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O cantor e a tiete 3

Novembro 5, 2009

Luciana SabbagJá contei aqui e aqui dois casos que tive com cantores de quem fui fã. Como prometi no Twitter, chegou a hora de contar o terceiro caso que, de longe, foi o mais bombástico — mesmo não podendo ser considerado um “caso” de verdade — o que mais marcou minha vida.

Também pudera! O bofe é pop, internacional, super ultra famoso, assediado por milhares e milhares de mulheres histéricas ao redor do mundo… Até hoje acho que é mentira. A sorte é que eu estava com duas amigas como testemunhas!

Quem lê o blog sabe que eu jamais falo o nome verdadeiro de algum bofe, principalmente se ele for famoso. Mas, nesse caso, acho que o cara nunca vai ler, entrar em contato e querer me processar, certo?

Vamos ao ocorrido: estávamos nós três no shopping Eldorado para uma sessão de autógrafos que o grupo Westlife faria na Saraiva Mega Store. O evento estava marcado para às 16h e, às 8h da manhã, a fila já dava a volta no quarteirão do shopping, pelo lado de fora.

Meu pai conhecia o chefe da segurança de lá e, claro, não pude deixar de usar deste artifício para levar uma vantagem. Liguei para o Carlão e pedi (PELO AMOR DE DEUS!!!) que desse um jeitinho para eu e minhas amigas vermos o Westlife de perto. Ele, então, pediu que nós o encontrássemos no estacionamento para que ele liberasse a nossa entrada pelos fundos.

Com os corações disparados, lá fomos nós. Esperamos, sentadas na garagem, até a hora em que a Van dos meninos chegou. Levantamos num pulo. Mas, como sempre mativemos o pacto das fãs sem escândalos, permanecemos em silêncio, apenas com os olhares arregalados como os de quem vê fantasmas.

Os quatro inglesinhos (um deles, o Kian, não pode vir ao Brasil) desceram da Van e vieram caminhando em nossa direção. Parecia um sonho — ainda mais para meninas de 16/17 anos. Todos nos cumprimentaram com beijinhos no rosto e eu, apaixonada pelo Shane (o mais feinho, claro!), não consegui tirar os olhos de Nicky. Simpaticíssimos, foram abraçados conosco, caminhando pelo corredor que dava acesso ao elevador privativo do shopping. Como não cabia todo mundo lá dentro, subiram o Mark, o Shane, três homens da produção (?) e um segurança primeiro. Esperamos o elevador voltar vazio e entramos eu, Bryan, minhas duas amigas, Nicky, o Carlão e mais um segurança. Sete pessoas em um elevador fica apertadinho, né? Me encostei num canto e o Nicky ficou de frente para mim, meio que me esmagando.

Olhos nos olhos… Ele me beijou. Meu coração quase saltou pela boca e, mesmo quase perdendo os sentidos, ouvi o Bryan fazer alguma piadinha para o segurança. Não vou dizer que o beijo foi incrííííível porque eu tava tão nervosa que beijei mal pacas — e ele é gringo, né? (Sem preconceitos). Não sei quantos segundos aquilo tudo durou, mas quando o elevador parou, ele finalizou o beijo com um selinho, olhou para o Bryan e deu um sorrisinho. Não entendi nada, mas eu também não estava nem aí.

Fomos pelo corredor que nos levava até a Saraiva ainda abraçados. Então eles entraram e nós tivemos de esperar. Sozinha com as meninas ali fora, eu gritei e perguntei se aquilo tinha acontecido mesmo ou era um sonho. Sim, o Nicky tinha me beijado mesmo.

Entramos na loja e o Carlão nos deixou furar a fila para que os meninos autografassem nossos CDs. Começou pelo Bryan, então veio o Mark e, quando chegou a vez do Nicky, ele deu uma piscadinha pra mim e eu soltei:

– Can I kiss you again?

Hahahaha. Atenção para o fora épico:

– No.

Fiquei totalmente sem chão, mas segui em frente para pegar o autógrafo do Shane.

CD Westlife

Capa do CD autografada. Na foto: Bryan, Mark, Nicky, Shane e Kian

Ok, foi só um beijo — e é óbvio que o cara não ia me beijar de novo na frente das fãs! — mas foi o beijo mais inesquecível da minha vida. E que eu sonhei com ele por anos, ah, sonhei!

Beijos,

Lu

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Flashback

Novembro 3, 2009

LeitoraA cena: night, Rio de Janeiro, Lapa, tudo lotado. Encosto em um canto para respirar. Olho para o lado e reconheço a menina que está ao meu lado, mexendo no sapato, reclamando que ele estava machucando seu pé:

– O sapato está machucando? Você não testou antes de sair de casa?

– Não. Esqueci. Está machucando muito.

– Você não sabe quem eu sou, não é, Fulana?

Olhar de espanto da parte dela, que me pergunta:

– Você me conhece? De onde?

– Estudamos juntas na escola.

Ela para, me olha e fala:

– Andrea!

– Isso mesmo.

E eu dou um sorriso.

Na sequência, ela diz:

– Toda vez que me falam de você eu lembro de uma cena em um recreio da escola quando tínhamos 18 anos. Eu reclamava: “se o mundo acabasse hoje, eu morreria virgem”. Você me olhou e falou apenas: “eu não”. Morri de inveja.

Agora imaginem só: a menina era toda assanhada, classificada como piriguete na escola. Era virgem. Eu, a nerdzinha que lia nos intervalos na biblioteca, não era mais. A vida é irônica, não é mesmo? E depois de 8 anos sem ver a Fulana, ela se lembra justamente de um momento bombástico meu. Foi com essa memória que marquei a vida dela.

Palavra da leitora

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“A sorte de um amor tranquilo”

Outubro 28, 2009

Camilla Conde“A sorte de um amor tranquilo”.  Muitos conhecidos e pessoas das quais me relaciono dizem que isso é uma utopia. Que esse “tipo de amor” não existe e, vão além, afirmam que ele é chato, enfadonho, sem graça.

Eu, para “variar”, discordo. Mesmo porque, quando falo de amor tranquilo não falo de amor sem tempero, sem cheiro, sem gosto. Na verdade, lembro-me dos relacionamentos que coleciono e dos erros que não quero repetir. Quando almejo penso nesse amor, penso em um relacionamento sem brigas, sem neuroses, sem surtos de ciúmes e crises de  insegurança, mágoas. Penso no companheirismo, nas risadas, no respeito que deve rolar sempre, no espaço que cada indivíduo deve e merece ter. Penso em fazer de um relacionamento algo leve.

Um lado meu ainda acredita na existência desse tipo de amor, de relacionamento e, sinceramente, quero viver isso. Obviamente, não sou idiota a ponto de pensar que brigas não acontecerão, que o ciúme será zero, que não haverá insegurança em certo momentos e problemas, mas sei que pode existir o meio termo, a conversa e, também, a confiança mútua.

Será que é impossível? Estou sendo a mais boba do universo e só falando besteiras?

Ah, acho importante esclarecer que, quando falo de amor tranqüilo, não estou falando de marasmo. Não quero um amor sem pegada, tesão, putaria… Bem, se estou parecendo boba, ingênua ou seja lá o que for, não ligo. Independente dos meus inúmeros #prontocaguei, relacionamentos #fail, eu ainda acredito.

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A aparência importa?

Outubro 28, 2009

Luciana Sabbag“Ah, eu não me importo com a aparência!”.

Quantas pessoas você já não ouviu dizerem isso? É. Mas essas pessoas se importam com a aparência, sim. Pelo menos em público.

Quem nunca teve um caso com alguém que evitou apresentar aos amigos e a frequentar restaurantes bacanas? Eu, que sempre levantei a bandeira do “me apaixono pelo que a pessoa é por dentro”, já. E não foi só uma vez.

Quando estávamos sozinhos, tudo era lindo. Eu realmente gostava de ficar com ele. Mas sentir os olhares indignados das pessoas da mesa ao lado, ou ouvir julgamentos das amigas eram o que eu precisava para não sair mais com o cara em público. Há muitos que não se inomodam. Mas é necessário muito amor — e não só paixonite — para encarar uma pressão dessas.

Já me apaixonei por um cara bem, digamos, feinho. E não tive vergonha dele nem medo da reprovação da minha turma. Mas, nesse caso, eu estava MESMO apaixonada. Pensava até em me casar. Então enfrentei, afinal, o amor é cego. Com o tempo, ele já não parecia tão feio para meus amigos, nem para mim que, como uma boa mulher que se preze, dei um jeitinho de dar uma melhorada no visual do rapaz.

É claro que beleza não se põe à mesa e eu não vou sair com uma porta só porque ela é feita do mais belo carvalho, né? Acredito que o importante mesmo é sentir atração. Se a pessoa não é bonita, mas lhe atrai por algum motivo — por ser charmosa, inteligente ou ter umas mãos grandes (desculpa, eu tenho tara por mãos másculas! Hahaha) — e você está feliz com ela, é o que vale.

Se não há atração e você está com ela porque “ela é legal”, saiba que o que não falta no mundo é gente legal. O que não dá é pra ficar se escondendo do mundo por vergonha de apresentá-la. Isso é ser sacana com a pessoa e, principalmente, com você.

Ainda bem que gosto é que nem cu, cada um tem o seu — e o meu é bem peculiar. Gosto de uma “beleza exótica”, que quase ninguém gosta e que, para mim, muito importa. Vou sair com os bonitos (do meu gosto) até que eu ame de verdade um feio. Citando Vinícius, “as muito feias que me perdoem, mas beleza é funamental” – para quem não ama.

Lu

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Escolha um, leve vários

Outubro 27, 2009

Sílvia TorranoUm dia a gente encontra a nossa cara metade, resolve casar e aí descobre que, além da pessoa amada, levamos pra casa a família no pacote. Sim, se a pessoa não nasceu de chocadeira, tem mãe (a temida sogra), pai, irmãos…

Não acho que isso seja, necessariamente, ruim. Eu, por exemplo, me dou super bem com a minha sogra, que me trata como filha, e a família do meu marido. Mas tem gente que não tem a mesma sorte. Nesse caso, é melhor tentar manter a paz familiar com a política da boa vizinhança com quem a gente não gosta. Assim, evitamos briga em casa.

Óbvio que também não precisa fingir que é melhor amiga da pessoa que você detesta, porque aí também não vai colar. Fale o necessário, apenas. E digo isso por experiência própria. Se nego não permite que a conversa flua numa boa, desencane; você não é a Madre Teresa de Calcutá (eu estou bem longe disso, confesso!).

Quando a gente escolhe formar uma família, os parentes vêm no pacote com o marido ou a esposa e, infelizmente, não tem como a gente deixar pra lá. Por acaso alguém já comprou bolacha avulsa no supermercado?

Palavra de casada

(Sílvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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I love you!

Outubro 22, 2009

Luciana SabbagEstava na balada com uma amiga e, após shots e shots de tequila, resolvi ir ao banheiro. Levantei-me da mesa, meio cambaleando, e fui. De repente, alguém segura meu braço e diz:

– Ôe… pour favour… Voucê é daqui?

– Oi? Daqui? Dessa balada?

– É… Náo sei… – com cara de quem não entendeu nada.

– De São Paulo? Sou. Você é gringo. De onde?

– California.

Não demorou meio segundo para eu abrir um sorriso e começar a papear com o bofe. Ele só sabia falar o básico do básico em português — por favor, obrigado, quanto custa?, como você chama? e, claro, bunda! — então prosseguimos em inglês. Eu até me esqueci que queria ir ao banheiro.

Em meia hora já estávamos nos pegando. Ele era uma graça! Típico gringo, loiro de olhos claros, cara de bobo

Fomos quase os últimos a sair da balada. Ele pegou um taxi para o hotel onde estava hospedado e eu voltei pra casa com minha amiga, gritando músicas de Ana Carolina, feliz da vida. “E eu suuuubo bem aaaalto pra gritaaar que é amoooooor”

No dia seguinte, de manhã, ele ligou, perguntando onde havia um bom lugar para almoçar naquela região. Aproveitou e me pediu para fazer-lhe companhia. Fomos comer uma feijoada, porque eu tinha que lhe apresentar a típica comida brasileira. Passamos o dia juntos. E o tempo voou. Passeamos de mãos dadas, trocamos carinho… Então ele me pediu que o acompanhasse até o hotel.

Puuuuta hotel! Fomos na academia, no restaurante, pá pá pá… Aí, lógico, não é porque tem cara de bobo que é bobo, né, minha gente? Me levou pro quarto. Eu fui, porque também não sou boba. Vista linda, ele lindo, tudo lindo…

Nos dias que se seguiram, ficamos gru-da-dos. Fomos ao shopping, fizemos compras, tomamos açaí na tigela, comemos pão de queijo, passeamos no parque, andamos na Av. Paulista…

Tudo em uma semana. E eu já estava apaixonada.

O tão temido sábado, chegou e ele tinha que partir.

Fui levá-lo ao aeroporto. Trocamos juras de amor e fizemos planos o caminho inteiro. Combinamos que eu faria intercâmbio e moraria em Los Angeles e que ele voltaria ao Brasil dentro de três meses.

Assim que ele pegou as malas e ameaçou ir em direção à sala de embarque, desatei-me a chorar. Mas chorei de soluçar… Não conseguia nem falar. Ele chorou, me abraçou, me beijou e disse para eu ficar tranquila que logo estaria de volta.

Lá da sala de embarque, através do vidro, ele me jogou um beijo e disse:

– I love you!

Quando cheguei em casa, enviei-lhe um email. Esperei dias por uma resposta que nunca chegou. E nunca mais ouvi falar do gringo.

Beijos,

Lu

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Os erros mais comuns

Outubro 20, 2009

A Melhor das IntençõesO assunto deste blog é relacionamento. Mais ainda: relacionamento que não deu certo.

No MSN Mulher, saiu uma matéria sobre os 10 erros mais comuns que as mulheres cometem em seus relacionamentos.

Não poderíamos deixar de compartilhá-los com vocês, né?

1. Fingir que está tudo bem quando não está: Quando ele pergunta: ‘O que foi?’ e respondemos: ‘Não foi nada’. Os homens são literais e objetivos, não entendem entrelinhas. “Para eles, nada é nada – estejamos emburradas, com a cara amarrada ou não. É simples assim”, ensina a psicóloga Sabrina Dotto Billo.

2. Fazer uma crítica atrás da outra: “Os homens (e as mulheres também) são muitas vezes motivados pelo reconhecimento. Esperar o momento para elogiar quando ele fez algo certo é melhor do que criticá-lo pelos erros”, lembra a psicóloga Karen Camargo.

3. Achar que ele tem bola de cristal: “Esperar que o parceiro adivinhe nossas necessidades ao invés de pedir diretamente”, sinaliza Karen Camargo, apoiada pela colega Thays Araújo. “A comunicação é essencial. Ter um diálogo franco e aberto é importante para esclarecer os mal-entendidos, expressar pensamentos e desejos. Isso facilita a intimidade e proporciona maior cumplicidade ao casal. O casal precisa conversar sobre o que vive. Sempre haverá conflitos e eles poderão ser resolvidos se os parceiros encontrarem um momento para falar e ouvir”, explica Thays Araújo.

4. Competir com a sogra: “É um grande erro simplesmente porque são amores diferentes. Pense no coração compartimentado com gavetinhas, onde cada gavetinha é para uma pessoa. Esvaziar outras não fará a sua ficar mais cheia: o máximo que você pode fazer para encher a ’sua’ é ser uma pessoa melhor. E vale lembrar que você pode se tornar a ‘ex’, mas a mãe dele sempre será mãe”, explica a psicóloga Sabrina Dotto Billo.

5. Contar tudo tim-tim por tim-tim: “Um pouco de privacidade é essencial. Algumas partes da nossa história são íntimas e pessoais, e não é porque não compartilhamos com o parceiro que deixamos de ser sinceras no relacionamento. É questão de autopreservação. Quando o assunto é relação anterior, o cuidado deve ser ainda maior, pois nesse quesito, o menos é sempre mais”, esclarece a psicóloga Sabrina Dotto Billo.

6. Encarnar a Dra. Sabe Tudo: “É um erro achar que conhece tudo sobre o parceiro. A gente não conhece uma pessoa 100%, mesmo depois de muito tempo de relacionamento. Quando achamos que sabemos tudo o que o parceiro pensa ou deseja, deixamos de perguntar o que ele realmente quer e isso pode gerar muitos desentendimentos. Conhecer a pessoa com um olhar é possível, mas não é garantia de que você irá acertar sempre. Pressupor é mais arriscado do que confirmar o que o parceiro deseja no momento”, explica a psicóloga Thays Araújo.

7. Dizer que perdoou, mas não perdoou nada: “Quando dizemos que o perdoamos por qualquer coisa e esperamos o momento de “devolver” na mesma moeda ou jogamos na cara numa discussão, não demonstramos coerência”, lembra a psicóloga Sabrina Dotto Billo.

8. Descuidar dele: “Os homens precisam ser cuidados. Eles esperam que as mulheres façam por eles coisas que os façam se sentir especiais: comprar aquela sobremesa que ele gosta, elogiar, cuidar quando estão doentes, se preocupar com a sua vida em geral”, afirma a psicóloga Karen Camargo.

9. Achar que pode resolver tudo sozinha: “O maior erro é a mulher achar que ela pode ser a única ou a maior responsável pelo relacionamento. Uma relação só existe a dois, portanto, cada um tem sua parcela de responsabilidade nos erros e acertos da relação. Cabe aos dois encontrar os ajustes necessários”, explica a psicóloga Thays Araújo.

10. Fazer pouco das fraquezas dele: “A regra geral é exaltar as qualidades e ter respeito para com as fraquezas. E ajudar a melhorar se o parceiro quiser ajuda. Se ele confessou algo para você (por exemplo, que não gosta de ser baixinho, narigudo, é ruim nos esportes ou não tem sucesso no trabalho) é porque ele confiou em você. Ele vai se sentir tripudiado toda vez que você ‘tocar na ferida’ e vai pensar duas vezes antes de contar alguma coisa novamente”, finaliza Sabrina Dotto Billo.”

E aí? Vamos colocar esses conselhos em prática?

Leia a matéria completa aqui.

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Barrados no Baile

Outubro 18, 2009

LeitoraAndei durante muitos anos em um grupo estilo “Barrados no Baile”, sabe? O grupo era enorme, cada hora com mais agregados. Rolava uma renovação, por assim dizer, e com isso, todo mundo ficava com todo mundo. Dava para brincar de análise combinatória de casais. Claro que havia namoros sérios por ali e rolava respeito. Eu mesma namorei por dois anos com um menino desse grupo.

A coisa era bem aberta mesmo. Mas as histórias – ainda bem – nunca saíram de dentro do grupo. Morria ali. E vivíamos em festas, churrascos, jogos de RPG e tudo o mais que a criatividade, o tempo e os espaços nos permitiam.

Eu lembro de um menino que tinha o apelido de Pizza porque era fácil e rápido, sabe como? Todas ficavam com ele, nem que fosse para reclamar depois. E os meninos vinham com ficha completa, todos os detalhes à mão. Isto quando não rolava uma mesa redonda feminina para falar de fulano ou cicrano.

Um dia era aniversário de uma das minhas melhores amigas. Festinha em um bar mexicano. Mesa enorme, falatório. Sentei e comecei a ver quem estava por ali. Claro que quando vem uma situação constrangedora você sempre está na cadeira do meio da mesa, né? Murphy ajuda à beça! Então, a minha frente estava o menino que eu namorei aos 16 anos. E, depois em volta, comecei a olhar… Bem… Eu tinha ficado com a fileira que estava do outro lado inteira. Sem exceções. Ok, não eram tantos. Uns 6. Mas o suficiente para eu me sentir no corredor polonês da inquisição pós pegação. E por que estavam todos juntos ali, na fila na minha frente? Murphy. Só ele explicaria. Gaiato, bandido.

Pensei que pudesse passar por essa batida. Até que esse meu ex dos 16 anos começou a olhar em volta. E nessa hora eu tive ódio de ser amiga e de manter boa relação com praticamente todos os meninos que fiquei ou namorei. Ele olhou a volta e disse:

– Péra aí! Você já ficou com todos dessa fileira?

E eu querendo arrumar um buraco para me esconder:

– Já…

Por sorte ninguém estava prestando atenção à nossa conversa. Ufa. Ele riu. Eu ri. E estufei o peito. A pessoa tem de assumir a própria conduta, né? Na boa, não havia nada para me envergonhar e postura é tudo.

Palavra da leitora

Andrea

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Cuidado com o tempero

Outubro 16, 2009

Sílvia TorranoDe acordo com o dicionário Michaelis, ciúme é “inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração”. Em tradução livre, quem ama tem ciúme, mesmo que a outra pessoa declare o que sente por você. Não estou me referindo ao ciúme que gera escândalos, porque aí, pra mim, já é caso de internação. E, também, não somente ao amor homem-mulher. Falo do ciúme de amigo, de irmão, mãe…

O ciúme aparece quando nossa zona de segurança fica estremecida – geralmente, quando surge, na relação, uma pessoa nova. Se a gente ama demais, espera ser amado de volta. Eu sou ciumenta e não faço o menor esforço para esconder. E sou obrigada a confessar que adoro saber quando alguém tem ciúme de mim, porque aí me sinto mais amada (é bobagem, eu sei).

Mas como a coluna é “palavra de casada”, vou falar do ciúme no casamento. Mesmo num relacionamento estável, há ciúme. Porque sempre corremos o risco de alguém aparecer e estragar tudo.  Obviamente, não sou ingênua a ponto de pensar que uma hora, mesmo com ciúmes ou não, alguém possa aparecer e algo acontecer, mas não dá para viver nessa neurose, certo? O mais importante, antes de qualquer coisa, é respeitar o outro (diz o ditado que quem ama, cuida). Mas cuidado pra não pirar, senão você deixa de viver sua vida e o relacionamento desmorona. Tudo tem seu limite.

Ciúme é a pimenta do relacionamento; se colocar demais, causa indigestão. E cuidado pra pimenta não ir aos olhos, porque vai causar muita dor e lágrimas…

Palavra de casada

(Sílvia Torrano – http://twitter.com/silviatorrano)

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Meu querido professor

Outubro 16, 2009

Luciana SabbagHoje, 15 de outubro, Dia dos Professores, lembrei-me de alguns tantos professores especiais, que me fizeram crescer, aprender, evoluir — alguns sofrer — e que levarei para sempre na memória.

Como toda (ou quase toda) menina, já me apaixonei por um professor (ou mais de um) e sofri, chorei, sonhei… O legal era que eu sempre tinha um bom motivo para ir à escola: se eu “amava” o professor de Matemática, me dedicava horrores às continhas, só pra impressionar (pfff!).

Quando cheguei ao colegial (Ensino Médio?), eu já estava grandinha e sabia o que queria. Me apaixonei pelo meu professor de Biologia.

Era um tal de imaginar cenas proibidas para menores naquelas bancadas do laboratório de ciências… (Fantasiar, tudo bem, né? Acontece que eu contava pra ele  — sim, era do tipo oferecida mesmo!) Chegava no ouvido dele, depois da aula, e falava tudo o que eu tinha visualizado ali. Ele era solteiro, novo (devia ter uns 28 anos) e muito “bem apessoado”. Mas, como professor ético que era, tinha o maior respeito por mim e não dava trela à nenhuma das minhas cantadas.

– Quero que você me ensine, na prática, como funciona esse negócio de reprodução, de “azão-azinho”… Rola?

– Lu, vá pra casa… vá estudar, vá… – Ele desconversava.

No último dia de aula do meu último ano da escola, vi ele entrando no carro para ir embora. Debrucei na janela e perguntei se ele poderia me dar uma carona.

– Você não vai se arrepender, prometo!

– Ah é? Então, tá. Já que as aulas acabaram mesmo, entre. – Ele respondeu.

Ah, tremi na base! Dei uma risadinha e falei:

– Estou brincando. Não posso ir com você. Meu pai está vindo me buscar. Mas a gente pode ficar um tempinho aqui mesmo, não?

– Ok… Entra no carro.

Eu tinha tanta certeza de que ele recusaria qualquer coisa, que falava qualquer besteira (inclusive baixaria) na cara dele. Mas, dessa vez, ele havia me surpreendido. Certo, eu já era maior de idade e não era mais sua aluna. Não havia motivos para que não rolasse nada entre nós.

Entrei no carro.

Eu já tinha falado tantas vezes que queria um “tico-tico no fubá” com ele que, agora que estava ali, frente a frente, quase boca na boca, eu não sabia o que fazer. Sim, de fato, eu queria. Mas eu queria muito mais. Eu era apaixonada por ele! Fora que eu não podia confessar que era só uma virgenzinha tentando se passar por mulher fatal para “conquistar” o homem mais velho…

– E aí? — Ele disse, abrindo o botão da calça.

– Vou sentir sua falta.

[pausa]

– Preciso ir. Meu pai chegou. Tchau, professor! Obrigada por tudo – dei-lhe um selinho e desci do carro.

Não olhei pra trás e nunca mais o vi novamente. Até hoje eu me pergunto o que será que teria rolado se eu tivesse ficado ali…

Sonhei com ele durante anos e anos… Seu jeito de falar, seu domínio sobre a matéria, sua imposição nas aulas…

E sonhei com outros professores também. Chega na faculdade, a gente já é “adulta”… Até rola uma reciprocidade mas, prefiro não comentar.

Beijos,

Lu