma festa para arrecadar dinheiro para a produção da peça e eu fui encarregada de ficar na recepção do evento. As pessoas chegavam, me davam seus ingressos e, em troca, eu lhes dava um vale-drink e uma pulseirinha de identificação, e levantava a corrente da porta para deixá-las entrar.

Quando o Bruno chegou, segui os três primeiros passos, mas não levantei a corrente.

“Onde você pensa que vai?” — eu disse, com as mãos no batente da porta, impedindo a passagem dele.

Ele chegou pertinho, me deu uma bela de uma encoxada e me beijou.

OMG! Que gay que nada! Se fosse gay não me pegaria daquele jeito!

E aí… eu me apaixonei (ah, lógico!).

Ficamos a noite toda e durante todos os ensaios do espetáculo que se seguiram.

Ele nunca demonstrou qualquer sentimento por mim. Quando nos víamos, ficávamos. Só. Não rolava telefonemas, emails nem nada. Mas, na minha cabeça, já estávamos até namorandinho (sem um pedido oficial). E foi assim por mais ou menos dois meses. Amassos fortíssimos, pegadas avassaladoras… Até que ele começou a me evitar pra valer.

Ele combinava algum programa com os amigos, eu ia e ele não aparecia. Eu “perseguia” o menino porque sabia que era só encontrá-lo para que rolasse alguma coisa. Mas, de repente, não estávamos nos encontrando mais. Eu não entendia o que estava acontecendo, mesmo ouvindo o mundo me dizer que ele era gay. Eu tinha a certeza de que ele gostava de mim e tinha o maior tesão quando estava comigo. “Não, ele não é gay!”

Aí eu vi exatamente aquilo que minha ilusão não me deixava acreditar.

Um amigo nosso ligou para ele, perguntou onde ele estava e me levou para a porta do lugar, sem avisá-lo. Ficamos ali, de tocaia, esperando para tirar a prova. Dito e feito: o Bruno saiu daquela casa, acompanhado de um homem, olhou em volta — para checar se não havia nenhuma “má língua” por lá — e beijou o cara ali, na calçada. Desatei-me a chorar. Mas passou: eu entendi que o que ele queria, eu não poderia oferecer-lhe.

Dizem que o Bruno está “casado” com um homem. Torço para que esteja feliz.

Essa foi só a primeira vez que me apaixonei por um gay. É, não é à toa que me chamam de “Lulu”.

Lu

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Reencontro

27/08/2009

Camilla Conde

Dia desses recebi um email de uma pessoa que não vejo há anos. Para ser mais exata, não o vejo há mais de seis anos. Minha história com o Bruno* é um pouco diferente das que eu já escrevi aqui.

Nos conhecemos por meio de uma amiga em comum e nos tornamos “inimiguinhos”. Eu não fui com a cara dele e nem ele com a minha. Ele foi um ogro e eu idem, mas mesmo assim continuamos saindo juntos, a turma era boa demais e eu queria mais era que ele morresse.

Um belo dia, ou melhor, noite, em uma balada regada a álcool e drogas, rolou. Foi engraçado e, sinceramente, muito bom ver aquela pessoa que me tratou tão mal no dia em que nos conhecemos vir atrás, tentar ficar comigo e confessar que me tratava daquela forma idiota por que estava a fim. Apesar de eu pensar “palhaço”, meu ego agradeceu e eu gostei de ficar com ele.

Enfim, o que importa aqui não é isso. O que importa é que ficamos juntos um tempo, foi tudo muito legal, mas dessa vez eu sabia que tinha hora certa de acabar.

Desde o início, eu sabia que ele ia embora do Brasil. E pior: que ele tinha uma pessoa esperando por ele em seu destino. E ele foi. Passou. Passou seis anos e agora ele está de volta. Vamos nos ver. Falar de tudo que aconteceu, está acontecendo, vai acontecer.

Será muito bom reencontrá-lo. Expectativas? Err. Se eu falar que não, estarei mentindo. Vou rever alguém querido e isso sempre gera expectativas. Ou não? Seriam coisa da minha cabeça? Desculpinhas?

Bom, não sei. Vamos só ver se isso vira um outro post.

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Saudade do que nunca tive

25/08/2009

Priscila Von MühlenEra aniversário dela. Ninguém fez festa, não deram importância.

Foi um dia como qualquer outro em sua vida, salvo sua conversa no msn com um cara que tornou sua vida especial por algum tempo.

Alguns problemas e um pouco de interesse pelas mesmas coisas fizeram com que a vida da moça cruzasse com a do rapaz em questão. Conheceram-se na casa de uma amiga em comum. Muito sofrida com suas desilusões, a moça ficou quieta em seu canto. E o rapaz, por sua vez, também não teve grandes manisfestações de interesse na ocasião. Outro dia encontraram-se e passaram o dia passeando e, sabe-se lá por qual motivo, resolveram dormir juntos. Tudo muito intenso, surpreendente, excitante…

Mas e o depois? Continuou tudo como antes, conversas à distância e a relação profissional entre os dois. Até que resolveram novamente que deveriam se reencontrar. Dessa vez foi tudo ainda mais maravilhoso. Mais intenso e ainda mais excitante… Os detalhes de tudo são lembrados por ela… Cada suspiro, cada palavra, cada toque…

Eis que, um dia, o que estava indo bem na medida do possível, não existia mais. Por obra do destino, o pouco que existia acabou. Não da parte da moça, mas pelo bem dos dois. Foi o melhor a ser feito.

A moça ficou” chupando o dedo”, até porque já havia um certo envolvimento dela. E até hoje eles se falam, apenas profissionalmente. Nada mais foi falado sobre aqueles dias…

Esse post poderia ser sobre mim ou sobre uma personagem, mas quantos de nós não passamos por isso?

No início de uma história o que parecia que ia dar certo, que era o melhor, acabou sem ao menos começar?

Eu tenho muitas histórias que sequer começaram e já tiveram fim…

Hoje, ainda lembro de tudo, nada foi apagado da minha mente…

Ficou aquela sensação de dúvida: “E se tivesse dado certo, como seria?”

Me incomoda toda imensa saudade do que nunca sequer tive…

Alguém aí já passou por isso?

Um beijo,

Pri

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Documento

21/08/2009

Luciana SabbagConheci o Rodrigo* no meio da rua. Estávamos eu e minha amiga Paula, passeando pela Alameda Santos, quando dois meninos lindos de morrer passaram por nós, de patins.

Devíamos ter uns 16 anos, mas nenhum pingo de vergonha na cara. Assim que os gatões passaram, falamos bem alto:

– Nossa!!! Que gatos!!!

Os dois olharam e sorriram. Nós já estávamos planejando quem ia ficar com quem. Eu queria o moreno e ela, o loiro. Eles foram até a esquina, deram meia-volta e vieram em nossa direção.

Sorriram de novo e adentraram a praça à nossa frente. Era um sinal para que nós os acompanhássemos. Sentamos em um banco qualquer e eles, logo, sentaram-se no banco ao lado. A tarde já estava no fim quando, finalmente, eles decidiram puxar papo conosco.

A primeira pergunta que fiz ao Rodrigo, o moreno de olhos verdes, foi sobre sua idade. Dezenove anos naquele corpão de homem feito. Rodrigo era alto e sarado — tinha até seis “gominhos” no abdômen — e era o homem mais bonito com quem eu já havia estado.

Já era noite e eu precisava voltar para casa. Eu tinha saído escondido e tinha de tomar o ônibus o quanto antes. Os meninos nos acompanharam até o ponto e nada do transporte chegar. A Paula ficou com o Felipe e eu e o Rodrigo só ficávamos no papo.

Perguntei se ele namorava, ele disse que não. Depois de mais de duas horas de conversa, eu beijei o menino (sempre fui mulher de atitude!) e me apaixonei NA HORA!

Ficamos juntos por alguns meses. Comecei a descobrir uma mentira atrás da outra: ele não tinha 19 anos, mas 15; não tinha carro, como ele dizia; e o pior, ele namorava.

Brigamos muito, discutimos por horas, mas eu… Amava demais para deixar que o namoro acabasse. Durante um ano, terminamos e voltamos incontáveis vezes, até que ele colocou o ponto final em nossa história. Continuamos nos vendo, como amigos e parceiros de trabalho — eu era modelo fotográfica para os alunos do curso de fotografia da Escola Panamericana de Arte e, como eu achava que o Rodrigo era lindo demais para ser anônimo, arrumei o mesmo bico para ele.

Chegamos a fazer fotos nus, em cenas picantes e beijos sensuais, mas tudo ficava ali dentro dos estúdios.

Dois anos se passaram desde que nos conhecemos, quando resolvi que queria perder a virgindade com ele — e, se não fosse com ele, não seria com mais ninguém.

Planejei tudo. Fomos para a balada com uns amigos e eu passei a noite inteira tentando beijá-lo. Ele recusava, dizia que tinha prometido nunca mais trair sua namorada e até me fez chorar no meio da danceteria. Enchi a cara, fiquei bêbada e me humilhei nas declarações.

Lá pelas 4h da manhã, saímos da balada. Sugeri que fôssemos todos a pé para a minha casa, que ficava perto dali, até dar a hora dos ônibus começarem a passar (todos menores de idade, ninguém tinha carro).

A Paula ainda ficava com o Felipe e deu um jeito de sumir com ele para outro lugar. Levei o Rodrigo para minha casa. Minha família estava viajando e eu sabia que não tinha como dar errado.

Ficamos ouvindo música no meu quarto e, finalmente, nos beijamos de novo. Eu estava tão eufórica — não poderia perder a oportunidade de transar com ele, pois não sabia quando eu teria outra chance igual àquela.

Deitamos em minha cama, tiramos nossas roupas e…

Quando olhei para o dito cujo, meus amigos, não consegui. Definitivamente.

Eu era virgem, mas já “conhecia bem” o “segundo cérebro” masculino. Eu nunca vi algo tão grande, tão grosso e tão… tão assustador! Aquilo jamais passaria pela minha virgenzinha. Jamais!

Então eu não quis mais. Não quis nem tentar. Fiquei triste por não ter dado pro cara que mais tinha gostado na vida, só que não falei pra ele. Disse que não tinha certeza se havia chegado a hora mesmo.

Ele foi embora e eu liguei para a Paula.

– Amiga… Sabe aquelas embalagens de bom ar? Era tipo isso… Gleid, sabe?

Sempre que eu e a Paula nos lembramos da minha paixão avassaladora pelo Gleid (como apelidamos o Rodrigo), caímos na mesma filosofia: homem é tão bobo em “se achar” só porque tem o pau grande! Mal sabem eles que a maioria gosta mesmo é dos “proporcionais”. Eu deixei de transar com o Gleid justamente por causa de seu maior orgulho. E ele ainda enchia a boca pra dizer que o dele era “o maior”. Perdeu, gatinho!

Lu

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Tempo perdido

20/08/2009

LeitoraEu e Ricardo* nos conhecemos pela internet e tínhamos um grupo de amigos em comum. Várias vezes fomos ao shopping juntos e, rapidamente, nos tornamos grandes amigos, afinal, era impossível não querer ser amiga de uma pessoa tão doce quanto ele.

Ficávamos horas na internet jogando conversa fora. Lembro-me de muitas vezes olhar no relógio e já estar na hora de ir trabalhar sem nem, ao menos, ter dormido um segundo. No telefone também não era muito diferente. Uma vez ele me ligou no celular e ficou mais de duas horas!

Quando meu aniversário chegou, fiz uma festa em meu sítio e ele, obviamente, compareceu. Mas naquele dia ele estava diferente, me abraçando com mais freqüência, dando beijos em meu rosto toda hora e dando indiretas em tom de brincadeira. Até que uma hora em que estávamos sozinhos, ele se aproximou de mim e disse:

– Você só me dá corda, mas ficar comigo que é bom, nada!

– Você que só fala, ao invés de FAZER -- respondi em um impulso que até hoje não sei de onde veio pois, até então, eu só o via como amigo.

Ele abriu um sorriso enorme, se aproximou de mim, colocou as mãos em meu rosto e me beijou como se eu fosse a pessoa mais preciosa da face da Terra. Foi um beijo suave, demorado e cheio de carinho. O beijo dele era perfeito, e seus lábios se moldavam com precisão aos meus. Ficamos o dia todo juntos mas, para mim, ainda era muito estranho beijar e receber carícias de uma pessoa pela qual eu sentia uma amizade tão pura. No final do dia, ele tirou a corrente com pingente de sol e lua que estava em seu pescoço (que ele usava desde que eu o conheci),e colocou-a no meu, dizendo que era meu presente de aniversário e que era para nunca me deixar esquecer daquele dia.

Depois disso, ficamos uma semana sem nos falar e, nesse meio tempo, o cara por quem eu era extremamente apaixonada me telefonou, me chamou para sair, ficamos, ele me pediu em namoro e, em menos de dois dias, colocou uma aliança prateada e reluzente no meu dedo. Sim, foi tudo muito rápido, surpreendente e intenso.

Esse meu namorado era psicótico ciumento e não me deixava falar com ninguém do sexo masculino que não fosse meu pai e meus irmãos — até do meu primo ele tinha ciúmes.

Fomos a um barzinho com os amigos dele e, no meio da noite, fui ao banheiro. No caminho encontrei o Ricardo, que me cumprimentou com um abraço (e eu, besta como era, morrendo de medo que meu namorado visse).

– Oi, como você está? Sumiu hein? – disse ele. (Fazia 15 dias que tínhamos ficado, e depois disso, realmente não nos falamos).

– Não sumi não, estou no mesmo lugar. Você não me ligou também – respondi.

Ele foi segurar minha mão como, às vezes, fazia e senti seu olhar paralisar. Ele tinha visto a aliança.

– Você está namorando?

– Eu ia te contar. Me desculpe. Foi tudo muito rápido e… – não consegui terminar de falar quando percebi que seus olhos estavam vermelhos e carregados de lágrimas.

– Eu queria ter sido especial para você.

– Mas você foi… Quer dizer, você é! Você é, sem dúvida, um dos meus melhores amigos.

– Eu não queria ser só seu amigo.

Enquanto procurava as palavras corretas a dizer, senti um puxão em meu braço. Era meu namorado que tinha ficado preocupado com minha demora e tinha ido atrás de mim. Com muita grosseria, ele me puxou, não me deixou me despedir do Ricardo e me levou de volta para a mesa. Naquela época, eu era muito boba e apaixonada pelo meu namorado que nem contestei. Mas fiquei muito chateada com a tristeza de meu amigo — eu realmente não havia percebido que ele era apaixonado por mim.

O namoro durou 7 meses e, em todo esse tempo, não conversei com o Ricardo. Eu pedi desculpas a ele e, como eu disse, ele era muito doce e me desculpou por todas as coisas erradas que tinha feito. Claro, nossa amizade não voltou a ser como era antes. Sempre falava comigo no MSN, me deixava um “bom dia” no Orkut, mas não me telefonava mais.

Meses depois, em uma quinta-feira, meu celular tocou e meu coração se encheu de alegria ao ver o nome dele no visor.

– Oi, tudo bom? Queria saber se eu poderia te ver na terça-feira que vem, na hora da saída da sua faculdade? — perguntou ele.

– Claro! Eu iria amar, estou morrendo de saudades de você.

– Que bom. Porque se demorarmos muito, a próxima vez que você me vir, eu estarei de terno e gravata.

– Por quê? -- perguntei confusa.

– Ué, na sua formatura. Não vai me dizer que você se esqueceu que prometeu que eu serei seu padrinho?

– Ah sim, não esqueci. É que falta tanto tempo para formatura, que nem imaginei que fosse isso. Deus me livre ficar todo esse tempo sem te ver.

– Terça-feira então, às 22h. Estarei lá.

– Ficarei esperando. O que vai fazer no final de semana?

– Vou à praia com uns amigos.

– Bom divertimento. Bom final de semana.

– Obrigado, para você também.

Desliguei o telefone, na esperança de que finalmente nossa amizade estava entrando nos eixos novamente. E que, talvez, ele tivesse se afastado porque precisava daquele tempo para superar, mas agora, tudo voltaria nos eixos.

O final de semana passou, e a segunda-feira chegou (ela sempre chega!). Eu estava no trabalho, em uma correria como sempre, quando meu celular tocou e era um número desconhecido.

– Oi, é a Letícia*, tudo bom? – Letícia era uma conhecida, muito amiga do Ricardo, mas que eu não tinha muito contato.

– Tudo bom sim, e com você? — respondi, confusa, afinal, ela nunca tinha me telefonado antes.

– Não, não estou bem. Olha, o que eu tenho para te dizer é péssimo. O Ricardo foi à praia com uns amigos no sábado, o mar estava muito forte, não sabemos direito o que aconteceu, se ele caiu em um buraco ou se teve uma câimbra…

– Ele está bem? Onde ele está? – perguntei quase gritando e em pânico.

– Ele faleceu — ela disse, começando a chorar.

– Não pode ser…

Meu coração parecia que tinha sido dilacerado. As lágrimas escorriam aos montes e meu choro era muito alto. A Letícia prometeu que me ligaria novamente com as informações do velório e desligou. Minhas colegas de trabalho entraram em minha sala, assustadas com meu choro, mas eu não conseguia explicar o que estava acontecendo.

Não tive coragem de ir ao velório. Não queria vê-lo de terno e gravata, mas em um caixão ao invés da minha formatura. Não suportaria vê-lo ali.

No dia seguinte, a terça-feira, quando deu as 22h, eu sai da faculdade, com uma esperança boba de que tudo tinha sido um engano e que ele estaria ali, me esperando. Obviamente, ele não estava.

Foi o maior #prontocaguei da minha história. Não só por ter machucado o coração dele. Mas também por ter perdido tanto tempo, ficando longe dele, por causa de um namorado besta. Por não ter procurado por ele pessoalmente depois. Eu sei que não o procurei porque quis dar a ele o espaço que achei que ele precisava, mas ainda assim. Se eu soubesse que teria tão pouco tempo com ele…

A ultima vez que o vi, ele estava com os olhos cheios de lágrima, dizendo que queria ter sido especial para mim. Ele foi e é muito especial para mim. Espero que, onde quer que ele esteja, saiba disso. Já tem dois anos que ele se foi e não tem um dia que eu não me lembre dele…

#prontocaguei³³³³

P.S. Na minha formatura, chorei horrores e rezei para que sua alma, de alguma forma, estivesse ali comigo. Meu padrinho foi o meu irmão, mas no coração, foi o Ricardo.

Palavra da Leitora

(Juliana Marotti – http://twitter.com/jumarotti)

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Um desabafo

18/08/2009

Luciana SabbagEscrevi diário dos 7 (assim que fui alfabetizada) aos 18 anos. Até hoje, ainda pego meus “caderninhos enfeitadinhos” e os completo com uma confissão ou outra, um desabafo ou outro.

Dia desses, folheando o caderno que uso para as reuniões da empresa (!), encontrei duas folhas perdidas lá no meio, com um texto que escrevi pouco depois do término do meu último “namoro sério” (uma história que ainda contarei a vocês, que me fez sofrer como nenhuma outra e que me deu vontade até de desistir de tudo — mas deixemos isso para outra ocasião).

Eu não queria publicar esse texto, mas duas pessoas insistiram (o @paulofodra e o @faneco) e eu, como sou muito legal (hahaha), acabei cedendo.

Segue:

“Hoje faz dois meses que o Marcos* terminou comigo. Ainda estou muito abalada. Durante todo esse tempo — que sei que não é muito, mas é bastante — não houve um dia sequer que não lembrei dos nossos momentos juntos ou que não imaginei que ele voltaria para mim.

Por que eu ainda acho que ele voltará? Isso é intuição ou ilusão? Acho que ando confundindo as duas coisas. Estou sendo fraca em não aceitar que tudo acabou? Por que não consigo acreditar que ele nunca mais será “meu”?

Tantas juras de amor, tantas declarações, tantas promessas… Eram todas falsas? Se eram mentira, por que ele as contou? Para me machucar? Por quê?

Tudo — exatamente tudo — que eu faço, me lembra ele. Deito em minha cama e recordo-me do tempo em que ele dormia ao meu lado, me abraçando, me fazendo carinho, fazendo sentir-me segura. Lembro-me de deitar em seu peito e me sentir amparada e protegida.

Abro meu armário e ainda vejo peças de roupas dele penduradas no cabide. A escova de dentes dele ainda está lá, do ladinho da minha. Lembro-me de quando escovávamos os dentes juntos, fazendo caretas para o espelho e dando risadas altas, antes de dormir. Pego minhas fotos e vejo dezenas e dezenas de imagens que registraram nossos momentos mais felizes. Abro minha caixinha de recordações e encontro vários dos recados que ele me deixou.

Até quando tomo banho, lembro-me dele, fazendo a barba enquanto eu lavava os cabelos. Também me lembro dele tomando banho enquanto eu fazia escova na frente do espelho.

Mesmo quando saio para passear com meu cachorro, lembro-me de nós dois, andando de mãos dadas pelas ruas nas manhãs de domingo. E quando saio do meu prédio, ainda vejo seu carro estacionado ali na frente. Aliás, cada carro igual ao dele que encontro na rua, me faz olhar eufórica para o motorista, na esperança de, um dia, cruzar com ele por aí.

Mas não. A gente não se encontra. A gente nem se fala. E isso é o que mais me dói. Uma vez, em uma de nossas brigas, eu sugeri que terminássemos. Ele chorou e disse:

– Se isso acontecer, eu jamais me perdoarei por ter perdido a mulher da minha vida!

E isso foi uma semana antes de ele terminar comigo. Quando terminamos, ele disse:

– Não quero perder o contato com você. Você foi a pessoa mais especial que eu já conheci. Você me ensinou muito, me fez crescer…

Então eu me pergunto, quase todos os dias, por que ele não fala mais comigo? Por que ele não me procura? O que será que ele sente em relação a mim? Será que ele não tem curiosidade em saber como estou? Será que ele não tem ciúmes em pensar que posso estar com outra pessoa? Sempre penso que sim. Mas acho mesmo é que me iludo com isso.

Peço tanto a Deus que tire-o do meu coração (e, principalmente, dos meus pensamentos), mas não estou vendo resultados. Ainda estou sofrendo demais. Ainda sinto muito a falta dele. Me sinto sozinha, com um vazio enorme dentro de mim… Estou, agora, procurando conhecer outras pessoas, mas… Parece que não há mais ninguém no mundo, além dele.

Nossa intimidade foi tamanha que não me imagino com mais ninguém. Até saí com outros caras, mas a comparação é inevitável. Fico pensando se um dia vou conseguir me entregar para outro como me entreguei a ele. Será que serei tão feliz como fui?

Tenho medo. Medo de ser feliz de novo e perder tudo mais uma vez. Medo de não conseguir confiar nas pessoas. Medo de não ser amada como fui (ou acho que fui). Medo de não encontrar alguém tão especial quanto ele.

Tudo o que eu mais queria na vida é que ele voltasse para mim.

Tenho medo de ele nunca mais querer voltar. Medo de saber que esse fim foi de verdade.

Não sei o que fazer. Nem sei se há o que fazer.”

Resolvi postar esse desabafo para mostrar a vocês que, sim, a gente sofre, a gente chora, a gente acha que o mundo vai acabar quando a gente perde “o amor da vida da gente”, mas… tudo passa.

Pode demorar um dia, uma semana, um mês, um ano… Mas passa.

Às vezes, é preciso algum “remedinho” para nos animar, como um ombro amigo, um terapeuta, um novo caso… E não sintam-se mal por terem de recorrer a esse tipo de ajuda. Todo mundo passa por isso na vida — uma hora ou outra (e não só uma vez!).

E hoje eu agradeço por ele não ter voltado — foi muito melhor para mim. De verdade!

Beijos,

Lu

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Miss Simpatia

17/08/2009

Priscila Von MühlenNunca fui a mais bonita da turma. Nem miss, nem rainha de nada.

Em contrapartida,sempre fui simpática e atenciosa com as pessoas. Sempre fui muito popular.

Eu namorava o Alfredo (outro de nome  duvidoso, eu sei) havia uns 6 meses quando deu-se o fato que narro a seguir:

Estávamos conversando com uns amigos em frente a uma danceteria, quando chegou o Lisandro — amigo que o Alfredo mais tinha ciúme. Ele veio conversar conosco e eu, já sabendo do temperamenteo exclusivo do Alfredo, resolvi não fixar o olhar no amigo dele, embora estivéssemos os 3 conversando.

Como eu odeio conversar sem olhar nos olhos da pessoa, passei a olhar dentro dos olhos do Lisandro para responder a conversa e o Alfredo percebeu. Neste momento, ele começou a “espremer” meus dedos que estavam entrelaçados em suas mãos. Eu não entendi e segui conversando amenidades.

Então, o Alfredo aproveitou-se de minha baixa estatura e me abraçou forte contra seu peito, quase me sufocando, me acusando de olhar e paquerar seu amigo. Naquela hora eu vi na furada em que estava me metendo e pedi para ele me levar pra casa.

coroa_princesaResolvi acabar porque, junto dele, eu nunca conseguia ser eu mesma, dar atenção para as pessoas nem me divertir.

Confesso que, muitas vezes, esta “simpatia” já foi considerada interesse pela classe masculina. Alguns homens acham que, se você é simpática, está dando mole. E não é bem assim. Com o tempo, aprendi a ser simpática até com quem me deu o fora, apesar dos pesares.

E isso não é forçado, é natural. Ser atenciosa e gentil para com os demais, para mim, é básico. Se eu vou ter que abdicar de alguns relacionamentos por causa disso, é outra história.

Com este post, volta uma questão que faz parte do meu pensamento há alguns dias:

Até que ponto vale dobrar-se às vontades do outro e abdicar de você, das coisas que você gosta e do jeito que você, de fato, é?

Confesso muitas vezes ter feito só o que o outro queria e esquecido um pouco de que eu também tenho as minhas vontades. Não vou deixar de ser gentil com as pessoas, mudar minha personalidade e meu jeito alegre só porque o outro tem ciúmes.

Já ganhei o pejorativo apelido “Miss Simpatia” de um ex-namorado ciumento. Usei o trocadilho para dar nome a este post.

Simpática ou não, namorando ou não, o que importa é que sempre tenho pessoas que me querem bem à minha volta.

Isso não tem preço.

Não deixe de ser você mesmo por ninguém, hein?!

Um beijo,

Pri

Próximo!

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A solução

17/08/2009

A Melhor das IntençõesMais um email que recebemos, achamos “engraçadinho” e resolvemos compartilhar com vocês:

A solução para os problemas das mulheres

Se você quer alguém que te traga o jornal sem primeiro desmanchá-lo, para tirar a parte dos esportes…

Compre um cão!

Se você quer alguém disposto a se tornar ridículo simplesmente pelo prazer de te ver…

Compre um cão!

Se você quer alguém que coma o que você colocar na frente dele sem comentar que não é tão bom quanto o que a mãe dele fazia…

Compre um cão!

Se você quer alguém disposto a sair com você, a qualquer hora e por quanto tempo quiser…

Compre um cão!

Se você quiser alguém que nunca toque no controle remoto, não dê a mínima para futebol e sacanagem;

Alguém que consegue sentar a seu lado enquanto você vê um filme romântico…

Compre um cão!

Se você quiser alguém que fique contente em se deitar em sua cama só para esquentar seus pés, e quem você poderá expulsar se roncar…

Compre um cão!

Se você quiser alguém que nunca critica o que você faz, e que não liga se você é bonita ou feia…

Compre um cão!

Se você quer alguém que não liga se você é gorda ou esbelta, jovem ou velha…

Compre um cão!

Se você quer alguém que aja como se cada palavra que você diz vale a pena escutar, e te ame incondicionalmente, perpetuamente…

Compre um cão!

Por outro lado, se você quiser alguém que nunca venha quando você chama; te ignore quando você chega em casa; deixe pêlos por todos lados; passe por cima de você; saia a noite toda e só volte para casa para comer e dormir e se comporte como se toda a tua existência seja somente para garantir a felicidade dele…

Então, minha amiga, compre um gato!

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Pergunta da leitora: “Será que é o fim?”

15/08/2009

Glaucio Henrique“Tenho 22 anos e namorei um cara quase 3 anos mais novo, durante 9 meses. Ele, desde sempre, se mostrou o cara que eu sonhei pra mim, sempre muito atencioso e romântico mas, com o tempo, foi se tornando possessivo demais e desconfiava até da minha própria sombra.

Nas férias, ficamos um pouco distantes, afinal ele morava há 7 horas da minha cidade, mas nos falávamos todos os dias por telefone e MSN. Só que o fato de estarmos longe me fez refletir se era esse tipo de relacionamento que eu queria pra mim. Eu estava cansada das cobrançase acusações sem motivo dele. E foi então que ,em uma das minhas saídas, conheci um rapaz, que me chamou muita atenção, pelo fato de ser totalmente liberal, mente aberta.

Pedi um tempo ao meu ex. Ele se mostrou muito chateado e pediu para que eu pensasse durante 2 semanas. Pensei muito mas, enquanto pensava, passei a sair com “o rapaz mente aberta”. Com ele, não havia nem um tipo de cobrança e ele me dava a maior atenção do mundo. Foi quando eu tive a infeliz idéia de terminar. Digo infeliz porque, em uma semana, o “mente aberta” resolveu sumir do mapa, sem dar nenhuma explicação.

Resumindo, fiquei sozinha. Fui para o carnaval, beijei algumas bocas e tudo o que eu sentia era um enorme vazio dentro de mim. Liguei para o meu ex, dizendo que o amava e queria conversar.

Antes de nos vermos, trocamos vários scraps românticos e eu voltei a acreditar que, apesar do ciúmes, ele era o cara perfeito pra mim. Eis que chegou o dia de conversarmos. Nos beijamos assim que nos vimos, mas ele achou melhor não voltarmos, apesar de ser o que ele queria –  disse para eu pensar durante a primeira semana de aula (leia-se MUITAS festas). Eu argumentei de todos os modos possíveis que também estava certa do que queria e que essa semana solteira, só traria problemas para nós, mas foi em vão.

Fiquei super mal, mas resolvi que não ficaria dentro de casa esperando o tempo passar… Fui em várias festas e em uma delas lá estava ele, que mal me cumprimentou. Me senti um lixo e me afoguei em vários copos de cerveja, até que um cara LINDO, começou a dançar comigo e eu (ainda não entendo o porquê) o beijei.

Depois desse dia, o meu ex começou a criticar todos os meus atos (a ponto de eu não ter mais vontade de sair de casa) e entre beijos, brigas e conversas, ele resolveu que não queria mais voltar, devido ao ocorrido. Eu me senti e ainda me sinto muito culpada… Com isso, me humilhei, me declarei, pedi perdão, mas nada adiantou.

Só então, com 2 meses de término, eu resolvi tirar tudo o que havia dele no meu Orkut — mas o curioso é que as minhas fotos continuaram no Orkut dele até uma semana atrás (3 meses depois), talvez pelo fato de eu não ter respondido a um pedido de desculpas que ele me mandou por depoimento.

Ainda estou sofrendo muito, mas não mais sei o que fazer, principalmente porque a gente quase não se fala e agora que ele tirou as fotos, sinto que foi o fim de verdade. O que você acha?

Desde já agradeço a sua atenção.

Um abraço ansioso,

Thaysa”

Querida “atrapalhada” leitora,

Que confusão essa sua história, hein?

Lendo todos os acontecimentos que você relatou, pude identificar uma série de erros (de ambas as partes) que, se vocês tivessem, em algum momento, parado para ter uma conversa madura, nada disso teria acontecido. Como os dois “cagaram no mato”, fica mais fácil resolver essa “pendenga”.

Não vou comentar o fator “idade” porque isso não influencia nada. Tudo depende do quão “adulta” a pessoa é para levar um relacionamento, mas seguem, abaixo, as cagadas que encontrei no seu antigo relacionamento e que, tendo paciência e dialogando com o indivíduo aí, com certeza o resultado será positivo para ambas as partes.

1º Erro: Possessividade — clássico sentimento encontrado em pessoas INSEGURAS! Quando um dos lados não “confia no taco”, se sente inferior, tem medo de perder a(o) parceira(o), ele passa a fantasiar situações desagradáveis como a traição. Coloca tanto na cabeça que a(o) companheira(o) está aprontando, que começa a fazer daquilo uma verdade. Nesse momento é que começam as acusações sem cabimento, as provocações, as brigas… enfim… sabe qual o resultado disso? A pessoa que fantasia tanto que está sendo traída, acaba usando esse sentimento como um pretexto para trair. Pode acreditar. E digo mais… pessoas muito ciumentas têm culpa no cartório. #fato.

Como resolver isso: CONVERSA FRANCA! — no primeiro indício de frescurite notado no companheiro, seja direta e convicta em dizer: “Fulano, é o seguinte: estou COM VOCÊ porque gosto muito de você. Posso ir a qualquer lugar, sair, viajar, trabalhar, enfim, posso fazer N coisas durante o meu dia, mas ‘é por você que eu fecho os olhos’… Então, comece a acreditar em mim ou vamos parar por aqui! Não estou com você para curtir com sua cara… não gosto disso… chega!” — fale com firmeza e já era. Assunto resolvido. Esse é um tipo de diálogo que não pode acontecer falando feito bebezinho. Vá pra cima com uma voz bem Darth Vader.

2º Erro: Deixar que a carência tome atitudes por você — imagine se você desse uma chance a todas as pessoas que mostrem ter algo diferente do seu namorado? Só porque o rapaz era “mente aberta” não quer dizer que ele seja melhor que o seu namorado. Pessoas não são comparáveis, cada um tem sua particularidade. Seu erro foi ter se envolvido com o rapaz sem antes ter terminado com seu ex. Sinal claro de carência da sua parte. Você, sentindo falta dele, deu oportunidade para um conquistador que soube usar de sua fragilidade para te colocar na palma da mão. Resultado: ele te pegou, usou e tchau. Se você continuasse uma amizade com ele, resolvido sua pendência com o namorado e depois dado um passo para um lance com o “mente aberta”, sem dúvidas você não teria se machucado.

Outro sinal de carência MODE ON: declarações românticas em meio ao carnaval. Hehehehe! Que atire a primeira pedra quem nunca, após ter aprontado, não ligou para a(o) namorada(o) dizendo que ela(e) era a melhor pessoa do mundo, que sentia muito a falta e que nunca mais queria ficar longe dela(e). Fique tranqüila pois isso é normal, acontece, mas, depois te ter beijado N bocas, fica fácil reconhecer isso né? Até eu, que sou mais trouxa, faria o mesmo.

3º Erro: fazer merda e colocar a culpa no álcool — tsc tsc tsc! Essa é manjada, hein? Ok, ele não te olhou na cara, e daí? Pau na bunda dele!!! Você devia mesmo ter curtido a festa, dançado, dado risada, enfim, tocado o foda-se com a presença dele, mas daí ficar com um cara na frente de todo mundo… Ah, vc pediu pra ele reverter o jogo e ficar por cima! Até agora você estava no comando, estava com todas as fichas para dominar a situação, mas no final você pisou na jaca. Se era pra beijar o cara, que beijasse na puta que pariu, mas aí você dá uma dessas e quer que ele ainda diga que você é a mulher da vida dele? Pelo amor, né? Eu, no lugar dele, pegaria uma amiga sua… hehehe #prontofalei

4º e último erro: Fotos no Orkut — Ahhh, meu! Essa parada de fotos no Orkut é muito teen, hein? Na boa, no meu Orkut deve ter foto de menina que eu peguei quando tinha 16 anos e nem por isso quer dizer que eu morra de amores por nenhuma delas. Curto e grosso: A VIDA ACONTECE AQUI!!! NO MUNDO REAL! ESQUEÇA ESSA PARADA VIRTUAL! Essa porcaria de Orkut foi inventada para que uma pessoa tome conta da vida do outro e se ocupe em se corroer de raiva ao ver algo que não lhe diz respeito na página alheia. Gata, é o seguinte: vocês terminaram, certo? Me dá uma explicação para ele manter fotos suas sendo que ambos não têm mais nada?

Ele fez o que qualquer pessoa faria, mas o fato de ele ter tirado vossos retratos da página dele não quer dizer que o mesmo não goste mais de você. Ele pode estar apenas mostrando aos outros que não tem mais um relacionamento ou fez isso mesmo para te atingir (o que eu acho mais provável).

Agora, vamos lá! Tome vergonha na cara e pare de curiar o que ele anda fazendo na internet. Tome uma atitude, seja proativa. Não é dele que você gosta? Não quer lutar por ele? Então mão na massa, meoooo!!!

Liga para o cara, convide-o para uma conversa num lugar sussa (nada de telefone nem MSN, hein?), fale tudo o que sente, assuma suas falhas, mostre que as dele também a incomodavam e seja firme em dizer que acredita sim num futuro ao lado dele, mas que, com os erros do passado, será impossível manter uma relação. Abra o coração, enalteça o quanto ele é importante pra você e corra para o abraço.

P.S.: se prepare para um possível: “NÃO!!!”

Bom querida, é isso. Tente ser mais madura no relacionamento. Ambos são novos e devem aprender muitas coisas juntos, mas se não existir conversa, companheirismo e, acima de tudo, confiança, sua relação vai pro brejo.

P.S.2: E pare de aprontar hein!!

Palavra de Macho

(Glaucio Henrique — http://www.twitter.com/glauciomv)

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Perfeitos? Eu passo.

13/08/2009

Camilla CondeConheci o Rodrigo* em um churrasco de amigos em comum. Foi amozinho à primeira vista. Ficamos lá mesmo e já trocamos telefone, nos vimos no dia seguinte. Tudo muito fofinho. Continuamos saindo até que a coisa virou namorico. Ele era todo meigo e, pelas atitudes que sempre tomava, gostava bastante de mim. Já eu estava numa fase tranqüila. Não esperava nada desse relacionamento, então deixava a coisa fluir naturalmente.

Tá, vou ser sincera: depois que rolou, eu “desempolguei”. O amorzinho à primeira vista miou. Eu estava saindo com ele por que estava sozinha.

Hum. Ok. Vou usar a palavra certa, a palavra que sempre me vem à cabeça quando me lembro do Rodrigo. Passatempo. Eu estava sozinha e não queria continuar sozinha, então, por que não?

Então, ontem, lendo o post da Lu, resolvi analisar o moço e, segundo a lista que temos lá, sim, ele era “perfeito”. Vamos às perguntas da lista:

– O cara é dedicado no trabalho? É bom no que faz?

Sim. Ele era professor de educação física, fazia pós na época, trabalhava em academia, dava aulas em colégio público e era voluntário em uma ONG, que trabalhava com crianças portadoras da Síndrome de Down. Amava o trabalho dele mesmo ganhando merreca pouco. Quase um santo, eu diria.

– Ele é fofo com a família?

Bem, ele não tinha pai e sustentava a mãe, a avó, a irmã e o sobrinho. Nunca reclamou da vagal da irmã viver nas costas dele e amava ajudar a criar aquele sobrinho como filho. Sim, era fofo.

– Cultiva os amigos de longa data?

Nos conhecemos num churrasco de amigos em comum, lembram? Esses amigos eram da época da 4ª, 5ª série. Check!

– Ele costumava — ou ainda costuma — fazer gracinhas com as meninas? É do tipo que fica abraçando, lançando xavequinhos só por hábito?

Hum. Não.

– Ele acabou de sair de um namoro/noivado/casamento longo?

Nope.

– Ele fica provocando ciúmes o tempo todo?

Calmaria em pessoa.

– Ele é baladeiro e gasta horas na academia?

Baladeiro, não. E mesmo trabalhando em academia não malhava ou cultuava corpitchos sarados. Muito pelo contrário, gostava de uma belo churrasco regado a muita cerveja, pinga e tudo que se tem direito. De novo, “perfeito”.

Dito tudo isso, vocês podem pensar “Geeeente, que fofo! Que lindo! Quero um desses pra mim”. Podem perguntar: “Você casou com ele, néééaaaam?”. A minha resposta é um grande NÃO.

Lembram que no início falei que o amorzinho miou e que o santo virou passatempo? Pois é. Eu, sinceramente, não sei explicar porquê, mas foi o que aconteceu. Muita perfeição? Talvez. Quase certeza.

Tudo que é muito “perfeito” me irrita. Ainda mais quando assunto é o ser humano. Eu sou impefeita pra caralho. Sou chata, insegura (estou trabalhando nisso, ok?!), birrenta, manhosa, ciumenta (trabalhando!), teimosa etc etc etc.

Por esse motivo, pela minha imperfeição, não quero um cara perfeito. Mulherada, me desculpem, mas HEEEELLOOOOOO, se vocês ainda acreditam no cara perfeito!!!

Vocês são perfeitas? Duvido. E se acham que são, estão se enganando. Pura ilusão e eu só lamento.

Eu não acredito em perfeição mesmo. Sou adepta da química, do olho no olho, da coisa de pele, do beijo que encaixa, da cumplicidade, do tesão, do respeito, do carinho e quero isso.

Homem perfeito? Eu passo.

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