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Piriguetagem com responsabilidade social

Novembro 18, 2009

Muitas vezes, no processo da conquista, a gente falha, e nem sempre é com o gato. É com as amigas — ou amigos. Esse tipo de falha é muito mais sério, pode machucar muito mais e, às vezes, pode não ser reversível. Acredito sinceramente na força das amizades e a pior coisa que existe, acredite, é competir com amiga por causa de homem.

Eu sempre fui pacata e, para não falar que nunca aconteceu comigo, nas duas vezes que me lembro, a culpa foi da amiga. Numa das vezes, a amiga se arrependeu de imediato e, na hora mesmo, já resolvemos o problema. Na outra vez o problema foi mais sério. Eu ficava com o Rodrigo* já há muitos meses e mesmo que nunca tenhamos assumido namoro, eu gostava dele e sei que ele tinha sentimentos por mim. Mas as coisas deram uma esfriada e acabamos nos distanciando um pouco. Nesse meio tempo, ele encontrou a Cibele* — na época, grande amiga minha — e rolou um clima entre eles. Eles falaram comigo, mas nenhum dos dois respeitou a minha posição, que era a de querer que nada rolasse entre eles. O tesão falou mais alto e eles ficaram.

Fiquei super chateada, fui conversar com a amiga, que virou outra comigo: veio armada até os dentes, super agressiva e ofensiva. Resumindo: ela disse que não deixaria eu me meter entre eles. A princípio, eu desisti do rolo todo, queria mais era ficar livre de encrenca. Mas o tempo foi passando, eles foram se envolvendo e a relação dos dois virou um mar de problemas. O Rodrigo, que mesmo namorando a Cibele, nunca quis perder a minha amizade (segundo ele) começou a me procurar, pedindo conselhos. A Cibele, com quem eu estava brigada, também começou a me procurar, mas com ela eu estava super chateada.

Como eu ainda gostava muito dele, numa dessas vezes que ele voltou a me procurar, acabamos ficando. Confesso que senti uma sensação de vingança muito boa e que adorava ouví-lo dizer que, apesar de tudo, era de mim que ele gostava, que eu era inteligente, que comigo ele tinha assunto. E nisso ficamos, eu de amante, até que um dia cansei do triângulo e pedi a ele que decidisse. Ele escolheu ficar com ela — até hoje não sei porque — sendo que todos os dias ele me procurava com reclamações. O relacionamento deles durou até um escândalo explodir (não se sabe como, e eu juro aqui, por tudo, que não tive nada a ver com isso, mas fotos dos dois fazendo sexo caíram na net), e eu logo comecei a namorar outra pessoa mas, pasmem, fui quem mais deu força aos dois no desenrolar da história toda.

O resultado disso tudo é que perdi duas amizades. O tempo passou, e eu acabei perdendo contato com os dois (esses dias reencontrei-o e ele, com lágrimas nos olhos, lamentou o quanto minha amizade faz falta), mesmo tendo resolvido dar uma segunda chance à amizade. E depois disso, sempre tratei o assunto com a maior cautela. Amigas são amigas e não existe homem no mundo que valha a pena o suficiente para destruir uma amizade. Seja responsável socialmente, e converse com sua amiga. De repente, vocês se ajeitam numa sociedade: uma pega, depois a outra pega e fica bom assim. Mas se envolve sentimentos, colega, melhor partir pra outra. Porque amores vem e vão. Mas esse ombro amigo que está aí pra você pode ir e nunca mais voltar. Vai doer e você, com certeza, se arrependerá disso.

Beijos e até!

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Pode ser curiosidade

Novembro 17, 2009

Sempre mantive contato com meus ex-namorados — alguns até, leitores deste blog, já se reconheceram nas histórias que contei — mas com um ou outro demorei a me reencontrar. Procuro sempre terminar meus namoros em paz, afinal, se nos amamos ou nos curtimos de alguma maneira, é porque nos damos bem, temos coisas em comum e não precisamos disperdiçar uma boa amizade que pode existir.

Sou muitíssimo amiga de dois ex-namorados que, inclusive, já se casaram e me tornei praticamente a psicóloga deles. Escuto os problemas, dou conselhos, aprendo com as experiências deles… E não vejo mal algum nisso.

Dia desses saí pra tomar uma cervejinha com um ex que eu não via há muito tempo. Nosso término foi feio, eu sofri por meses, não conseguia ouvir o nome dele, só chorava… Mas quase dois anos depois, toda a raiva passou (eu não guardo rancor nenhum nessa vida — isso só faz mal pra gente) e resolvi retomar o contato com o bofe. Saímos, bebemos, demos risada… e só. Foi bom, principalmente, para eu me dar conta de que não sentia mais nada por ele, além de um grande carinho.

No começo deste ano, “twittei” que ia tomar um açaí com um ex, que namorei quando eu estava com 20 anos de idade. Recebi um monte de “reply” de pessoas afirmando que rolaria um remember, um flashback. Mas não. Não rolou. E sabe por quê? Já tínhamos tomado caminhos muito diferentes. O papo principal do encontro foi sua namorada atual. Ele me pediu diversos conselhos sobre como lidar com o ciúme e com a insegurança dela.

Como ficamos quase seis anos sem nos ver, é óbvio que já não existia mais sentimento. Nos encontramos sem malícia. Queríamos saber como o outro estava, o que andava fazendo etc. Foi só curiosidade.

E dessa curiosidade, brotou mais uma grande amizade.

Gosto muito de ter amigos homens para aprender com eles a “visão masculina da vida” e nada melhor que ter, como amigo, um cara que te conhece tão bem, sabe dos seus defeitos, sabe em que pontos você erra nos relacionamentos… Por ter presenciado suas “falhas”, seu ex é a pessoal ideal para abrir seus olhos a elas.

Mas antes de começar a sair de novo com um ex, na intenção de tornar-se amiga dele, certifique-se de que os dois já tenham superado o término do namoro. Caso contrário, alguém pode se iludir e se machucar.

Beijos,

Lu

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Lua-de-mel tardia

Novembro 16, 2009

Sempre me disseram que o primeiro ano do casamento é o mais difícil. Quando você se casa (e não morou junto antes pra fazer o test drive), precisa se adaptar aos costumes da outra pessoa que, com certeza, em algum momento, diferem do seu. Então, se me perguntavam se eu estava em lua-de-mel com poucos meses de casada, a resposta era sempre “não”, rs.

Quem diz que o casamento vive às mil maravilhas mente. Fato. Tem sempre alguma coisa pra deixar a cabeça cheia e (tentar) atrapalhar a harmonia do casal: doenças na família, falta de grana, encheção de saco no trabalho… Essas variáveis entram num carrossel interminável e, acredite, não nos deixam em paz.

Se você pensar em desistir de casar por ter lido até aqui, sugiro que leia até o final. Agora vou descrever as vantagens do casamento, que também tem (várias) coisas boas:

- Ter alguém que te ame pelo que você é e que não se importa que você acorda descabelada e com bafo, que vai te achar linda do mesmo jeito;

- Que não se importa se você está de vestido de festa ou camisola, sem maquiagem, você é a mais linda das mulheres;

- Que, de repente, te abraça, te beija e diz que te ama. E faz todos os seus problemas desaparecerem como que por mágica, mesmo que só naquele instante;

- Rir bastante. Do seriado na TV, de alguma piada ou só porque gosta de te ver sorrir;

- Se preocupar com o que você sente e querer te consolar, mesmo que o seu maior problema do mundo seja a falta de chocolate na TPM;

- Chegar em casa depois de um dia difícil de trabalho e seu marido (ou esposa) estar em casa te esperando, com uma receita deliciosa prontinha.

Quem lê os meus textos desde que comecei no blog sabe que estou casada há 3 anos e meio. Para mim, minha lua-de-mel começou há um ano e meio. Estamos numa fase ótima em que já nos acostumamos com as manias e defeitos um do outro e, aí, só tem curtição. Claro que vez ou outra rola uma briguinha, mas é normal. Sendo assim, posso afirmar que vivo uma lua-de-mel tardia que está sendo uma delícia e espero que dure para sempre!

Palavra de casada

(Sílvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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A insegurança

Novembro 10, 2009

Luciana SabbagConheci um cara em um teste para uma peça de teatro. Saímos de lá juntos, conversando sobre artes cênicas e as dificuldades pelas quais os atores passam no Brasil. Pegamos o Metrô e, nesse meio tempo, trocamos telefone e até falamos um pouco sobre nossas vidas pessoais. Ele desceria na mesma estação que eu, pois morava no meu bairro, mas comentou que precisava ir ao centro encontrar sua namorada. Ele partiu e eu voltei para casa com ele na cabeça. “Que merda! Ele tinha MESMO que estar namorando?!”

Nós dois passamos no teste e nos encontramos, alguns meses depois, no primeiro ensaio. Com o tempo, fomos ficando mais íntimos. Nos telefonávamos, falávamos de nossas rotinas… Eu achava que não tinha a menor chance com o cara, afinal, ele namorava uma gostosona da televisão — dessas que dançam praticamente de biquíni nos programas da tarde de domingo.

Mas aí, ele me contou que havia terminado o namoro. Meus olhinhos brilharam e nossas conversas começaram a ter outras intenções.

Certa noite, ele me ligou dizendo que precisava ensaiar uma cena para o teste de uma novela e pediu que eu batesse o texto com ele. Me buscou e fomos para o seu apartamento (uma cobertura com uma vista maravilhosa). Passamos a cena dezenas de vezes até que ele estivesse pronto para o teste. Então ele me ofereceu um drink e ficamos na varanda do apartamento, olhando a linda noite que fazia lá fora. Clima, né? Óbvio! Ele me beijou.

De repente o negócio começou a pegar fogo e já corremos para o quarto. Quando ele começou a tirar a minha roupa… Pronto! Bateu a maior insegurança do mundo! Comecei a lembrar daquela mulher linda-maravilhosa-espetacular, dançando com aquele bumbum enorme e perfeito na televisão. Comecei a imaginá-lo tirando a roupa dela e olhando para aquele corpo perfeito… Não conseguia de maneira alguma tirar aquelas imagens da cabeça e parar de tentar imaginar o que ele estaria pensando ao olhar para o meu corpo (pô, tenho meus pneuzinhos, sou mulher normal, tenho celulite…). Concentração zero naquela transa. Fiquei toda cheia de vergonha, toda preocupada…

Essa insegurança foi tudo uma grande besteira! Sabe por quê? Ele se apaixonou por mim e começamos a namorar. Um dia ele me confessou que não tinha a menor paciência para a vaidade da ex e que ela só sabia pensar em corpo, em academia… Não tinha outro assunto. Era fútil e chata. Ok, não sou nenhuma modelo, não sou nenhuma gostosona da televisão, mas sei que sou uma companhia legal.

Se você não consegue evitar sua insegurança, então, pelo menos, tente evitar saber do passado do cara — é melhor não querer se comparar a possíveis gostosonas.

#ficaadica

Beijos,

Lu

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O cantor e a tiete 3

Novembro 5, 2009

Luciana SabbagJá contei aqui e aqui dois casos que tive com cantores de quem fui fã. Como prometi no Twitter, chegou a hora de contar o terceiro caso que, de longe, foi o mais bombástico — mesmo não podendo ser considerado um “caso” de verdade — o que mais marcou minha vida.

Também pudera! O bofe é pop, internacional, super ultra famoso, assediado por milhares e milhares de mulheres histéricas ao redor do mundo… Até hoje acho que é mentira. A sorte é que eu estava com duas amigas como testemunhas!

Quem lê o blog sabe que eu jamais falo o nome verdadeiro de algum bofe, principalmente se ele for famoso. Mas, nesse caso, acho que o cara nunca vai ler, entrar em contato e querer me processar, certo?

Vamos ao ocorrido: estávamos nós três no shopping Eldorado para uma sessão de autógrafos que o grupo Westlife faria na Saraiva Mega Store. O evento estava marcado para às 16h e, às 8h da manhã, a fila já dava a volta no quarteirão do shopping, pelo lado de fora.

Meu pai conhecia o chefe da segurança de lá e, claro, não pude deixar de usar deste artifício para levar uma vantagem. Liguei para o Carlão e pedi (PELO AMOR DE DEUS!!!) que desse um jeitinho para eu e minhas amigas vermos o Westlife de perto. Ele, então, pediu que nós o encontrássemos no estacionamento para que ele liberasse a nossa entrada pelos fundos.

Com os corações disparados, lá fomos nós. Esperamos, sentadas na garagem, até a hora em que a Van dos meninos chegou. Levantamos num pulo. Mas, como sempre mativemos o pacto das fãs sem escândalos, permanecemos em silêncio, apenas com os olhares arregalados como os de quem vê fantasmas.

Os quatro inglesinhos (um deles, o Kian, não pode vir ao Brasil) desceram da Van e vieram caminhando em nossa direção. Parecia um sonho — ainda mais para meninas de 16/17 anos. Todos nos cumprimentaram com beijinhos no rosto e eu, apaixonada pelo Shane (o mais feinho, claro!), não consegui tirar os olhos de Nicky. Simpaticíssimos, foram abraçados conosco, caminhando pelo corredor que dava acesso ao elevador privativo do shopping. Como não cabia todo mundo lá dentro, subiram o Mark, o Shane, três homens da produção (?) e um segurança primeiro. Esperamos o elevador voltar vazio e entramos eu, Bryan, minhas duas amigas, Nicky, o Carlão e mais um segurança. Sete pessoas em um elevador fica apertadinho, né? Me encostei num canto e o Nicky ficou de frente para mim, meio que me esmagando.

Olhos nos olhos… Ele me beijou. Meu coração quase saltou pela boca e, mesmo quase perdendo os sentidos, ouvi o Bryan fazer alguma piadinha para o segurança. Não vou dizer que o beijo foi incrííííível porque eu tava tão nervosa que beijei mal pacas — e ele é gringo, né? (Sem preconceitos). Não sei quantos segundos aquilo tudo durou, mas quando o elevador parou, ele finalizou o beijo com um selinho, olhou para o Bryan e deu um sorrisinho. Não entendi nada, mas eu também não estava nem aí.

Fomos pelo corredor que nos levava até a Saraiva ainda abraçados. Então eles entraram e nós tivemos de esperar. Sozinha com as meninas ali fora, eu gritei e perguntei se aquilo tinha acontecido mesmo ou era um sonho. Sim, o Nicky tinha me beijado mesmo.

Entramos na loja e o Carlão nos deixou furar a fila para que os meninos autografassem nossos CDs. Começou pelo Bryan, então veio o Mark e, quando chegou a vez do Nicky, ele deu uma piscadinha pra mim e eu soltei:

– Can I kiss you again?

Hahahaha. Atenção para o fora épico:

– No.

Fiquei totalmente sem chão, mas segui em frente para pegar o autógrafo do Shane.

CD Westlife

Capa do CD autografada. Na foto: Bryan, Mark, Nicky, Shane e Kian

Ok, foi só um beijo — e é óbvio que o cara não ia me beijar de novo na frente das fãs! — mas foi o beijo mais inesquecível da minha vida. E que eu sonhei com ele por anos, ah, sonhei!

Beijos,

Lu

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Flashback

Novembro 3, 2009

LeitoraA cena: night, Rio de Janeiro, Lapa, tudo lotado. Encosto em um canto para respirar. Olho para o lado e reconheço a menina que está ao meu lado, mexendo no sapato, reclamando que ele estava machucando seu pé:

– O sapato está machucando? Você não testou antes de sair de casa?

– Não. Esqueci. Está machucando muito.

– Você não sabe quem eu sou, não é, Fulana?

Olhar de espanto da parte dela, que me pergunta:

– Você me conhece? De onde?

– Estudamos juntas na escola.

Ela para, me olha e fala:

– Andrea!

– Isso mesmo.

E eu dou um sorriso.

Na sequência, ela diz:

– Toda vez que me falam de você eu lembro de uma cena em um recreio da escola quando tínhamos 18 anos. Eu reclamava: “se o mundo acabasse hoje, eu morreria virgem”. Você me olhou e falou apenas: “eu não”. Morri de inveja.

Agora imaginem só: a menina era toda assanhada, classificada como piriguete na escola. Era virgem. Eu, a nerdzinha que lia nos intervalos na biblioteca, não era mais. A vida é irônica, não é mesmo? E depois de 8 anos sem ver a Fulana, ela se lembra justamente de um momento bombástico meu. Foi com essa memória que marquei a vida dela.

Palavra da leitora

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“A sorte de um amor tranquilo”

Outubro 28, 2009

Camilla Conde“A sorte de um amor tranquilo”.  Muitos conhecidos e pessoas das quais me relaciono dizem que isso é uma utopia. Que esse “tipo de amor” não existe e, vão além, afirmam que ele é chato, enfadonho, sem graça.

Eu, para “variar”, discordo. Mesmo porque, quando falo de amor tranquilo não falo de amor sem tempero, sem cheiro, sem gosto. Na verdade, lembro-me dos relacionamentos que coleciono e dos erros que não quero repetir. Quando almejo penso nesse amor, penso em um relacionamento sem brigas, sem neuroses, sem surtos de ciúmes e crises de  insegurança, mágoas. Penso no companheirismo, nas risadas, no respeito que deve rolar sempre, no espaço que cada indivíduo deve e merece ter. Penso em fazer de um relacionamento algo leve.

Um lado meu ainda acredita na existência desse tipo de amor, de relacionamento e, sinceramente, quero viver isso. Obviamente, não sou idiota a ponto de pensar que brigas não acontecerão, que o ciúme será zero, que não haverá insegurança em certo momentos e problemas, mas sei que pode existir o meio termo, a conversa e, também, a confiança mútua.

Será que é impossível? Estou sendo a mais boba do universo e só falando besteiras?

Ah, acho importante esclarecer que, quando falo de amor tranqüilo, não estou falando de marasmo. Não quero um amor sem pegada, tesão, putaria… Bem, se estou parecendo boba, ingênua ou seja lá o que for, não ligo. Independente dos meus inúmeros #prontocaguei, relacionamentos #fail, eu ainda acredito.

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A aparência importa?

Outubro 28, 2009

Luciana Sabbag“Ah, eu não me importo com a aparência!”.

Quantas pessoas você já não ouviu dizerem isso? É. Mas essas pessoas se importam com a aparência, sim. Pelo menos em público.

Quem nunca teve um caso com alguém que evitou apresentar aos amigos e a frequentar restaurantes bacanas? Eu, que sempre levantei a bandeira do “me apaixono pelo que a pessoa é por dentro”, já. E não foi só uma vez.

Quando estávamos sozinhos, tudo era lindo. Eu realmente gostava de ficar com ele. Mas sentir os olhares indignados das pessoas da mesa ao lado, ou ouvir julgamentos das amigas eram o que eu precisava para não sair mais com o cara em público. Há muitos que não se inomodam. Mas é necessário muito amor — e não só paixonite — para encarar uma pressão dessas.

Já me apaixonei por um cara bem, digamos, feinho. E não tive vergonha dele nem medo da reprovação da minha turma. Mas, nesse caso, eu estava MESMO apaixonada. Pensava até em me casar. Então enfrentei, afinal, o amor é cego. Com o tempo, ele já não parecia tão feio para meus amigos, nem para mim que, como uma boa mulher que se preze, dei um jeitinho de dar uma melhorada no visual do rapaz.

É claro que beleza não se põe à mesa e eu não vou sair com uma porta só porque ela é feita do mais belo carvalho, né? Acredito que o importante mesmo é sentir atração. Se a pessoa não é bonita, mas lhe atrai por algum motivo — por ser charmosa, inteligente ou ter umas mãos grandes (desculpa, eu tenho tara por mãos másculas! Hahaha) — e você está feliz com ela, é o que vale.

Se não há atração e você está com ela porque “ela é legal”, saiba que o que não falta no mundo é gente legal. O que não dá é pra ficar se escondendo do mundo por vergonha de apresentá-la. Isso é ser sacana com a pessoa e, principalmente, com você.

Ainda bem que gosto é que nem cu, cada um tem o seu — e o meu é bem peculiar. Gosto de uma “beleza exótica”, que quase ninguém gosta e que, para mim, muito importa. Vou sair com os bonitos (do meu gosto) até que eu ame de verdade um feio. Citando Vinícius, “as muito feias que me perdoem, mas beleza é funamental” – para quem não ama.

Lu

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Escolha um, leve vários

Outubro 27, 2009

Sílvia TorranoUm dia a gente encontra a nossa cara metade, resolve casar e aí descobre que, além da pessoa amada, levamos pra casa a família no pacote. Sim, se a pessoa não nasceu de chocadeira, tem mãe (a temida sogra), pai, irmãos…

Não acho que isso seja, necessariamente, ruim. Eu, por exemplo, me dou super bem com a minha sogra, que me trata como filha, e a família do meu marido. Mas tem gente que não tem a mesma sorte. Nesse caso, é melhor tentar manter a paz familiar com a política da boa vizinhança com quem a gente não gosta. Assim, evitamos briga em casa.

Óbvio que também não precisa fingir que é melhor amiga da pessoa que você detesta, porque aí também não vai colar. Fale o necessário, apenas. E digo isso por experiência própria. Se nego não permite que a conversa flua numa boa, desencane; você não é a Madre Teresa de Calcutá (eu estou bem longe disso, confesso!).

Quando a gente escolhe formar uma família, os parentes vêm no pacote com o marido ou a esposa e, infelizmente, não tem como a gente deixar pra lá. Por acaso alguém já comprou bolacha avulsa no supermercado?

Palavra de casada

(Sílvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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I love you!

Outubro 22, 2009

Luciana SabbagEstava na balada com uma amiga e, após shots e shots de tequila, resolvi ir ao banheiro. Levantei-me da mesa, meio cambaleando, e fui. De repente, alguém segura meu braço e diz:

– Ôe… pour favour… Voucê é daqui?

– Oi? Daqui? Dessa balada?

– É… Náo sei… – com cara de quem não entendeu nada.

– De São Paulo? Sou. Você é gringo. De onde?

– California.

Não demorou meio segundo para eu abrir um sorriso e começar a papear com o bofe. Ele só sabia falar o básico do básico em português — por favor, obrigado, quanto custa?, como você chama? e, claro, bunda! — então prosseguimos em inglês. Eu até me esqueci que queria ir ao banheiro.

Em meia hora já estávamos nos pegando. Ele era uma graça! Típico gringo, loiro de olhos claros, cara de bobo

Fomos quase os últimos a sair da balada. Ele pegou um taxi para o hotel onde estava hospedado e eu voltei pra casa com minha amiga, gritando músicas de Ana Carolina, feliz da vida. “E eu suuuubo bem aaaalto pra gritaaar que é amoooooor”

No dia seguinte, de manhã, ele ligou, perguntando onde havia um bom lugar para almoçar naquela região. Aproveitou e me pediu para fazer-lhe companhia. Fomos comer uma feijoada, porque eu tinha que lhe apresentar a típica comida brasileira. Passamos o dia juntos. E o tempo voou. Passeamos de mãos dadas, trocamos carinho… Então ele me pediu que o acompanhasse até o hotel.

Puuuuta hotel! Fomos na academia, no restaurante, pá pá pá… Aí, lógico, não é porque tem cara de bobo que é bobo, né, minha gente? Me levou pro quarto. Eu fui, porque também não sou boba. Vista linda, ele lindo, tudo lindo…

Nos dias que se seguiram, ficamos gru-da-dos. Fomos ao shopping, fizemos compras, tomamos açaí na tigela, comemos pão de queijo, passeamos no parque, andamos na Av. Paulista…

Tudo em uma semana. E eu já estava apaixonada.

O tão temido sábado, chegou e ele tinha que partir.

Fui levá-lo ao aeroporto. Trocamos juras de amor e fizemos planos o caminho inteiro. Combinamos que eu faria intercâmbio e moraria em Los Angeles e que ele voltaria ao Brasil dentro de três meses.

Assim que ele pegou as malas e ameaçou ir em direção à sala de embarque, desatei-me a chorar. Mas chorei de soluçar… Não conseguia nem falar. Ele chorou, me abraçou, me beijou e disse para eu ficar tranquila que logo estaria de volta.

Lá da sala de embarque, através do vidro, ele me jogou um beijo e disse:

– I love you!

Quando cheguei em casa, enviei-lhe um email. Esperei dias por uma resposta que nunca chegou. E nunca mais ouvi falar do gringo.

Beijos,

Lu