Arquivo de Julho, 2009

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Prazo de validade

30/07/2009

Camilla CondeDia desses estava conversando com algumas amigas e, para variar, estávamos reclamando falando dos homens, das mulheres, de relacionamentos, de não-relacionamentos, das merdas que fazemos etc, etc, etc.

Apesar no grau etílico da conversa, a coisa rendeu. E caiu no seguinte assunto: “relacionamentos têm prazo de validade?”. Por incrível que pareça, a grande maioria disse que sim. Foi meio unânime (e brochante) a opinião das solteironas meninas: “chega uma hora que a relação desgasta, o sentimento diminui, o tesão morre e o relacionamento acaba”.

Por aí, vocês podem imaginar que fui a “do contra”.

Penso que qualquer coisa que tenha prazo, data de validade tem um fim pré-determinado, certo? Certo.  E na minha cabeça romântica e idiota, isso não se aplica ao amor, ao sentimento verdadeiro ou aos momentos que façam a vida valer a pena.

Completamente imbecil quem começa algo já pensando no fim. Ódio mortal disso.

Acho muito engraçado quando ouço uma galera enorme — homens e mulheres — reclamando que está sozinha, que ninguém quer nada com nada, que blábláblá.

Perai! Se ninguém, ao menos, tentar, ficará sozinho para todo o sempre e eu ainda duvido que alguém queira morrer sozinho. Bem, eu sei que eu não quero. E também sei que não quero ficar pulando de galho em galho como muitos falam que querem, irão e, por isso, levantam uma bandeira. Para mim, é puro papinho e a raiz disso é o medo infinito de um coração solitário.

Mas como sou uma pessoa que consegue se contradizer e mudar de idéia algumas vezes, a pergunta acaba surgindo:

– Será que é muita ingenuidade minha acreditar no amor? Acreditar que duas pessoas podem, sim, ficar juntas para sempre, se amarem, serem felizes, apesar dos pesares?

Vejam bem, não sou burra a ponto de acreditar que tudo em um relacionamento são flores. Já tive alguns e sei que todo e qualquer relacionamento tem altos e baixos. Brigas, reconciliações, paixão, traições (?), momentos mornos (eca!), vai e volta. Mas não consigo entender esse lance de “validade”.

Meu, sentimento não é queijo fresco, catso! E a tal “validade” acaba sendo mais uma desculpinha para a não entrega.

Ok. Tem de tudo nesse mundo de meu Deus. Todo tipo de gente, situações, momentos. Mas eu sou do tipo de gente que acredita que os relacionamentos que deram “errado”, simplesmente, não eram para ser. Não valiam a pena, mesmo porque, se valessem seriam atuais. E aí, vira história não pela validade e, sim, por que não eram os definitivos.

Na boa? Esse papo de validade não cola comigo. Podem falar o que quiserem,  mas bato sempre na mesma tecla: amor verdadeiro dura para sempre.

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Ah, a idade…

29/07/2009

Luciana SabbagNunca me importei de verdade com a idade dos homens.

Quando eu estava no Ensino Fundamental “gostava” dos meninos do Ensino Médio, claro, mas porque isso era coisa normal de menina. Dei meu primeiro beijo aos 13 anos num cara que tinha  17. Meu primeiro namorado estava com 14 anos enquanto eu tinha 16 — quase pedofilia!

Aos 17, saí com um cara de 23 — era o homem mais velho com quem eu já tinha ficado. Até então, eu só tinha dado beijinhos inocentes, nunca tinha sentido “aquela coisa” esquentar… Foi uma experiência e tanto! Fiquei meio que “com nojinho” e decidi que não ficaria mais com homens mais velhos.

Namorei alguns meninos mais novos e perdi a virgindade (sim, família! Perdi!) aos 18, com um garoto de 16.

Na faculdade, comecei a ficar com rapazes mais velhos porque eram os mais comuns por ali. Não eram tão mais velhos, mas eram. Além disso, comecei a me sentir mal aparecendo com pivetinhos, que ainda estavam na escola, na frente dos meus amigos da facul. Então, parei de ficar com homem mais novo.

Aos 19 anos, namorei um bofe de 29. A diferença de idade era gritante: eu não tinha assunto com ele e tudo o que ele dizia fazia me sentir inferior. Quando terminamos, ele jogou na minha cara:

– Você é muito criança, Luciana!

É claro que eu era! E tinha que ser, oras.

Mas amadureci rápido. Aos 21 eu já não queria mais saber da bagunça dos bares da faculdade, minha vida já não girava em torno das baladas e eu só pensava em crescer profissionalmente. Foi exatamente quando conheci um homem de verdade. Ele tinha 46 anos. Confesso que morri de medo de sair com ele a primeira vez. “Esse cara não tem mais idade pra dar beijinho na boca. Ele só vai querer me comer!”, eu pensava. Achava que ele me agarraria e eu não teria como fugir. Que nada! Um homem de verdade não ia perder tempo agindo assim. Cavalheiro, romântico, inteligente… Um papo que me fazia derreter… Fiquei com ele durante um tempinho e não conseguia mais nem conversar com meninos da minha idade. Achava todos babacas e infantis.

Só que aí eu descobri os contras de um homem experiente: a bagagem. Ex-mulher, filhos… Eu, na flor da idade, queria mais era passar a madrugada curtindo. Ele precisava colocar o filho para dormir. Na época, eu jamais conseguiria me adaptar a essa vida dele. Hoje, talvez, fosse diferente. Obviamente, não deu certo. (Mas o sexo era incrível! Experiência é TUDO!)

Aos 24 anos, namorei um garoto de 20. Era maravilhoso! Ele me divertia, fazia me sentir criança, fazíamos guerra de travesseiro antes de dormir, ríamos de tudo, corríamos pelo parque… Acreditei que só mesmo um homem mais novo seria capaz de me fazer tão feliz.

Aí eu vi os contras de um homem mais novo: a  dependência. Eu queria viajar, ele precisava que a mamãe o deixasse ir. Eu queria sair durante a semana, ele precisava estudar para a prova e a mamãe não o deixava sair. Meus assuntos eram sobre os problemas da empresa, enquanto os dele eram sobre as bebedeiras da faculdade. Obviamente, não deu certo. (Mas o sexo era incrível! Jovialidade é TUDO!)

Ainda aos 24 anos, pulei dos 8 para os 80. Saí com um cara de 54 anos (mais velho que meu pai!). Amei a programação, os jantares, os passeios, as trilhas sonoras… Mas a disposição… Não! Típico homem descuidado, o querido tinha aquela “ligeira” barrigona de sedentário, uma careca quase que completa e um sono brochante. Sim, às 2 horas da madruga ele já estava quase babando no meu colo. Era carinhosíssimo, inteligentíssimo, contava histórias interessantíssimas de viagens, filmes… Eu me adaptaria FÁCIL ao estilo de vida dele (afinal, sou uma preguiçosa de primeira!) e não me importaria nadinha em dormir mais cedo e fazer “festinha” de manhã — também não me importava em nada com a aparência dele. Só que foi ele quem não me quis. (Mas o sexo… Ah! Não teve sexo!)

De um ano para cá, só andei saído com homens mais novos. Não sei o que aconteceu, mas acho que todos os da faixa dos 30 (que, teoricamente, seria a “ideal” para a minha idade) ou se casaram ou se ‘enviadaram’ ou se ‘filhosdaputaram’. Os de 20 e poucos, como os com quem andei saindo, são ótimos de cama, de papo, de alegria, de disposição… Mas são indecisos demais. Eles nos deixam inseguras, preferem sair com os amigos e não gostam de fazer planos. Eles sabem que estão na melhor fase da vida e querem aproveitar pegando geral, então, por que assumir um compromisso?

Não tenho preferências para o meu próximo namorado, afinal, todas as idades têm seus prós e contras (cabe a nós, mulheres, identificarmos nossas prioridades para um relacionamento). Minhas prioridades são segurança, confiança, atenção e carinho. Se o cara tiver 15 anos (não, exagerei) ou 60 (exagerei também) e puder me proporcionar o que eu priorizo, perfeito! Pode vir que eu tô ‘facinha’!

Nunca me importei de verdade com a idade dos homens. Sempre tive a melhor das intenções…

Beijos,

Lu

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Eu não sou romântica, ok?

28/07/2009

Priscila SeveroEu amo dançar! Tanto que fazia parte de um grupo de danças folclóricas antes de me casar — e até que eu dançava bem.

Foi nesse grupo, que eu conheci o Mateus. Ele era o meu par quase sempre no grupo, mas eu nunca olhava pra ele. Na verdade, eu até ficava feliz quando ele faltava que aí o meu “par reserva” (que era bem mais bonitão), vinha dançar comigo.

Um dia, me disseram para pretar atenção na gentileza do Mateus para comigo. Dali em diante, comecei a perceber que ele se desdobrava para fazer as coisas que eu pedia e que era só atenção comigo. Rolou um churrasco do grupo e eu fui. Na época, eu era meio piriguete e não tinha namorado. Conversamos, brincamos, dançamos,enfim… Fiquei com o Mateus.

Tá, eu fiquei com o guri mas só porque ele estava me dando bola, não que eu estivesse a fim dele. E continuei ficando… E o guri cada vez mais gostando da minha pessoa rosa. Eu nunca tive paciência pra muita melação. Não sou uma mulher que possa ser chamada de romântica. E o Mateus era. Ao extremo.

Nossa, como isso me irritava! Eu acho que o lugar mais adequado pra ficar de beijos e amassos é entre quatro paredes, mas, para o Mateus, todo lugar era lugar. E ele era carinhoso até demais para o meu gosto.

Carinho em excesso me irrita, me faz correr. O que acabou acontecendo? Um belo dia eu fui ao ensaio onde encontraria o Mateus — eu sabia disso. O que eu fiz? Antes de começar o ensaio, o chamei num canto e disse que não dava mais, porque nós não combinávamos em nada. Ele argumentou, mas eu segui firme ema minha decisão. Ao final do ensaio, pedi para meu ex-namorado me buscar. E o Mateus me viu entrar no carro dele. #prontocaguei

Eu fiz aquele guri chorar.

Ele gostava de mim e eu fiz uma coisa que eu não tinha direito: brinquei com os sentimentos dele. Se eu pudesse, voltaria no tempo e nunca teria ficado com ele, para não magoá-lo.

Essa cena não sai da minha cabeça até hoje… Hoje eu reclamo de tanto levar “pé na bunda” e entendo direitinho o que o Mateus sentiu.

Mas, poxa, eu não sou nada romântica… Nada!

Um beijo,

Pri

Próximo!

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Motelmóvel

26/07/2009

Luciana SabbagMorro de medo de ficar parada dentro de um carro, à noite, em São Paulo. Todo mundo sabe das histórias de assaltos e sequestros que acontecem nessa cidade, mas tem uns caras que, não sei porque diabos, insistem em ficar horas e horas comigo ali, no meio da rua.

Tive um namorado que, toda santa vez que voltávamos de algum lugar, insistia para que namorássemos mais “um pouquinho” na porta da minha casa. Meu pai, sempre preocupado, me ligava e dizia:

– Filha, já sei que você chegou. Por favor, não fique dentro do carro! Entre em casa!

Eu também não queria que o bofe entrasse toda vez, porque eu sabia que ele não sairia de lá tão cedo (sim, ele era bem non sense). Então, papai teve uma atitude bem inteligente: me deu o controle do portão para que, sempre que chegássemos, estacionássemos o carro na garagem.

Mas quero falar aqui de um outro caso: o de um “peguete” que, se ele não tivesse carro, jamais teríamos nos beijado.

Pois é. Todas — eu disse todas — as vezes que nos amassamos foi dentro do carro dele. Uma vez ou outra demos selinhos em bares, baladas ou restaurantes. Eu nem sabia como era abraçá-lo em pé, sabia sequer se tínhamos aquele “encaixe” de altura.

Nosso primeiro beijo aconteceu no carro, quando estávamos voltando de um bar. Nosso último beijo foi no carro. Nosso primeiro “clima forte”? No carro. Nosso “clima forte intenso pra valer”? É, foi no carro!

Motel pra quê? Quarto pra quê? Banheiro de balada pra quê?

O carro dele parecia já preparado para “a guerra” — só faltava a luz negra e a hidromassagem. Era batata: chegávamos de algum programinha, ele já estacionava na rua ao lado do meu prédio e abaixava os dois bancos (o meu e o dele). Ficávamos lá até altas horas. Rolava de tudo. Aí, o vidro embaçava, eu passava a mão da janela, marcando território no estilo Rose do Titanic e, às vezes, até escrevia meu nome.

Quando chegávamos, o guardinha da rua já sabia que era a hora da sessão privê. Eu não gostava nada daquilo, afinal, sou obrigada a olhar na cara do guardinha quando vou passear com meu cachorro, durante o dia. Além do mais, não é porque estou do lado do meu prédio que estou segura.

Acontece que, por muitas vezes, eu deixei que isso acontecesse e não sugeri irmos para “um lugar mais tranquilo”, exatamente porque eu não queria dar. Eu achava que daríamos uns beijinhos e só. Mas cheguei a sair do carro do bofe às 7h da manhã (podia ter dormido com ele e ainda ter tomado café-da-manhã!). Também não sugeri que estacionasse o carro na minha garagem, primeiro porque não quero fofocaiada da vizinhança, segundo porque tem câmeras de vigilância espalhadas por todo o condomínio, e terceiro porque eu realmente não queria que ele demorasse.

Quando decidi que estava na hora de “liberar geral” falei, na cara dura, para “irmos para outro lugar”. Adiantou? Nadinha. A desculpa? “Ah, Lu… Deixa pra outro dia. Vamos ficar aqui no carro…”.

Acabou rolando lá mesmo (espero que o guardinha não tenha se ligado no sobe-e-desce do veículo) e aí vem a pergunta que não quer calar:

POR QUÊ?

O cara não tem grana pra pagar motel? Tá, é uma possibilidade. Mas, poxa, fala! Eu ajudo nos custos, oras! (Não sou NADA a favor disso, mas se é o único jeito…).

O cara gosta mesmo de viver perigosamente? Também é uma possibilidade, claro. Mas, para mim, isso é burrice.

Ele tem nojinho de motel? Se tiver, é bicha — tchau!

Ele achava que eu “não valia uma pernoite”? É, sejamos realistas. Pode ser, né? #baixaautoestima

Ou será que o cara ama tanto aquele carro que até dorme dentro dele? Aff!

O fato é: parei. Não sou mulher de ficar namorando dentro de carro e correndo perigo. Vez ou outra até vá lá, mas sempre? Nunca mais!

Beijos,

Lu

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Um tal de Johnny Bravo

26/07/2009

LeitoraDesde sempre eu fui a fim do Thiago mas, para variar, ele mal olhava para mim. Uma vez ou outra rolava uma “nano indireta”, mas não passava disso.

Depois de uns 5 anos sem vê-lo, o encontrei no shopping. Ele estava mais lindo e mais perfeito do que era antes. Veio me cumprimentar, disse que estava com saudades (!) e pediu meu telefone (!!). Mesmo depois de meu ego ter inflado um monte, os meus velhos amigos (a Sra Baixa Autoestima e Sr. Pessimismo) me avisaram que a probabilidade de ele me ligar era mínima.

Alguns meses se passaram, eu já tinha esquecido toda essa história, quando meu celular tocou. Olhei no visor e quase tive um ataque cardíaco. Era ELE! Atendi, tentando não parecer eufórica, e ele, com a voz mais linda do universo, me chamou para sair em uma quarta-feira, véspera de um feriado qualquer. Eu nem me fiz de difícil (a sorte pode não bater duas vezes na porta) e combinamos de ele me pegar (ui!) às 20 horas.

Na hora em que eu desliguei o telefone, saí gritando pela casa feito louca. Liguei para todas as amigas possíveis, contei para minha mãe, prima, tia, avó, cachorrinha. Um cara lindo daqueles, como poderia estar me dando bola? YES, WE CAN!!

Depois de todas aquelas neuras de: “Com que roupa eu vou? Maquiagem suave? Esmalte escuro ou claro?”, a quarta-feira finalmente chegou, e pontualmente às 20h. Tão lindo…

Chegou com o carro rebaixado, quase encostando no chão, rodas gigantescas, farol de xenon e com o som nas alturas. Eu já não gostei começando aí, mas….

Ele nem ao menos desceu do carro para me dar “oi” nem nada… Abrir a porta para mim, então, nem pensar!

Entrei no carro. Por dentro, o automóvel era mais emperequetado ainda: banco de couro, painel azul, a luz do teto era azul… Maaaas, ainda assim pensei “homem é assim mesmo!”.

Eu estava quase ficando surda com o som tããão alto daquele jeito (e uns rocks bem pesados).

– Você gosta desse tipo de música? — ele perguntou.

– Não — e dei aquele sorrisinho amarelo.

– Vou colocar uma musica mais leve então…

Eis que ele me coloca uma musica mexicana — péssima! — e diz:

– Isso que é musica de gente!

Ainda assim, eu tinha fé de que seria uma noite legal.

Quando descemos do carro, ele saiu andando na minha frente, ACREDITAM??? Nem ficou ao meu lado… Ficamos em um barzinho chamado Radar (bem marromenos)! Ele MONOPOLIZOU o cardápio, chamou o garçom e disse:

– Eu quero um Chopp, você vai querer o quê? — para mim.

– Bom, preciso olhar o cardápio, né? — eu disse.

Ai começamos a conversar. Ele contou que saiu a semana passada, ficou bêbado e que a mãe dele teve de ficar cuidando dele de madrugada, que adora beber Whisky puro, que faz competição de quem agüenta beber mais sem cair com os amigos…

Tentei puxar outros assuntos, perguntei do trabalho dele, da pós graduação, da família, até que ele começou a falar do carro. ¬¬

Até me mostrou um vídeo do velocímetro dele chegando a 170 km/h. Depois, me CUTUCOU e apontou para o banheiro. Se levantou e foi… Quando voltou, colocou a mão na barriga e disse:

– Me sinto 2kg mais leve.

Eu pensei: “por favor, qualquer coisa para me tirar daquiiiiiiiiiii, qualquer coisa Deus, um ataque alienígina, qualquer coisa!!!”

Então ele começou a palitar os dentes. PA-LI-TAR os dentes!!! Eu mencionei que a gente tinha comido alguma coisa? Não, né? Porque a gente nao tinha comido mesmo. Será que ele não tinha escovado os dentes? Aaaai! Quase comecei a bater a cabeça na mesa!

Não sei como chegou no assunto, mas ele lançou um:

– Eu já brochei duas vezes!

Precisava dizer isso, no primeiro encontro? PRECISAVA?

JohnnyBravoArranjei uma desculpa, e ele pediu a conta. Peguei minha bolsa, mas só para fazer charminho, né? No primeiro encontro, quem paga é o homem, óbvio! Depois tudo bem. Dei o dinheiro a ele, ele colocou-o na carteira e pagou com o cartão de crédito! Fiquei muito indignada!

Indo para o estacionamento, eu disse:

– Aii, to com um frio!

Meu, qualquer animal sabe que isso é uma deixa para o cara abraçar a menina. Preciso dizer que ele não fez isso? Ah, preciso dizer também que ele não abriu a porta do carro para eu entrar?

Na volta para casa, eu quase ficando surda de novo e ele me liga o ar-condicionado. Puta que pariu! Eu tinha acabado de dizer que estava com frio. Juro que quis dar um soco nele!

Ele abriu uma lata de Red Bull, e foi bebendo no caminho. Quando terminou, abriu a janela e ameaçou jogar a lata na rua. Acho que ele percebeu minha cara de indignação, e disse:

– Ah, não vou jogar na rua, não…

Quando eu estava saindo do carro, ele disse:

– Vamos marcar um cinema semana que vem?

Minha vontade era dizer “eu vou para a Faixa de Gaza semana que vem!”, mas abri um sorriso e respondi:

– Conforme for…

Quem me conhece sabe que “conforme for” é meu jeito delicado de dizer não. Mas ele, com certeza, não captou a mensagem…

Resumindo: Ele é LINDO, tipo modelete… Mas é um grosso, porco, infantil, brocha e sem conteúdo!

Beleza não é tudo minha gente!

Palavra da Leitora

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A maldição da micareta

25/07/2009

Camila FerreiraÀs vezes gostaria de ser menos simpática do que sou. Faço amigos com uma facilidade absurda e, em um desses meus ataques de “genteboísse”, conheci um cara.

Ele usava uma bandana na cabeça  — sim, estávamos em uma micareta! — e eu, com a boa memória que tenho, lembrei dos ensinamentos da aula de primeiros socorros do curso de comissária de bordo que fiz: “Use uma faixa de tecido para imobilizar a área machucada”! E vi na cabeça daquele rapaz, a salvação para imobilizar meu pezinho até chegar em casa. Eu já estava com a frase pronta, na ponta da língua, era só o mocito dar mais dois passos pra frente pra eu mandar a minha pérola da noite!

Levando em consideração a minha timidez com os homens, eu posso dizer que me saí muito bem. Chovia muito naquele dia e eu estava com o pé “quase” quebrado (é, antes de chegar na micareta luxei meu pé. Resumindo: não entrei!), com o cabelo molhado e a maquiagem destruída! Ou seja: completamente um desastre.

– Oiiiiii… Será que você pode me fazer um favor?

– Claro! — disse o micareteiro.

– Acho que quebrei meu pé! Nem entrei na micareta… Me empresta sua bandana pra eu imobilizar meu pé?

(Já se aproximando de mim mais do que o permitido…)

– Hahahaha… A bandana não, mas se você quiser outra coisa, podemos conversar mais de perto — ele respondeu.

BINGO! Dez no quesito Simpatia e Solidariedade! EU não falaria comigo aquele dia se eu fosse ele!

Bom, ficamos., né? Pensei: “O homem da minha vida! Era tudo que eu queria! Obrigada, Senhor!” (Hahaha).

No dia seguinte nos encontramos no Orkut, depois no MSN, depois no telefone.

Eu o conheci no sábado e, na segunda-feira eu estava completamente apaixonada.

Estava cansada dos babaquinhas da minha idade e resolvi me jogar… Trocávamos mensagens pelo celular o dia inteiro. Até que, em uma delas, ele pediu pra me ligar mais tarde. Lóoooorrico que deixei! Ficamos mais de uma hora conversando… Assuntos diversos, conhecimentos gerais (hahaha). E isso se repetiu pelo resto da semana. Foi quando, na sexta-feira, recebi uma ligação dele dizendo que estava na estrada. E que vinha me ver! BINGO de novo!

– O quê? Você está na Bandeirantes? Vindo pra cá?

Coleeeegasssss! Tomei o banho mais rápido da minha vida. Troquei de roupa 13.984 vezes. Fiz uma maquiagenzinha e meu celular tocando. Em certo momento, pensei em atender e falar: “Oi, queridão, não vou poder mais sair. Chegou visita em casa!” Ou simplesmente não atender o telefone e fingir que dormi. Afinal, eu estava sendo bem louca: um total desconhecido na porta da minha casa me levando pra jantar. AHAM!

Mas decidi enfrentar. Ele chegou e fomos a um barzinho bacanérrimo aqui na minha cidade.

Fui pedida em namoro naquela sexta-feira , aproximadamente à meia-noite. No sábado, às 20 e pouco, terminamos: “Acho melhor irmos com calma. Quero continuar com você, mas acho cedo namorarmos”.

Sofri… Chorei… E, no final de semana seguinte, nos encontramos. E ficamos novamente.

Isso se estendeu por, pelo menos, mais 5 meses: telefonemas, encontros, conversas diárias na na internet. Até que, um dia, viajamos juntos, cada um com seus amigos, mas no mesmo hotel. “É agora!!! Vai rolar”, pensei.

Que nada! Esse foi só o primeiro dia de muita tentativa… Estávamos no maior dos amassos e… nada. Dormimos juntos, abraçadinhos e ,no meio da noite, sabe o que aconteceu? NADA! E pela manhã? Nada. Ele até tentava, mas não rolava!

Não conseguia entender, afinal, ele não comentou nada sobre estar nervoso e papapa. E nem aquela história de sempre: “Nossa, meu… isso nunca me aconteceu antes!”. Ele agiu como se nada houvesse acontecido. Apenas percebi que ele ficou meio quietão depois. Continuava me tratando bem, porém, estava esquisito.

Mas as conversas continuaram, ligações, viagens e nada. Não que isso fosse a chave de tudo, mas no grau de intimidade em que estávamos, era fato isso acontecer. E eu não entendia…

Depois, começaram os desentendimentos. Brigávamos por qualquer coisinha. Eu falava que não queria nunca mais vê-lo. Ficávamos um dia brigados, sem nos falar e no outro, ele vinha… eu acabava cedendo. À essa altura do campeonato eu já até chorava durante as brigas, jogava na cara as coisas que ele fazia, as briguinhas… cobrando e cagando. Estava tórridamenteeeee apaixonada.

Fui me enchendo aos poucos. Essa coisa toda de ele não saber o que queria e ficar me zoainhando, estava me deixando louca já. E olha que paciência eu tenho de sobra!

Fui perdendo o interesse. Já não fazia questão de falar com ele, nada… Foi nesse meio tempo que conheci uma pessoa e fiquei com ela por 3 meses. Ele ficou sabendo. Me ligava todos os dias e falava “você está namorando, vai se esquecer de mim…”

O fato foi que não nos encontrávamos mais: todas as minhas tentativas eram em vão. Durante o dia, eu escutava que ele gostava de mim, mas do jeito dele, que eu era a mulher que ele queria pra ele, mas que eu implicava com coisas que não tinham nada a ver. À noite, eram discussões homéricas e ele sempre atribuía a culpa de tudo estar dando errado a mim! Peraí! Alguma coisa estava errada. Era pra EU estar brava, puta, xingando, mandando-pra-casa-do-ca*alho, mas não.

Cheguei a encontrá-lo, por acaso, na balada e ele me empurrou quando tentei beija-lo. Eu sabia que ele estava sozinho, que ele NUNCA ficava com ninguém.

Depois de quase um ano nesse lenga-(mo)lenga (SIM, LEITORES, essa palhaçada completaria um ano dia 11 de agosto!) neste último domingo, rolou uma DR forte no MSN. Ele falou coisas horríveis pra mim: que não ficava mais comigo porque ele não queria; que ele tinha perdido o encanto em mim; que eu era isso, que eu era aquilo… Entre outras coisas. Resumindo, me fez sentir um lixo! Foi agressivo como nunca tinha sido antes, parecia outra pessoa. Chorei, né? Me senti uma otária: tentei tanto, quis tanto e morri na praia…

Eu o excluí do MSN. Não nos falamos mais. Não quero mais saber. Homem babaca, mal resolvido. E que ainda queria me culpar pelos problemas dele?

Hoje penso mais em mim do que qualquer outra coisa. Não aceito esmola. Pelamor, né?

Beijocasssss!!!

Mila

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Onde se ganha o pão, às vezes, também se come a carne

24/07/2009

Carla DestriRelacionamentos amorosos no ambiente de trabalho sempre serão um assunto delicado. Desde as empresas mais liberais até as mais conservadoras, ao tratar ou viver essa situação, temos a impressão de estar pisando em campo minado.

Como nem sempre é possível deixar a razão falar mais alto — principalmente para as rainhas do #prontocaguei — registro aqui algumas dicas para contornar possíveis saias justas no lugar em que se ganha o pão e, de vez em quando, também se come a carne.

Uma regra vale sempre, em qualquer segmento corporativo: se for só um peguete, casinho, guarde esse segredo a sete chaves.

Ok, ok. Você, como todo mundo que #prontocaga é língua de trapo, certo? Para isso servem os melhores amigos gays e as amigas ouvido de penico (desde que ambos não trabalhem com você). Ligue para eles, conte tudo nos mínimos detalhes, até os mais sórdidos, e pronto, alivie-se!

Por que não pode contar pra ninguém da “firrrma”?

Explico:

Em tempos de crise (não necessariamente mundial, pode ser só a sua empresa passando por uma fase “braba” mesmo), em que todos ficam temerosos por seus empregos, qualquer coisa, QUALQUER COISA MESMO, poderá ser usada contra você e nessas horas, meu amor, não há amizade que resista. Vale tudo! Qualquer argumento serve: o dos quatro filhos para criar, o das dívidas do cartão de crédito, o da pensão alimentícia das 8 ex-mulheres, enfim…

Como já disse, as rainhas do #prontocaguei são 100% emocionais e, por isso se entregam mesmo, inclusive às amizades. No caso citado acima, se isso acontecer com você será um #prontocaguei em dose dupla: com o carinha e com a falsa amiga.

Portanto, antes de embarcar de vez nessa canoa furada tenha cautela e autocontrole.

Agora, se depois de algum tempo o negócio começar a ficar sério, com direito a viagens aos finais de semana, dividir apartamento, troca de alianças de compromisso etc, você não poderá sustentar essa mentira por muito tempo. O jeito é assumir aos poucos.

Comece contando para quem tem poder sobre seu cargo (chefe, gerente etc) e depois vá descendo a hierarquia. Se você fizer o contrário as chances de seu superior saber por outras pessoas (e da maneira mais torta possível) é enorme.

Se na sua empresa esse assunto é um bicho de três cabeças, e não sete, você já pode se sentir um pouco mais à vontade (UM POUCO! Também não é pra sair dando o que você tem de melhor pra todo mundo, ohkey?). Para o caso de empresas mais rígidas, o risco também será maior mas, lembre-se que estender essa situação por muito tempo, assim como acontece nas comédias românticas em que o carinha que apostou ficar com a mocinha tem sua aposta descoberta, arriscará cada vez mais a sua carreira.

amor trabalho..Bom, agora vocês “saíram do armário” e todos na empresa sabem o que acontece quando vocês estão entre quatro paredes. Como agir?

* Não se afastem dos outros, procurem almoçar separados. Seria péssimo para a imagem de vocês se distanciar do resto da “tchurma”.

* Não troquem olhares lânguidos e apaixonados diante dos outros, isso com certeza acenderá a inveja de muita gente. Pra que dar motivos?

* Apelidinho íntimo NEM PENSAR!! Tratem-se pelo nome. Coisas como “ursinho Pooh” e “tchutchuquinha” devem ser ditas quando estiverem a sós.

* Piadas internas também são muito desagradáveis.

* Não deixe para resolver assuntos do trabalho em casa. O que é serviço deve ser resolvido NO serviço e ponto final.

* Em caso de hierarquia entre os dois, não pense que o relacionamento te dá privilégios como chegar atrasada e hospedagem melhor que a dos colegas em caso de viagens. Relacionar-se com alguém de cargo mais elevado só faz com que você tenha ainda mais responsabilidade sobre sua imagem corporativa, porque pessoas para dizer que você só está lá por causa de seu relacionamento não faltarão.

Se o seu caso for o de um romance passageiro, que deixou um clima ruim entre você e o carinha tente esclarecer e resolver as coisas entre vocês porque, casos mal resolvidos, às vezes dão mais bandeira do que relações amorosas escondidas.

Se alguma colunista ou leitora tiver um caso de #prontocaguei no trabalho fica aqui a minha sugestão. Publique aqui no blog, assim poderemos ajudar ainda mais nossas(os) fiéis leitoras(es).

Palavra de Consultora

(Carla Destri — Consultora de Imagem e megapalpiteira nas horas vagas)

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Nas melhores famílias

23/07/2009

A Melhor das IntençõesAcontece nas melhores famílias, a gente sabe.

Todo mundo já passou por essa situação (homens e mulheres) — e, se não passou, pode apostar que vai passar!

Mas olhar não tira pedaço, tira? Ou um olhar já pode ser considerado traição?

Elas é que são ciumentas demais? Implicantes demais?

Eles não têm respeito? São cafajestes?

Ou isso faz parte da natureza masculina e as mulheres têm de aceitar?

Dêem seus pitacos!

E podem rir… porque a gente também riu até!

Imaginem só a DR que rolou! Hahaha

Beijos!

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Amigos, amigos, namoro à parte

23/07/2009

Camilla CondeSempre me dei muito bem com os amigos dos meus namorados.  Enturmava-me muito bem, era convidada para as baladinhas, bebedeiras e alguns dos programinhas “clube do bolinha” que rolavam.

E isso não foi diferente no meu último relacionamento. Desde o início, os meninos me convidavam para tudo. Era até engraçado ser convidada e fazer parte das sessões “pizza porn” de filmes que sempre rolavam na casa de um deles. As namoradas ficavam putas. E eu me divertia.

Só que sempre tem um abestado, né? E o nome do da vez era Serginho* (nome fictício).

A criatura encanava e não gostava dos convites feitos pelos outros da turma. E ele não fazia a menor questão de disfarçar. Era eu chegar e a cara do moçoilo mudava. Motivos? Zero.

Como cara feia para mim é fome, eu tocava o foda-se, o ignorava e me divertia horrores com todos. Não ia deixar que um babaca interferisse no relacionamento com meus futuros amigos e, muito menos, com meu namorado — que também não entendia nada e nem fazia questão de entender.

Sendo assim, os convites continuaram, os laços de amizade foram ficando cada vez mais estreitos e os programas cada vez mais divertidos.

Então, lá fomos nós para mais uma festa. Festa a fantasia. Muita gente e muito, muito, muito álcool. Cervejinha daqui, dancinha de lá, manda aí uma vodka, risadas, beijinhos no namo, mais cervejinha, mais dancinha e eis que surge Serginho, mais louco que o Batman, e me tasca um beijo homérico. Na hora, não tive reação. Só pensei: “PQP! Será que alguém viu?” A minha maior preocupação era ser mal interpretada. Bem aquele lance de novela “mocinha tenta fugir de vilão para o mocinho não interpretar mal a cena”. Pois é… A sorte foi que, realmente, ninguém tinha visto. A festa acabou e nada havia mudado.

Ai, quanta ingenuidade! No dia seguinte, acordo com uma ligação ridícula do meu namorado perguntando o que mais eu tinha feito com o amigo dele naquela maldita festa. Nunca tive tanta vontade de matar dois ao mesmo tempo, mas fui até lá esclarecer que raios estava acontecendo, o que o FDP amiguinho tinha falado.

E foi aí que percebi com as pessoas são sórdidas, nojentas e que amigos de namorado são amigos dele e não meus. Nem tive chances de explicar a minha versão. A minha fama de “vagabunda” já estava mais do que pronta e meu relacionamento foi pro saco (sim, ele era um babaca!). Humilhação mode on turbo. E mais um #prontocaguei para a coleção.

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Pergunta de Leitora: “Quero voltar com meu ex. O que devo fazer?”

22/07/2009

Glaucio Henrique“Meu namorado terminou comigo. Namorávamos há nove meses e estou muito chateada. Quero que ele volte e não sei o que fazer: se fico ligando e tentando uma reaproximação ou se deixo pra lá e espero o tempo passar.  Ficar parada, será que adianta alguma coisa?  Tenho medo de ficar ligando, pressioná-lo e, assim, fazer com que ele fuja mais ainda. O que eu faço?”

Querida leitora,

Fica difícil analisar a situação pela qual você passa, já que nos enviou poucos detalhes sobre o momento que enfrenta.

Tentarei, mesmo assim, te ajudar!

Terminar um namoro nunca foi uma tarefa fácil. Se já é algo extremamente difícil de ser feito pela pessoa que tomou a decisão de romper o relacionamento, para o outro(a), que ficará solteiro, a situação será infinitamente pior.

Por um fim em uma relação porque não existe mais amor, porque o casal tem planos diferentes, porque descobriram ser mais amigos do que namorados… enfim, quando o relacionamento passa por esses tipos de cenários, fica mais fácil de cada um seguir o seu caminho, já que a chance de terminarem em comum acordo é bem maior.

Porém, no seu caso, acredito que nada disso tenha acontecido. Você passa por uma das piores situações de término, que é quando um dos lados ainda gosta muito da pessoa e é obrigada a conviver sem a presença do(a) parceiro(a).

Cada ação, uma reação (#fato), ou seja, seu namorado não terminaria com você porque acordou com vontade de fazê-lo. Ele teve algum motivo que somente você e ele sabem dizer qual.

Se a culpa foi sua — se foi possessiva, ciumenta, grudenta, fria, seca, desencanada, desligada etc — podemos encarar a situação como “mais fácil” de ser resolvida. Veja bem: quando digo “mais fácil”, não quero dizer que você irá ligar para ele dizendo que mudou e ele irá voltar. Mas me refiro ao fato de você ter em suas mãos a possibilidade de reconhecer onde falhou, chamá-lo para uma conversa ADULTA, mostrar para ele que é madura ao ponto de reconhecer sua falha e que está disposta a controlar ou até mesmo melhorar suas atitudes porque RECONHECE que elas prejudicaram o lance entre vocês.

Se ele ainda gostar de você e sentir verdade nas suas palavras, é sair do local a caminho do MOTEL.

Dica: não vá falar chorando, aos prantos, com o cara! Os homens, quando se deparam com essa situação, logo pensam: “iiiii… essa aí ta descontrolada e desequilibrada… nem sabe o que ta falando. Ta confundindo sentimentos…”. No máximo, você ganhará um abraço e um belo de um: “Meu… melhor deixar assim… eu estou feliz dessa forma e você ficará bem também…” #cuidado

Se ele arranjou outra — xiii… na boa… situação complicada pois, além de ter que conviver com a ideia de que tem outra menina dando, digo, andando de mãos dadas com ele, você ainda leva consigo um sentimento por um cara pilantra que te traiu. Na boa, macho falando: TRAIÇÃO NÃO TEM VOLTA!! Se fez uma vez, fará sempre, #fato. Perdoe apenas para ser uma pessoa melhor, manja? Tipo: “…Eu te perdôo, fulano, mas não me vejo mais ao seu lado, seja feliz…”. Parta pra outra e queime toda e qualquer lembrança dele. Não venha com essa de assumir que ele só traiu porque você deixou faltar algo. Deixou faltar nada não!! No mínimo a menina deu em cima dele ou ele é um safado mesmo que queria pegar a outra porque ela deu alguma “bolinha” pra ele.

Atenção: O homem quando está traindo costuma ser extremamente (eu disse EXTREMAMENTE) carinhoso com a namorada. Se preocupa em dar presentes, mimos e começa a despertar um ciúme doentio, mesmo que a parceira não dê motivos concretos. A recíproca (às vezes) é verdadeira. #cuidado

Bom, esses são os únicos motivos que vejo para a sua situação, já que não tenho tantos detalhes sobre o “causo”. Mas seja qual for a real causa, não deixe de ser feliz ao lado da pessoa que você gosta por medo de tentar. É bem aquele jargão: “durma arrependido, mas não acorde com vontade”. Se você está afim de ligar, ligue! Mas que faça isso para falar algo sensato, para conversar, para dizer algo útil a ele, não para chorar e piorar a situação pela qual já se encontra. Pense bem no que vai dizer. Deixar o coração falar, nessas horas, é uma grande jogada. Quem quer, faz, e ficar parada aí na sua casa não irá resolver nada. Pressionar não ajudará nada. Muito pelo contrário: apenas o deixará com mais vontade de ficar afastado.

Existe uma tática boa pra essas situações que não costumam falhar: dê espaço para o cara, mas se mostre presente, sacou? Ex.: não ligue de 5 em 5 minutos, mas mande um torpedo por dia, depois deixe de mandar propositalmente em um dia qualquer. Faça gerar nele a sensação de que você também desencanou. Pode ter certeza que ele vai te ligar quando perceber que você “não está indo mais atrás” — se é que você me entende.

Mais uma dica: homens gostam de ser surpreendidos, então certifique-se de que ele não esteja com ninguém e aparece na casa dele. Nada como uma conversa face-to-face.

Se vocês terminaram numa boa, sem barracos, nem nada, uma conversa civilizada entre vocês poderá acontecer mais facilmente. Mas, se rolou um puta JIU-JITSU entre vocês, pense se vale a pena voltar para uma relação onde o respeito acabou.

Caso ele não tenha te traído, porém, tempos depois, apareceu com outra menina, respeite o momento em que ele passa (e também a menina). Todo mundo tem o direito de ser feliz, você também!!! Então deseje o bem para ele, que esse mesmo bem voltará em dobro para você. Sei que isso é difícil quando falamos de alguém que gostamos, mas que não temos ao nosso lado. Se for pra ser, vai ser!!

Enquanto isso, cuide de você, da sua saúde, do seu bem estar, faça coisas que antes não fazia enquanto namorava e se descubra. Cara nenhum vai se interessar por uma pessoa que está “vegetando”.

Ninguém morre de amor.

Beijos!

Palavra de macho

(Glaucio Henrique — twitter.com/glauciomv)

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