Já contei aqui e aqui dois casos que tive com cantores de quem fui fã. Como prometi no Twitter, chegou a hora de contar o terceiro caso que, de longe, foi o mais bombástico — mesmo não podendo ser considerado um “caso” de verdade — o que mais marcou minha vida.
Também pudera! O bofe é pop, internacional, super ultra famoso, assediado por milhares e milhares de mulheres histéricas ao redor do mundo… Até hoje acho que é mentira. A sorte é que eu estava com duas amigas como testemunhas!
Quem lê o blog sabe que eu jamais falo o nome verdadeiro de algum bofe, principalmente se ele for famoso. Mas, nesse caso, acho que o cara nunca vai ler, entrar em contato e querer me processar, certo?
Vamos ao ocorrido: estávamos nós três no shopping Eldorado para uma sessão de autógrafos que o grupo Westlife faria na Saraiva Mega Store. O evento estava marcado para às 16h e, às 8h da manhã, a fila já dava a volta no quarteirão do shopping, pelo lado de fora.
Meu pai conhecia o chefe da segurança de lá e, claro, não pude deixar de usar deste artifício para levar uma vantagem. Liguei para o Carlão e pedi (PELO AMOR DE DEUS!!!) que desse um jeitinho para eu e minhas amigas vermos o Westlife de perto. Ele, então, pediu que nós o encontrássemos no estacionamento para que ele liberasse a nossa entrada pelos fundos.
Com os corações disparados, lá fomos nós. Esperamos, sentadas na garagem, até a hora em que a Van dos meninos chegou. Levantamos num pulo. Mas, como sempre mativemos o pacto das fãs sem escândalos, permanecemos em silêncio, apenas com os olhares arregalados como os de quem vê fantasmas.
Os quatro inglesinhos (um deles, o Kian, não pode vir ao Brasil) desceram da Van e vieram caminhando em nossa direção. Parecia um sonho — ainda mais para meninas de 16/17 anos. Todos nos cumprimentaram com beijinhos no rosto e eu, apaixonada pelo Shane (o mais feinho, claro!), não consegui tirar os olhos de Nicky. Simpaticíssimos, foram abraçados conosco, caminhando pelo corredor que dava acesso ao elevador privativo do shopping. Como não cabia todo mundo lá dentro, subiram o Mark, o Shane, três homens da produção (?) e um segurança primeiro. Esperamos o elevador voltar vazio e entramos eu, Bryan, minhas duas amigas, Nicky, o Carlão e mais um segurança. Sete pessoas em um elevador fica apertadinho, né? Me encostei num canto e o Nicky ficou de frente para mim, meio que me esmagando.
Olhos nos olhos… Ele me beijou. Meu coração quase saltou pela boca e, mesmo quase perdendo os sentidos, ouvi o Bryan fazer alguma piadinha para o segurança. Não vou dizer que o beijo foi incrííííível porque eu tava tão nervosa que beijei mal pacas — e ele é gringo, né? (Sem preconceitos). Não sei quantos segundos aquilo tudo durou, mas quando o elevador parou, ele finalizou o beijo com um selinho, olhou para o Bryan e deu um sorrisinho. Não entendi nada, mas eu também não estava nem aí.
Fomos pelo corredor que nos levava até a Saraiva ainda abraçados. Então eles entraram e nós tivemos de esperar. Sozinha com as meninas ali fora, eu gritei e perguntei se aquilo tinha acontecido mesmo ou era um sonho. Sim, o Nicky tinha me beijado mesmo.
Entramos na loja e o Carlão nos deixou furar a fila para que os meninos autografassem nossos CDs. Começou pelo Bryan, então veio o Mark e, quando chegou a vez do Nicky, ele deu uma piscadinha pra mim e eu soltei:
– Can I kiss you again?
Hahahaha. Atenção para o fora épico:
– No.
Fiquei totalmente sem chão, mas segui em frente para pegar o autógrafo do Shane.

Capa do CD autografada. Na foto: Bryan, Mark, Nicky, Shane e Kian
Ok, foi só um beijo — e é óbvio que o cara não ia me beijar de novo na frente das fãs! — mas foi o beijo mais inesquecível da minha vida. E que eu sonhei com ele por anos, ah, sonhei!
Beijos,









